* * * Centro – Atenas, Grécia * * *
Hotel Primórdio – Cobertura – Restaurante — Salão
Antonela
Não faço ideia do que havia acontecido com ele enquanto ele se ausentou do salão, ao vê-lo caminhando na minha direção, tão sério, me fez imaginar que eu o havia perdido de alguma forma, que a minha noite tinha terminado naquele momento, mas, para a minha surpresa, em questão de segundos senti seus lábios nos meus e sua língua foi direto em busca da minha. Sussurrei nos seus lábios.
(Antonela) — Eu quero você também, Saga.
Eu respirava ofegante ouvindo-o gemer baixinho nos meus lábios enquanto eu o massageava por cima da sua calça! Eu podia sentir a pulsação dele na minha mão! Meu sangue fervia! Como eu o queria! Eu o desejava com todas as minhas forças! Eu sentia que era a minha chance e que eu não poderia desperdiça-la! Não depois de chegar tão perto! Sussurrei nos seus lábios.
(Antonela) — Quero senti-lo dentro de mim...
Olhei nos seus olhos, que agora me encaravam.
(Antonela) — Realize meu sonho, Saga...
Ele ficou mais sério e sem dizer uma palavra, com uma mão segurou forte no meu braço, começou a andar e a me puxar para que eu acompanhasse os seus passos, seja lá para onde ele fosse eu iria sem questionar, caberia a mim torcer para que ele estivesse me conduzindo para a realização do meu sonho.
Saímos do salão e ele me levou em direção aos banheiros. Olhei para os lados, mas não tinha ninguém. Em questão de segundos ele abriu a porta do banheiro masculino e logo estávamos lá dentro trancados. Ele ficou parado olhando o banheiro. Vi em seus olhos que ele estava processando algo, estava dispersando do objetivo que ele havia me trazido até ali.
(Antonela) — Saga, aqui está ótimo! Não me importa o lugar!
Eu me aproximei ficando de frente para ele. Saga olhou para cima e passou a mão nos cabelos.
(Saga) — Eu acho melhor nós volt...
Coloquei minhas mãos no seu rosto, trazendo a sua atenção de volta para mim. Olhando-o nos olhos eu disse.
(Antonela) — Saga, eu só quero descobrir por uma noite que seja, o que ela tem todos os dias de você...
A expressão dele mudou de preocupação para seriedade e a sequência que se seguiu depois eu quase não consegui acompanhar! Ele colocou a mão na minha nuca, me puxou para si e senti sua língua entrando na minha boca! Rapidamente ele levantou o meu vestido e com uma mão arrancou a minha calcinha a jogando no chão! Eu imaginava que ele se sentaria no vaso, mas para minha surpresa ele me ergueu e me sentou na pia do banheiro. Ele abaixou o busto do meu vestido tomara-que-caia deixando os meus seios expostos, segurou meu seio e em seguida colocou a sua boca quente deslizando sua língua e puxando os bicos com vontade, me fazendo gemer de prazer enquanto eu deslizava a mão nos seus cabelos macios.
(Antonela) — Saga...
Ele ergueu a sua cabeça e falou sério.
(Saga) — shiiiiii.... silêncio...
Eu tentaria não gemer, mas então senti seus dedos deslizarem para dentro de mim me fazendo arquear as costas com a invasão deliciosa dele, gemi nos seus lábios novamente.
(Antonela) — Saga....
Ainda me estimulando com seus dedos, ele beijava os meus lábios com intensidade.
(Saga) — shiiii.... não fale o meu nome...
Concordei com a cabeça, eu realmente estava fazendo muito barulho, mas eu sabia que seria uma tarefa impossível!
Ele abriu as minhas pernas, ficando entre elas, segurou com as duas mãos as minhas coxas e me puxou para a beirada da pia, com uma mão segurou sua ereção, a colocou na minha entrada e enfiou tudo com força, me fazendo gemer alto enquanto ele me abria por dentro fazendo meu corpo estremecer de prazer com a penetração forte.
(Antonela) — Saga...
(Saga) — shiiiii....
Como forma de me silenciar, ele começou a me beijar, e que beijo delicioso!!! Eu gemia na sua boca enquanto ele me penetrava.
