O Caminho para Felicidade

2 Revelações - Parte 1: Aviso


Notas iniciais
Oi gente! Agora vou começar uma sequencia de quatro capitulos para mostrar como os dois se acertaram. Aproveitem bastante e tenham em mente que algumas coisas vieram do nime - qualquer semelhança foi proposital.

Com o tempo os shinigamis iam reconstruindo a Gotei, os devidos respeitos haviam sido prestados aos companheiros mortos e todos se preparavam para eliminar os vestígios dos poderes espirituais de Yhwach e Aizen.

Rukia agora era a responsável pelo 13° esquadrão e devia treinar suas habilidades para ser promovida a Capitã por última recomendação de Ukitake para Kyoraku. Renji estava auxiliando Byakuya com os documentos atrasados do esquadrão e aguentando alguns comentários bem incômodos sobre haver enviado flores para Rukia – alguns membros da família de Byakuya não gostaram daquilo.

Sabendo que Rukia e ele eram apenas amigos da época que frequentavam a Academia de Artes Espirituais, Byakuya não deu tamanha relevância para o fato de terem ficado preocupados com a saúde um do outro e deu fim aquelas reclamações sem sentido – mal suspeitava ele que a coisa era bem mais que isso (pelo menos para Renji).

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Já fazia quase um ano da luta contra Yhwach e Renji e Rukia haviam aprimorado sua amizade. Renji permanecia aquele que carregava o desejo de reviver aquele sentimento de companheirismo que os dois tinham e trazer de volta algumas lembranças do passado sem interferir na vida de Rukia – essa permanecia sem esses pensamentos e pensava que era ótimo ser uma amiga mais próxima de Renji novamente.

Um dia, Jidanbou avisou que um morador da Rugonkai insistia em falar com Renji e Rukia sobre um assunto urgente. O morador se recusava a sair do caminho e chegou a oferecer a própria vida a Jidanbou se ele apenas avisasse o dois que haviam problemas em casa e que era para voltarem.

Renji e Rukia foram avisados quando um mensageiro da Gotei interrompeu a reunião de capitães e tenentes em que estavam. Eles confirmaram conhecer Tsuro (o homem no portão) e pediram que o deixasse entrar; pois se estava lá algo ruim devia ter acontecido.

Com dez minutos de espera e a reunião pausada com os superiores esperando do lado de fora, um shinigamis da primeira divisão deixou Tsuro na presença dos dois e saiu. O homem chamava tanto a atenção quanto o momento em que o silêncio prevalecia e os três apenas se encaravam. Tudo de tenso naquela situação se foi quando os três começaram a rir e se cumprimentar.

— E aí seus malucos. – Tsuro começou – De boas? – ele terminou estendo o braço para se cumprimentarem e assim o fizeram.

— Toca aqui doido. – disse Rukia tirando expressões de susto e surpresa de todos.

— Beleza cara. – Renji logo deu uma leve chave de braço no amigo e os três começaram a rir sem se importar com a plateia.

Depois de muito se cumprimentarem e antes de conseguirem começar a conversa, Hisagi levantou uma questão que lhe veio na hora que viu os três se encarando.

— Vocês pertencem a mesma família de distrito!? – os três se olharam e o encararam de volta.

— Como você percebeu? – Renji foi quem questionou.

— É que eu também sou de uma. Aí quando vi vocês se encarando lembrou muito o que eu e meu pessoal fazíamos, e fazemos até hoje, quando nos encontrávamos. – ele se justificou.

— Somos da mesma família e algo não está bem. – Rukia se colocou séria – Fazer uma viagem do 78° distrito ao norte até aqui não pode ser apenas por uma social; ainda mais sozinho. – ela terminou percebendo que o amigo logo entristeceu.

— Infelizmente você acertou. – Tsuro começou – Vocês dois precisam voltar para o distrito depressa! – aquela afirmação preocupou os dois na hora – Eu e o pessoal brigamos com uns caras há uma semana porque eles estavam mexendo nos túmulos dos três. – ele terminou vendo os dois se alterarem.

