Casa Oeste, Suíte Master

Estávamos sonolentos depois de tanta atividade. Deitada nos braços fortes dele, de olhos fechados e sentindo seu cheiro maravilhoso, falei com o rosto encostado no seu peitoral:

(Atena) – Amor...

(Saga) – Hum...

(Atena) – Tenho duas opções para você... ou vamos dormir no meu quarto ou dormimos aqui e, quando amanhecer, terei que pedir ao Mu que venha me buscar e me teletransportar para o meu quarto.

(Saga) – Quero que fique aqui e ao amanhecer vamos juntos para a mansão.

Sorri.

(Atena) – Querido, estou sem roupa nenhuma aqui... Quer que eu vá de robe para a mansão?

(Saga) – E qual é o problema disso?

(Atena) – O problema é explicar porque estou voltando só de robe e acompanhada pelo cavaleiro mais gostosão do Santuário inteiro!

Saga sorriu.

(Saga) – Ainda estou tentado entender o problema, a cena está perfeita. E, por si só, explica muita coisa, você não vai precisar dizer mais nada.

Sorri e beijei o seu peitoral.

(Atena) – Sabe que não posso fazer isso...

Ele respirou fundo.

(Saga) – Amor, não quero discutir... Vamos para o seu quarto, então!

Ele se levantou da cama, vestiu a sua calça jeans preta e a camiseta branca e calçou os sapatos. Me levantei, coloquei o robe e o amarrei.

Ele olhou para mim.

(Saga) – Está descalça?

Sorri.

(Atena) – Sim! É que eu tinha pressa em te ver e, como pensei que você estava no seu quarto, achei que não precisaria...

Ele sorriu e se aproximou de mim. Colando os nossos corpos, deslizou a mão no meu rosto.

(Saga) – Quando você quer falar comigo, você faz coisas impressionantes para alcançar o seu objetivo, não é?

Beijei a sua mão, que estava no meu rosto, e sorri.

(Atena) – Não seja convencido! Mas, sim, eu faço qualquer coisa por você, Amor!

Respirei fundo e olhei nos seus olhos.

(Atena) – Eu odeio quando estamos brigados, Saga... Me enlouquece... Fico querendo resolver logo o problema...

Ele respirou fundo.

(Saga) – Me desculpe, também não gosto de estarmos brigados... me sinto perdido sem você...

Coloquei meus braços no seu pescoço.

(Atena) – Vamos dar uma trégua! Prefiro mil vezes estarmos nos amando, ao invés de brigados!

Ele sorriu.

(Saga) – Concordo plenamente! Vamos logo para aquela mansão, ou vou mudar de ideia de sair desse quarto!

Descemos as escadas e, ao chegar na saída, eu arregalei os olhos. A porta principal estava destruída!

(Atena) – Pelos deuses...

Ele sorriu.

(Saga) – Você esqueceu de me dar a chave!

Ele me pegou no colo e saímos em direção à casa principal.

Casa Principal

Ao chegarmos na sala ele me colocou no chão.

(Atena) – Obrigada.

(Saga) – Foi um prazer.

Sorri.

(Atena) – Se importa de passarmos na cozinha para que eu faça um lanche rápido, antes irmos para o meu quarto? Eu não comi nada o dia todo e ainda queimei muita caloria...

(Saga) – É claro que não me importo... Não comeu por que estávamos brigados?

(Atena) – Sim... mas meu apetite voltou com tudo! Então, não se preocupe!

Chegamos na cozinha e me servi de coisas variadas que eu via pela frente. Me dando por satisfeita, fomos para o meu quarto, ele fez questão de me carregar em seus braços. Entramos na suíte e ele me desceu do seu colo maravilhoso.

Sorri.

(Atena) – Obrigada de novo!

Fui ao banheiro, escovei os dentes e me arrumei. Quando retornei para o quarto, ele estava sentado, encostado na cabeceira da minha cama, com o lençol branco cobrindo até a barriga e, pelas roupas na cadeira, estava nu. Percebi que ele estava pensativo. Tirei o meu robe e subi na minha cama e, ficando de frente para ele, sentei em suas pernas.

