O Caminho da Esperança
1 Prólogo
-Bom dia querida, posso entrar? — Falou Cláudia do lado de fora da porta. Sem resposta.
-Filha, por favor, acorde logo — Insistiu a mãe da garota — Fiz seu café da manhã preferido. Panquecas com calda de caramelo! Tá uma delícia.
A mãe agora começara a se desesperar, sua filha, Katherine, não era como qualquer outra garota. Duas chamadas sem resposta só podia significar uma coisa. E não era nada bom, talvez até trágico. Correu até o seu próprio quarto e começou a gritar pelo marido.
-Jason! É a Katherine, ela não responde — Falou aos gritos, em meio ao choro que estava se formando em seus olhos — Acho que está acontecendo de novo.
-Vamos, rápido — Disse o marido se levantando e correndo em direção ao quarto da filha, quase que vizinho ao seu. Forçou a porta, mas a fechadura não cedeu, lhe restara o arrombamento. Se lançando contra a porta, somente conseguiu a abrir na sua quarta tentativa.
-Filha! — Gritou o pai, indo a cama da garota — Clair, chame a ambulância. Desta vez é mais grave.
O pai levantou o cobertor da garota, seu nariz e sua boca estavam sangrando, a pele havia se tornado mais pálida ainda, mesmo considerando a brancura da garota. Os cabelos estavam sujos pelo sangue recente, os deixando com uma aparência escura e pegajosa. Após alguns minutos a ambulância chegou a casa, já não era mais um acontecimento raro uma ambulância chegar aquela casa, não importava o horário, após os vizinhos tomarem conhecimento do caso da filha, pararam de se queixar do barulho das sirenes ecoando na escuridão da noite ou nos sóis de seus domingos em família.
-Ela vai ficar bem? — Perguntou Clair a um enfermeiro que colocava sua filha na maca e a carregava até a ambulância — Me diga que ela vai ficar bem... Por favor.
-É isso que esperamos senhora Trink — Retrucou o enfermeiro, que tinha os cabelos loiros presos sob a touca do hospital.
-Nós vamos de carro até o hospital — Disse para a filha ainda inconsciente — Vai ficar tudo bem querida...
Mas a ambulância acabara de ser fechada, saindo em disparada em direção ao hospital. Clair e Jason entraram no carro, sem nem se lembrar de algo importante que deixaram na casa, algo que sentiria sua falta esta noite.
Quando o carro saiu em alta velocidade, elevada mesmo para os padrões dos Trink, uma garotinha de cabelos ruivos e cacheados surgiu a porta, usando uma camisola rosa com desenho de pequeninas flores. Usava um chapéu em formato de cone, escrito Parabéns para Mim!
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