O Breve Diário De Carolinne Oshea
1 Capítulo único
Como a vida pode ser cruel a esse ponto? Tirar de mim a única coisa que me mantinha viva, o meu ar e a minha terra, o meu sol e a minha estrela. Sempre me falaram que quando praticamos o mal, coisas ruins acontecem conosco e quando praticamos o bem, coisas boas ocorrem. Mas nesse exato momento percebo que tudo não passava de uma mera enganação, para nos fazer acreditar nessa merda de vida! Mas agora não caio mais nessas historias para boi dormir, nem no meu mais profundo pesadelo eu irei acreditar nisso novamente.
Agora deve estar se perguntando "O que uma guria odiadora da vida esta fazendo aqui... escrevendo essa droga de diário?" vou ser bem clara, isso daqui não é um diário e sim... uma "carta" de despedida. Sim, uma "carta" de despedida! Sabe por que? Porque eu me cansei de ser uma boneca no jogo alheio, cansei de ser apenas um peão que sofre, sofre e ninguém se importa! Simplesmente cansei!
Não deve estar entendendo nada, possível leitor, então vou começar pelo mais simples, para ver se você não se perde. Meu nome é Carolinne O'Shea e tenho dezessete anos de idade, sou filha de um casal rico que pouco se importa com a minha existencia... pra falar a verdade eu acho que eles esqueceram que colocaram uma criança no mundo pois a afeição e carinho que eles tem da minha pessoa é realmente tocante! Agora você deve pensar que eu sou uma patricinha tendo uma das crises por que meus pais não me deixaram comprar a nova bolsa da Channel... se você realmente estiver pensando nisso, vai se foder que você ganha mais!
Aonde eu estava mesmo? Ah... lembrei, pais de merda! Bem, vamos deixar esse filhos da puta de lado e vamos continuar com a minha "linda" história. Eu acho que eu tinha uns dez anos quando comecei a gostar de heavy metal e rock, não tenho certeza, mas sei que desde aquela época meus pais fazem questão de não ficar ao meu lado por mais de cinco minutos. Continuando... eles viram a suposta "princesinha" deles se transformar numa amante do "demônio", segundo eles dizem, e quando eles perceberam que eu não tinha mais jeito me mandaram para um colégio militar... eles realmente pensavam que aquilo ia me fazer mudar de gosto? Há... tinham que ser burros mesmo!
Bem... essa foi a parte, agora vamos ir logo para onde tudo se complica, a casa pega fogo, as feras são soltas e... acho que você já entendeu!
Quando eu completei dezesseis, entrou um menino novo na escola, chamado Fred Armstrong... um menino de cabelo dourado, olhos azuis acinzentados, lábios carnudos *os quais ele teimava em morder* e nariz levemente arrebitado, ele era claramente um pedaço de mal caminho. Mas o que eu não sabia era que ele era realmente um mal partido.
Como eu era odiada naquela escola, o único lugar livre era ao meu lado. Naquele momento eu não sabia se comemorava ou xingava as pessoas da minha sala, graças a essa indecisão eu fiquei quieta. Segundos depois ele senta ao meu lado e não parava de me encarar, e aquilo estava me irritando, afinal... não é só por que você é gostoso que você pode ficar me encarando! É desconcertante! Assim se passou a aula, extremamente lenta, com Fred praticamente me comendo com os olhos. Quando o sinal finalmente bateu, tentei sair da sala o mais rapidamente o possível, mas um par de mãos me impediu de fazer tal ato.
"Achei você bonita, qual o seu nome?"
"Ele não mudara sua vida, então tchau!"
E esse foi o primeiro e único diálogo que cheguei a ter com ele... pelo menos nesse ano. Confuso até aqui? Creio que não, mas as coisas estão prestes a piorar! E você mal pode esperar por isso que eu sei!
Um ano se passou e completei meus dezessete anos, idade que eu tenho atualmente. E lá fui eu novamente para aquela bosta que eu tinha que chamar de escola! Por acaso eu havia falado que era um internato? Não? Dane-se, você ficou sabendo disso agora mesmo! Fui para a secretaria pegar a chave do meu novo dormitório e sabe o que eu descobri? Só tinha uma chave e como minha companheira já havia chegado a maldita chave estava com ela... então lá fui eu em busca do meu novo dormitório. Quando eu cheguei lá, vi uma menina que eu nunca havia visto antes, ela possuia uma cabelo dourado e olhos azuis mar, mas me era vagamente familiar. Ao me ver, me avaliou dos pés a cabeça e revirou os olhos... quem diria que esse era o jeito de Angeline dizer "gostei de você!"? É... ninguém adivinharia isso!
