O Bosque dos Suicidas
1 Capítulo Único
A tarde estava nublada e o vento corria por entre os cabelos desarrumados do jovem de olhos vazios.
"Inútil" Repetia mentalmente "Eu não devia ter sequer nascido"
Ele anda pelo bosque nebuloso, quase sem enxergar os próprios pés. Faz frio, mas ele não sente a temperatura à sua volta. Não sente sequer seu corpo, na verdade.
A passos lentos ele faz sua caminhada fúnebre. Começa a chover e seu riso alto corta o barulho da chuva. Ele sente um nó na garganta que não é capaz de se livrar, mas logo combateria um nó com outro, e a dor teria seu fim.
Finda a gargalhada sombria e seu corpo estremece. "É chegada a hora", pensa.
Uma árvore, um galho, uma corda previamente preparada formando um nó que se fecharia num pescoço. O pescoço dele.
Mãe, você não deveria alimentar tantas esperanças sobre mim. Pai, você sempre se orgulhou de um filho que eu não sou. Arya, eu sempre te amei, e sempre amarei, mas você merece um cara muito melhor. A todos, a tudo, adeus.
E chutou a caixa em que se mantinha sobre, e o laço da corda, antes frouxo envolto ao seu pescoço, agora se esticava e o apertava, tirando-lhe o direito de um último suspiro.
2 semanas depois
– Achamos mais um — o guarda dizia em seu comunicador — mais uma morte no Bosque dos Suicidas.
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