O Best Seller de Emily Taylor
6 Capítulo 6
Quarta-feira. Eu ia vê-lo. Não queria pensar nisso, ao mesmo tempo em que eu só pensava nisso. Meu computador estava aberto e eu já tinha parado de escrever fazia uma hora. Toda vez que ele apagava, eu o acendia mesmo não fazendo absolutamente nada com ele. Eu estava ansiosa e inquieta. Peguei o celular e faltava um pouco mais de uma hora para o meu encontro, eu deveria levantar pra me arrumar, mas eu estava com medo, essa era a verdade. Eu estava morrendo de medo. Então liguei pra a única pessoa que podia me salvar.
— Katie, eu não sei o que fazer. – ela soltou uma risada.
— Você não deveria estar se arrumando para o seu encontro com aquele ser divino? — soltei um suspiro.
— Eu acabei de dizer que não sei o que fazer. De fato, eu deveria, mas ao mesmo tempo eu não consigo levantar da cadeira.
— Por que todo esse medo de repente? — fechei os olhos.
— Não sei bem. Tenho medo de que isso der certo e ao mesmo tempo tenho medo se não der.
— Que isso, Emily? Você sempre foi tão decidida, tão forte. Estava sempre a três passos à frente. O que houve?
— Acho que tem muita coisa em jogo. E se eu estiver escrevendo o livro e ele me largar?
— Você continua escrevendo. Esse cara está na sua vida há poucos dias e você viveu muito bem sem ele até agora. Existiu uma Emily antes do Logan e vai existir outra depois dele, e sinceramente, talvez essa Emily seja mais feliz depois de beijar um cara daquele. — uma risada involuntária saiu de mim e me fez relaxar.
— Você tem razão.
— Eu sei que tenho. E eu espero que você levante daí correndo porque daqui a pouco um certo símbolo da perfeição vai aparecer na sua porta. — levantei mais rápido que um trem-bala.
— Ah, meu Deus. Eu vou tomar um banho. – Katie soltou uma risada.
— Acho que agora está melhor. Pois bem, até mais tarde. Assim que chegar, me liga. Estarei esperando.
— Pode deixar. E muito, muito, obrigada. Eu te amo.
— Eu sei, eu sei.
Assim que eu desliguei o telefone, entrei correndo no banho e liguei o chuveiro. Esfreguei cada parte do meu corpo e lavei o cabelo, focando toda a minha atenção em ficar limpa e cheirosa pra não ceder novamente ao medo.
Depois de passar uma maquiagem leve e fazer um penteado no cabelo, eu coloquei a roupa que estava separada desde ontem. Eu ia vestir um vestido vinho mais todo o meu aparato pra ficar quente com cachecol e casacos. Assim que passei o perfume e calcei o salto, a campainha tocou e a minha primeira reação foi fingir que não tinha ninguém em casa. Eu estava com medo de novo e não sabia explicar o porquê, quando Logan tocou pela segunda vez, respirei fundo e fui abrir a porta.
— Olá. – falei. Logan estava deslumbrante e elegante, exatamente como eu imaginei.
— Olá, senhora Taylor. – minha mão estava tremendo um pouco e eu queria sair correndo.
— Senhor Blake.
— Você está incrível. Absurdamente linda. – eu tinha certeza que estava vermelha.
— Obrigada. Você também. – Logan abriu um sorriso.
— Agradeço. Então, podemos ir? Tudo pronto?
— Sim, vou pegar minha bolsa.
— Tudo bem, eu vou descer pra chamar o táxi.
No instante em que Logan desceu, tive que me escorar na porta e respirar fundo algumas vezes. Meu Deus, Emily Taylor, o que está acontecendo com você?
Tem certeza que não sabe? — minha consciência sempre aparece nas horas mais propícias.
Imagino que você tenha algo pra me dizer. — eu quase podia senti-la revirando os olhos pra mim.
Emily, você está com medo de se apaixonar por ele.
O que? – agora eu tinha certeza que ela estava rindo de mim.
Isso mesmo e nós entendemos porque, bom, em primeiro lugar: Logan é lindo e interessante e em segundo lugar: porque eu sou você, então eu sei das coisas. — foi a minha vez de revirar os olhos.
Peguei minha bolsa e desci no instante em que o táxi parava em frente ao prédio. Logan gentilmente abriu a porta pra mim e eu entrei ainda com o coração na mão.
— Está tudo bem? – perguntou.
— Tudo sim, por que a pergunta? – ele deu de ombros.
— Não sei, você parece nervosa.
— Eu estou. – Logan me deu um olhar intrigado.
— Por quê? – foi a minha vez de dar de ombros.
— Sinceramente? Não sei bem. Acho que você me intimida um pouco.
— Sério?!
— Acho que sim. E não sei, tenho medo de que você acabe desistindo dessa loucura toda.
