Notas iniciais
Hey, tô aqui!
Espero que gostem!

Novembro de 1942, Noite, Cidade de Guaraná, Posto Médico da Shindou

No Posto de Saúde da Shindo, Handa estava vendo o paciente dormindo calmamente depois de ter sofrido uma forte queda. Yuuchi Tsurugi estava internado há cinco dias, e teve que passar por uma cirugia perigosa.

_ General, espero que fique bem!_ Disse ele olhando para a cabeça do garoto, enfaixada, e depois olhou para a perna, a faixa dela estava um pouco avermelhada, pois sangrara muito, e ao fim da cirurgia, Yuuchi poderia ter morrido.

_ Handa_ Era a enfermeira de cabelos curtos, Aki Kino, que havia atendido Yuuchi da última vez_ Venha aqui fora um minuto, por favor!_ Ela ordenou para o Médico.

_ Aki!_ Ele exclamou e saiu do quarto_ O que houve?

_ O irmão de Yuuchi está aqui e quer saber se pode ver o irmão, deixo ele entrar ou expulso esse garoto?_ Perguntou olhando fixamente para os olhos do doutor, que se perdeu e ficou paralisado por instantes, até ela o chamar de novo_ Doutor Handa!

_ Ele pode entrar sim, ele tem direito!_ Disse o médico, acordando do transe.

_ Ok, vou chamá-lo!_ Ela falou se retirando na direção da porta do posto secreto.

~X~

Novembro de 1942, Cidade de Guaraná, Jornal da Cidade

Minamisawa estava terminando de escrever uma reportagem, quando Okita chegou ao seu lado, e olhou as folhas que ele gastou escrevendo em Português e Japonês.

_ Escreveu muito recruta!_ Disse Okita.

_ Não fale comigo Infeliz!_ Minamisawa retrucou de forma fria e sem olhar para a cara do moreno.

_ Ok, não se esqueça que hoje tem reunião da Shindou, no Galpão_ Falou Okita.

_ Vocês deviam me libertar, afinal, eu não sou um pergio para sociedade_ Minamisawa se levantou e Okita o acompanhou para o destino, no final de um corredor, a sala do editor-chefe e dono do jornal.

Eles andam até o lugar, e batem devagar na porta, e não recebem resposta. Batem mais forte e ouvem uma voz falando, "entrem". A sala era um cubículo, mas era boa, as fotos da família estavam na parede. Endou Mamoru e sua esposa. Na sala também se encontrava Angelo Cabrini.

_ Ah, é você, o que você tem de novo?_ Perguntou frio, Angelo.

_ Deixe de ser frio Angelo_ Endou falou, sorrindo para todos.

_ Eu só vim deixar isso, e você sabe que esse sorriso amarelo é cansativo_ Minamisawa falou.

_ Ok, deve ser mais uma matéria excelente!_ Endou falou, mexendo a cabeça para o lado.

_ Igual a que eu escrevi a morte do seu filho?_ Minamisawa sorriu, mas estava de costa para todos_ Então para você é o lixo do ano!_ Falou e saiu andando normalmente coma cabeça baixa, e um sorriso que ninguém viu, até o lado de fora, e correu para o lado de trás do prédio do jornal e começou a rir chorando.

~X~

Novembro de 1942, Cidade de Guaraná, Vilarejo Dolce Lar, Casa de Masaki Kariya

Kariya estava novamente sozinho em casa, depois de um dia escrevendo poemas para o jornal. Estava nu, deitado na cama, escutando radio com as notícias. Uma mulher havia sido assassinada por outra, depois de descobrir que ela era a amante de seu marido.

_ Isso daria um bom poema_ Disse ele se levantando e indo para o banheiro_ O problema é transformar a tragédia em tragédia romântica. Que merda!_ Ele dizia começando a encher a tina onde tomava banho.

_ Kariya!_ Ele ouviu a voz de Aoi e batidas na porta_ Kariya, você está aí?

_ Já vai!_ Ele gritou, saindo do banheiro e pegando o roupão.

_ Venha rápido!_ Ela gritou, após ouvir ele descer as escadas.

_ Estou aqui!_ Ele abriu a porta e ela entrou, fechando a porta_ O que você quer falar?

