O CEO que Eu Paguei
123 Ele, o quarto e ela
A limusine parou suavemente. Helena olhou para a fachada envidraçada e imponente.
O prédio era moderno, elegante, absurdamente luxuoso. Bonito demais para uma “hóspede acidental”.
Heitor deu a volta no carro e abriu a porta com a tranquilidade de quem sabia o efeito que causava.
Óculos escuros no rosto, o sorriso torto no canto da boca.
— Helena Ribeiro Campos… — disse, com aquela voz que era convite e provocação ao mesmo tempo. — Bem-vinda ao Rio.
Helena desceu com elegância.
A calça de linho clara moldava o quadril com perfeição.
A camisa com decote em V fazia o marrom da pele dela parecer ainda mais intenso.
Era simples. Mas nela, tudo parecia ganhar impacto.
— O motorista vai deixar sua mala no meu apartamento. — ele comentou, como quem fala da previsão do tempo.
Helena arqueou a sobrancelha.
— Você quis dizer no hotel, né?
— Claro. — Heitor respondeu com o mesmo tom. — Vamos só… dar uma olhadinha no quarto. Profissionalmente falando.
Entrelaçou os dedos aos dela com naturalidade. Helena tentou manter a pose.
— Você é impossível.
— Eu sou o impossível… seu.
E deu um beijo rápido no ombro dela.
Helena estremeceu.
A forma como ele tocava sem pedir aviso era um pecado.
Ela não sabia se era por causa da saudade, sentia mais sensível ao toque dele. Ao cheiro e a presença. “Será que isso é um sintoma de…amor?” ela pensou, sentiu o rosto esquentar. Talvez fosse verdade, uma verdade que agora não parecia caber no peito.
Ela o amava.
O saguão era todo em mármore claro, com um arranjo imenso de flores tropicais no centro e as escadarias que pareciam ter saído de um filme.
Foram atendidos de imediato. Muito bem atendidos como ela havia sido no avião.
Check-in feito. Tudo pronto.
No elevador, sozinhos, o clima mudou.
Heitor se aproximou por trás, colando o corpo ao dela, e sussurrou no ouvido:
— Pronta pra conhecer o quarto?
— Espero que tenha lençol branco. Eu gosto de coisa limpa.
— Vai ser a única coisa limpa nessa noite.
Helena abafou uma risada, mordendo o lábio.
A porta se fechou atrás deles.
A luz era suave. A varanda tinha vista para a orla.
Havia champanhe sobre o balcão.
Nada disso importou.
Heitor já estava atrás dela.
A olhando como quem admira uma obra de arte rara.
Com uma das mãos, afastou os cabelos. Com os lábios, traçou um caminho lento e quente da curva da nuca até o ponto mais sensível no pescoço.
— Senti tanto a sua falta… — ele murmurou, com a voz roçando na pele dela como um toque a mais.
Helena fechou os olhos.
Os beijos dele não eram só beijos.
Eram recados.
Mensagens urgentes que só o corpo entendia.
Ela se virou devagar, ficando de frente para ele.
— Tem certeza que quer começar agora? — provocou, os olhos brilhando.
— Eu tive certeza desde o momento que você disse: “tô indo, me espera só mais um pouquinho.”
O silêncio entre eles carregava tensão, desejo e memória.
Helena puxou o colarinho da camisa dele devagar.
Queria testar. Medir. Sentir a resposta.
Heitor sorriu. Tirou os óculos escuros e os deixou sobre a mesa.
— Tá querendo provocar?
— Não. — ela respondeu, os dedos escorregando por dentro da camisa dele, pelo peito quente. — Tô querendo ver se você ainda sabe me fazer esquecer o próprio nome.
Heitor soltou aquele riso baixo e rouco.
O riso de um homem satisfeito.
De um homem que sabe exatamente o que está prestes a fazer.