(Atena) – O que foi, Amor?

Ele me olhou com seus olhos azuis e desenhou o meu rosto com o seu dedo indicador.

(Saga) – Nada... só que eu tenho que cuidar melhor de você e prestar mais atenção às coisas importantes... Eu nem percebi que não havia se alimentado, estava chateado demais para notar...

Dei um selinho nos seus lábios.

(Atena) – Não se culpe, por favor... eu estou ótima! Tudo valeu a pena, estamos juntos agora! Isso é o que importa!

Ele puxou um sorriso.

(Saga) – Hora de dormirmos! O mínimo que eu posso fazer é deixá-la descansar e ter uma noite relaxante.

Sorri.

(Atena) – Se vou dormir nos seus braços, terei uma noite maravilhosa!

Saindo do seu colo, nos deitamos e ele me abraçou. Me aconchegando nos seus braços fortes, me entreguei totalmente para o sono.

Casa Principal, Suíte do Casal

(Máscara da Morte) – Pelos deuses, Dite! Você tem que parar de acordar com as galinhas! Eu ordeno que volte para essa cama, agora!

Afrodite sorriu e falou do banheiro:

(Afrodite) – Querido, as galinhas levantam às seis horas, já são sete e meia! Lamento, mas temos que nos arrumar. Logo será servido o café da manhã, portanto, erga-se desta cama!

Máscara da Morte olhava o marido terminar de se arrumar, estava vestido impecavelmente de roupa social e penteava os lindos cabelos azul-celeste.

(Máscara da Morte) – Amor, você está perfeito! Por que ainda está se arrumando?

Afrodite parou de escovar os cabelos e olhou para o espelho.

(Afrodite) – Obrigado, querido, mas ainda não estou pronto. E você, não vai se arrumar?

Máscara da Morte sorriu.

(Máscara da Morte) – Amor, em cinco minutos eu me arrumo! Sabe disso!

Afrodite olhou para o marido e levantou uma sobrancelha.

(Afrodite) – Pior que é verdade! Tem sorte de ficar lindo sem esforço! Uma injustiça! Demoro horrores para me arrumar! E você, com um décimo de tempo, fica pronto!

Ouviram batidas na porta.

(Máscara da Morte) – Quem pode ser às sete e meia da madrugada?

Afrodite sorriu.

(Afrodite) – Pode atender, querido? Deve ser a Atena.

Máscara da Morte se levantou, indo sem roupa em direção à porta.

(Afrodite) – Não se atreva a atender essa porta nu!!!!

(Máscara da Morte) – Amor, para de ser ciumento!!! Eu casei com ela também!

(Afrodite) – Engraçadinho! É questão de respeito, não de ciúmes! Vista-se!

Máscara da Morte voltou, pegou o robe preto e o fechou, amarrando a fita de seda preta na cintura. Ele abriu a porta e ficou em estado de choque.

(Máscara da Morte) – Você? O que quer aqui?

(Julian) – Bom dia, Sr. Máscara da Morte! Gostaria de falar com o Dite.

(Máscara da Morte) – É claro que gostaria... O que quer com o MEU marido???

Julian puxou um sorriso.

(Julian) – Algo extremamente simples, desejo apenas requisitá-lo, se não se importar!

(Máscara da Morte) – É claro que eu me importo! Mas você quer o quê, mesmo?

Afrodite falou do banheiro:

(Afrodite) – Com quem está conversando? Não é a Atena?

Máscara da Morte cruzou os braços.

(Máscara da Morte) – Não, não é! É o Sr. Chão!

(Afrodite) – Pelos deuses!!!

Julian puxou um sorriso.

(Julian) – Creio que quis dizer Sr. Solo!

(Máscara da Morte) – Dá na mesma! – respondeu revirando os olhos.

Afrodite chegou e afastou o marido da porta, criando espaço para passar.

