O galo nem começou a cacarejar direito e Marcos pulou da cama. Um dia incrível aguardava. Sua barriga sacudia como sua mãe escutando baião e ele seguia o ritmo, dançando pela casa. Não era inquietação ou fome (ok, um pouquinho era fome), a razão das borboletas no estômago tinha nome...

Júlio demasiou sua rotina matinal, caprichando no desodorante e escovando os dentes duas vezes pra garantir. Queria impressionar o galã (o que fazia naturalmente), mas não admitiria. Ninguém precisava saber que Júlio passou a manhã cantando Reginaldo Rossi com um sorriso abobalhado.

Dardejam um olhar a seus espelhos e saem.