— Ah, Helê… — ele murmurou. — Você não sabe o perigo que é dizer isso pra mim…
Helena sentiu as mãos firmes de Heitor em sua cintura. Ele a puxou com aquele jeito que fazia o mundo inteiro parecer pequeno demais para os dois. O beijo deles não era apressado, mas era denso e quente.
A boca dele explorava a dela com intensidade, mas também com carinho. Os dedos subiram pelas costas dela, firmes, como se quisessem memorizar cada centímetro. Quando ele colou os corpos, ela sentiu. Não precisava olhar para saber o quanto ele estava excitado por ela.
Heitor roçou a boca no canto da dela, descendo até o maxilar.
— Tá vendo o que você faz comigo, Helê? — sussurrou com a voz baixa, rouca e carregada de desejo — Eu quase enlouqueci sem esse cheiro, esse gosto, essa sua boca…
Ela riu e passou os braços por cima dos ombros dele.
— Não era só você que tava com saudade, não, Heitor…
Ele afastou o rosto só o suficiente para encará-la. Os olhos azuis intensos e famintos, mas com aquele brilho afiado de quem estava prestes a agir.
— É? — a voz veio mais baixa. — Então me mostra… porque eu tô doido pra te mostrar o quanto eu tava.
Com um único movimento, ele a ergueu pela cintura, fazendo com que ela passasse as pernas ao redor dele. As mãos dela seguraram os ombros dele com firmeza, e ela soltou um suspiro abafado, surpresa pelo gesto e pelo calor que crescia entre os dois.
Heitor caminhou com ela até a cama do quarto de hotel, sem tirar os olhos dos dela. Deitou-a com cuidado, mas com aquela urgência controlada. Ajoelhou-se sobre ela, ainda vestido, mas o corpo queimando de desejo.
As mãos dele deslizaram pelas pernas dela, subindo pela lateral do corpo, sem pressa. A boca voltou ao pescoço dela, explorando com beijos lentos, molhados e provocantes.
Heitor desceu os beijos pela clavícula dela, arrastando os lábios quentes com lentidão quase cruel. Os dedos ágeis passaram por baixo da blusa dela, subindo pela pele macia como quem desenha um mapa que já conhece de cor.
— Porra… Tá arrepiada toda, Helena... — murmurou, sorrindo contra a pele dela. — E eu nem comecei ainda...
Helena soltou um suspiro alto, os olhos meio fechados e a boca entreaberta. Ela tentava manter o controle, mas era impossível com ele ali.
— Cala a boca, Heitor... — ela resmungou, jogando a cabeça para trás.
Ele riu baixo, um riso grave, safado e cheio de certeza.
— Tu gosta quando eu falo assim... — respondeu, erguendo os olhos e encarando os dela, ainda com a boca colada na barriga dela. — E tu vai gostar ainda mais do que eu vou fazer agora.
Ele subiu devagar, o corpo colando no dela, o peso, o calor e o cheiro. Os lábios encontraram os dela de novo. Agora o beijo era mais profundo, mais urgente, e ele estava duro, pressionando a intimidade dela por cima da roupa.
— Tá sentindo isso aqui? — murmurou entre um beijo e outro. — Isso aqui é tudo saudade. Tudo vontade. Tava te esperando... só te esperando.
Helena passou as unhas pelos braços dele, a respiração falhando.
— Não foi só você, não... — sussurrou, arfando. — Também fiquei contando os dias pra isso aqui.
Ele a olhou com um misto de ternura e luxúria, aquele olhar intenso que só ele sabia dar — como se ela fosse a única mulher do mundo. Como se cada centímetro dela pertencesse a ele.
— Então abre esse coração e esse corpo todo pra mim agora... — disse num sussurro, com a voz carregada de desejo. — Que eu vou te lembrar o que é ser minha mulher.
Ele começou a despi-la com calma. Os beijos desciam novamente, dessa vez mais lentos, mais molhados, mais ousados.
Helena sentia o corpo inteiro reagir. E quando as mãos dele encontraram o lugar certo, ela gemeu baixo, mordendo o lábio, os olhos apertados.
