O Caminho Ao Amor

7 O Pasado de Afrodite


Notas iniciais
Mil perdões a demora, e para compensar os 7 meses sem atualizar, hj postarei dois capítulos. Allons-y

Anteriormente...

Cariel, uma jovem de 17 anos com uma vida simples e trabalho que amava, viu sua vida mudar com a volta de seu padrasto ruim, que matou toda sua família que lhe faria muito mal, mas ela fugiu sem rumo, quando sem querer esbarra com Afrodite de Peixes, então nesse momento suas vidas passaram a estar ligadas.
Ela acabou se tornando aprendiz dele, que apesar de não gostar da ideia foi se acostumando e se tornando mais sensível, ainda mais quando soube da história de Cariel, e o que ela sofreu com seu terrível padrasto.

Agora...

Afrodite saiu do quarto de Cariel para que ela descansasse e foi para o seu e aos poucos ia tirando sua armadura até ficar com poucos trajes.

–Até que você fica melhor sem a armadura — Disse Cariel na porta.
(Afrodite) O que faz aqui? — Perfurou com raiva — Devia estar na cama.
(Cariel ) Desculpe, mas me bateu a curiosidade de saber porque você é tão amargo?
(Afrodite) Eu não sou amargo!
(Cariel) Ah você é! E eu gostaria de saber porque. Eu te contei meu segredo mais doloroso, agora é sua vez. Pode se abrir comigo.
(Afrodite) Quer mesmo saber?
(Cariel) Claro que quero!
(Afrodite) Sente-se aqui.
Ela se senta na cama dele.
(Cariel) Pode começar.
(Afrodite) Esta bem — Se senta em sua cama — Quando pequeno em uma vila em que eu vivia eu era motivo de piada pela minha aparecia e meu nome.
(Cariel) Seu nome é mesmo Afrodite?
(Afrodite) Sim. Meus pais achavam que era um bom nome por minha aparecia. Agaath Afrodite.
(Cariel) Mas tem bondade no seu nome, você deveria ser bom, já que é isso que significa Agaath.
(Afrodite) Não sou abrigado a ser bom. E me deixe continuar. Todos zombavam de mim, até que perdi meus pais em um acidente, e então eu fui levado a um local de treinamento para jovens cavaleiros órfãs. Ninguém acreditava que eu seria um cavaleiro, ainda mais de ouro. Então me mandaram para uma ilha terrível onde teria que lutar pela armadura de peixes, foi ai que a conheci. Seu nome era Mina. Era a filha do meu mestre. Todos a admiravam por sua beleza, mas eu a conquistei. Namoramos em segredo um tempo, até que tudo foi descoberto.
(Cariel) E o que aconteceu?
(Afrodite) Meu mestre foi compressivo e permitiu nosso relacionamento, mas os outros não se conformaram com isso. Além dos muitos insultos que me faziam por minha aparecia delicada, eles ainda tentavam tirá-la de mim.
(Cariel) Conseguiram eu imagino.
(Afrodite) Sim. Apesar dela me amar, não aguentava ouvir que ela namorava alguém que fracassaria ao se tornar um cavaleiro. Ela como todos me achava frágil demais, e sempre me pedia de desistisse daquilo, mas eu nunca o faria. Ela então me deixou por um dos que tanto zombavam de mim. Ele parecia bem mais forte que eu, estava sempre a frente de mim e todos achavam que seria dele a armadura de Peixes. Mas no final, eu fui o vencedor. Na luta final eu ganhei, demonstrei que era mais do que minha aparecia, e no lugar de matá-lo, eu o deixei viver para que sempre lembrasse que foi derrotado por mim.
(Cariel) E o que houve com ela?
(Afrodite) Quis se desculpar, mas não aceitei. Depois de tudo não poderia aceitar aquele pedido de perdão.
(Cariel) Sinto muito pelo o que ela te fez, mas não pode viver com esse rancor pro resto da vida.
(Afrodite) Isso só importa a mim. Ninguém me fará mudar de odeia sobre ela. Agora vá dormir, porque amanhã te quero bem para o treino.
(Cariel) Eu vou, mas pense nisso. O rancor ainda vai acabar com você — Diz e sai.

Cada um em seus quartos pensam um na desgraça do outro até que dormiram.

No dia seguinte, Afrodite acorda e vai tomar seu café da manhã. O criado da casa se Peixes já havia preparado dois cafés, um de Afrodite e outro de Cariel.

(Afrodite) Bom dia, Eustace! — Disse o psciano alegre.
(Eustace) Bom dia, senhor Afrodite. A menina Cariel já acordou?
(Afrodite) Ela deve estar se arrumando.
Ele se sentou na mesa e iria começar a tomar seu café, quando Eustace gritou.
(Eustace) Naaooo. Não tome desse café. Ele é para a menina. Ela tem que comer porque esteve mal ontem e porque hoje vai treinar dobrado.
(Afrodite) Tem razão. Leve a ela.
(Eustace) Essa foi por pouco — Murmurou.

Depois do café, Cariel teve de ir treinar já que já estava melhor.
O Treino começou e como já era o esperado, teria de lutar com seu mestre para aperfeiçoar suas técnicas de luta.
(Afrodite) Vamos! Me de um soco.
(Cariel) Onde?
(Afrodite) Onde quiser. Agora ande logo!
Ela desfere um soco nele, mas ele o segura com apenas uma mão.
(Afrodite) Não me diga que esse é o seu máximo?
(Cariel) Não podia pegar um pouco mais leve?
(Afrodite) Eu já estou pegando leve.
(Cariel) Então nem quero ver o pesado.
(Afrodite) Pare de ser mole.
(Cariel) Eu sou apenas uma garota de 17 anos.
(Afrodite) Crianças de 6 a 7 anos são mais fortes que você no treino.
(Cariel) Humilhou agora — Correu até ele para acertá-lo, mas foi contra uma pilastra.
(Afrodite) Você é perda de tempo. Vou falar com a Deusa.
(Cariel) O QUE? ISSO NÃO! — Disse se levantando e seu cosmo começou a se elevar, então ela conseguiu desferir um golpe contra Afrodite o derrubando.
(Afrodite) Parece que as pessoas trabalham melhor sob pressão, isso é a prova — Disse ao levantar.
Cariel desmaiou após isso.
(Afrodite) Para com isso, menina. Levante-se! — Sem resposta — Porque será que eu não posso ter uma pupila menos problemática?

Ele se aproximou dela e ao tocá-la viu que ela estava gelada. Ao olhá-la ali tão frágil, Afrodite notou pela primeira vez o quanto ela era bela. Pensava que tudo nela era belo, seus cabelos negros meio ondulados, pele clara... Espera, o que estava pensando?
Voltou a olhá-la ali tão frágil, seu coração começou a bater em ritmo acelerado.
Ela estava pálida, respiração faca, e batimentos muito lentos. Mesmo assim, isso não impediu que Afrodite tivesse o desejo de beijá-la. Não entendia porque, mas mesmo assim a beijou.

Continua...