O Boneco de Plastico
14 Uma noite muito louca
Notas iniciais

TREZE
Uma noite muito louca
Bom, eu sempre achei que Rosalie fosse leve, ela sempre teve uma cintura fina e parece ser magrinha, MAS, comecei a mudar de ideia quando Alice e eu tivemos que arrastar Rosalie em direção ao carro, ainda mais porque nós duas somos baixinhas e Rosalie é bem mais alta. Ela ainda para piorar não colaborava em nada, ela estava mais distraída em dar risada de não sei o que e ficar cantando a musica: “Nós somos boas companheiras...” do que andar.
Até que no meio do caminho, ela parou para me olhar.
— Bem, quem é você mesmo? – ela perguntou para mim, enquanto jogava mais seu corpo em minha direção, cada vez estava mais difícil de segurá-la.
— É... Isabella! – eu disse, franzindo as sobrancelhas.
— Isabella... Isabella... Sabe, não gostei muito desse nome não, eu vou então te chama-la de Rose! – ela falou e deu risada. – Iai... Rose!
— Rose é seu apelido! – quem disse foi Alice.
— Por isso mesmo, é bem mais bonito! – ela falou, e eu a olhei com as sobrancelhas arqueadas. – Rose, essa aqui é Alice, a minha melhor amiga! – ela falou, agora tirando o peso de cima de mim para agarrar Alice, foi tão rápido, que Alice quase desequilibrou.
— Rosalie calma, Rosalie! – Alice disse.
— Amiga... Eu estou com sono! — disse Rosalie e ela acabou soltando-se dela e caindo de bruços no chão. DROGA, isso tinha que acontecer agora? Nós já estávamos perto do carro. – ROSALIE! – Alice exclamou, agachando-se para tentar puxá-la, levantá-la, mas Rosalie havia apagado.
Alice me olhou com os olhos arregalados.
— E agora? – ela perguntou para mim. Como ela vai perguntar isso para mim? A pessoa mais desastrada do universo, que só tem ideias idiotas e que com certeza é mais desesperada do que ela.
— Bom... Bom... Bom... – eu gaguejei, feito uma otária, eu pelo menos queria falar alguma coisa, para não parecer uma Tanya da vida, mas não consegui formular nada, eu olhei para os lados e percebi que quase não tinha mais ninguém saindo da escola, já estava tarde e o ônibus já tinha ido embora. – Tá, primeiro, nós vamos manter a calma! – eu disse, voltando a olhar para Alice, ela concordou com a cabeça de forma exagerada. – Agora vamos pensar! — uau eu ajudei muito com essa minha resposta.
Alice respirou fundo e olhou novamente para Rosalie.
— Vamos cada uma segurar ela por um lado, uma segura ela pelos braços e a outra pelas pernas... – ela disse, olhei-a com as sobrancelhas franzidas.
— Não é melhor chamarmos algum funcionário? – perguntei.
— Para acharem que ela se drogou? – Alice perguntou, também franzindo as sobrancelhas.
— É, foi idiota isso, você tem razão, vai vamos lá! – eu falei totalmente determinada, embora eu soubesse que poderia acontecer um desastre no meio do caminho, mas o carro não estava tão distante, é vamos ter pensamento positivo. Não vai acontecer nada.
ENTÃO LÁ FOMOS NÓS! Eu fui pegando as pernas, porque lógico é mais fácil e Alice pegou os braços e mesmo sendo nós duas carregando Rosalie, ainda era pesado, depois de alguns passos, meu braço já estava ficando dormente e me senti a pessoa mais fraca do universo. Também eu sou tão sedentária quanto aqueles caras que pesam cem quilos e ficam o dia todo esparramado no sofá bebendo cerveja.
— Tá, vamos, vamos, vamos... – eu falava feito uma idiota, sim as vezes repito as mesmas palavras quando estou nervosa. – Estamos, ai, ai ai, meu braço, estamos perto!
— Sim, nós estamos perto... – Alice disse, ofegando.
Meu braço... Não estou sentindo ele. Chegamos em frente ao carro. AEEE, suspirei aliviada.
— Vamos coloca-la devagar no chão... – Alice disse. – Um, dois, três! – então a colocamos no chão e meus braços agradeceram por isso. Fiquei observando Alice abrir o carro, e novamente tivemos que ralar para enfiar Rosalie ali dentro.
Quando entrei no carro, no banco da frente, pude suspirar aliviada. Alice entrou, fechou a porta e ligou o carro, eu nem acreditava que finalmente poderíamos ir para casa.
— É lá vamos nós! – disse Alice sorrindo, eu chacoalhava um dos meus braços, ele ainda está doendo.
Alice ligou o carro, e deu ré para sair da vaga, em seguida ela começou a dirigir em alta velocidade. Nos entreolhamos rapidamente, mas mantivemos quietas, primeiro porque estávamos nos recuperando do cansaço de ter que carregar Rosalie e segundo acho que é porque não tínhamos assunto.