— Assim, Heitor... assim...
— É assim que tu gosta, né safada? — ele respondeu, com a voz rouca, cheia daquele sotaque arrastado que fazia a pele dela ferver. — Só comigo tu fica assim. Fala... só comigo.
Ela não respondeu com palavras, respondeu com o corpo. E isso foi tudo que ele precisava.
Um sorriso largo e cafajeste se formou no rosto dele.
— Tu tava com saudade mesmo. Olha só… — a mão dele deslizava se afundando pelos fluidos dela — Porra… que delícia … Nem precisei de muito…
Heitor a beijou com fome. Beijava como se tivesse sede dela, como se os dias longe tivessem virado desespero nos lábios dele. Os beijos não eram mais só nos lábios — estavam por todo o corpo, quentes, molhados, arrastados, reivindicando cada pedaço dela como território marcado.
Helena se contorcia, arfando, puxando ele com força pelos cabelos e com as coxas se fechando involuntariamente ao redor dele.
— Abre... — ele sussurrou, com a boca ainda ali, quente, firme, entre os quadris dela. — Deixa eu te ver... deixa eu provar que ninguém faz o que eu faço.
— Heitor... — ela gemeu, falhando no nome dele, a voz toda derretida.
— Só eu, Helena... só eu. Tu é minha. E eu vou te mostrar o que é sentir falta de verdade.
As mãos firmes dele seguravam suas coxas como se fossem feitas pra caber nas mãos dele. Helena mordeu o lábio, os olhos apertados e os dedos agarrando os lençóis.
O toque dele era lento, preciso, com a língua e com os dedos, no ritmo que fazia a mente dela borrar.
— Tô te deixando assim só com a boca — ele provocou. — Imagina quando eu meter...
— Cala a boca, Heitor... — ela implorou, a voz trêmula, quase rindo e gemendo ao mesmo tempo.
— Não — ele respondeu contra ela, com aquele tom safado. — Hoje tu vai lembrar de mim enquanto geme. Cada gemido teu vai ser um aviso de que tu voltou pra mim.
Ele voltou com a boca no clítoris dela, Helena gemia o nome dele de uma forma que o deixa anestesiado de prazer. Mas, ela não demorou muito para chegar no clímax na boca dela.
Estava satisfeito, muito orgulhoso de si, ela nunca esteve tão entregue assim para ele. O ego masculino dele estava a mil, o que o deixava cada vez mais excitado. Ele iria mostrar para ela, o que mais, o homem dela, podia fazer.
A boca dele subiu devagar, deixando uma trilha quente e molhada pela pele dela até alcançar o rosto.
— Abre os olhos. Quero ver a tua cara agora — ele rosnou, o nariz tocando de leve a bochecha dela — Isso, assim mesmo… toda ofegante, com essa carinha satisfeita. Do jeitinho que eu gosto.
Helena não sabia o que estava acontecendo com o corpo dela, estava tão sensível ao toque dele. Talvez fosse por ter ficado pensando nele durante todo esse tempo, ela não sabia, e isso não importava.
— Agora fala. Me diz o quanto sentiu minha falta — ele provocou, com aquele tom quente e arrastado. — Me diz, Helena.
— Eu… eu — ela tentou falar, mas ele mordeu o canto da boca dela, depois lambeu de volta.
— Fala. — ele sussurrou entre os dentes.
Ela segurou o rosto dele com as duas mãos, tentando puxar um beijo mais calmo, mas ele não deixou. Segurou os pulsos dela e a prendeu contra a cama, com os dois braços erguidos acima da cabeça.
— Não. Hoje é do meu jeito. Tu passou muito tempo longe, agora vai ficar quietinha e só sentir.
— Heitor... — ela sussurrou, meio rindo e meio rendida.
