Casa Principal, Suíte do Casal

Afrodite fechou a porta do quarto e Máscara da Morte veio na sua direção, na tentativa de sair do recinto.

(Afrodite) – Aonde pensa que vai, só de robe?

(Máscara da Morte) – Falar com a Atena, você não disse que EU teria que pedir para ela tirar as medidas do Sr. Chão?

(Afrodite) – Sim, eu disse, mas VOCÊ vai ficar aqui e se arrumar! Eu vou ao quarto dela ver se ela está lá e a trago aqui!

Máscara da Morte cruzou os braços.

(Máscara da Morte) – E quem me garante que você não vai convencê-la a se recusar a aceitar o meu pedido?

Afrodite cruzou os braços.

(Afrodite) – Ao contrário de você, ela nunca me escuta! Então não se preocupe, não consigo convencê-la nem se eu quisesse!

(Máscara da Morte) – Tudo bem, vou me arrumar e você traz a minha deusa aqui!

Máscara da Morte se aproximou, abraçou o Dite e, olhando nos olhos azul-celeste, deu um selinho.

(Máscara da Morte) – Me desculpe, Amor, mas descobri que sou muito possessivo quando o assunto é você! Te amo demais!

Afrodite sorriu.

(Afrodite) – É, percebi! Está tudo bem! Eu também te amo!

Afrodite beijou docemente o marido.

(Afrodite) – A sua roupa está na poltrona, querido! Já volto!

Casa Principal, Quarto de Atena

Estava deitada na minha cama, beijando docemente o meu lindo Cavaleiro de Gêmeos, que me retribuía à altura com um beijo nada menos que delicioso!

(Atena) – Minha nossa, Saga...

Ele sorriu e me abraçou mais apertado.

(Saga) – É assim que você pretende me convencer a sair dessa cama?

Sorri.

(Atena) – Era para ser um beijo inocente de bom dia...

Ouvimos a porta do meu quarto abrir e o Dite entrar falando:

(Afrodite) – Mocinha, já são sete e meia! Não sei por que ainda está na cama!

Fechou a porta atrás de si e só então ele percebeu o Saga ao meu lado.

(Afrodite) – Ah, é por isso!

Me virei para olhar melhor para o Dite, automaticamente ficando de conchinha com o Saga.

(Atena) – Desculpe, Dite, mas eu juro que faz pelo menos meia hora que estou tentando me despedir dele!

Saga colocou a mão na minha cintura e me puxou para o seu corpo.

(Saga) – Desculpas pelo o quê? É o Afrodite quem está atrapalhando!

(Atena) – Não fala assim, Amor! Eu te disse que estávamos atrasados, que tínhamos que nos levantar!

Dite passou a mão nos cabelos.

(Afrodite) – Só um de nós está atrapalhando, e garanto que não sou eu! Atena, por favor, preciso que se arrume, necessito da sua ajuda para algo importante!

Me virei para o Saga e dei um selinho nos seus lábios. Me levantei da cama nua, vesti o meu robe e me aproximei do Dite.

(Atena) – Está tudo bem?

Dite abriu a boca para me responder e ficou paralisado olhando para o meu pescoço. Coloquei a mão, escondendo a marca que o Saga me deixou. Dite tirou a minha mão.

(Afrodite) – Pelos deuses! O que é isso? Faz ideia do quanto de maquiagem será necessária para cobrir esse roxo na sua pele branca?

Dite olhou feio para o Saga.

(Afrodite) – Você é sem noção? Faz ideia do que fez?

(Atena) – Dite, está tudo bem... damos um jeito!

Dite me olhou sério.

(Afrodite) – Eu te disse que não era boa ideia ir atrás desse desequilibrado! Mas ainda assim você foi! E olha o que ele fez a você!

Saga vestiu a calça e se aproximou do Dite.

(Saga) – Qual o problema, Dite? Se quiser, eu deixo uma marca idêntica em você!

Dite olhou nos olhos do Saga.

(Afrodite) – Muito obrigado, mas dispenso! Não tenho o menor interesse! Qual o propósito de fazer isso com ela? Marcar território? Deixa eu te contar uma novidade, essa marca não sai com o seu nome escrito nela!