(Saga) — shiiiii...
Sem pausa nenhuma, ele colocou uma mão no meu ombro e a outra na minha cintura, para me manter no lugar. Logo começou a arremeter dentro de mim com tudo! Ele estava de cabeça baixa acompanhando as investidas maravilhosas que estava dando dentro mim! Deliciosamente e furiosamente, ele alcançava pontos internos profundos! Nunca senti nada tão intenso em toda a minha vida! Conforme ele suava, seu cheiro delicioso estava mais evidente! Eu nunca gemi tanto de prazer com alguém! Ele colocou uma mão na minha boca para abafar o barulho dos meus gemidos!
Continuando com a sequência intensa e profunda de estocadas dentro de mim, como se estivesse me punindo, ele me fez alcançar o gozo mais intenso e rápido que já tive! Enchendo o banheiro de gemidos de prazer!
Meu corpo se contorcia sentindo-o dentro de mim, ele aumentava a velocidade e a força, meus gemidos se misturavam aos dele. Pouco antes de gozar ele se retirou de dentro de mim, virando para o lado. Meu corpo estava em estado de relaxamento total, minha respiração estava ofegante. Um momento inesquecível! Tornando a minha noite mais do que perfeita!
Hotel Primórdio – Elevador
Por mais que eu já esperasse que alguma coisa assim iria acontecer durante esse leilão com o Julian, eu não esperava estar assim, completamente sem ação! Como é que eu explicaria que o meu beijo “espontâneo” dado no início do leilão era para evitar uma possível guerra do Poseidon? Primeiro, eu não poderia falar sobre isso. Segundo, eu não teria uma boa “desculpa” que o convence-se de que o beijo não teria partido de mim de uma forma voluntária. Pelos deuses!
Ceeerrrtooo! Definitivamente, eu não tinha uma boa justificativa!
Julian me olhava com seus olhos azuis aguardando uma resposta para a sua pergunta, que mais uma vez eu não sabia responder, por falta de argumento.
Ele puxou um sorriso e mais uma vez, colocando a mão no meu rosto aproximou lentamente o seu rosto do meu.
(Julian) — Acho que já sei o porquê de você não me responder...
Então ele falou baixinho enquanto os seus lábios roçavam novamente nos meus.
(Julian) — Esqueci de pedir “por favor”.
Deslizando a ponta do seu nariz pelo meu rosto, eu sentia o cheiro do seu delicioso perfume no seu pescoço, que estava pertinho do meu nariz. Então ele aproximou os seus lábios macios do meu ouvido e sussurrou, me gerando arrepios enquanto falava.
(Julian) — Saori... Por favor... me permita mais uma vez saborear os lábios mais doces e macios que eu já tive a oportunidade e o privilégio de provar...
Ele fez o percurso de volta para a frente do meu rosto e seus lábios beijaram os meus. Ele lentamente saboreava a minha boca e eu não tinha como não sentir o sabor da sua. Gosto do mais doce vinho. Assim como na primeira vez, eu não conseguia ficar indiferente ao seu beijo. Ele continuou me beijando devagar, sem pressa, gemendo baixinho enquanto nos beijávamos. O elevador fez o barulho de que chegou no andar escolhido. Ele sussurrou nos meus lábios.
(Julian) — Obrigado...
Assim como eu, ele estava ofegante, ele pegou delicadamente na minha mão e deu um beijo no dorso.
(Julian) — ...Foi simplesmente, perfeito, como sempre...
Ainda segurando a minha mão, ele ficou ao meu lado. Ficamos de frente para a porta do elevador, esperando ela se abrir.
A porta abriu e fomos recepcionados pelo garçom que nos informou que a nossa mesa estava reservada no terraço, ao ar livre. Julian olhou para mim e perguntou.
(Julian) — Tudo bem se for separada das demais mesas?
Na verdade, era ótimo! Assim eu não corria o risco de ver o que eu imagino que veria!
(Atena) — Acho perfeito!
Ele sorriu.
(Julian) — Que bom, eu mesmo escolhi! Assim como o nosso jantar, tudo bem?
Sorri.
