O jovem rústico não sabia como reagir, encarando o rosto à sua frente como quem tentava desvendar um problema matemático. Será que aquele moço havia se perdido pelo arraial e acabou em sua barraca do beijo por acidente?

Marcos finalmente abriu a boca, em uma voz aguda que não reconhecia.

— Eu posso ajudar?

— Você pode me dar um beijo.

O beijoqueiro engasgou por um momento e suas bochechas visivelmente se avermelharam. O favônio do fim de tarde, de repente, parecia siroco desértico de tão quente. Aquele rapaz barbado de roupas da cidade queria um beijo seu? Aquele rapaz? Rapaz?!

Ra-paz...