— De fato é uma possibilidade, Emily Taylor. Mas é o suficiente para você desistir? – suas palavras me pegaram de surpresa.
— Parece que você está pedindo para que eu insista. – ele sorriu.
— Sabe, senhora Taylor, eu realmente gostaria de tentar, porque você é sem dúvidas, a garota mais interessante que eu já conheci. – por um momento eu não sabia o que era respirar. Seus olhos cinzentos me encaravam com muita sinceridade e eu queria muito, muito, beijá-lo. Mas mordi o lábio, forçando a minha mente a se concentrar.
— Acho que você não pode falar essas coisas pra mim. – minha voz era sussurro.
— Tudo bem, desculpe. – ele parecia um pouco frustrado.
— Mas obrigada, tá? Você não sabe quão importante é pra mim você ter aceitado tudo isso. – tentei passar a maior sinceridade possível, até porque era tudo verdade.
— Fico feliz, Emily. De verdade. – seus olhos brilhavam em contraste com a escuridão do carro. As luzes da cidade reluziam misturadas a brancura da neve e eu só conseguia olhar pra ele. – Bom, imagino que você queira saber aonde vamos.
— Ah, com certeza. Passou várias possibilidades na minha cabeça.
— Pois bem, de todas as possibilidades possíveis, eu achei que deveríamos ir a um lugar legal. Espero que você nunca tenha ido pra ser ainda mais interessante.
— Aonde é? – seu sorriso aumentou.
— Pois bem, vamos ao West Village e eu espero muito que você goste de comida italiana.
— Amo comida italiana. – ele parecia aliviado.
— Ótimo, então, sem dúvida, você vai gostar.
— Cuidado, senhor Blake ao criar muitas expectativas. – Logan soltou uma gargalhada.
— Hoje estou particularmente confiante.
— Que sorte a minha.
Andamos por mais umas quadras e paramos em frente ao Palma, o restaurante italiano mais lindinho que eu já vi. A entrada é discreta e simples com uma vitrine florida. Se você passar rápido, não consegue nem reparar, mas aparentemente tinha seu charme.
— Nunca tinha reparado nesse restaurante.
— Para uma escritora, você deveria ter um olhar mais atento.
— Você tem razão, ainda bem que eu tenho a minha Mona Lisa. – Logan fez uma careta.
— Não sei se me sinto honrado ou ofendido. – dei de ombros.
— Pode escolher. – uma recepcionista sorridente aguardava a nossa entrada com um iPad na mão.
— Olá, boa noite. Bem vindos ao Palma, os senhores fizeram reserva? – não pude deixar de perceber que mesmo ela falando no plural, seu olhar em momento nenhum foi pra minha direção.
— Olá, boa noite. Sim, eu fiz. Está no nome de Logan Blake.
— Só um minuto, Sr. Blake. – enquanto ela procurava nossa reserva, me virei para Logan.
— Acho que esse encontro pode ser informal, não é?
— Claro. Só depende de você.
— Prontinho, Sr. Blake. O garçom já está vindo para guiá-los até sua mesa. Posso ficar com os casacos?
— Sim, por favor. – Logan se virou e me ajudou a tirar o meu, roubando um olhar da recepcionista sorridente.
— Obrigada. – sua mão encostou no meu braço fazendo meu corpo todo se arrepiar. Gosto de pensar que foi porque ela estava gelada.
O garçom chegou e eu pude vislumbrar melhor o restaurante. Logan tinha bom gosto, era um lugar incrível. Guiando-nos até a varanda, pude perceber a decoração de madeira e minimalista, com o teto de vidro e uma parede coberta de plantas. Meu corpo relaxou automaticamente.
— Sr e Srª Blake, boa noite. Meu nome é Paul e serei o garçom de vocês hoje. Gostariam de ver o menu ou querem o especial do chef? – Logan olhou pra mim.
— Ah, eu gostaria de ver o menu. – o garçom sorriu e saiu.
Por alguns momentos, Logan ficou apenas olhando pra mim fazendo voltar a vontade de sair correndo. Seu olhar era penetrante e fazia meu corpo esquentar.
— Então... – comecei. – Como foi o seu dia?
— Foi bom, eu acho. Eu tive aula pela manhã e dei faxina a tarde. – não contive minha surpresa.
— É mesmo?
— Claro que sim. Quem você achou que limparia o apartamento? – dei de ombros.
— Não sei, só não consigo te imaginar fazendo isso.
— Pois saiba, Emily Taylor, que eu dou uma faxina como ninguém. Não que eu de fato seja fã. Mas hoje era meu dia.
— Seu dia?
— Eu divido o apartamento com o Jeremy que é basicamente meu melhor amigo desde sempre e dividimos as tarefas.
— Uau. Não deveria estar tão surpresa. Mas acho que é essa sua carinha e porte elegante. – Logan ficou visivelmente constrangido e passou a mão no cabelo.
