Notas iniciais
Sei que estou demorando para postar os capítulos, mas eu comecei a escrever o TCC e estou a beira de um colapso, portanto sejam pacientes comigo, por favor. Eu não desisti, só estou mais lenta.

Eu tinha escrito bastante, o suficiente para manter minha mente ocupada além de dedicar todo o tempo em que não estava escrevendo, estudando. Já fazia quase uma semana que Katie não falava comigo e eu sentia muito, muito a falta dela. Já tinha tentado mandar mensagem, ligar e ir a casa dela, mas ela simplesmente me ignorava, então eu só podia esperar até que pudéssemos conversar e nos acertar. A única coisa boa desse tempo de silêncio foi que pelo menos eu consegui adiantar a minha vida acadêmica, preparar posts e vídeos para o Instagram do trabalho e escrever muito.

A voz de Katie ainda ressoava na minha mente tanto por mim quanto por ela. Já tinha pedido ajuda ao Google e aos livros, mas na verdade eu tinha que encarar os fatos: só Katie poderia se ajudar. E eu sinceramente esperava que fosse logo. E tinha a minha situação com o Logan, eu estava tentando evita-lo de certa forma para tentar entender o que estava acontecendo dentro de mim. Claro que eu estava interessada nele, como não ficaria? Mas ainda precisava de tempo, mesmo que eu quisesse não poderia começar a namorar alguém que eu mal conhecia.

Ou essa é apenas a desculpa que está usando para você mesma. — ultimamente minha consciência tem estado bastante presente.

Não é uma desculpa, eu realmente estou sendo prudente.

Excesso de prudência tem outro nome: medo.

Resolvi ignorar o comentário e voltei a me concentrar no que estava a minha frente, eu tinha muito que escrever e não podia ficar nisso o tempo todo, eu precisava me concentrar.

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Uma batida na porta me assustou, tinha dormido em cima do computador e acordei um tanto desorientada, mas já sabia, apenas uma pessoa batia na porta em vez de tocar a campainha.

— Olá. – atendi um tanto receosa e Katie parecia estar da mesma forma.

— Olá. Posso entrar?

— Claro, fica a vontade. – Katie passou direto por mim e foi para o sofá. Sentei de frente pra ela e esperei.

— Eu sei que te ignorei por dias, mas eu precisava pensar e não queria que você me influenciasse. – ela suspirou e começou a encarar os pés. – Eu sei que a sua intenção era a melhor, sei que estava preocupada comigo e só queria me proteger. Mas a fragilidade dos meus sentimentos saindo da sua boca, me deixou irritada e frustrada.

— Katie...

— Espere. Eu falei muita coisa que não devia e te peço perdão por isso. Nate ainda exerce uma influência muito grande sobre mim, muito mais do que eu gostaria que tivesse, mas eu entendo o seu ponto, Emily. De verdade e eu sei que você tem razão.

— Mas... – outro suspiro.

— Ainda não estou pronta pra deixa-lo ir. Ele ainda é importante demais pra mim e eu ainda não sei o que fazer se eu deixa-lo ir. – as lágrimas começaram a rolar discretamente.

— Eu quero que você seja feliz, Katie.

— Eu sei, Emily, eu sei e eu sou boa parte do tempo. O Nate é... não sei bem como explicar, ele me ouviu, me achou linda e sexy quando eu não via isso em mim. Sei que éramos adolescentes, mas foi importante. E hoje com tudo o que já aconteceu eu quero me livrar disso, quero mesmo, sei que ele não faz bem pra mim, sei que ele me prende emocionalmente pra nunca ficar sozinho. Sei que ele diz que me ama e... – sua voz estava embargada.

— Está sendo um otário com você.

— Basicamente.

— Olha, amiga, eu sei que esse é um processo difícil pra você, então eu farei o possível pra te ajudar, está bem? – Katie abriu um sorriso tímido, mas sincero.

— Obrigada, Emily. Isso é muito importante pra mim.

— Sei de uma coisa que vai fazer muito bem pra você. – assim eu poderia resolver duas coisas de uma vez só.

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— Tem certeza, Emily? – perguntou Katie pela milésima vez.

— Tenho, Katie. Eu preciso resolver isso e não quero que você fique sozinha, além do mais, Jeremy é um idiota, mas é gente boa. – ela suspirou e eu toquei a campainha. Depois de alguns minutos, ouvimos uma voz conhecida: “Se for uma garota, eu vou mandar embora...” Ops.

Logan nos encarou surpreso e não disse nada, imediatamente me arrependi de ter ido até lá.

— Infelizmente não é uma e sim, duas. – ele estava visivelmente sem graça.

— Ah, desculpe... Não era pra você ter ouvido aquilo... hum... – tentei aliviar o clima.

— Hoje você está de roupa... – ele sorriu.

— Se eu soubesse que era você, tinha me vestido de acordo. – provavelmente fiquei vermelha dos pés a cabeça.

— Meu Deus, vocês são nojentos. Podemos entrar? – perguntou Katie.

— Claro, claro. Jeremy, temos visita. – quando ele levantou a cabeça, vi o olhar de Katie brilhar, ela era uma caçadora. Os cabelos ruivos, os olhos verdes, a barba por fazer e a pele bronzeada do garoto de Los Angeles (mesmo que tivesse há bastante tempo em Nova York) faziam quase qualquer garota perder a cabeça. Respirei aliviada.

— Desculpa vir sem avisar, mas depois da semana de provas, nós só queríamos relaxar. Imagino que vocês também. – comentei.

— Sim, tem total razão.