Bem... no final das contas nos duas viramos grandes amigas e mais tarde *se le muito tempo depois* acabei descobrindo que ela era irmã de Fred... ainda não sei como não havia percebido isso antes! Acho que foi a música classica que meus pais teimavam fazer eu ouvir quando era criança... só pode!
Depois que eu descobri sobre o pequeno segredo, nem não secreto assim, de Angeline comecei a passar meu tempo livre com os dois, e por mais que eu não goste de admitir isso eu acabei meio que... me apaixonando por Fred, mas pode ter certeza que nunca me orgulhei de tal sentimento. O tempo foi passando, e eu acabei descobrindo o que Fred fazia em suas noites de sábado... e não gostei nada do que tinha visto aquele dia! Ele estava num beco, se drogando e rindo que nem um condenado... aquilo realmente partiu o meu coração, e foi a última vez que vi Fred, pelo menos vivo. Pois ele iria viajar com sua família e só voltaria uma semana depois...
Maldito avião... maldita viajem! Tirou de mim minha melhor amiga e o menino por qual julgava estar apaixonada! Dava para a minha vida ter um destino tão cruel assim? Por que justo eu, que sempre tirei notas boas, nunca me droguei ou engoli uma gota de bebida alcohólica *mesmo não parecendo*?
E por causa disso e mais alguns motivos que acho desnecessário colocar nessa droga de cartinha, resolvi dar um fim na minha vida medíocre. Como? Ainda não tenho certeza, mas pode ter certeza que hoje vai ser o meu último dia nesse mundo "perfeito"
Beijos de uma rebelde com causa,
Carolinne O'Shea
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-Coitada dessa garota!-Disse um policial Steven ao terminar de ler o conteúdo do pequeno caderno branco com o simbolo da bada Avenged Sevenfold
-Coitada nada! Ela viveu do bom e do melhor... enquanto a gente se mata para conseguir pagar as contas, ela morre porque perdeus os amiguinhos! Vai ser mais fútil assim lá na casa da tia Joana!-Reclamou outro policial, esse chamado Sam, que estava recolhendo todas as fotos e CDs das pratileiras
-Se coloca no lugar dela por um minuto!-Repondeu Steven novamente
-Bem, eu seria rico... teria do bom e do melhor e não precisaria trabalhar! É.. a vida dela foi muito dura!-Disse Sam tirando com a cara do outro
-Argh! Não é possível ter uma conversa sequer com você!-Respondeu Steven indo embora, com o pequeno caderno em mãos
Andou por alguns metros, entrou em seu carro e foi em direção ao memorial do acidente em que tanto Fred quanto Angeline perderam a vida. Ao chegar lá, se aproximou do local aonde esta escrito o nome da família Armstrong, e lá depositou o pequeno caderno branco.
-Espero que agora vocês três fiquem juntos, aonde quer que vocês estejam!-Disse Steven sorrindo
Deu meia volta e seguiu em direção ao seu carro, e mesmo nunca tendo visto nenhum dos três amigos pessoalmente jurava que havia os visto sorrindo amorosamente para ele, acenando de maneira calorosa enquanto iam embora.
-Acho que bebi muito cerveja...-Ele disse para si mesmo entrando no carro
Ligou o carro e logo apos o rádio ligou sozinho, e a voz de um dos jornalistas mais importantes do rádio ecuou em seus ouvidos
"Carolinne O'Shea de dezessete anos, foi encontrada morta em um dos becos da parte "obscura" da cidade. Pelo visto fora assassinada, mas ninguém sabe o motivo ou razão de tal crime ediondo, a jovem foi encontrada com diversos cortes pelo corpo e marca de possível um estrangulamento... mas nada confirmado ainda. Agora só podemos rezar por essa jovem moça, que teve sua vida tirada tão cedo."
Logo apos isso, o rádio desligou sozinho novamente, deixando Steven em estado de choque, não acreditando nas palavras que ouvira.
-Quando descobrirem que ela causou a própria morte, creio que não rezaram mais por ela...-Ele disse ligando o carro e saindo de perto do memorial e de qualquer coisa que podia o lembrar de Carolinne e seus amigos
Notas finais
Beijões s2 s2,
Nat *-*
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