Ele encostou a boca na orelha dela e falou baixo, com aquele sotaque carioca arrastado e cheio de malícia:
— Tu quer saber quanto eu senti tua falta? Dá só uma esfregada aqui e vê como eu tô. — Ele soltou uma das mãos dela e guiou os dedos dela pra baixo, direto pro volume latejante que empurrava o tecido da cueca contra a calça aberta. — Isso tudo é por tua causa, Helena. Fiquei assim o dia inteiro. Desde que vi tua foto entrando naquela porra de avião.
— E tu não fez nada? — ela provocou, com aquele sorrisinho safado, passando os dedos devagar por cima da pele quente dele.
— Nada — ele sussurrou contra a boca dela. — Porque eu sabia que ia te foder com força quando te visse. E tô só começando.
Helena gemeu baixo. Ele passou a língua pelo maxilar dela, desceu até o pescoço, mordeu com força — e depois lambeu como se quisesse pedir desculpas, ou piorar.
Tirou o resto das roupas rapidamente. O membro dele saltou livre, duro, latejando, cheio de saudade.
Ela mordeu o lábio e sussurrou:
— Não era só você que tava com saudade, não…
Heitor sorriu, malicioso.
— Eu sei. E agora vou matar a tua.
Helena mordeu o lábio, os olhos semicerrados, enquanto Heitor subia os beijos entre os peitos dela. Devagar, como quem aproveita o reencontro com fome e reverência. As mãos grandes percorriam as laterais do corpo dela com calma — mas com um domínio que fazia o corpo inteiro se acender. Era como se ele tivesse passado dias pensando nisso. E tinha mesmo.
— Tá rindo de quê? — ela perguntou com a voz falha, vendo o sorriso cafajeste dele crescer contra sua pele.
— Da tua cara… — ele sussurrou, parando com a boca logo abaixo dos seios. — Tu faz esse olhar como se não soubesse que é minha.
Helena soltou um meio riso.
— Fica quieto, Heitor.
— Nem fodendo. — ele respondeu baixo, a voz arrastada de tesão, os olhos subindo pro dela. — Eu tô com saudade disso aqui tudo. Da tua pele, da tua boca… da tua cara quando eu te deixo louca.
Ela virou o rosto, mas ele segurou o queixo dela com dois dedos.
— Olha pra mim, caralho. — Ele falou mais firme, a respiração quente encostando no queixo dela. — Fica fugindo por quê? Não queria me ver? Pois agora vai olhar enquanto eu faço tu esquecer até teu nome.
— Heitor… — ela sussurrou, tentando esconder o sorriso e o fogo.
— Que foi, amor? — ele provocou com um sorrisinho sacana, a mão escorregando pela coxa dela.
Helena respirou fundo. Os olhos castanhos estavam em brasa. Ela levou a mão ao rosto dele e passou devagar pelos fios escuros que tanto amava.
— Você fala demais — ela respondeu, quase rindo.
— Mas tu ama. — ele respondeu com a voz rouca, beijando a ponta do nariz dela. — E eu amo te ver assim… toda entregue. Só minha.
Ela puxou ele pelo pescoço e o beijo foi mais fundo dessa vez. Um beijo de saudade e fogo. Os quadris se encontraram de novo. Ele estava duro, desesperado. Ela, derretendo.
— Eu vou te fazer gozar, Helena. Com calma. Do jeitinho que só eu sei. Vai esquecer que passou dias longe de mim.
Ela puxou ele com força pela nuca.
— Então cala a boca e vem.
Ele riu. A mão foi até o bolso da calça.
— Só pegar a camisinha.
— Não.
Heitor parou, arqueando uma sobrancelha.
— Não?
— Você não quer me sentir? — ela perguntou com aquele sorriso que o enlouquecia — Eu não tô mais no período fértil.
Heitor ficou alguns segundos em silêncio. Os olhos azuis mergulhados nos dela. E então…
— Tu sabe o que me deixa maluco, né?— ele murmurou, jogando a camisinha longe.
— Fica quieto… — ela gemeu.
— Me chama de novo.
— Heitor…
— De novo.
— Heitor.
— É isso. Só minha. Só minha, porra…
E então ele entrou. De uma vez.