(Atena) – Por favor, vocês dois! Parem com essa discussão! Dite, em que posso te ajudar?

Dite olhou para mim.

(Afrodite) – O meu marido tem um pedido a te fazer!

(Atena) – Ele está bem? Sabe o que ele quer me pedir?

(Afrodite) – Ele está ótimo! Agora, sobre o que ele quer te pedir, é melhor você ouvir dele! Tem coisas que não dá para contar na frente do seu macho alfa e essa é uma delas!

Passei a mão nos cabelos.

(Atena) – Quer saber? Vou ao banheiro me arrumar!

Me virei para ir ao banheiro e me lembrei de um recado importante:

(Atena) – Só para garantir, estão proibidos de se matarem! Com licença!

Afrodite olhou para o Saga e cruzou os braços.

(Afrodite) – Eu sei por que fez isso com ela e achei lastimável.

Saga deu um passo para mais perto do Dite.

(Saga) – É mesmo? E o que seria?

(Afrodite) – Você quer mostrar que ela tem dono, mas para um relacionamento onde você não é exclusividade, isso só mostra o quão imaturo emocionalmente você é! O ato que você praticou pode ser associado a qualquer um! Então, é patético o seu desespero de querer marcar território!

(Saga) – Eu sempre fico na dúvida se você está com ciúmes de mim ou da Atena... E o que importa é que eu sei que fui eu quem fez a marca e ela também sabe!

Afrodite sorriu.

(Afrodite) – Ah, por favor! Você diz isso até a primeira pessoa associar o ato a outro! Quando isso acontecer, eu vou querer ver essa sua calma toda! Ou esqueceu que ela tem uma entrevista em poucas horas e, como ela estará ao lado do Julian, a entrevistadora, ao notar a marca poderá muito bem achar que os dois estão tendo um caso!

(Saga) – E você adoraria isso, não é, Dite?

Afrodite levantou uma sobrancelha e puxou um sorrisinho.

Saga, então, começou a andar em direção ao Afrodite, que deu alguns passos para trás.

(Afrodite) – Está atrasado para se arrumar! Não está com o seu uniforme!

(Saga) – Qual é o problema? Te incomoda me ver só de calça?

Afrodite topou as costas na porta de madeira e Saga continuou se aproximando, até parar a um palmo de distância do rosto do outro. Saga colocou a mão na porta, do lado do rosto do Cavaleiro de Peixes.

(Afrodite) – O que pensa que está fazendo?

(Saga) – Você não gosta de me provocar? Pensei que gostasse desse joguinho!

(Afrodite) – Não há joguinho nenhum! E você não me provoca absolutamente nada!

Saga puxou um sorriso malicioso.

(Saga) – Eu tenho que admitir que você realmente tem um cheiro de rosas delicioso, Dite!

Afrodite colocou a mão no peitoral do Saga, o afastando.

(Afrodite) – Poderia se afastar? Você está próximo demais para o meu gosto! Não sabe respeitar o espaço dos outros?

Saga segurou a mão do Afrodite e a deslizou sobre o seu corpo. Afrodite tentou tirar a mão do corpo dele, mas sem sucesso.

(Afrodite) – O que pensa que está fazendo?

Saga sorriu malicioso.

(Saga) – Não era isso que você queria? Um pretexto para tocar em mim, Dite?

(Atena) – Como estou?

Saga aproximou mais o rosto do Dite e sussurrou.

(Saga) – Que pena, Dite, vamos ter que deixar essa conversa para outra ocasião.

(Afrodite) – Você só fala absurdos!

Saga se afastou do Dite e virou para Atena, que estava com um vestido lavanda delicado de alcinhas e com babados na altura das coxas.

(Saga) – Está linda até demais! Tudo isso para ver o Mask?

Sorri.

(Afrodite) – Está lindíssima! Como sempre!

(Atena) – Obrigada aos dois!

Afrodite veio em minha direção.

(Afrodite) – Agora, sobre essa marca no seu pescoço, terei que fazer milagres!

Saga pegou a camisa e a vestiu.

(Saga) – Estou indo para o meu quarto. Com licença.

