O Cão E O Passarinho
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Era madrugada, e Sandor subia as escadas da Fortaleza Vermelha, Sansa mandara chamar ele, e ele não tinha idéia de que a garota poderia querer para tirar ele da cama aquela hora.Bateu na porta do quarto, e ela o atendeu imediatamente, estava o esperando ele compreendeu, e tinha chorado ele podia perceber.
— Chamou Passarinho?
—Entre.
Ela vestia uma camisola quase transparente, e ele evitava olhar para ela tinha receio que se olhasse não conseguisse disfarçar o desejo..
—Vão me casar- disse bruscamente, as lágrimas rolando grossas pela face.
—Não!- bufou impaciente -o Rei Joffrey vai se casar com Maragaery Tyrell, você está quase livre, e não acredito que me chamou para isso.
—Você não entende- ela gritou- vão me casar com seu irmão Sor Gregor.
Ele precisou de um minuto para assimilar o choque, aquela doce menina morreria, na noite de núpcias, se seu irmão a desposasse, não podia deixar isso acontecer, havia se afeiçoado a ela, não queria que tivesse o seu destino ou pior. Ele bem sabi do que o irmão era capaz.
— Deuses!- ele arquejou- você é só uma criança!
—Não sou uma criança- rebateu — sou uma mulher!Uma mulher em apuros, por favor me ajude.
Não tinha idéia do que a garota desejava que ele fizesse, mal conseguia pensar no que fazer.
—Não espera que eu fuja com você não é?
Ela respirou fundo , como se tomasse coragem e disse:
—Não, não espero- negou abaixando o rosto-eu tenho um plano e preciso da sua ajuda.
Ele via que ela estava corada, e parecia com medo de contar.
— Fale de uma vez Passarinho,pretendo dormir um pouco essa noite.-tinha pena da garota, mas nada podia fazer.
—Eu.. Bem...- ela não sabia por onde começar-Joffrey só pode me casar com ele se eu for donzela- a face da garota estava afogueada-e caso não fosse donzela, obrigaria eu a me casar com quem me deflorou.
— E que tenho eu com isso?- ele já estava exasperado com aquela conversa de donzela,seu corpo já respondia a visão dela com aquela camisola, e ele tentava afastar os pensamentos libidinosos, o que era impossível com a garota lhe falando sobre sexo.
—Todas as pessoas que conheci, fora daqui, estão mortas, eu...eu só tenho você aqui...quero que...- ela ficou vermelha, e ele não acreditava no que ela estava tentando sugerir, talvez não tivesse acordado ainda, só poderia ser um daqueles sonhos após suas bebedeiras.
— Quer que eu?- perguntou obrigando-se a crer que estava enganado no seu entendimento da conversa.
— Ora por que me obriga a falar? sabe o que quero!- ela gritou com Sandor, porém se aproximou e olhando no fundo de seus olhos, ela que nunca olhara direito para seu rosto.
— Passarinho...eu não..eu não posso, isso seria ...errado.- Nunca ficara sem palavras, e nunca em sua vida rejeitara uma mulher, fosse ela uma puta ou uma donzela, mas Sansa era diferente.
—Eu imaginei que ia dizer isso- A garota respondeu em um tom decidido que nunca havia usado com ele,então ela desabotoou a camisola, e ficou nua em sua frente, era a visão mais perfeita que ele já tivera, seus seios tinham os mamilos rosados, e pareciam caber perfeitamente em sua mão, suas curvas eram de uma feminilidade, que ele nunca imaginara- Diga que não me deseja, diga que não quer — ela desafiou.
Seus olhos ainda demonstravam tristeza, mas Sansa estava decidida a não morrer na mão de seu irmão.
— Coloque suas roupas!- Ordenou com uma força de vontade, que estava longe de sentir.
A garota não se moveu, continuou para da ali, cada centímetro de sua nudez fazendo um convite que ele estava completamente louco para aceitar.
—Está louca!Não podemos!.-tentou mais uma vez, mas sua voz saiu vacilante e sem firmeza, então outra coisa surgiu em sua cabeça- Porque eu?- perguntou aflito- Não vai querer se casar comigo! sua cabecinha é cheia dessas coisas de amor e cavaleiros das canções.- debochou.
— Não mais- ela mentiu-e...eu o desejo.- nesse momento Sansa não estava mais corada,seus olhos brilhavam,em desafio, mostrando aloba que havia dentro dela.
Sandor não resistiu mais, se aproximou dela e a beijou, "que se foda tudo" ele pensou, seu beijo era acanhado e tímido a principio, mas depois foi se soltando,aprofundando, ela tentou abrir sua camisa, e ele a ajudou, se afastou um pouco para tirar o resto da roupa,e então nu como no dia de seu nome carregou ela para cama.
—Se nos pegarem fazendo isso seremos decapitados- ele disse, mas ela parecia não se importar e dessa vez ela lhe beijou, ele estava em êxtase o corpo dela era macio, e cheirava a flores, ele tocou seu seio, e ela se encolheu ao toque, então ele interrompeu o beijo e começou a beijar seu pescoço dando leves mordidas, percorreu seu colo com a língua e se deteve nos seios, eram como uma visão, ele rodeou com a lingua seus mamilos e a lobinha soltou um gemido, Sandor continuou afoito por aquele corpo nunca tocado antes, ela arquejava, e dizia seu nome,o que não imaginava que gostaria tanto de ouvir da boca de uma lady,finalemnte colocou-se entre suas pernas e a tocou,ela estava molhada, estava pronta, então ele colocou um dedo dentro dela, e ela estremeceu, parecia ter gostado, porque disse:
—Oh!Sandor eu quero ser sua!- tinha medo que ela estivesse fingindo apenas para que ele aceitasse participar daquilo.
—Passarinho, tem certeza?
—Sim!-a garota respondeu, fechando os olhos, e forçando o quadril para frente, então ele a possuiu, e no principio, parecia que a estava machucando, como acontece com as donzelas em suas primeiras relações, ela agarrava-se em suas costas e cravando suas unhas, e o arranhando;mas depois ela se soltou tanto que parecia realmente apreciar seu contato, uma loba selvagem e deliciosa, Sandor se sentia em um auge de êxtase, não pode aguentar mais, derramou sua semente dentro dela.E desabou ao seu lado.
A garota havia lhe presenteado com seu bem mais precioso, resolveu ser sincero com ela
—Sansa...- sussurrou, enquanto ela virava seu rosto para ele -Você me fez um homem feliz essa noite- confessou- não faz idéia de quantas vezes te desejei, nunca imaginei que...- não soube como terminar, ainda achava que tudo aquilo parecia uma ilusão de sua mente.
Ela sorriu, parecia estar feliz.
—E hoje mesmo enfrentaremos a ira do Rei Joffrey -ele completou- mas temo que tenha valido á pena-ele sorriu e a beijou novamente- durma Sansa, durma passarinho.
E ela adormeceu em seus braços.
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