(Atena) — Sei que tem um ótimo gosto, Julian, vou adorar saber qual foi o cardápio que escolheu.
Ele olhou para o garçom e pediu para que providenciasse os pedidos para a nossa mesa. O garçom saiu e o Julian me olhou.
(Julian) — Vamos lavar as mãos? Nossa noite está apenas começando!
Outra verdade, a noite naquele terraço estava só começando.
(Atena) — Vamos.
Hotel Primórdio – Cobertura – Restaurante — Banheiro
Antonela
Eu permanecia sentada na pia e o olhava terminando de se arrumar. Eu estava mais do que encantada com tudo o que tinha acabado de acontecer! A palavra perfeição foi feita para ele! Seu rosto ainda estava corado, o que só realçou a sua beleza.
Ele olhou para mim e sem jeito me perguntou.
(Saga) — Me desculpe se eu te machuquei...
Eu respondi séria.
(Antonela) — Me machucou? Você foi simplesmente perfeito, Saga!
Ele foi em direção a minha calcinha no chão e a pegou.
(Saga) — Me desculpe por isso também.
Eu desci da pia e fiquei de frente para ele, olhei nos seus olhos.
(Antonela) — Eu não quero que se desculpe por nada! Você foi perfeito! Estou bem e tenho outras calcinhas!
Peguei a calcinha na mão dele e a joguei no lixo. Eu não sei bem o que ele tinha, talvez acreditasse que realmente tivesse se excedido.
(Antonela) — Saga, eu te pedi isso, implorei na verdade por você e você superou todas as minhas expectativas! Não quero que fique preocupado comigo, está bem? Eu nunca estive tão bem em toda a minha vida!
Ele puxou um sorriso.
(Saga) — Está bem.
Arrumei o meu vestido, me olhei no espelho, passei a mão nos meus cabelos penteando-os. Meu rosto ainda estava corado, mas logo voltaria ao normal.
(Antonela) — Pronta! Vamos?
Ele acenou com a cabeça que sim e abriu a porta.
Hotel Primórdio – Cobertura – Restaurante — Banheiro
O Julian me entregou a toalha para que eu secasse as minhas mãos.
(Julian) — Tenho certeza de que a parte da sobremesa será a mais surpreendente.
Sorri.
(Atena) — Acho a melhor parte da refeição!
Ele sorriu para mim.
(Julian) — Eu sei que é.
A próxima cena que eu vi atrás do Julian foi a do meu lindo cavaleiro de gêmeos saindo do banheiro. Saga parou de andar assim que me viu. Como ele estava lindo! Seus olhos azuis me encaravam. Ele olhou sério para mim e depois para o Julian. Mas a cena seguinte me silenciou, me fez parar no tempo, em câmera lenta eu vi sair do mesmo banheiro a Antonela, arrumando o vestido, ela também parou assim que nos viu. Meus olhos iam da Antonela ao Saga, tentando em vão achar outra explicação que não fosse a óbvia. Eu fiquei parada sem reação olhando para o Saga. Ouvi ao longe uma voz falando comigo.
(Julian) — Vamos, Saori.
Senti o Julian colocar a sua mão na minha cintura e ele começou a me guiar para longe dos dois que permaneciam parados nos vendo se afastar.
Eu juro que não sei como eu cheguei do lado de fora do restaurante, no terraço, e tão pouco, quanto tempo isso demorou. Ouvi a voz do Julian ao longe.
(Julian) — Saori, está me ouvindo? Saori, olha para mim.
Acho que tudo a minha volta estava em velocidade reduzida, os sons estavam longe e abafados. Senti, que ele me sentou na cadeira e que continuava a dizer algo muito distante.
(Julian) — Saori, por favor, não chore...
Não chore? Choro? Eu estava chorando? Levei a mão no meu rosto e senti que meu rosto estava molhado de lágrimas. Estranho, eu não senti minhas lágrimas... mas para falar a verdade eu não sentia nada de mim! Tão pouco eu sentia as batidas do meu coração.
(Julian) — Saori, não saia daqui, por favor! Eu já volto! Me ouviu?
Não lembro de ter respondido, não sei se ele esperou de fato por uma resposta, mas de fato eu estava sozinha, no vazio.
* * *
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