Na verdade teríamos, pois eu poderia fazer TRILHÕES de perguntas a Alice, afinal, ela é irmã de Edward, quem melhor do que ela para abrir a boca e falar tudo que quero saber sobre ele, mas quem disse que eu tive coragem? Ela vai achar que estou sondando ele, que sou típico daquelas namoradas, SUPER, EXTRA, MEGA insegura. Não que eu seja isso, quer dizer, não que eu não seja. Pois como eu vou estar cem por cento segura nesse meu namoro, sabendo desse fantasma que tem a minha cara? Eu ainda não tenho certeza absoluta de que Edward não está mais apaixonada por ela. E se ele tiver? Meu estomago começou a revirar para um lado e para o outro só de pensar nessa possibilidade.
Olhei para ela, abri a boca para perguntar alguma coisa, mas nem um som saiu. Então foi ela que acabou puxando o assunto:
— Parou com o sorvete e a coca-cola? – ela perguntou.
— Ah sim, parei, com certeza! – eu menti, na verdade nos últimos dias até que eu tinha ingerido e BASTANTE sorvete com coca-cola, fazer o que? É um vicio!
— Ah que bom, você vai ver como sua pele vai ficar bem menos flácida, além do mais, tenho uma dieta maravilhosa, vou levar para você! – ela disse, e então eu já até imaginei como seria essa dieta, com certeza eu vou passar fome.
— Sim, claro, você que manda! – eu falei, mas claro, eu estava MENTINDO. Até parece que vou parar de comer, afinal, como vamos ser felizes sem comer besteira?
Ela sorriu e continuou prestando atenção na estrada, enquanto sobrava só eu e meus pensamento, a minha cabeça estava a mil, pergunto, não pergunto, pergunto, não pergunto, pergunto, não pergunto. Até que então eu ABRI a boca para perguntar, quando:
Rosalie nos interrompeu, ela se remexeu, sentou-se e enfiou a cabeça entre meu banco e o banco de Alice, ela olhou para Alice, tirou o cabelo do rosto e depois olhou para mim.
— Quem é ela mesmo? – ela perguntou. NOSSA, ela se esquece de mim com muita facilidade.
— Isabella Swan! – eu respondi, olhando para ela com as sobrancelhas franzidas.
— Ah gostei do seu nome! Vou te chamar de Bella! – ela falou. Olha só, agora ela gostou do meu nome.
— Desistiu de chama-la de Rose? – Alice perguntou e então demos risada, Rosalie ficou com as sobrancelhas franzidas, parecia não ter entendido. – Que tal ouvirmos uma musiquinha? – ela sugeriu e ligou o radio, estava tocando uma musica de rock pesado, Rosalie gemeu, colocou as mãos no ouvido e voltou a deitar no banco de trás. – AIII MINHA CABEÇA, AI, AI, AI! – ela gemia.
— Melhor colocarmos uma menos pesada... – eu disse, Alice concordou com a cabeça e então trocou de estação para uma que passava musica eletrônica.
Não demorou muito tempo para Rosalie se animar com a musica, depois de alguns minutos ela estava se movimentando feito uma doida e mexendo os cabelos para lá e para cá, ela me fez até me lembrar daqueles vocalistas de banda de Metal, onde no momento em que eles estão animados começam a balançar a cabeça jogando o cabelo para baixo, para cima, para baixo, para cima.
Alice e eu nos entreolhamos e demos risada. Coitada dela, embora eu ache que ela não vai se lembrar de nada disso amanhã.
— Iai minha nova amiga! – ela disse, enfiando novamente a cabeça entre o meu banco e o banco de Alice. – Eu até que estou gostando de você... – ela falou e depois colocou a mão no meu cabelo e o bagunçou.
Rapidamente passei a mão no cabelo para arrumá-lo, enquanto virava a cabeça e a via novamente se movimentar parecendo que estava tomando um choque elétrico.
— Droga! – Alice resmungou, e eu não entendi.
— O que? – perguntei, olhando para Alice.
— A gasolina, agora que eu fui perceber, ela está acabando! – ela disse. – Será que tem um posto por aqui?
— Nesse meio do nada?! – eu disse, afinal, estávamos numa estrada e em volta tinha apenas arvores. É como falei essa escola ficava longe, paguei uma nota no táxi.
— Perai, eu me lembrei, tem sim, só que ficou para trás, droga, nós estamos longe! – ela disse, e eu engoli um seco. Eu nem tinha visto passarmos por essa droga de posto. E adivinhem? Eu comecei a me lembrar dos filmes de terror, pois nossa situação parecia com algumas histórias de filmes: três mulheres sozinhas, em uma estrada no meio do nada, indefesas, tudo bem que uma não estava girando muito bem das ideias, mas mesmo assim continuávamos sendo garotas indefesas.
TÁ, eu comecei a me desesperar, pois se nós três estivéssemos dentro de um filme de terror, eu tenho a impressão de que a sobrevivente seria a Alice.
Observei Alice dar a volta com o carro, e começamos a voltar para trás, droga, só porque estávamos chegando perto de casa.