— Pura impressão. – o garçom trouxe o menu e pediu para que ficássemos a vontade.
— Antes de continuar nossa conversa, vamos escolher? – olhei o cardápio com curiosidade.
— Obviamente eu vou escolher uma massa, porque estamos em um restaurante italiano.
— Com certeza.
— Já até escolhi o meu. Papardelle ao funghi fresco com um toque de trufa negra. – Logan levantou a cabeça.
— Que rápido. Pois bem, eu vou querer o mesmo. Vamos ver se você sabe escolher uma massa.
— Que tal escolher o vinho?
— Hum... missão difícil. Que tal um Barbera?
— Você que manda.
Enquanto Logan fazia nossos pedidos, concentrei meu olhar no teto. A neve caía devagar, deixando tudo um pouco mais mágico. A luz baixa no salão e o ambiente quentinho me fazia sentir... feliz.
— Está sorrindo. Está pensando em que?
— Em como estou feliz e relaxada.
— E a noite está só começando.
— Tem razão. Mas me conta, onde você mora?
— Do outro lado de Manhattan. Praticamente em frente à Columbia University. – ele está dizendo o que eu acho que está dizendo?
— Você estuda lá? – ele deu de ombros.
— Sim.
— Não acredito. Além de gato, você é um nerd. – Logan soltou uma gargalhada.
— Sempre fui um nerd. Tenho bastante orgulho disso. — ele não podia ser perfeito. Podia?
— E deve mesmo se orgulhar. Na era da tecnologia, o mundo é dos nerds. — ele deu uma piscadela.
— Está vendo? E você achando que eu era só mais um rostinho bonito.
— Na verdade eu estava achando que você era um pouco menos egocêntrico do que de fato é.
— Ora, mas eu não sou egocêntrico. Estou apenas brincando.
— Certo, enfim, isso é entre muitas coisas um encontro. Então, me conta sobre sua família. – Logan pareceu pensar.
— Minha família, é? Hã... Meus pais acredito que você conheça um pouco. Minha mãe, Natasha, é estilista e está sempre viajando por aí e trabalhando, mas sempre que dava ela levava a mim e a minha irmã. Meu pai, Edward, é escritor e é incrível, um amigo mesmo. Como ele estava sempre em casa escrevendo, tenho um contato maior com ele. Minha infância foi boa em vários modos e outros nem tanto, mas não posso reclamar, sinceramente. Minha irmã, Deborah, é uma adolescente, então você pode imaginar como é. Muito drama, muita comédia romântica, muita festa e um mar de escolhas ruins. E a sua?
— Minha mãe, Helen, é uma pessoa peculiar. Professora de História do Ensino Médio que não é muito boa ouvindo não. Meu pai, Ronald, é químico e a calmaria em pessoa. Minha mãe é furacão e meu pai nem chega a ser uma chuva fina. Você imagina como as coisas são lá em casa. Acho que sou mais próxima da minha mãe. Ela sempre foi aquela pessoa que luta por tudo o que quer e isso sempre foi uma inspiração. Meu irmão, Christian, sempre foi super protetor, é um baita irmão. Carinhoso e atencioso. Susana é uma grande sortuda por ter casado com ele e fico feliz que ela saiba disso. Eu tenho um sobrinho de um ano, o John. Mas ainda não o conheço. E acredito que seja isso.
— Eles parecem ser incríveis. Vai vê-los no Dia de Ação de Graças?
— Sim, esse ano vou pra casa. Estou com saudade e não acredito que minha mãe me deixe faltar mais um ano. E você?
— Sem dúvida. Ação de Graças e Natal são feriados muito importantes lá em casa. Ai de mim se não for. – sorriu.
— Eu sou apaixonada pelo Natal, sinceramente. Gosto das músicas, dos filmes, da neve, de toda a aura mágica que tem no ar...
— Não esperava menos que isso de uma futura escritora. – antes que eu pudesse responder, nossa comida chegou.
Naqueles pequenos minutos eu me permiti analisar aquele garoto fascinante na minha frente. Se eu já achava Logan Blake fantástico, agora que eu o conheço um pouco não consigo fugir. A luz baixa me permitia analisar seus olhos cinza de uma forma totalmente diferente e ao mesmo tempo sem querer, me senti caindo dentro de mim mesma.
— Por que está me encarando, Emily Taylor?
— A resposta permanece a mesma, Logan Blake, porque você é lindo. – e assim como da primeira vez ele parecia frustrado.
— Achei que a gente já tivesse passado dessa fase.
— Desculpe, mas não sei se um dia eu poderei me acostumar.
— Você é irresistivelmente linda e você não me vê te encarando todo o tempo. – fiquei em silêncio, constrangida. O elogio me deixou sem jeito e ele aproveitou esse momento para provar o prato, peguei essa deixa para fazer o mesmo e não ter que responder.