_ Eu vou morar com você!_ Ela disse, começando a tremer_ Meus pais foram presos!_ Ela fechou os olhos e caiu desmaiada no sofá.

_ Aoi!_ Ele foi socorrê-la_ Aoi, fala comigo!_ Ele segurou o corpo da noiva e a levou para o quarto.

Ao chegar no cômodo, levou-a a cama e a colocou deitada. Então, voltou ao banheiro e terminou de encher a tina com água.

_ O que eu faço agora?_ Ele se perguntou, resolvendo pegar ela, e colocar na banheira.

Primeiro retirou a blusa dela, e depois a saia da garota, deixando com as roupas íntimas dela. Então, a levantou e colocou na tina, passando a mão em seus cabelos.

~X~

Novembro de 1942, Cidade de Guaraná, Vilarejo Dolce Lar, um dia depois dos acontecimentos anteriores

Nanobana estava andando pelo vilarejo, ia entregar um remédio para Kariya, quando esbarrou em Fey.

_ Ah, Fey!_ Kinako se surpreendeu_ Co-como você vai?

_ Bem, Kinako-sama!_ Ele respondeu sorrindo.

A garota estava nervosa, suando, e tremendo.

_ Que bo-bom, Fey!_ Ela pensava muito antes de falar.

_ Por que treme tanto, Kinako-sama?_ Perguntou Fey_ E por que gagueja?

_ Nada!_ Ela gritou e saiu correndo para a casa de Kariya.

_ Kinako-sama..._ Ele piscou forte e foi atrás dela.

Kinako baita forte na porta de Kariya, enquanto Fey se aproximava dela, e ela batia cada vez mais forte, até que Kariya abriu, e ela correu para dentro. Kariya fechou a porta e foi ver o que havia ocorrido com a garota.

_ O que houve Kinako-chan?_ Kariya perguntou para a garota.

_ Nada!_ Ela ofegava_ O remédio está aqui!_ Ela abriu uma bolsa que carregava e entregou o remédio para o garoto.

_ Ah, obrigado!_ Ele pegou o remédio_ Então, já vai?

_ Antes, você pode me dar uma água?_ Perguntou ela um pouco mais calma.

_ Claro!_ Ele respondeu indo buscar um copo para a garota.

~X~

Novembro de 1942, Cidade de Guaraná, Centro da Cidade-Igreja

Era um fim de tarde bonito na Igreja da Cidade de Guaraná, e Jeanne estava na porta, recebendo os que vinham para a missa, quando avistou Tenma. Ele foi até ela, e ela fez um sinal para conversarem no campo de flores que ficava atrás.

_ O que houve?_ Perguntou a freira.

_ Jeanne, mataram um homem que não acreditou nas notícias que a Shindo divulgou essa semana!_ Ele falou_ Era um dos nossos membros, um dos mebros da Pia!

_ Isso é repressão a liberdade de opinião e expressão Tenma!_ Jeanne se preocupou_ Se isso for algo que ele possam fazer com todos que se negarem a acreditar, podem acontecer coisas horriveis.

_ Isso ia ser terrível_ Falou Tenma_ E eu sei quem fez isso!

_ Quem?_ A freira perguntou.

_ Um garoto chamado Tasuke, ajudado por Shinsuke, meu melhor amigo na infância_ Tenma olhou para o sol alaranjado_ Vamos para a missa...

_ E depois você tem que ver, o que você vai fazer, já que eu sei que vocÊ quer fazer!_ Ela disse.

_ Com certeza!_ Disse Tenma.

~X~

1º de Dezembro de 1942, Local Desconhecido

_ Não me bate!_ Pediu Kurama para Shinsuke.

_ Te bato e continuarei te batendo seu traidor!_ Shinsuke segurava um chicote e açoitava Kurama, que estava amarrado nas paredes de sua casa_ Você apaixonou-se por uma brasileira!

_ E qual o problema?_ Kurama perguntava, mais uma vez.

_ Todos! Isso é o mesmo que a morte!_ Ele açoitou o antigo amigo mais uma vez.

_ E só tem um jeito de você se libertar dela!_ Fudou chegava no local_ Matando essa garota!

Os olhos de Kurama começaram a se encher de lágrimas e transbordaram.


Notas finais
Espero que tenham gostado.
Sugestões, críticas?
Até a próxima!