As mãos de Heitor agarravam a cintura dela com força, guiando o vai e vem com a precisão.
O ritmo não era apressado — era cruel.
Cruel de tão bom.
— Fica assim — ele murmurou, a voz rouca, firme. — Desse jeitinho. Eu quero ver sua cara… quando gozar pra mim.
Helena arfava, a boca entreaberta, as mãos espalmadas no peito dele. Os olhos castanhos brilhosos, entregues, mas desafiadores.
Ela até tentou responder com deboche — como sempre fazia — mas uma estocada mais profunda rasgou o ar da garganta dela.
— Shhh. — ele sussurrou com aquele sorriso torto, sacana. — Hoje quem fala sou eu.
A mão subiu pela coxa dela, contornando o quadril com adoração e possessividade.
Helena se remexeu embaixo dele, o quadril se curvando pra buscar mais.
Ela odiava admitir, mas sentia o corpo implorando.
— Filho da … — ela começou, arfando, os dedos fincando nos ombros dele.
— Fala. — ele provocou. — Termina. Quero ouvir da sua boca suja.
— Cala a boca, Heitor! — ela rebateu, mordendo o lábio.
Ele riu baixo.
Mas não parou.
Empurrou mais fundo.
Mais lento.
Mais fundo de novo.
O quadril dele se encaixava com perfeição, como se tivesse sido moldado pro corpo dela.
Heitor passou o dedo pela boca dela.
— Essa boca aqui… — ele sussurrou. — Vive falando grosso, debochando, fingindo que não sente… Mas eu sei o que ela quer.
Beijou devagar. Depois a puxou de novo pro ritmo.
Helena arqueou o corpo.
As pernas se fecharam ao redor dele.
O nome dele escapou dos lábios, entre um gemido e uma súplica.
E ela… sentiu.
O corpo inteiro trêmulo.
Os olhos fechados, as unhas marcando as costas dele.
A voz falhando em meio ao prazer.
— Isso… Isso, caralho… — ele murmurava contra o ouvido dela, sentindo o corpo dela vibrar sob o dele. — Tava com tanta saudade de você.
Beijou o pescoço, a boca, o queixo e a clavícula.
Cada beijo era uma confissão.
Cada palavra, uma jura.
— Você é minha, Helena.
— Cala a boca… — ela choramingou, sorrindo.
— Você sabe que é.
Ela tentou segurar o gemido, mas falhou. Ele empurrou mais fundo, mais firme.
— Vai acordar o hotel inteiro assim — ele provocou, com a boca colada na orelha dela. — E quer saber? Que ouçam. Que saibam quem é que tá metendo gostoso em você agora. Que saibam o quanto você grita… quando é comigo.
Helena gemeu alto. As pernas dela se fecharam em torno da cintura dele com força.
— Heitor… — gritou, tremendo.
— Fala, porra. — ele exigiu, segurando o rosto dela com uma das mãos, fazendo-a encará-lo. — Fala meu nome assim mesmo, com essa boca linda. Grita que é minha.
Ela tentou desviar o olhar, mas ele não deixou. Os quadris continuavam se chocando, cada vez mais fundos, mais intensos, o corpo dele colado ao dela, quente, suado, tão perto que ela podia sentir o coração dele batendo contra o seu.
— Você é… — ela começou, sem ar.
— Fala.
— É seu… — ela gemeu, quase implorando.
— Porra… — ele resmungou, o maxilar trincado — Eu vou gozar, caralho… Você vai fazer eu gozar agora, Helena.
A mão dele foi pra cintura dela, puxando com força contra o quadril dele.
— Vai gozar comigo. Quero você apertando em mim de novo. — A voz dele era rouca, suja, desesperada.
Ela só conseguiu balançar a cabeça, tremendo de novo, arrepiada, sem conseguir falar.
Heitor cravou os dedos na pele dela, os olhos fechados, a boca entreaberta.
