O Bom Beijoqueiro
11 Gatimonhas
As barracas ainda levantam-se pelo arraial, mas Marcos já estava de pé. Não se emperiquitava sempre, mas escolheu a melhor camisa xadrez e uma calça nova do guarda-roupa. Sem nenhum motivo especial, claro.
Seu olhar inquieto viajava por todos os cantos da festa e suas botinas estavam cansadas de tanto bater os pés. O que mais enxergava, porém, eram comerciantes e algumas crianças fazendo gatimonhas entre si.
Uma parte dele dizia que Júlio nem cogitaria seu convite, outra insistia que ele mesmo não deveria estar ali. Marcos descansou sobre o banquinho e olhou seu relógio outra vez. Duas da tarde.
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