O Boneco de Plastico

23 A fantasma com a MINHA cara


Notas iniciais
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VINTE E DOIS

A FANTASMA COM A MINHA CARA

Eu estava tonta e me segurei nos armários para não cair, aquilo não era possível, não podia ser... Como aquele fantasma nos perseguiu até a escola? Mas que desgraçada! E agora? Como Edward irá reagir quando ver essa fantasma que tem a minha cara?

Eu respirei fundo e tentei relaxar... Mas quem disse que eu consigo? Eu estava quase surtando, em pânico, e com razão...

— Bella, o que foi? Você está muito pálida! – ouvi Mike exclamar, eu olhei para ele, e então ele segurou-me pelo braço, acho que ele ficou com medo de eu ter um treco e cair no chão. – Vem, vamos à sala restrita, eu pego agua para você! – ele falou e praticamente me arrastou para sala restrita, porque se dependesse de mim, eu continuaria parada no mesmo lugar, parecia que meus pés havia travado no chão.

Sentei na cadeira, ainda digerindo o que vi, eu juro que se Mike não tivesse visto aquela garota, eu acharia que estou tendo uma alucinação, e claro eu já ia pedir para meu pai me levar ao psiquiatra... MAS infelizmente isso não pode ser possível, porque se eu tiver tendo alucinações, Mike também estaria tendo, o que não é muito provável de estar acontecendo... Uma pessoa louca é bem mais fácil do que duas pessoas louca, tá legal, já estou pensando besteira, o negocio está ficando feio...

— Bella... Você está em choque? – ouvi Mike falar, aham, ele deve estar pensando que pirei, mas não estou longe disso. SIM! Estou quase pirando mesmo...

— Eu acho que só passei mal... – falei, e vi que Mike estava com uma garrafa de agua na mão, ele abriu e me entregou, tomei longos goles, e depois entreguei para ele lhe agradecendo.

— Você ficou assim depois que viu aquela garota, tá assim por que ela é parecida com você? – ele disse. – Isso é normal, vemos muitos casos de pessoas que é parecida com famosos...

— Ahm... É, sim, pode acontecer... – falei, realmente já havia ouvido falar sobre sosio, mas nunca pensei que isso aconteceria comigo, nunca imaginei que eu encontraria alguém tão parecida fisicamente comigo, mas o pior nem é ela ser parecida comigo, mas sim por nós duas termos nos envolvido com o mesmo garoto.

Foi então que ao pensar nisso, uma pessoa logo veio na minha mente, Edward... Droga, aquela garota vai falar com ele só pode! Levantei num pulo, tão rápido que até Mike se assustou.

— Bella, tá tudo bem? – ele perguntou.

— S-sim... Eu só preciso ir! – falei, quase tropeçando nas minhas próprias pernas, devido ao meu nervosismo (Nesses momentos ainda fico mais desastrada. Fato) e sai quase que correndo da sala restrita, ouvi mike me chamar, mas eu não voltei, cheguei aos corredores, olhei para os dois lados e continuei andando rapidamente feito uma louca.

Procurei Edward e essa fantasma nos corredores, no refeitório, no pátio, e nada, sem sinal dele e sem sinal dela, aquilo me preocupou e ao mesmo tempo me irritou, quando cansei de procurar, eu suspirei, parei já ofegante, passei a mão no meu cabelo e peguei o meu celular, eu que não ia aceitar isso, não mesmo, ela que não ia ficar atrás do MEU namorado, afinal, um dia foi dela, mas agora ele é meu.

Depois que roubaram o celular dele, Edward havia comprado um novo celular, então logo fui procurar o novo numero dele na minha agenda, quando encontrei, liguei para ele, já planejando fazer um escândalo se ele atendesse e eu ouvisse uma voz feminina no fundo. Ah, se ele tiver se escondendo com ela dentro dessa escola, eu vou encontrar e coitado dos dois.

— Alô? – ele já foi falando, assim que atendeu.

— EDWARD CULLEN ONDE VOCÊ ESTÁ?! – eu já fui perguntando totalmente surtada, meu tom saiu mais alto que o normal, olhei para os lados e vi que os enxeridos da escola já estavam olhando para mim com um olhar curioso, já estavam loucos para saber se Edward e eu estávamos discutindo. Argh!

— No banheiro... – ele falou, e logo meu rosto esquentou. Banheiro? Merda! Eu não tinha pensado nisso. – Por que?

Sai caminhando em direção ao banheiro masculino.

— Bella você está com raiva? — ele perguntou, após perceber que eu não respondi.