Depois de muita maquiagem no pescoço e de ouvir muita reclamação do “absurdo” que o Saga fez, Dite e eu fomos para o quarto dele.

Cheguei e fui logo recebida com um sorriso enorme do meu Sol.

(Máscara da Morte) – Minha deusa! Como está linda nesse vestido!

Ele estava lindono seu uniforme preto. Vinha na minha direção e me abraçou apertado.

(Máscara da Morte) – Amo o seu cheiro!

Sorri.

(Atena) – Obrigada! Você também tem um cheiro maravilhoso!

Ele sorriu e olhou nos meus olhos.

(Máscara da Morte) – Obrigado! Você é a melhor deusa de todas!

Deslizei a mão pelo seu rosto.

(Atena) – Em que posso ajudá-lo, Sol?

Ele respirou fundo.

(Máscara da Morte) – Bom... você sabe que eu a amo, não é?

Confirmei que sim com a cabeça.

(Atena) – Também te amo.

(Máscara da Morte) – Eu preciso que você salve o meu casamento!

(Afrodite) – Ah! Pelos deuses! Que drama!

(Máscara da Morte) – Dite, Amor, você não tem noção do perigo, então, deixe-me continuar!

(Atena) – Pelos deuses, o que está acontecendo com vocês?

(Máscara da Morte) – Estão tentando separar esses dois corações que se amam! E preciso que você impeça isso!

Eu já estava aflita!

(Atena) – Mask, está me deixando nervosa! Quem quer separar vocês?

(Máscara da Morte) – O Sr. Chão!

(Atena) – O Julian?!

(Máscara da Morte) – Sim, ele veio aqui, agora há pouco e pediu para registrar o Dite. Quer que ele o vista e, para piorar, pediu para que o MEU marido tirasse as medidas do corpo dele! Preciso que você tire as medidas do seu convidado! Não deixe o Dite tocar nele, por favor!

Minha nossa! Tirar as medidas do Julian?!

(Atena) – Mask, acho que não é adequado que eu faça isso... Além do mais, o Dite é o mais indicado para essa tarefa!

(Máscara da Morte) – Minha deusa, lembra-se de quando tirou as nossas medidas? Isso é algo muito próximo!

(Atena) – Sim, eu me lembro...

(Máscara da Morte) – Eu sentia o seu cheiro de rosas e morango o tempo inteiro que tirava as minhas medidas...

Mask pegou as minhas mãos.

(Máscara da Morte) – Sentia sua mão macia na minha pele... Percebe? O Dite não vai tocar nesse cara! Ele vai se apaixonar pelo meu marido! Impeça isso! Por mim.

Olhei para o Dite, que estava de braços cruzados e uma sobrancelha levantada.

(Afrodite) – Não olhe para mim, é você que o mima e não eu!

Mask encostou a sua a testa na minha.

(Máscara da Morte) – Por favor, me impeça de matar o seu convidado! Estou morrendo de ciúmes! Não vê o quão lindo o meu marido é? Qual a chance dele não se apaixonar pelo Dite?

Mask pegou a minha mão e colocou no seu coração.

(Máscara da Morte) – Acalme o meu coração aflito! Se você me ama como eu te amo, faça esse sacrifício por mim! Eu te imploro! – falou se ajoelhando no chão.

Respirei fundo e olhei nos olhos azuis escuros dele.

(Atena) – Tudo bem, meu sol! Eu tiro as medidas do Julian!

Mask se levantou e me apertou em seus braços.

(Máscara da Morte) – Eu não te mereço, minha deusa! Obrigado!

(Atena) – Só você para fazer isso comigo, Sol!

(Máscara da Morte) – Eu te amo!

(Atena) – Eu também te amo!

(Afrodite) – Quero saber é da novidade disso! Então, mocinha, vamos? O Julian está no quarto nos esperando!

Dite pegou as coisas necessárias e a duas portas de distância era o quarto do Julian.

(Atena) – Dite, não me julgue! O Mask está morrendo de ciúmes! Não se pode ouvir tudo aquilo e ficar indiferente! E além do mais, tirei doze medidas masculinas, é só mais uma na minha lista!