— Como é!? – Rukia deu um berro enfurecida.

— Me diz que vocês deram fim nesses miseráveis desgraçados por favor! – Renji estava extremamente nervoso e tinha uma ameaçadora expressão no rosto.

— Nós fizemos eles se arrependerem de terem decidido chegar perto do distrito. – o amigo começou a falar feliz ao se lembrar da atitude dele e dos companheiros contra os invasores dos túmulos – Aqueles malditos vão tremer só de lembrar que o distrito existe! A gente se certificou disso; além de metade do distrito ter partido para cima deles quando souberam o que fizeram. – o amigo terminou rindo da situação

— Bom mesmo! Malditos! Sorte deles que nos não estávamos lá para pegá-los! – Rukia, e com certeza Renji, permaneciam enfurecidos.

— E o que houve com eles? – Renji não escondeu sua preocupação com o estado dos amigos mortos.

— Bem.... – sempre que Tsuro começa a falar assim era um mau sinal – Os panos que usaram de embrulho ficaram em farrapos, as madeiras que colocaram não servem mais para nada e.... – ele hesitou! Aquilo era o pior sinal possível – Nós ainda estamos procurando alguns ossos que achamos que caíram do penhasco. – quando terminou viu seus amigos tremerem ao encarar a dura realidade.

Os dois ficaram estáticos e com expressões horrorizadas e preocupadas. Na plateia, que os três ignoravam enquanto conversavam, Hisagi estava horrorizado pela notícia que os dois receberam enquanto os outros shinigamis presentes se surpreendiam e tentavam digerir a situação – principalmente Byakuya. Ele jamais imaginou que Renji e Rukia fossem tão próximos assim e que havia tanta coisa que ele não sabia sobre a irmã de sua esposa.

— Comandante Kyoraku. – Renji se recompôs, se virou e começou a falar com Kyoraku que lhe deu permissão para seguir – Nós dois precisamos de pelo menos uma semana de folga. – ele foi direto e já colocou Rukia nos planos – Nossa família precisa de nós. – essa frase mexeu com todos e para Byakuya foi como se a verdade fosse atirada em sua frente – Sei que é pedir muito considerando a condição em que estamos, mas não podemos abandoná-los. Por favor! Uma semana é o mínimo do mínimo que precisamos para rapidamente dar uma geral em tudo. – Renji terminou como se suplicasse por permissão e Rukia permanecia em silêncio.

Kyoraku analisava a situação. Um amigo antigo dos dois vinha desesperado de um dos mais afastados distritos entregar um aviso urgente, Rukia – mesmo se mantendo inerte – não escondia sua preocupação e Renji suplicava – quase em desespero – pela chance de socorrer seus familiares.

— Tudo bem. – Renji logo se animou – Lhes dou doze dias para voltarem, mas terei que arrumar as folgas de vocês muito bem depois. – Renji não se importava de morrer de trabalhar se pudesse ajudar sua família.

— Muito obrigado Comandante. – pela primeira vez em dez minutos de conversa Rukia reagiu e agradeceu junto de Renji que continuou a falar – Podemos ir ainda hoje? – ele questionou.

— Devem ir imediatamente e voltar o quanto antes! – ele disse bem sério.

Os dois confirmaram as ordens de Kyoraku e saíram correndo com seu amigo para Inudzuri. No corredor, Hisagi se perdia em pensamentos de como seria se alguém fizesse aquilo com algum amigo ou conhecido seu do distrito. Ele parecia tão abatido e preso em seus pensamentos que Kensei teve que lhe dar um ‘leve’ soco na cabeça para que voltasse a realidade.

Notas finais
TãDã!!! Gostaram do clima que ficou? Caso algum conceito tenha ficado confuso podem me perguntar ou assistir os episodios da saga da Soul Society que ajuda ;)