— E como é o nome do moço bonito?

Já era seu costume perguntar, uma forma de fazer suas clientes sentirem-se especiais e deixar o beijo agradável. A naturalidade com que aquilo saiu de sua boca, contudo, não deixou de espantá-lo. Mas não encucaria, não era irascível assim. O beijoqueiro aceitou o dinheiro que o rapaz estendia e pôs numa caixinha.

— Júlio.

Marcos assentiu e não aguardou mais para segurar o rosto do moço da cidade em suas mãos. A barba roçando dentre seus dedos era novidade, mas ele continuou. Um toque de lábios, simples e rápido, esse era seu plano.