O Bolo De Morango

2 O novo fazedor de bolos


Notas iniciais
Aproveitem

- Como é que eu vou fazer um bolo? – Perguntava Nagumo.

- Só usar uma receita. – Respondia Hiroto. – Na cozinha, dentro da gaveta, tem um livro de receitas, é só procurar a receita do bolo.

- Falar é fácil.

- Bom, boa sorte e se esforce. Eu e o Midorikawa já vamos indo. – Disse Hiroto e saiu com o amigo.

- Ai, ai, parece que o jeito é fazer um bolo mesmo. – Falou o ruivo e foi para a cozinha.

Lá encontrou o livro e começou a procurar os ingredientes pela cozinha.

- Achei tudo, tudo menos os morangos. Bom, acho que o bolo vai ter que ficar pra outra hora não é? – O ruivo já estava saindo quando pensou: ‘’ Mas se eu deixar pra outra hora o Suzy também só vai falar comigo outra hora’’.

- Mas nem pensar que eu vou desistir assim tão fácil. Aqui perto sempre tem uma pequena feira nos domingos, deve ter morango por lá, então o que eu tô esperando? – Dito isso o ruivo saiu correndo e foi pra feira.

Chegando lá:

- Olha o tomate! Olha o tomate!

- Laranja! Laranja!

- Maçã madura! Maçã madura!

- Puxa tem de tudo aqui. Tudo menos morango. – Falava o ruivo desanimado.

Procurando mais um pouco encontrou o que procurava.

- Finalmente! Finalmente encontrei os morangos! – Comemorava animado.

Atrás da banquinha estava uma pessoa de cabelos compridos, o ruivo apenas pediu:

- Ei moça, ode me arrumar alguns morangos?

- Fala ai bicho, eu não sou moça não viu, eu sou é macho tá?- Disse o homem.

- Me desculpe senhor. ‘’bicho?’’ Mas será que o senhor poderia me arrumar uns morangos?

- Tudo certo, só aguenta um momento. Ei amor, dá pra dar uma ajuda aqui?

Nagumo viu se aproximando, de costas trazendo uma caixa, uma pessoa de cabelos curtos.

- Ah, então o senhor tem um namorado? – Simplesmente perguntou.

- Namorado? Que isso bichinho, eu sou uma garota, e esse é meu marido. – Respondeu a mulher.

- Ah, certo, me desculpem.

- Que isso bicho, tá tudo ok. Ei filhote, traz uma sacola pro seu velho. — Disse o homem.

- Tá certo papai.

Nagumo viu se aproximando uma criança de cabelos curtos, bastantes loiros, e com os olhos azuis. Apenas comentou:

- Os senhores tem uma filha bem bonitinha.

- Qual é bicho? Esse aqui é o nosso moleque. – Falou a mulher.

- Me desculpem. ‘’ Será que eu não acerto uma’’?- Se perguntava Nagumo.

- Bom bichinho, aqui estão seus morangos, os melhore de toda a feira. – Disse o homem.

- Muito obrigado senhor. – Respondia Nagumo.

- Ei Rex, espera! – Falava o menininho.

Nesse momento um gato pulou na banquinha olhando pra Nagumo.

- Desculpa bicho, esse aqui é o Rex, ele é o nosso bichinho. – Falava o homem.

- Ah, que isso, tá tudo bem. E ai garoto? Sabia que seu nome é bastante diferente pra um gato? Ei, por que ele tem esse nome? – Perguntava Nagumo.

- Responde pro moço ai Rex. – Falava o menino.

- Au, au, au. – Disse Rex.

- Ah, então é um gato que late. Bom se me dão licença tenho que ir. – Falava Nagumo se afastando.

- Obrigado e volte sempre bicho. – Disse o homem.

Saindo da feira:

- Cara, o gato latiu. O gato latiu mano! O gato! E preciso comer menos besteira. Melhor voltar logo, ainda preciso terminar o bolo. Que eu nem comecei, ai, ai.

Chegando a cozinha:

- Osamu, você por aqui? Que surpresa. – Falava Nagumo.

- Eu só vim pegar a minha água que eu deixei aqui. A propósito, não quer ir jogar futebol com a gente? – Perguntou Osamu.

- Eu vou deixar pra outra vez, tenho que... Fazer outra coisa por aqui.

- Então tá, você que sabe.

- Hã... Por acaso o Suzuno está jogando também?