Dite bateu na porta do quarto do Julian e ouvimos um “pode entrar”. Dite sinalizou que eu fosse primeiro. Abri a porta, entrei e me deparei com o Julian enxugando os cabelos azuis, sem camisa, de calça preta colada de montaria, deixando à mostra toda a beleza do seu corpo definido, o peitoral largo, a barriga cheia de gominhos, as pernas longas e definidas, os braços também definidos e...

Meus olhos se encontraram com os olhos azuis claros dele e ele puxou um sorriso. Desviei o olhar na hora! Pega em flagrante!

(Julian) – Saori??? Me desculpe pelas vestimentas inadequadas, mas o Dite iria tirar as minhas medidas e eu não sabia que ele a traria junto!

Me recompus e tentei olhar somente nos seus olhos.

(Atena) – Eu que peço desculpas, Julian! Não anunciei a minha chegada.

Passei a mão nos cabelos.

(Atena) – Se não se importar, eu tirarei as suas medidas.

Julian ficou surpreso e puxou um sorriso.

(Julian) – Tenho que confessar que por essa eu não esperava!

Julian me olhou por completo e, ainda com um sorriso, disse:

(Julian) — Eu não me importo, de forma alguma! Me desculpe a curiosidade, Saori, mas é algo que já tenha feito?

(Atena)- Sim, eu tirei as medidas dos meus cavaleiros para confecção do novo uniforme.

Julian puxou um sorriso.

(Julian) – Não paro de me surpreender com você, Saori! Se me derem licença por um instante...

Julian foi ao banheiro da suíte.

Olhei para o Dite, que me olhava com um sorriso puxado. Falei baixinho:

(Atena) – Por que está rindo?

(Afrodite)- Você estava o devorando com os olhos! Mas não a culpo, ele tem um corpo lindíssimo!

(Atena) – E eu pensando que ia ser fácil...

Julian voltou para o quarto com os cabelos penteados, olhou para mim e sorriu.

(Julian) – Quando quiser, Saori!

Ceeertooo! Hora do trabalho!

Dite se sentou na poltrona do quarto, abriu o seu caderno e segurava a caneta. Peguei a fita métrica e andei na direção do Julian, que me olhava caminhar para mais perto dele. Ficamos de frente um para o outro, perto o suficiente para sentir o seu cheiro de flor de narciso e lírios. Olhei nos seus olhos azul-claros. Ele puxou um sorriso.

(Julian) – Está magnífica nesse vestido, Saori!

Sorri sem jeito e desviei o olhar, estávamos perto demais.

(Atena) – Obrigada, Julian!

(Julian) – Eu disse a você que com o tempo me acostumaria a sua beleza, mas creio que isso não será possível!

Ele scaneou todo o meu rosto.

(Julian) – A cada dia, está mais bela!

Minha nossa! Tenho certeza que corei! E ele percebeu isso, porque passou o polegar na minha maçã do rosto.

Respirei fundo.

Julian puxou um sorriso e tirou a sua mão do meu rosto.

(Julian) – Me desculpe se a deixei sem jeito... Vou deixá-la prosseguir com o que deve fazer.

Julian não parava de me olhar. Me concentrei na tarefa. Comecei pelo pescoço, fiquei na ponta dos pés e, colocando a fita em uma mão para pegar com a outra, deslizei a fita pelo seu pescoço.

(Julian) – Deixa eu te ajudar.

Julian se inclinou, ficando com o seu rosto a um dedo do meu. Minha respiração acelerou e corei na hora, com tamanha aproximação. Ele me olhou direto nos lábios e a sua voz saiu arrastada.

(Julian) – Ficou melhor?

Minha nossa! Minha voz mal saiu.

(Atena) – Oi?

Ele puxou um sorriso.

(Julian) – Eu perguntei se ficou melhor para ver a numeração da fita.

Pisquei várias vezes para voltar a me concentrar.

(Atena) – Ah, sim, claro... ficou sim! Obrigada!

