* * * Mansão Kido – Atenas, Grécia * * *
Casa Principal, Quarto da Atena
Enquanto o Dite fazia os últimos ajustes em um vestido verde escuro, justo até os joelhos e depois abrindo estilo sereia, e a frente do vestido todo em pedrarias. Íamos conversando.
(Atena) – Amei, Dite, é simplesmente lindo!
(Afrodite) – Ainda bem que eu sempre deixo uns de reserva, nunca se sabe quando um grande evento vai aparecer.
(Atena) — Ah, Dite, você é incrível!
(Afrodite) — É, eu sei. Não se mexa, vou fazer uma marcação aqui nas costas.
Fiquei parada para não atrapalhar.
(Atena) – Como consegue, Dite? Digo, como está tão tranquilo com esse leilão?
Dite me olhou no espelho.
(Afrodite) – Querida, quem disse que estou tranquilo? Acha mesmo que vou ficar à vontade vendo o meu marido nos abraços de outra pessoa?
Respirei fundo.
(Atena) – Imagine a minha situação, cinco lindos e maravilhosos maridos para me enlouquecer de ciúmes!
Dite ajustando a calda do vestido, disse:
(Afrodite) – Não consigo nem imaginar a sua situação, tenho só um para me preocupar e já estou assim, imagine você! Mas não pense nisso, querida, o que não tem remédio, remediado está!
(Atena) – É verdade, só posso torcer para que a noite passe o mais rápido possível!
(Afrodite) – Pode apostar que estarei nessa torcida com você!
Sorri.
(Atena) – Quem disse que vida de casado é fácil?
(Afrodite) – Com certeza não fui eu!
Ele se levantou.
(Afrodite) – Prontinho, já temos o vestido! Agora é só relaxar por um bom tempo na banheira, o evento será a noite, terá a parte da tarde para descansar e se preparar para o leilão, volto no final do dia para te arrumar.
(Atena) – Não sei o que eu faria sem você, Dite.
(Afrodite) – Provavelmente estaria com aquele vestido branco sem graça! Um desperdício para a sua beleza.
Sorri.
(Atena) – Provavelmente estaria sim!
Ouvimos uma batida na porta.
(Atena) – Pode entrar.
A porta se abriu.
(Julian) – Interrompo algo?
(Afrodite) – Não, já terminei aqui.
(Atena) – Entre.
Julian fechou a porta atrás de si e me olhou.
(Julian) – Eu não tenho palavras para descrever o quão linda está, Saori!
(Atena) – Obrigada, Julian.
Ele olhou para o Dite.
(Julian) — É impressionante o que consegue fazer com a Saori! Consegue realçar ainda mais a beleza dela! A própria definição da palavra perfeição! Meus parabéns, Dite!
Dite passou a mão no cabelo azul-celeste, o jogando para trás.
(Afrodite) – Obrigado, Julian, faço o melhor que eu posso! Bom, eu já estava de saída, deixarei os dois a sós. Com licença!
Dite pegou os outros vestidos que eu não iria usar e saiu do meu quarto.
Fui para a minha cama e me sentei na ponta dela, apontei a cadeira que a pouco estava sentada para ele. Julian se sentou. Estávamos perto um do outro.
(Atena) – Em que posso ajudá-lo?
Ele sorriu.
(Julian) – Na verdade vim te trazer uma boa notícia!
Sorri.
(Atena) – Boa notícia? Por favor, me fale, estou mesmo precisando de boas notícias!
Ele aumentou o sorriso.
(Julian) – Adivinha quem terá uma Fundação pronta na semana que vem?
Aumentei o sorriso.
(Atena) – A Fundação Kido realmente saiu do papel? Agora existe?
(Julian) – Ainda falta a sua assinatura em alguns documentos, mas principalmente onde vai querer que seja a sede. Então, sua fundação existirá de fato!
(Atena) – Sempre fico impressionada com seus prazos, Julian! Você consegue fazer milagres!
(Julian) – Se for para te vê sorrindo, eu faço até milagres por isso...
Desviei o olhar sem jeito.
(Julian) – Já te disse que não resisto a te ver assim sem jeito, fica ainda mais linda!
Tentei fazer cara de brava. Peguei um travesseiro e joguei nele, outro e outro.
(Julian) – Está bem, está bem!!
(Atena) – Não seja mau, Julian! Fico sem jeito de verdade! E sempre esqueço que você gosta de fazer isso!
Ele sorria.
(Julian) – Está bem, me desculpe! Vou tentar me controlar!
Sorri.
(Atena) – Você mente muito mal, sabia?
Ele ainda mantinha um sorriso no rosto.
(Julian) – Brincadeiras à parte, preciso mesmo que me fale onde quer a sede da sua fundação.
Respirei fundo.
(Atena) – Ainda não sei, tenho que pensar... aceito sugestões.
Ele agora estava com cara de homens de negócio.
(Julian) – Neste caso, vou fazer o levantamento de alguns lugares, incluindo suas propriedades e a de terceiros, assim fica mais fácil de eliminarmos olhando os prós e os contra de cada opção.