(Afrodite) – Bom dia, Julian! Algum problema?

(Máscara da Morte) – Sim, ele quer registrar você!

(Afrodite) – Desculpe, mas não entendi!

Julian sorriu e olhou para o Afrodite.

(Julian) – Eu dizia ao seu marido que gostaria de requisitá-lo. Se não se importar, é claro!

(Afrodite) – E em que eu posso ajudá-lo?

(Julian) – Gostaria da sua presteza para me ajudar com as roupas adequadas para a entrevista que ocorrerá em breve. Solicitei a presença do meu alfaiate, Pierre, mas devido ao curto prazo, ele não teve tempo hábil para estar aqui hoje. Poderia me assessorar, Dite?

(Afrodite) – Sim, será um prazer!

Máscara da Morte puxou o Dite para dentro do quarto, olhou nos seus olhos e perguntou baixinho:

(Máscara da Morte) – Afinal de contas, o que raios ele quer de você?

(Afrodite) – Ele quer que eu o ajude com o que vestirá para a entrevista.

(Máscara da Morte) – E desde quando você virou babá?

(Afrodite) – Não seja bobo! Não vou ter que vesti-lo, e sim ajudá-lo com as escolhas das roupas!

Afrodite voltou para a porta e passou as mãos nos cabelos.

(Afrodite) – Me desculpe pela demora!

Julian olhou para Máscara da Morte, que estava de cara fechada, e puxou um sorriso. Voltou a olhar para o Afrodite.

(Julian) – Fico extremamente grato pela sua colaboração, Dite! Mas tenho outro pedido a fazer!

(Máscara da Morte) – Meu quarto agora virou o poço dos desejos?

Afrodite olhou feio para o marido, respirou fundo e voltou a sua atenção para o Julian.

(Afrodite) – Perdoe-me, prossiga!

Julian puxou outro sorriso.

(Julian) – Preciso de um terno para quinta-feira e, pelo mesmo motivo que relatei, creio que ficará difícil coadunar o tempo da chegada do Pierre e o prazo para a confecção. Como eu relatei anteriormente, seu bom gosto é indiscutível, diante disso, gostaria que desenhasse um terno para mim. Seria uma honra vestir uma de suas criações, Dite!

(Afrodite) – Ficaria lisonjeado em poder criar-lhe algo! Vou pegar o material necessário para tirar as suas medidas e, posteriormente, eu o assessoro. Tudo bem?

(Julian) – Para mim, está perfeito!

Máscara da Morte puxou Afrodite novamente para dentro do quarto.

(Máscara da Morte) – Eu não entendi quase nada, mas entendi muito bem a parte em que você vai tirar as medidas dele!

(Afrodite) – Sim, preciso das medidas dele para desenhar um terno. Qual o problema?

(Máscara da Morte) – Já passamos por isso, esqueceu? E sei muito bem o que tem quer ser feito para se tirar as medidas de alguém! E eu o proíbo de tirar as medidas dele! Faça como fizemos anteriormente, chame a Atena!

(Afrodite) – Pelos deuses! Quer mesmo que a Atena tire as medidas do convidado dela?

(Máscara da Morte) – O convidado é dela, ela não vai se importar!

Máscara da Morte olhou sério para o marido.

(Máscara da Morte) – Se você me desobedecer, eu falo exatamente tudo o que penso desse sujeito na cara dele! E você sabe que eu não me importo nem um pouco em falar!

Afrodite respirou fundo.

(Afrodite) – Nesse caso, VOCÊ peça para a Atena! E aproveite para explicar o motivo pelo qual EU não posso tirar as medidas do Julian!

(Máscara da Morte) – Sem problemas! Só estou cuidando do que é meu!

Afrodite se virou e foi ao encontro do Julian.

(Afrodite) – Preciso de uns minutos, me aguarda no seu quarto?

(Julian) – Sim, aproveito os minutos para banhar-me. Obrigado, Dite! Se me derem licença...

Julian saiu e voltou para o seu quarto.

Notas finais
Continua...