Marcos abriu a boca, mas nenhum som saiu. Os olhos intensos do citadino pareciam afogá-lo, como se cobrassem uma reação sua, mas o galã não conseguiria atender às expectativas. Estagnou, boquiaberto dentre a multidão.

Uma enxurrada de pensamentos invadiu sua cabeça, cada gota gritava outro motivo para manter-se calado: eles não tinham nada sério, ele não queria assustá-lo, Júlio não lhe deve satisfações, ambos têm suas vidas...

Seria toleima magoar-se porque um rapaz que passou dois dias ao seu lado está indo embora. Então, por que doía mesmo assim?

Quebrou o silêncio e respondeu dentre um sorriso espúrio...

— Tudo bem.