E enquanto Alice continuava com a sua tentativa de chegar a um posto de gasolina, meu coração continuava a mil, enquanto na minha cabeça ficava passando varias cenas dos filmes de terror que eu já assisti. Moças indefesas como eu morrendo decapitadas, estranguladas, levando diversas facadas no estomago, sendo jogadas no mar, morrendo de tanto apanhar, ah e não posso esquecer, sendo cortadas com uma serra elétrica (Esse filme foi cruel). É, EU SEI esses filmes de terror me deixam paranoica, mas eu não consigo parar de assistir eles.
— Não vai dá, droga, vamos ter que ir a pé! – Alice disse de repente, parando o carro. Ela apoiou a cabeça no volante e bufou. – Como sou idiota, como eu não vi isso antes!
— O que é? Vamos andar a pé, é? – perguntou Rosalie, a única que ficou feliz com isso, ela sorria parecendo um coringa.
E o que posso dizer? TUDO PARECE UM TERRÍVEL PESADELO! Sim, eu deveria ter ido de táxi, seria mais seguro do que aconteceu logo a seguir.
Alice, Rosalie e eu começamos a andar por uma estrada deserta, já estava bastante escuro para o meu gosto, agora Rosalie pelo menos conseguia andar, mas ainda ela gostava de colocar o braço em volta do nosso pescoço para falar com a gente, ela estava feliz, pelo menos ela estava feliz. Alguém precisava estar feliz nessa história toda, não é?
Ainda bem que Alice tinha um galão no porta mala e uma mangueira, eu não sei para que serviria a mangueira, mas ela disse que era bom leva-la por precaução.
— Merda! Rosalie me distraiu tanto por estar assim, que eu nem percebi que a gasolina estava acabando... – Alice reclamou.
— Relaxa meninas, por que a gente não canta um pouco? – Rosalie sugeriu, toda feliz da vida, eu suspirei.
— Estamos longe do posto? – perguntei, ignorando a sugestão de Rosalie.
— Uns quinze minutos andando... – Alice calculou e logo arregalei os olhos enquanto eu fazia um calculo mental, É não precisava ser nenhuma Expert na matemática para saber que se gastaria trinta minutos só para andar até o posto e voltar, e não estou nem falando o tempo que perderíamos pegando a gasolina.
— Oba, vamos passear por quinze minutos legal! – Rosalie disse colocando novamente os seus braços em volta do nosso pescoço. – Que tal irmos cantando é mais divertido! – novamente ela sugeriu.
— Rosalie, eu não quero cantar, mas que droga! – Alice reclamou, afastando-se dos braços de Rosalie.
— EU QUERO! EU QUERO! EU QUERO! EU QUERO! – Rosalie falava que nem uma criança mimada e ainda batia o pé no chão. – AHHHHHHHHHHHH!
— Para com isso, Rosalie! – Alice pediu, parecendo uma mãe repreendendo a filha.
E enquanto eu assistia a discussão das duas eu começava a comparar Rosalie drogada de remédios com eu bêbada, eu acho que eu só podia dizer que eu fico pior, devido ao calor louco que eu sinto quando estou com efeito da bebida.
E enquanto eu pensava continuamos nossa difícil caminhada e mesmo Alice falando que não está afim de cantar, Rosalie por conta própria começou:
— Nós somos boas companheiras, nós somos boas companheiras, nós somos boas companheiras, ninguém pode negar! HEEEEI!
Alice e eu nos entreolhamos.
— Vamos meninas cantem comigo! – ela pediu.
Então Alice e eu demos de ombros e então nos sentindo vencidas, cantamos também com ela:
— Nós somos boas companheiras, nós somos boas companheiras, nós somos boas companheiras, ninguém pode negar!
E Rosalie completou com o:
— HEEEEI!
Alice e eu suspiramos e já íamos repetir novamente a musiquinha:
— Nós somos boas companheiras... – mas nós duas de repente nos calamos quando avistamos dois garotos no final da estrada vindo andando em nossa direção.
Cada vez que eles se aproximavam, nossa boca ia se abrindo, ia se abrindo, ia se abrindo, até Alice e eu ficarmos boquiabertas. Nós três paramos de andar e só Rosalie pareceu não se importar com o que estava vendo.
— EDWARD! – Rosalie disse indo até ele e o abraçando.
Eu continuei com os olhos pregados nos dois, ainda boquiaberta.
— Mas... Mas... O que aconteceu? – Alice perguntou, parecendo estar tão incrédula como eu.
SIM! Edward Cullen estava parado próximo de mim, mas não era só isso a surpresa, ele estava acompanhando de Jacob Black, SIM, JACOB BLACK, e ainda tinha algo mais absurdo nisso tudo. Sim, as coisas não paravam por ai, não era só isso.
Eles estavam apenas... De cueca. E ainda, ambos estavam sujos de terra e Edward estava com a boca um pouco machucada e o nariz de Jacob estava sangrando.
Eram para eles estarem no ônibus... Como isso pode estar acontecendo? Como eles podem estar no meio da estrada, parados na nossa frente, só de cuecas, sujos e ainda machucados? Por um momento eu até achei que estava vendo demais.
Continua...
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