- Está sim, eu fui chamar ele pra jogar e disse que o Endou também estava lá. Como ele quer uma revanche com o Endou não pensou duas vezes e foi.

- E você sabe dizer quanto tempo vai durar o jogo?

- Bom, a gente acabou de começar o quinto tempo.

- Quinto tempo?

- É... É meio complicado. Já vou indo, até mais.

- Até. ‘’Agora sei que vou ter um Bomtempo pra poder preparar o bolo’’.

Depois de lavar os morangos e picar alguns, Nagumo começa a ler a receita e arrumar tudo na batedeira.

- Vamos ver isso: colocar ingredientes, bater... Ah isso tudo é fácil.

Então Nagumo começa a fazer o bolo. E continua com uma calma?

Autor: Nagumo... Nagumo... Ei Nagumo!

- Ah, o que é que foi?

- Nada não é que... Você fazendo o bolo.

- O que é que tem?

- Sei lá, tipo, cê tá na maior calma.

- E dai?

- Ah, pensei que, sei lá, você bagunçaria tudo e desistisse de fazer o bolo.

- Por quê? Só por que eu tenho fama de preguiço e por causa do que o Suzy disse né?

- É... Se você quiser ver assim.

- Bom eu preciso terminar o bolo, se me dá licença.

- Ah, tá certo então. Hã... Vai fundo ai tá.

- Tá.

Bom... O Nagumo continua termina o bolo e põe no forno. Claro ele pediu ajuda de um adulto pra isso, ouviram crianças? Depois de pronto ele começou a recheá-lo.

- Vamos ver: para o recheio bata leite condensado com nata e açúcar. Fácil também.

Ele preparou o recheio, despejou no bolo e colocou os moranguinhos picados.

- Agora vamos para a cobertura... Chantilly: ovos... Bater... Açúcar... Fácil também.

Depois de preparar tudo Nagumo decora o bolo com morangos e escreve com chocolate em cima: Desculpa Suzuno.

Ficou mais ou menos igual ao da capa.

- Ufa, finalmente terminei. Agora só falta o Suzuno. Parece que o jogo terminou, hum... Já sei o que vou fazer!

Depois de um longo jogo, que terminou em empate, Suzuno foi pro seu quarto. Iria tomar um banho e se deitar. Quando entrou viu que havia um papel no chão:

- Mas o que? É um bilhete, de quem será. – Ele abriu o bilhete e começou a ler:

‘’ Suzuno, depois que tomar seu banho me encontre no jardim. Nagumo’’

- O que é que ele tá querendo agora? Quer saber, eu não vou coisa nenhuma. Isso aqui é... Açúcar?

Depois do banho Suzuno foi direto para o jardim. Ao chegar lá encontrou sob a grama uma toalha com várias coisas em cima, entre elas um bolo de morango escrito: Desculpa Suzuno.

- Mas quem poderia ter feito isso? Espera um pouco...

- Suzuno? Pelo visto você já chegou né?

- Nagumo, o que é tudo isso?

- É um pedido de desculpas.

- Como?

- Eu queria me desculpar por ter comido seu bolo. Eu fiz este aqui pra você.

- Você fez um bolo? O Haruya Nagumo fez um bolo?

- Se você não quiser não precisa comer tá (Autor: então eu quero!).

- Não foi isso que eu disse tá. Eu... Eu também queria me desculpar por tudo o que eu disse.

- Ah, que isso, tá tudo bem.

- Então... O que acha de comermos o bolo?

- Por mim tudo bem.

Os dois aproveitaram o bolo. E não é que ficou bom (Autor: sinceramente, me impressionou viu).

Um pouquinho perto dali, duas pessoas observavam os dois.

- Ei Hiroto.

- Sim.

- Faz um bolo pra mim também?

-... Tá certo. Eu vou ali comprar uns moranguinhos e já volto.

Chegando à feira:

- Ei moça, pode me arrumar uns moranguinhos?

- Qual é bicho?

Rex- Au, au, au.

- Obrigado por ter feito o bolo Nagumo.

- Que nada, foi até legal. Sempre que quiser um bolo é só me avisar que eu faço.

- Tá certo então, sempre que tiver vontade de comer bolo eu peço pra você viu.

- Ei, você é meu amigo, mas não abusa tá?

- Pode deixar. – E Suzuno disse bem baixinho. – Amigos por enquanto.

- O que?

- Nada não. Ei, me serve mais um pedaço?

- Claro.

Notas finais
O que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!