O Bom Beijoqueiro
14 Sofismar
Seu orgulho por acertar no encontro não era tão discreto. Dali em diante, cada minuto próximo ao citadino deixava Marcos mais confortável. Claro, Júlio sabia deixá-lo sem jeito, mas quando aquela boca que o galã não conseguia parar de encarar arqueava-se noutro sorriso sincero, o beijoqueiro sentia-se à vontade para rir junto.
Eles aproveitavam seus pastéis com dois copões de caldo de cana, os maiores do arraial. Júlio sentou-se sobre as próprias pernas, admirando Marcos.
— Sem barraca do beijo hoje? — o citadino perguntou, sem sofismar sua gaiatice, ainda de pastel na boca.
— Prefiro focar em outras coisas... — Marcos respondeu, sorrindo.
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