O CEO que Eu Paguei
115 Você Me Destrói, Sabia?
A respiração de Heitor estava descompassada. O maxilar firme e os olhos semicerrados davam o tom do momento, o peso do que sentia por ela — e do que ela causava nele. Do outro lado da chamada, Helena também respirava mais forte, os olhos carregados de desejo, as bochechas coradas, o peito subindo e descendo sob o moletom. Ela parecia tentar disfarçar, mas ele conhecia aquele olhar.
— Mostra pra mim, safada. — Ele pediu com a voz mais baixa e rouca do que pretendia, o tom de ordem com gosto de súplica.
Helena mordeu o lábio inferior, mantendo o olhar firme na tela. E então levantou os dedos devagar, úmidos, brilhando sob a luz do quarto. Ela não disse nada. Só levantou uma sobrancelha com deboche, aquele jeitinho dela que misturava arrogância com entrega — como se dissesse tá vendo o que você faz comigo?
Heitor gemeu baixo, involuntariamente.
— Caralho… — sussurrou, encarando a tela como se pudesse atravessá-la. — Só com a minha voz… tu fica assim?
Ela sorriu maliciosa, sem responder. O silêncio dizia tudo.
Heitor se encostou melhor, procurando um canto mais escuro da varanda, protegendo-se das luzes da festa. A mão firme continuava trabalhando sob a calça, os olhos grudados nela. Ele estava ali, em um dos bairros mais nobres do Rio, cercado por homens poderosos, mulheres elitizadas, músicos clássicos tocando no salão principal... e tudo que conseguia pensar era naquela boca, naquele jeito, naquela mulher.
— Quando tu chegar… — ele começou, a voz mais baixa — vou te prender naquele quarto e só vou te soltar depois de acabar com todas as saudades que tu deixou aqui.
— Isso é uma ameaça? — ela rebateu com aquele tom entre desafiador e ansioso.
— Isso é uma promessa. — Ele respirou fundo. — Mas hoje... hoje é só a gente aqui. Me deixa ver. Me mostra como tu pensa em mim.
Helena olhou para os lados, como se o mundo lá fora ainda existisse, depois afastou levemente a câmera, revelando um pouco mais do corpo. Heitor mordeu a língua para conter o gemido, os olhos escurecendo.
— Isso… assim mesmo. — Ele sussurrou, quase em transe. — Faz do jeitinho que tu faria se eu estivesse aí. Quero ver a cara que tu faz quando pensa em mim.
Ela arfou.
A imagem tremia levemente no celular de Heitor, mas ele não tirava os olhos. Helena mordia o lábio inferior com os dedos úmidos entre as pernas, mostrando a ele exatamente o que provocara. E provocara muito.
Heitor encostou as costas na parede lateral da mansão, a festa acontecendo atrás dele, abafada pelas portas fechadas. Os olhos estavam cravados na tela, no corpo dela, na expressão que misturava safadeza com um tipo de ternura que só ela sabia carregar.
— Cê tá me ouvindo direito, Helena? — ele perguntou com a voz carregada, mais grave, quase rouca. — Porque eu tô me segurando aqui pra não meter a mão nessa porta e voar pra sua cidade só pra terminar isso ao vivo.
Ela riu, maliciosa, com a voz baixa e embargada de prazer.
— Continua aí... — ela sussurrou. — Quero ver até onde vai essa homenagem aí...
Ele ajeitou a câmera, deixando o ângulo perfeito. O maxilar marcado se contraía conforme ele se masturbava com mais firmeza. Os gemidos abafados por entre os dentes.
— Tu não tem noção do que tá fazendo comigo... — ele disse, os olhos semicerrados. — Essa sua boca, essa cara de safada... e esses dedos molhados que tu mostrou... m3rda, Helena...
Do outro lado da tela, ela se ajeitava também, mais entregue, os dedos deslizando com naturalidade, sem vergonha, só desejo. Ela estava linda, suada, os cabelos um pouco bagunçados, os olhos grudados nele.
— Fala mais, Heitor... — ela pediu, com a respiração falhada. — Fala o que vai fazer comigo quando eu chegar aí...
Ele respirou fundo, cerrando os dentes por um momento e depois encarando a tela como se pudesse puxá-la para dentro do celular.
— Eu vou te pegar daquele jeito que te faz esquecer onde tá... de frente, olhando bem pra sua cara, vendo tu implorar com esse seu jeitinho marrento... — Ele parou por um segundo, soltou um riso baixo. — Vai ficar sem andar de novo. Igual da última vez.
Helena soltou um gemido baixo, manhoso, e foi inevitável. Ele perdeu o ritmo e gemeu junto.
— Me espera — ele disse com a voz firme, enquanto o corpo estremecia. — Que eu tô quase...
E então, os dois...
Ao mesmo tempo.
O silêncio que veio depois foi preenchido apenas pelas respirações ofegantes, entrecortadas e sinceras.
Heitor encostou a testa na parede, olhos fechados, ainda com a mão apoiada na cintura, tentando recompor o fôlego. Do outro lado, Helena parecia rir baixinho, ainda entregue, com os dedos entrelaçados sobre o ventre, satisfeita.
— Cê é uma deusa na minha vida... — ele disse, ainda arfando, com um sorriso nos lábios. — E eu tô viciado nisso.
Ela soltou um riso leve e debochado, a voz baixa, íntima.
— Então vai ter que se contentar com isso até eu chegar.
— Até quando? — ele perguntou, o tom sério agora, mas calmo.
— Dois dias.