(Atena) – Para mim está perfeito! Obrigada novamente, te devo muito, Julian, sabe disso!
Ele sorriu.
(Julian) – É um prazer realizar os seus sonhos, Saori!
Ele se levantou da cadeira e eu me levantei também.
(Julian) – Tenho que ir, Pierre está escolhendo a minha roupa para o evento de hoje à noite. Não quero atrasá-lo.
(Atena) – Tudo bem, obrigada pela maravilhosa notícia, Julian!
Ele se aproximou de mim, me olhando nos olhos aproximou o seu rosto do meu e beijou o cantinho da minha boca. Me disse baixinho:
(Julian) – De nada, Saori, com licença!
Eu sempre ficava sem ação perto dele! Ele saiu e fechou a porta. Soltei a respiração que nem lembrava que estava segurando!
Vou fazer o que o Dite falou, vou relaxar na minha banheira!
Casa Principal, Quarto do Casal
Depois de guardar os vestidos no escritório onde guardava os tecidos e outras roupas, Dite abriu a porta do seu quarto e viu a visão do seu marido, se olhando no espelho do quarto, vestido com o smoking azul-marinho que ele mesmo havia desenhado para todos os cavaleiros. Máscara da Morte virou o rosto em direção ao marido e sorriu.
(Máscara da Morte) – Oi, amor! Como estou? Vesti direito?
Dite fechou a porta atrás de si e foi em direção ao marido, olhando todos os detalhes.
(Afrodite) – Pelos deuses... você está perfeito!
Mask sorriu.
(Máscara da Morte) – Se você diz, amor, então eu acredito.
Dite ficou de frente para o marido e tocou no smoking na altura do peitoral do Mask, deslizando a mão pela camisa branca, sentia os músculos definidos em sua mão.
(Afrodite) – Eu sabia que a roupa ficaria impecável, mas em você está magnífica... está perfeito, querido.
Mask pegou a mão do Dite que estava no seu peitoral e deu beijo no dorso.
(Máscara da Morte) – Só você é perfeito, amor. Estou longe disso.
Dite respirou fundo e olhou nos olhos azul-escuros do marido.
(Afrodite) – Sabe que isso não é verdade, você é perfeito para mim! A minha opinião não conta?
Mask pegou a mão esquerda do Dite e beijou a aliança de casamento. Olhou nos olhos azul-celeste do Dite.
(Máscara da Morte) – Tudo em você conta para mim, amor! Mas tenho a consciência de que ter você na minha vida, é mais do que eu mereço. Por isso quero que o meu amor por você seja o suficiente para equilibrar essa balança, e eu te amo demais, Dite!
(Afrodite) – Como é que pode ter dúvidas do quão maravilhoso você é? Acredita que eu me apaixonaria por alguém que não fosse simplesmente perfeito, maravilhoso? Não coloque em xeque o meu bom gosto!
Mask sorriu e puxou o marido para perto do seu corpo.
(Máscara da Morte) – É disso que estou falando, Dite! Você é um presente que não abro mão por nada! E a cada dia, prometo ser o melhor marido que você possa ter...
Dite colocou as mãos no pescoço do Mask.
(Afrodite) – Você já é, querido!
Mask deslizou o nariz pela lateral do pescoço do Dite, sentindo o perfume de rosas brancas que tanto amava.
(Máscara da Morte) – Não sei mais viver sem você, Dite... você mudou minha vida para melhor, não sei como sobrevivi esse tempo todo sem você, amor...
Dite deslizava a mão nos cabelos macios do marido, sentindo a sensação de arrepio por onde ele passava.
(Afrodite) – Você mudou a minha vida, querido! E me mudou para melhor! A cada dia, aprendo com você o que de fato é o amor e como amar alguém... dizer que eu te amo muito é um eufemismo!
Mask olhou nos olhos do marido e sorriu.
(Máscara da Morte) – Minha nossa, Dite... como eu amo tudo em você! Inclusive esse seu vocabulário difícil que eu não entendo nada! Olha aqui o meu braço, até me arrepiei! É muito sexy, amor! Mas eu não sei onde deixei o meu dicionário, você viu por aí?
Dite sorriu e deu um tapinha no peitoral do Mask.
(Afrodite) – Não seja bobo! O que eu quis dizer é que: dizer que eu te amo muito, é muito pouco para expressar o que de fato eu sinto por você.
Mask deslizou o polegar nos lábios rodados do Dite.
(Máscara da Morte) – Amo o seu sorriso também, amor...
Dite beijou a mão do marido.
(Afrodite) – Você me faz muito feliz, querido...
Mask deslizou a mão pela nuca do Dite e aproximou o seu rosto do dele e deu um beijo suave na boca macia do marido, que retribuiu o beijo calmo, lento e molhado, eles não tinham pressa para saborear os lábios um do outro.
Mask sussurrou no ouvido do seu amado.
(Máscara da Morte) – Eu sempre te amei, Dite... e para sempre vou te amar...
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