— Porra… — ele gemeu, a respiração falhando, o corpo se contraindo com força — Isso, caralho… Isso… porra, Helena… — A testa dele encostada na dela, os dois arfando.
O corpo dele tremeu contra o dela.
E ela sentiu o líquido dele a invadir.
Mesmo no auge, mesmo com o clímax tomando conta, mesmo tremendo — ele continuou.
As estocadas diminuíram o ritmo por um segundo, mas logo retomaram. Mais suaves, mais sujas, mais íntimas.
Helena arregalou os olhos.
— Você… ainda tá…
— Falei que hoje eu não vou parar — ele sussurrou, a boca colada no canto da boca dela — Tô com saudade demais, porra. Tô com fome de você. Me deixa matar isso, vai…
Ela arfou. Sentia o corpo dele inteiro colado ao seu, ainda pulsando, ainda dentro dela.
— Isso aqui — ele murmurou, enfiando o rosto entre os seios dela, beijando com força — isso aqui é só o começo da nossa sexta-feira.
Beijou a boca dela, um beijo apaixonado de tirar o fôlego.
— Avisa lá no grupo dos seus amigos… que só vai dar pra ver você na segunda mesmo.
Helena riu, zonza.
Riu e gemeu ao mesmo tempo, sem saber se queria socar ou beijar ele.
— Você é um canalha.
— Eu sou o seu canalha.
Ela tentou se mexer, mas o corpo ainda estava mole.
— Eu tô… cansada, Heitor — gemeu, meio rindo, meio entregue.
Ele riu baixo no ouvido dela.
Aquela risada que sempre anunciava problema.
— Não tá não. — Ele mordeu de leve a pele do pescoço dela. — Só tá atordoada porque o pau do teu homem é um absurdo.
Helena soltou uma risada abafada, que virou gemido quando ele apertou a cintura dela com as mãos grandes.
— Fica de quatro pra mim.
A voz veio baixa, arrastada e mandona.
Ela virou o rosto, os cabelos grudados na bochecha, e olhou pra ele com uma mistura de desafio e desejo.
— Você quer tudo, né?
— Quero é você. Toda. De novo.
Com uma mão firme, ele a virou devagar, guiando seu corpo como se já soubesse de cor os caminhos dela.
Ela se posicionou, mordendo o lábio.
Quando olhou por cima do ombro, viu o olhar dele… aquele olhar que fazia a espinha dela arrepiar.
— Assim — ele falou, roçando os dedos pela curva da cintura dela. — Isso. Tão linda assim que chega dá raiva.
Helena estava completamente entregue de novo.
Ele se ajeitou atrás, as mãos firmes segurando seus quadris.
— Agora cê vai gemer o meu nome de novo, meu amor — ele sussurrou, colado nas costas dela. — E o hotel todo vai ouvir.
A segunda rodada começou ali.
Mais lenta no início. Mais intensa no fim.
Ele queria ver o corpo dela vibrando. Queria ouvir o som da pele dela se arrepiando. Queria sentir o cheiro da saudade sendo matada.
Helena não conseguia mais pensar. Só sentia.
E quando ele puxou os cabelos dela com a mão direita, fazendo com que ela erguesse o rosto e o maxilar trincasse de prazer. Ela teve certeza: ninguém fazia amor como ele.
Ninguém.
E o pior?
Ele sabia disso.
— Heitor... — ela gemeu, as unhas fincadas no lençol de hotel de mil fios.
Ele se inclinou por cima dela, colando o corpo ao dela, o peito dele quente nas costas nuas dela, e disse, com a voz mais suja e cheia de sorriso:
— Fala de novo, Helena. Fala meu nome desse jeito aí. Devagarzinho. Quero ouvir teu gemido saindo assim, molhado... igual tu tá pra mim agora.
Ela apertou os olhos, mordeu o lábio.
— Você é um idiota — conseguiu soltar entre um suspiro e outro.
Ele riu no ouvido dela, aquele riso baixo, grave, que vibrava no osso.
