O CEO que Eu Paguei
51 A vó dorme. A gente não
O corpo de Helena tremia, e Heitor sentia isso em cada impulso, como se o calor dela queimasse direto na pele dele. O sofá rangia devagar, abafado, como cúmplice do segredo entre os dois. A sala escura, com apenas o som da respiração ofegante e da pele contra pele.
Ela se contorcia embaixo dele, e ele se segurava com força, porque o prazer estava tão intenso que parecia que podia perder o controle a qualquer segundo.
— Caralho, Helena... — ele sussurrou contra a nuca dela, a voz rouca, quente, arfando. — Tu tá toda molhada no meu pau... tá sentindo? Isso aqui é só teu, porra… Tá escorrendo, que delícia.
Ele passou a mão grande pela cintura dela, descendo até a bunda e apertando com força. Helena gemeu baixinho, tentando não fazer barulho, mas não conseguiu segurar um gritinho quando ele deu um tapa mais firme que com certeza ficaria marcado por uns bons dias.
— Shhh… — ele riu baixinho, com o rosto colado ao dela. — Vai acordar a tua vó assim, mulher. E aí? Vai explicar como é que tu tá aqui… empinando essa raba deliciosa pra mim na sala dela?
Ela olhou por cima do ombro, os olhos brilhando, o cabelo bagunçado colado no rosto. Os lábios entreabertos, os seios se movendo a cada respirada curta.
— Então mete logo antes que eu comece a gritar de novo… — ela sussurrou, com aquela voz carregada de provocação, do jeitinho dela.
— Tu vai acabar me matando… — ele resmungou, puxando a cintura dela mais pra trás, pra encaixar ainda melhor. — Mulher… tu devia ser proibida… ou só minha.
Helena rebolou mais uma vez contra ele, e ele sentiu — o corpo dela tremendo outra vez. Ela gozou de novo. No pau dele. Escorrendo. Pulsando. As pernas dela fraquejaram e ele usou o próprio corpo para segurar o dela.
Ele gemeu baixo, fechando os olhos com força.
— Gozou de novo? Que tesão, porra… tu é perfeita… — ele murmurou, o sotaque arrastado do Rio saindo mais forte agora, mais sujo, mais íntimo. — Vai me deixar maluco… vou meter até tu implorar, e mesmo assim vou meter mais.
Ela mal conseguia falar, mas gemeu o nome dele como se pedisse. Como se desafiasse.
Heitor apoiou uma mão na almofada ao lado, os músculos tensionados, o corpo grande tomando conta do espaço, mas o olhar ainda fixo nela, como se só existisse ela no mundo.
— Pede, Helena — ele sussurrou, com a boca perto da orelha dela. — Pede do jeitinho que eu gosto...
Ela virou o rosto, a boca trêmula, o olhar quente.
— Então mete logo, Heitor… mete até eu esquecer meu nome.
Heitor sorriu. Um sorriso de quem sabia que já tinha vencido — e mesmo assim queria mais.
Ele se moveu mais fundo, mais forte, segurando a cintura dela com firmeza. E toda vez que ele puxava o pau quase para fora os fluídos dela decorriam. Ela empinou mais, mesmo toda mole, como se oferecesse, como se implorasse.
Ele se inclinou sobre ela, com o corpo colado nas costas suadas, e sussurrou com aquela voz baixa que fazia a espinha dela arrepiar:
— Tu vai ser a minha perdição, Helena Ribeiro Campos.
E então ele começou a se mover mais rápido, os quadris batendo contra a bunda dela com uma força quase violenta. A respiração dele descompassada. O som da pele. O desejo no ar.
— Porra… tu me fez perder a cabeça… Porra… aguenta… por favor… — ele arfava. — Eu vou gozar nessa tua buceta do jeito que tu merece…
Ela gemeu mais alto, e ele meteu mais fundo, mais uma, duas, três vezes — até o corpo inteiro dele estremecer. Até ele apoiar a cabeça nas costas dela, apertar os olhos, os músculos tensos, e então...
...ele gozou com força, com gemido grosso, masculino e carregado, a boca colada na pele dela.
O corpo de Heitor ainda tremia quando ele se apoiou no encosto do sofá, ofegante. Os olhos fechados, o cabelo bagunçado, o rosto ainda suado. Ele passou a língua pelos lábios, sentindo o gosto da pele dela ainda na boca, e riu baixinho, satisfeito.
— Três vezes, Helena… — disse em voz baixa, quase rouca, enquanto beijava de leve as costas nuas dela. — Três vezes tu gozou pra mim. E ainda implorou. Tu sabe o que isso faz com a cabeça de um homem?
Helena ainda estava deitada de bruços, o corpo rendido no sofá, a respiração pesada. Ela soltou um resmungo abafado, como se nem tivesse forças pra responder.
Heitor sorriu, e foi distribuindo beijos lentos pelas costas dela, subindo da lombar até a nuca. Depois passou o nariz por ali, inalando o cheiro do cabelo dela.
— Tá sentindo isso aqui? — ele sussurrou. — É meu coração tentando voltar pro lugar.
Ela bufou de leve e virou o rosto pra ele, os olhos castanhos marejados semicerrados, com aquele brilho de exaustão e provocação misturados.
— Se gaba mais, vai...
Heitor se afastou devagar, se ajeitando no sofá e puxando ela com cuidado pro colo dele. Helena resmungou baixinho, mas não resistiu. Ele a sentou de lado sobre uma das coxas, a envolveu com o braço e segurou o rosto dela com a outra mão.
— Vem cá — ele sussurrou, e beijou a boca dela com vontade.
Foi um beijo calmo, mas quente. Não tinha mais pressa ali. Só aquele gosto de vitória, de desejo saciado, de algo que não era só tesão.
Helena suspirou contra a boca dele e apoiou a testa no ombro dele.
— Eu vou te matar, Heitor...
— Já matou, porra — ele riu. — Tu me fez deitar no sofá da tua vó e esquecer que o mundo existe. O que tu quer mais?
— Eu queria dormir umas 8 horas sem você inventar de me virar de bruços, morder meu pescoço e meter a língua onde não deve.
— Mas foi onde tu mais gemeu — ele rebateu, com aquele sorrisinho insuportável.
Ela ergueu a cabeça e olhou pra ele, tentando manter a cara séria.
— Cínico. Tarado. Insuportável.
— Louco por você. — Ele respondeu sem pensar, e só depois percebeu o que disse.
Ficaram em silêncio por um segundo. Ele desviou o olhar, mas sorriu. Ela engoliu seco, mas não rebateu. Só encostou de novo no peito dele.
— Você é doente, Monteiro.
— É. Agora sou. — Ele a abraçou mais forte. — E tu é o meu remédio.
Eles ficaram ali por mais um tempo, o corpo dela enroscado no dele, o silêncio da sala só quebrado pelos sons da rua lá fora. Era madrugada. A cidade dormia. A casa também. Só os dois, naquele sofá desarrumado, ainda acordados… ainda quentes.
Heitor afagava o cabelo dela com carinho.
— Vou ter que ir embora antes que tua vó acorde. E aí quem morre sou eu.
Helena bufou.
— Depois dessa, era o mínimo que você podia fazer.
— Eu faço mais se quiser.
— Só se for amanhã. Hoje, chega.
Ele riu, acariciou os cabelos bagunçados dela, passava os dedos grossos e longos por entre os cachos incompletos e massageava o couro cabeludo a fazendo arrepiar.
— Princesa que se preze, merece um bom pau.
— E você merece juízo.
— Isso aí eu perdi quando você levantou o vestido.
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