— Eu com raiva? – perguntei, OK eu estava com raiva, eu estava a ponto de explodir. Parei na frente do banheiro, ao mesmo tempo em que Edward saiu do banheiro, desligamos os nossos celulares, e nos olhamos, eu com um olhar sei lá, talvez extremamente raivoso e ele me olhou com um olhar confuso, como se não tivesse entendendo nada. Mas para mim ele era CULPADO até conseguir provar o contrario.

— Bella, o que foi? – ele perguntou, se aproximando e parando bem na minha frente..

— Por que a Alicia está aqui? – já fui perguntando. BORA ir direto ao ponto.

— Alicia? – ele falou, franzindo as sobrancelhas. – Bella, a gente não tinha decidido deixar ela para trás? Afinal, como eu já tinha te falado...

— Você tem que dizer isso para ela, que está aqui atrás de você... – falei, já batendo o meu pé direito no chão, e fechando as minhas mãos, só para mostrar que estou raivosamente raivosa. (gostei dessa!).

— Ela não está aqui Bella...

— Está sim!

— Não, ela não está não...

— Ela esta sim! – falei mais alto, e chamando novamente a atenção dos enxeridos, que até viravam a cabeça para observar a nossa discussão, argh! Nessa escola não se pode nem discutir, sem chamar atenção dos outros.

Edward olhou para os lados e depois se aproximou, colocando a mão na minha testa, eu não acredito que ele está achando que estou delirando de febre.

— Bella, você não está...

— Não! – logo o interrompi. – Não me venha dizer que estou com alucinações! Se estou Mike também está, porque ele a viu também! – eu falei, ele me encarou com as sobrancelhas franzidas.

— Mas... Como? – ele disse, agora parecia estar começando a ficar assustado, ele suspirou e passou a mão no cabelo.

Se ele está preocupado, imagine eu.

***

Lá estava eu, Isabella Swan em sua missão: como segurar um namoro! Agora eu estava vendo mais do que nunca de como é difícil manter as sangue-sungas longe do seu amor, primeiro era a sem cérebro Tanya que só caiu fora quando surtou e acabei saindo na pior levando uma mochilada na cara, mas depois dessa ela pelo menos deixou Edward em paz, mas agora é a fantasma que tem a minha cara que preciso me preocupar, a tal de Alicia, que tá provando que é realmente uma fantasma mesmo, já que a procurei POR TODA ESCOLA e não a encontrei.

SIM! Edward e eu não a encontramos, e depois de procura-la por todos os lados e não encontra-la, eu até comecei a me perguntar: Mike e eu estamos delirando juntos? Acredite, eu ainda preferia isso, ao imaginar que a vi de verdade, mas eu sabia que isso é quase impossível, então eu já estava ciente de que amanhã o negocio poderia ficar feio, e eu me preparava psicologicamente para esse momento.

— Tá legal Bella, relaxa! – falei para mim mesma, enquanto acariciava o pelo de Edzinho, que estava deitado na cama ao meu lado.

Meus olhos estavam fixos no teto do meu quarto, e eu tentava relaxar, respirava fundo e expirava o ar lentamente, mas nada. Calma não é algo que eu consiga ter.

— Qual é Bella? Cadê a sua confiança? Agora ele está com você e não com ela... – eu dizia para mim mesma, mas não estava funcionando, nunca imaginei que ficaria com tanto medo de perder Edward, mas eu estava, eu estava com muito medo e sentir medo É UMA DROGA!

E o pior, é que esse medo só me fez ter mais certeza de uma coisa... Eu estava mais envolvida com Edward do que eu imaginava que um dia poderia ficar. Como isso pode ser possível? Como eu posso a cada dia gostar mais dele?

— Droga, eu estou apaixonadona por ele mesmo! – falei, olhando para o Edzinho, virei para ele e o cachorrinho abriu os olhos e olhou para mim, com aquela carinha de alegre que só os cachorros têm. Bem que agora eu queria estar alegre como ele. – E agora? Tenho que me controlar, não é? Não quero dar uma de surtada, e ele me meter um pé na bunda, que nem o Jacob fez! – falei para o Edzinho, como se ele pudesse me responder e me dar um conselho, mas claro, isso não é possível, então ele apenas colocou a língua para fora, e depois lambeu meu rosto, se cachorros entendessem eu até diria que nesse momento ele está tentando me consolar.

— Não, não, não quero você igual o Rex tá ouvindo? Menos carinho Edzinho, menos carinho... – falei, afastando ele para ele parar de me lamber, naquele momento senti uma imensa vontade de comer sorvete e tomar refrigerante até não aguentar mais, mas decidi me controlar (mesmo sendo uma pessoa sem autocontrole).