— Merda... — ele passou a mão no rosto, ainda sorrindo. — Longos pra caralho.
Ela o olhou de novo, com aquele ar travesso e sincero.
— Mas tu aguenta, CEO. Já aguentei tanta coisa... agora é sua vez.
E ele só balançou a cabeça, com os olhos fixos nela.
Com saudade.
Com desejo.
Com tudo.
Heitor encostou-se à mureta de pedra da varanda, isolado do burburinho elegante da mansão. O céu do Rio estava limpo, cravejado de estrelas. Mas nenhuma luz fazia tanto efeito quanto a que vinha do outro lado da tela: Helena, emoldurada pela penumbra do quarto dela, com aquela expressão debochada e olhos cheios de intenção.
Ele estava com a mão suja e estava dando graças a Deus por não ter manchado a calça. Teve que limpar a mão na mureta de pedra.
— Uma pena você estar aí — ela sussurrou, com aquele tom arrastado que só usava quando estava provocando. — Se tivesse me levado, podia ser você agora… embaixo de mim.
Heitor mordeu o lábio, já sentindo o corpo responder mesmo após ter gozado.
— Tu fala como se eu tivesse condição de ver tu falando essas coisas e não ficar com a cabeça doendo aqui embaixo, caralho — ele resmungou, a respiração ficando mais pesada.
Helena deu uma risada leve, mordeu o canto do dedo. Com o celular apoiado, ela passou a ponta dos dedos pela própria coxa, devagar, subindo por dentro do moletom largo.
— Queria te mostrar uma coisa… — ela disse, a voz mais baixa. E puxou o moletom, mostrando a buceta toda molhadinha para ele.
Heitor soltou um palavrão baixo. A mão dele já estava sobre o volume evidente na calça social.
— Tu quer me enlouquecer mesmo, né? Quer me deixar todo melado nessa porra de jantar de velho? — Ele soltou um gemido abafado, pressionando mais a mão sobre si. — Fala pra mim, tu tá assim por minha causa?
Helena não respondeu de imediato. Levantou a câmera só um pouco. Os dedos estavam brilhando, deslizando devagar entre as coxas.
— Você que me deixou assim. E agora vai ficar aí… vendo, sem poder tocar.
Heitor passou a língua pelos lábios, o olhar fixo nela como se pudesse atravessar a tela.
Helena lambeu devagar o lábio inferior, provocando. Ergueu os dedos, brilhantes.
— Olha o que você faz comigo... — sussurrou, mostrando os dedos úmidos para ele pela câmera.
Heitor prendeu a respiração por um instante. O maxilar travado, os olhos cravados nela. Ele já tinha desabotoado parte da calça, a mão livre deslizando pela pele quente.
— Cê sabe que eu vou te foder direitinho quando a gente se ver, né? — murmurou com aquela voz rouca e arrastada. — Só de te ver assim, toda molhada por mim, já fico com a cabeça girando.
Helena deitou de lado na cama, segurando o celular com um braço e a boca ainda úmida num sorriso preguiçoso. A voz dela saiu baixa, com aquele tom cheio de veneno doce:
— Que pena, né?
— Que pena o quê? — Heitor perguntou, ainda com o volume da respiração retomando o ritmo normal. A voz grave, carregada daquela rouquidão pós-gozo, cheia de testosterona e charme.
— Pena que eu não tô aí pra te limpar. Ia fazer direitinho. Bem devagarzinho…
Heitor riu — um riso rouco, quase cínico — e lambeu o canto da boca.
— É… realmente, tu me limpando de joelhos ia ser um evento. Ia até agradecer a Deus.— Ele ajustou a câmera, mostrando o sorriso de canto, canalha e bonito. — E olha que se tu tivesse aqui… ia sujar de novo. Ia te deixar tão melada que tu ia pedir socorro.
— Hm. Promessas, Monteiro.
— Verdades, amor. — Ele sorriu, depois passou a mão no rosto. — Tu me destrói, sabia?
Ela suspirou, sem rebater, o rosto ainda marrom rosado. Os olhos grandes e escuros fixos nele.
— Vai pra sua festinha, então.
— Não quero.
— Vai logo.
— Só vou se tu disser que vai sonhar comigo.
Helena rolou os olhos, mas não escondeu o sorriso. Se ajeitou na cama.
— Eu vou sonhar com um CEO sem vergonha, com cara de homem bonito e pau grande…
— Ihhh… tá descrevendo quem? — ele interrompeu com um riso.
— Um idiota que eu aturei numa chamada de vídeo agora.
— Então tá sonhando comigo mesmo.
Ela mordeu o lábio.
— Boa festa, Heitor…
— Não deseja boa noite?
— Não. Só boa festa. Mas não tão boa.
— Por quê?
— Porque eu não tô aí. — Ela olhou firme na tela.
— É… — ele sorriu, mais baixo agora. — Também não queria que fosse tão boa, não. Tá faltando minha mulher aqui.
— Tô indo, tá? — a voz dela saiu manhosa de uma forma que Heitor teve que se segurar na mureta para não cair de tesão.
— Me manda mensagem quando for dormir.
— Pode deixar. E você?
— Eu vou tentar ficar comportado.
— Tenta. Só tenta.
— Durma bem Helê.
— Agora eu vou, durma bem você também.
Helena desligou primeiro.
Heitor ficou olhando a tela apagada por um segundo e soltou um suspiro fundo, já se preparando para encarar o resto da noite.
Mas a boca ainda formava um sorriso.
E o pau…
Já tava pensando em outra rodada quando ela chegasse de verdade.
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