Enquanto eu vivenciava aquela experiência gastronômica absurda com a explosão de sabor na minha boca. Logan estendeu a taça pra mim com um sorriso aberto.
— Um brinde a viver novas aventuras. – sorri
— E a dias inesquecíveis.
— Comida preferida? – perguntou ele.
— Pizza, sem dúvida. – Logan soltou uma gargalhada.
— Esse é um momento mágico pra mim porque eu também sou apaixonado por pizza.
— Eu sabia que tínhamos algo em comum. Música preferida?
— Everybody Wants to Rule the World, do Tears for Fears. – meu rosto se iluminou.
— Sério? Eu amo os anos 80. As músicas, os filmes, as roupas. Caramba!
— E tem como não amar? Salve Ferris! – soltei uma gargalhada de puro contentamento. Obrigada Deus por ter colocado ele em minha vida.— E a sua música preferida?
— They Can’t Take that Away from Me, do Frank Sinatra.
— Que culta! Não esperava nada menos de uma amante da literatura.
— Falando em literatura, qual é o seu livro preferido? – ele pareceu pensar.
— Hum... Harry Potter? – fiz uma careta.
— Sério? – Logan parecia horrorizado.
— Você. Não. Gosta. De. Harry. Potter? – ele falou exatamente assim, pausadamente.
— Gosto, gosto sim. Não é nem de longe meu livro preferido, mas...
— Você deve ter lido errado, melhor ler de novo.
— Ah, com certeza foi isso.
— Mas então, qual é o seu?
— Orgulho e Preconceito. – foi sua vez de fazer uma careta.
— Sério, Emily?
— Ele é brilhante. O amor floresce pela conversa, pela troca de olhares, tem drama e romance.
— Você acabou de comparar o amor com uma flor?
— Hã... Aham.
— Sinceramente eu espero que seu livro seja melhor que isso.
— Ha-ha! Você é sempre engraçado assim?
— Tudo bem, não estou aqui para julgar, mas eca. – revirei os olhos.
— Eu que sou a escritora aqui, então tenho mais credibilidade que você.
— Ah, você realmente quer entrar nessa? – dei de ombros. – Pois bem, vamos ver quanto tempo vai durar.
— O que quer dizer com isso?
— Nada, nada. Mas me conta como vai o seu livro? – meu rosto se iluminou mais uma vez.
— Fantástico. Ryan é um personagem cativante, irônico, apaixonado e com uma queda pelos anos 80. – Logan sorriu.
— Então ele é perfeito. Estou curioso pra saber como estou sendo retratado.
— Com exatidão, não se preocupe.
— Qual seu maior medo, Emily Taylor? – a pergunta me pegou totalmente de surpresa.
— Como assim?
— Todo mundo tem medo de alguma coisa. Qual o seu?
— Ah... Acredito que é ser infeliz com as escolhas que eu tomei. E você?
— Não realizar meus sonhos.
— E quais são seus sonhos?
— Se eu te contar, terei que matá-la.
— Acho que ainda não estou disposta a correr o risco.
— Foi o que eu pensei. Sobremesa?
— Sem dúvida.
>>o
Depois de comer a sobremesa e pagar a conta, pegamos nossos casacos e fomos encarar o frio da noite nova-iorquina.
— Quer caminhar um pouco?
— Claro, por que não? – antes que eu percebesse, Logan pegou a minha mão. – O que é isso?
— Somos namorados, não? Pelo menos pro resto das pessoas, eu deveria poder pegar na sua mão.
— Você tem razão, só me pegou de surpresa.
— Percebi. Não quero abusar de você, nem nada, então me avise, por favor, se eu for um inconveniente.
— Você não quer abusar de mim? Caramba, o que eu fiz para ser tão sortuda?
— Alguns estudos dizem que a ironia pode acabar matando, sabia?
— E eu morrerei com um sorriso nos lábios.
Logan soltou uma gargalhada e apertou minha mão, mais uma vez arrepios perpassaram pelo meu corpo. Sua mão era macia e firme, como deveria ser, além de ser bem maior que a minha, o que fazia com que ela ficasse quentinha.
— Onde estamos indo? – perguntei.
— Washington Square Park.
— Mas está fechado, não? Essa hora? – Logan me deu um sorriso zombeteiro.
— Você é muito perspicaz.
— Ha-ha! Mas sério, o que você pretende fazer?
— Você não quer viver novas aventuras?
— Está usando minha frase contra mim?
— Caramba, e a sua perspicácia não tem limites... – deu um tapinha de leve no seu ombro.
— O que você disse mesmo, hein, sobre a ironia?
— Nunca disse que eu não morreria com você. – revirei os olhos.
— Pois bem, sabichão, vamos ver o que você quer me mostrar.
— Assim que se fala.
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