Tirei forças da onde não tinha, afinal, vai saber se faço isso dá um treco na minha barriga e amanhã eu não consiga ir para a escola, isso não pode acontecer, amanhã preciso estar na escola, caso essa Alicia apareça.

***

No outro dia logo de manhã, fui mostrar a coluna da enigmática para o Tyler, ele ficou alguns minutos lendo com aquela cara de nojo dele, mas depois ele olhou para mim, e esboçou um sorriso. Sim ele sorriu, parecia que novamente eu estava tendo uma alucinação. Afinal, ele sorrir não parece ser algo possível...

— Uau, eu não imaginava que ele pudesse ser ruim de cama! – Tyler falou.

— Ah, imagino que isso te decepcionou, pois assim você vai ter que tirá-lo da sua lista, não é? – perguntei, e então ele me olhou com um olhar fuzilador.

— Nossa, que engraçado, eu estou morrendo de rir! – ele falou, revirando os olhos. Na verdade o que falei, não era para ser engraçado, só contei um fato e ponto. Mas decidi não retrucar, afinal, falei isso só para tentar me distrair, mas não estava sendo possível.

Pois, eu estava nervosa, o que é um fato. Ainda não havia mais visto aquela Alicia, mas ela continuava me perturbando, tanto acordada como dormindo. Acredite até tive pesadelos com ela!

Sonhei que abria a porta da divisória do banheiro feminino, e encontrava lá dentro em vez de Edward e Tanya como encontrei uma vez, eu encontrei Edward e Alicia. SIM! Os desgraçados estavam se pegando, ele estava me traindo na maior cara dura, com a fantasma que tem minha cara, e claro naquele momento se eu pudesse mata-lo em sonhos, acredite, eu tinha matado.

E isso só piorou ainda mais a minha paranoia, vai saber se em vez de sonho eu estava tendo uma premonição? É muito azar para uma pessoa só, é muito azar mesmo...

— Você viu por ai uma garota parecida comigo? – perguntei de repente, e então Tyler me olhou com aquele olhar esquisito que só ele tem.

— Hum... Não! Mas... De quem você está falando? – ele perguntou, cruzando os braços e me olhando de um jeito desconfiado, parecendo até mesmo aqueles detetives, acredite aquele olhar dele me deixava MUITO tensa, muito tensa mesmo.

— É, de ninguém! – falei, me embolando nas palavras, já me arrependendo de ter feito essa pergunta para ele.

— Se não é ninguém, você não teria perguntado... – ele falou, e fiquei ainda mais tensa, desse jeito vou ter o risco até mesmo de pifar mais ainda o meu cérebro, então eu decidi me levantar e cair fora dali, antes que ele fizesse falar coisas que eu não deveria falar.

— Eu já mostrei a matéria e então eu já vou... – falei, incomodada com aquele olhar extremamente analisador dele, parecia até mesmo estar me secando.

Tentei então relaxar e ignorar o olhar e fui andando em direção á porta de saída, até que então ele me chamou e eu olhei para trás, para encará-lo.

— Ah, a matéria é boa, mas tem que reescrever! – ele disse, e sorrindo maldosamente amassou aquele papel, e então eu vi minhas horas de dedicação virando uma bolinha sendo jogada na lata do lixo.

Abri a boca, completamente indignada. E então me perguntei: como ainda me surpreendo com esse desgraçado torturador?!

Bufei, e até fechei as mãos para não acabar fazendo um gesto obsceno com o dedo que era o mínimo que ele estava merecendo, abri a porta e sai rapidamente da sala restrita, e tentei me contentar em apenas xingar o desgraçado do Tyler em pensamentos.

***

Todo canto que eu andava, eu olhava para os lados com um olhar assustado, a procura de uma figura que tem a cara parecida com a minha, era obvio que eu sentia-me insegura dentro da escola, e vi que essa de estar na incerteza era pior do que já ter a certeza. Eu queria logo saber se o que vi era realmente real ou não.

Mas não precisou de muito tempo para eu comprovar que ela era real e de carne e osso, logo na aula do meu professor gostosão de biologia (que Edward nunca veja eu falar isso), eu a encontrei.

Assim que entrei na sala, eu travei ao vê-la lá, sentada no fundo, folheando seu caderno, eu acho que na hora até empalideci, sentei na primeira carteira que vi na frente e fiquei olhando para ela (com certeza com uma cara de psicótica) sorte que ela não percebeu, ela nem me olhou.