— Idiota? Tu não tava falando isso quando tava me chamando de gostoso agora há pouco… Ou quando tu tava tremendo na minha língua. Hein?
Helena revirou os olhos, mas o corpo estava cedendo, tremendo, pedindo.
Ela apoiou os antebraços no colchão, a testa encostada, mordendo o lábio. Os sons que escapavam da garganta dela deixavam Heitor cada vez mais insano.
— O hotel inteiro vai saber o que eu faço com você — ele avisou, puxando-a mais para ele com força, os dedos cravando na pele dela.
— Cala… a boca, Heitor — ela respondeu, num fio de voz. Mas era impossível esconder o quanto ela gostava.
Estava muito difícil de segurar, ele não ia conseguir mais.
— Porra… — ela ofegou, puxando o lençol com uma das mãos, a outra pressionando o abdômen de Heitor como se pedisse pra ele parar e continuar ao mesmo tempo.
Heitor estava com o rosto tenso, o maxilar travado, os olhos azuis escurecidos de prazer e concentração. Uma gota de suor escorreu pela têmpora dele. As mãos firmes mantinham Helena no lugar, e a força dos movimentos aumentava.
Helena quase gritou.
— Fala — ele forçou — Fala, Helena… quem que te fode assim?
Ela respondeu com os olhos úmidos, a voz falha:
— Você…
— Eu quem? — ele provocou.
— Heitor…
Ele gemeu baixo, e o quadril deu uma estocada mais forte, mais funda.
— Isso… porra… caralho, Helena…
O corpo dele começou a tremer levemente, os olhos se apertaram por um segundo e ele cravou os dedos na cintura dela, mantendo o corpo dela colado no dele. O clímax subiu como um estouro forte, quente, molhado e descontrolado. Ele se agarrou a ela com força, ofegante, suando, a testa encostada nas costas dela, a boca sussurrando entre suspiros e maldições abafadas.
Ele respirou fundo, firmando as pernas e segurando a cintura dela para ela não cair.
Voltou a se movimentar. O ritmo dele se intensificava, cada estocada mais profunda, mais firme, mais certeira. Os dedos marcando a cintura dela, como se ele quisesse gravar ali, na pele, o quanto ela era dele.
Helena tentava manter o controle, mas o corpo não obedecia mais. A respiração falhava. O mundo pareceu sumir por um instante. Só existia o som do corpo dele contra o dela, a voz rouca e suja de Heitor no ouvido, e a pressão insuportável que começava a subir pelo ventre.
— H-Heitor… — ela gemeu, tentando avisar, os cotovelos começando a ceder.
Ele sentiu.
— Isso, amor… eu sei… — ele disse com um sorriso na voz, puxando ela com mais força contra ele. — Deixa vir… me dá tudo, Helena… quero sentir você gozar em mim.
Ela gemeu alto, o som escapando sem controle. A pele toda arrepiada, o corpo tremendo, as pernas falhando.
— Vai… — ele sussurrou, colando o corpo nas costas dela, enfiando fundo mais uma vez. — Goza, meu amor. Goza pra mim… quero tua alma nessa porra.
E ela gozou.
Veio com força. O corpo arqueou, os joelhos falharam e ela caiu um pouco pra frente, mas ele a segurou — os braços firmes em volta da cintura dela, sustentando tudo com uma força absurda. Ele manteve os movimentos, mesmo com ela gemendo como se não aguentasse mais.
Helena se derretia. O corpo inteiro pulsando, os olhos fechados apertados, os lábios entreabertos, tentando lembrar como se respirava.
— Fala que é minha, Helena… — ele exigiu, o fôlego dele falhando agora também. — Fala que essa porra toda é minha. Tua boca, teu corpo… esse gozo inteiro. Tudo.
Ela tentou responder, mas não conseguiu.
Então ele segurou o quadril dela com mais firmeza, a puxando de volta com tudo — e ela gemeu mais alto ainda, desesperada e entregue.
— Tô sentindo você me apertar toda, caralho… — ele rosnou, o maxilar tenso, o corpo suando. — Tu goza assim e quer que eu aguente?