Olhei a numeração da fita e disse ao Dite. Tirei a fita do seu pescoço e ele, ainda com um sorriso no rosto, voltou a ficar ereto. Eu precisava terminar logo isso! fui para as medidas mais fáceis, tirei as medidas do braço e do punho. Fui para as medidas das costas, Julian tirou os longos cabelos azuis para que eu tivesse o espaço livre nas costas, olhei a medida na fita e repassei para o Dite.

Respirei fundo.

Ainda me restava tirar as medidas do tórax, cintura, quadril, pernas e o tal do gancho.

“(Atena) – Dite, faz ideia do quão difícil está sendo isso?”

“(Afrodite) – É, eu sei, você está com as bochechas rosadas! Você disse para o seu sol que faria. Então, mocinha, agora termine isso!”

Me concentrei e fui para a frente do Julian, ele colocou os cabelos novamente para trás. Eu iria tirar as medidas do tórax.

Coloquei a fita no seu peitoral e a deslizei de ponta a ponta, olhei a numeração e a repassei. Julian pegou a minha mão e levou ao seu rosto quente.

(Julian) – Está com as mãos frias! Está nervosa por tirar as minhas medidas?

(Atena) – Acho que sim, me desculpe.

Julian sorriu.

(Julian) – Não me peça desculpas, é normal, nunca ficamos tão próximos como agora...

Sorri sem jeito.

(Atena) – Sim, acho que é isso...

Julian beijou a minha mão.

(Julian) – Está se saindo bem, continue!

Respirei fundo.

Fui medir sua cintura e, como imaginei, tive que encostar meu rosto no seu corpo para alcançar a fita de uma mão para a outra.

Senti seu cheiro direto da sua pele. Com essa nota de fundo de lírios que ele possuía, não tinha como não me lembrar do Mu.

Senti seus pelos eriçarem. Alcancei a fita e a trouxe para frente, olhei a numeração e a repassei. Nossos olhares se cruzaram.

(Atena) – Me desculpe se a minha pele está gelada.

Julian puxou um sorriso.

(Julian) – Não me arrepiei pela sua temperatura corporal, mas pelo toque da sua pele na minha e porque senti sua respiração em mim.

Disse para mim mesma: “Só termine logo isso!”

Fiz o mesmo processo para tirar as medidas do quadril e, nesse caso, não dava para ignorar o volume na frente da calça. Olhei rapidamente a numeração e passei para o Dite. Não olhei para o Julian.

Me abaixei para tirar a medida da perna e passei a numeração. E agora só faltava o gancho e eu poderia sair desse quarto!

Ainda abaixada, me levantei e fiquei de frente para ele.

(Atena) – Com licença.

(Julian) – Tem toda!

Colocando a fita bem na frente, onde eu tentava ignorar a sua ereção, passei a fita por entre as pernas e a peguei por trás. Puxei a fita, olhei a medida e passei a numeração.

Respirei fundo, missão cumprida.

(Atena) – Vai precisar de mais alguma coisa, Dite?

(Afrodite) – Não, obrigado! Agora irei auxiliá-lo na roupa para a entrevista.

(Atena) – Nesse caso, se me derem licença...

Julian, ainda com um sorriso puxado, falou:

(Julian) – Eu a acompanho até a porta.

Ele pegou uma camiseta social, que estava na poltrona e a colocou. Me levando a até a porta, a abriu e eu passei, saindo do seu quarto. Me virei, ficando de frente para ele. Julian parou na porta, terminando de abotoar os últimos botões.

(Julian) – Obrigado, por ter resolvido ajudar o Dite!

Sorri sem jeito.

(Atena) – De nada, que bom que pude ajudar!

(Julian) – Não faz ideia do quanto!

Julian colocou a mão na minha nuca e, aproximando o seu rosto do meu, beijou a minha bochecha, pegando um pedaço da minha boca. Eu estava paralisada!

(Julian) – Obrigado mais uma vez!

Julian desviou o seu olhar do meu e olhou além de mim, puxou um sorriso, deu as costas, entrou para o quarto e fechou a porta.

Ainda tentando entender o acontecido, me virei para o corredor e vi meu cavaleiro parado perto da escad,a me olhando com a expressão seriíssima! E falou entre os dentes:

(Saga) – Que porra foi essa???

Notas finais
Continua...