Fiquei analisando-a com cuidado, pensando, será que é a Alicia? Só pode, afinal, seria muito estranho, ter mais de uma pessoa com a cara parecida com a minha.

Mas eu queria ter a certeza, descobrir o nome dela, mas eu sabia que não era possível, ela estava no fundo e ficou aula inteira calada. E eu fiquei apenas ali sentada, não conseguia nem escutar o que o professor falava, eu ficava apenas olhando para ela disfarçadamente. Droga! Droga! Droga!

Aquilo estava sendo uma tortura.

Para piorar eu nem tive mais aulas com ela, e fiquei me corroendo todo o começo do dia me perguntando, se em alguma das aulas do Edward ele a encontrou, não conseguir falar com ele durante a manhã, e só depois do almoço que teria aulas com ele.

Então na hora do almoço eu já fui correndo para o refeitório, na expectativa de encontra-lo.

Ao procura-lo nas mesas, acabei vendo ela, a fantasma, sentada conversando com umas garotas que eu nunca falei na minha vida, não eram populares, mas também não eram zoadas, era tipo como quase todas da escola, simplesmente garotas normais, respirei fundo e continuei olhando a minha volta, até encontrar Jacob, em pé, em frente a uma mesa vazia, notei que os olhos dele estavam fixos em Alicia, ele estava com um semblante estranho, parecia surpreso.

Aproximei-me rapidamente dele, pois eu sabia que naquele momento ele poderia ser a luz, e dar a certeza de que tanto preciso.

— É ela não é? – já fui perguntando, assim que parei ao lado dele.

Ele então me olhou.

— O que? – ele me perguntou.

— Você sabe do que estou falando, ou melhor, de quem estou falando... – falei, Jacob me olhou com a boca aberta, parecia estar pensando no que iria me responder, até que meus olhos desviaram-se dele para porta do refeitório, pois eu vi Edward, ele parecia que ia entrar, mas de repente ele desistiu e parou, notei que ele olhou em direção a mesa da Alicia, e então se virou e voltou para trás.

Sem falar mais uma palavra sequer, deixei Jacob para trás para ir atrás de Edward, pois o que eu vi já era mais do que obvio de que ele estava fugindo daquela garota.

Andei em passos largos pelo refeitório, passei pela porta e sai quase correndo pelo corredor para alcança-lo.

— Edward, Edward! – chamei varias vezes, até alcança-lo e puxar ele pelo braço, ele então virou-se para mim e me encarou seriamente. – A gente precisa falar sobre essa garota, é a Alicia, não é? – fui perguntando logo que me aproximei, era melhor já perguntar, sem rodeio algum, na verdade o nervosismo já estava quase me estourando. Mais um pouco eu tenho um treco.

Então eu respirei fundo já esperando ele soltar a bomba e dizer “sim”.

Edward olhou-me com um olhar sério, ficou em silencio por alguns segundos, pelo seu olhar eu notei que ele parecia preocupado, tanto que ele parecia analisar o que iria me responder e isso apenas me deixou ainda mais nervosa.

— Edward... – comecei.

— É sim, mas isso não significa nada... – ele falou, parecia querer me manter calma, só que um lado do meu cérebro dizia que ele só estava agindo assim, com medo de eu surtar e fazer um escândalo. (Acredite, eu estou me segurando muito para não fazer isso mesmo).

— Essa garota transferiu-se para nossa escola e você vem me dizer que isso não significa nada? Edward... – eu comecei, mas logo me calei ao notar que muitos alunos estavam olhando para nós, eu não sei se eles estavam fazendo isso porque perceberam que estamos brigando, ou tinha outro motivo. Mas acredito que eles tenham percebido a nossa discussão, já que eu sei mais do que nunca o quanto ELES SÃO ENXERIDOS.

Eu já iria ignorar o olhar deles, e voltar a discutir com Edward, quando ouvi uma voz feminina me chamar, virei para trás e franzi as sobrancelhas ao ver que se tratava de Jéssica e Ângela, e os olhares dela não era nada bom, eu como tenho um olhar muito analisador, logo percebi: Tem algo errado acontecendo. MAIS ALGO ERRADO ACONTECENDO. O que será agora?

— Bella... – Jéssica começou, olhou para mim para alguns segundos e depois olhou para Edward, ela parecia incomodada com a presença dele, mas logo ignorou e voltou a me olhar. – Você precisa ver isso... – abaixei o olhar e só então eu percebi que havia algo nas mãos dela, ela me entregou e a primeira palavra que passou pelos meus olhos, logo me fez sentir um frio no estomago: Justiceira.

continua...