Ele mordeu o próprio lábio, os olhos quase fechando com a pressão deliciosa que o corpo dela fazia contra ele.
Helena caiu pra frente nos cotovelos, a testa encostando no lençol bagunçado. Os cabelos colados nas costas, a respiração rasgando o peito.
— Heitor… — ela conseguiu dizer, baixa, quase num soluço de prazer.
— Fala de novo.
— Heitor… por favor…
— Por favor o quê?
— Me deixa respirar… — ela sorriu, a voz embargada.
Ele riu baixinho, puxando os quadris dela de novo.
— Só quando você admitir que foi bom. E que tá maluca pra sentir de novo.
Ela tentou falar, mas o gemido veio primeiro — e a resposta também, do corpo, da pele, de cada centímetro dela.
Helena tentou respirar fundo, mas mal conseguiu. Sentia ele ali, firme, quente e latejante. Estava tão cheia que o corpo parecia prestes a desabar outra vez.
— Já... já gozou — ela murmurou, num tom que era quase um gemido manhoso, ainda tremendo. — Vai devagar...
— Vai nada — ele respondeu num sussurro grave e perigoso. — Agora tu aguenta, princesa... porque agora sou eu.
Ele puxou os quadris dela mais pra trás, ajeitando a posição. Helena soltou um som abafado, meio protesto, meio entrega.
— Eu tô quase de novo... — ele avisou, sem conseguir mais fingir controle. — Porra, Helena... tá apertadinha, tão quente... tá me sugando de um jeito que eu vou explodir.
Ela se virou um pouco por cima do ombro, os olhos castanhos brilhando, a boca entreaberta, e soltou um sorriso maldoso:
— Então goza, Heitor... mostra que é homem mesmo.
Heitor cravou os dedos nas coxas dela, segurando com firmeza, as estocadas se tornaram mais profundas, ritmadas. A respiração dele saía entrecortada, o corpo inteiro tomado por ondas de calor.
— Cacete... — ele gemeu entre os dentes. — Tu vai me deixar louco... vou gozar assim... dentro de você... todo mundo nesse hotel vai ouvir teu nome, caralho.
Ela mordeu o lençol para não gritar. Estava arrepiada da nuca até o tornozelo.
Heitor se curvou sobre ela, os corpos colados, o peito colando nas costas dela enquanto os quadris ainda se moviam com força. A boca encontrou a nuca de Helena e ele a beijou, arfando contra a pele suada.
— Porra... vem comigo — ele implorou. — Sente... sente o quanto eu tô dentro de você... o quanto é só tua...
E quando ele sentiu o corpo se dissolver, quando as pernas quase cederam, o gemido saiu bruto, longo e abafado contra a pele dela. Ele gemeu o nome dela entre dentes, os olhos fechados, as mãos firmes ainda segurando o quadril dela com domínio e cuidado.
Foram segundos longos. De descarga. De arrebatamento. De um homem inteiro se entregando.
Ele caiu para o lado, o peito subindo e descendo. Os músculos das costas vibrando, o rosto suado, a expressão entre exausto e maravilhado.
— Caralho... — ele murmurou, com a voz arrastada. — Tu... tu vai me matar.
Helena sorriu de lado, os olhos fechados, o corpo ainda desnorteado, a voz embargada pela falta de ar:
— Vai ser do melhor jeito possível...
Heitor riu, e puxou ela para os braços dele. Beijou os ombros, os dedos subindo pelo braço dela como se não quisessem mais largar. O mundo parecia menor, abafado, silencioso, exceto pelo som das respirações entrecortadas dos dois, e do coração dele... que batia ali, contra as costas dela.
— Vem cá — ele pediu, e puxou ela até encaixá-la no peito.
Ela se aninhou com um suspiro.
E ele, ainda com o gosto do nome dela na boca, sussurrou no ouvido:
— Tu é meu vício... e a minha ruína. E eu... eu sou seu.
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