— Ei, Emily, sem pizza e cerveja hoje? – perguntou Jeremy sentado no sofá.

— Desculpe por não bancar sempre o seu vício, bonitão. – ele revirou os olhos e levantou.

— E quem é você? – perguntou virando pra Katie.

— Katie Evans. Melhor amiga, consciência e guru da Emily. – quase engasguei.

— Guru, é?! Acho que temos então um papel em comum, pois também sou o guru do Logan. Jeremy Larson. – ela deu uma piscadela.

— Vamos nos dar bem, então. – dei uma gargalhada e puxei Logan pra cozinha.

— Desculpa te ignorar por tantos dias.

— Eu sei que toda vez que as coisas ficam normais entre nós, estragamos tudo, então eu entendo. – sorri.

— Mas eu não queria que fosse assim.

— Nem eu, Em, mas acho que por enquanto até você ter certeza do que quer, isso vai acabar acontecendo. – engoli em seco.

— Sinto muito por isso também, eu só... – como eu ia explicar isso?

— Ei, você veio para desestressar, certo? – dei de ombros.

— Exatamente.

— Então, relaxa. Se você conseguir... – fiz uma careta.

— Eu sei me divertir, Logan Blake.

— Sei disso, mas você tende a pensar demais antes de deixar isso acontecer.

— Não tenho como contestar isso.

— Então... – começou Jeremy – O casal aí está pronto para pedir a pizza?

— Sempre. – Katie levantou e veio na minha direção, enquanto os meninos pediam a pizza.

— Emily... – sua voz estava divertida.

— Senhorita Evans...

— Você sabia... – fiz ar de desentendida.

— O que? – ela revirou os olhos.

— Que Jeremy é um cara, digamos... interessante.

— Eu disse que ele era legal.

— E gato.

— Sim, eu sabia, mas e daí?

— Como assim, e daí? Casos de uma noite são excelentes para corações partidos.

— Ah, são?

— Claro que são. Todo mundo sabe disso e eu agradeço.

— Não era bem essa a minha intenção, mas disponha.

— E qual era a sua intenção?

— Ah sei lá, Jeremy é um cara divertido, achei que você pudesse esquecer o babaca do Nate.

— Nate? Que Nate? – Katie piscou e voltou para o sofá enquanto Logan caminhava na minha direção.

— Jeremy está flertando com a Katie descaradamente, como ela está com o Nate? – suspirei.

— Bom, temos um progresso. Ela sabe o quanto ele é imbecil e quer deixá-lo pra lá, mas ainda é um processo.

— Então está bem melhor do que da última vez.

— Sim, exatamente. E Katie também está flertando com o Jeremy. De acordo com ela, nada como um caso de uma noite para curar um coração partido. – Logan soltou uma gargalhada um tanto sufocada.

— Ela tem toda razão, sabia?

— Não saberia dizer. – ele me lançou um sorrisinho irônico.

— Ah, é claro. Jane Austen.

— Você tem que desprender desse preconceito com Jane Austen.

— Eu não tenho preconceito nenhum com ela em si, tenho mais com esse seu ideal de romance, que é um tanto falho.

— Discordo. Nada mais verdadeiro do que se apaixonar intelectualmente em vez do que o físico pode proporcionar.

— Em parte tem razão, mas por outro lado, se eu não fosse tão irresistível você não ficaria me encarando na cafeteria.

— Não sei se chamaria de irresistível, mas não tenho argumentos contra isso.

— Ei, Emily. – gritou Jeremy – Que tal aquela revanche? – soltei uma risadinha.

— Prepare-se para perder feio.

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— Eu não acredito! – Jeremy estava inconsolável.

— Sabe, Jeremy, isso tudo é pra você aprender a ser mais humilde.

— Eu sou humilde. – olhamos em sua direção em silêncio, ele parecia levemente constrangido. – Nossa.

— Ser egocêntrico é uma característica marcante da sua personalidade, caro amigo. – comentou Logan.

— Caramba, cara, muito obrigado.

— Não por isso. – a campainha tocou e os meninos levantaram para pegar a pizza e eu me virei para a Katie.

— E aí? – perguntei e ela piscou pra mim.

— O interessante do meu flerte com o Jeremy é que nós dois sabemos que vai rolar. – levantei as sobrancelhas.

— Fácil assim? – ela deu de ombros.

— Por que eu dificultaria as coisas se é o que eu quero? – excelente pergunta, cara Evans.

— Certo. – Katie me encarou curiosa.

— Emily?

— Hum?

— Por que você dificultaria as coisas se é o que você quer? – eu odiava o fato dela me conhecer tão bem.

— Emily, Katie, venham comer. – Logan mal terminou de falar e eu levantei rápido como um raio arrancado uma risadinha da minha amiga.

— Eu quero que saiba, Emily Taylor, que eu vou treinar e vou te humilhar de um jeito que você nunca imaginaria. – Jeremy parecia estar mesmo falando sério.

— Uau, Jeremy. Parece que ser competitivo também é uma característica marcante sua.

— Não tem haver com competição e sim, com justiça. – não conseguimos controlar a risada.

— Se está assim com a Emily, imagine comigo. – Katie falou com confiança pegando uma fatia de pizza, no mesmo instante Jeremy se vira para ela com incredulidade.

— Sabe jogar vídeo game? – ela piscou pra ele com um sorrisinho.

— Dou aula, não só no vídeo game. – arregalei os olhos e Logan soltou uma gargalhada.

— Garota, não deveria brincar assim comigo. – Katie se aproximou e falou algo no ouvido do Jeremy que pela cara dele ainda bem que eu não ouvi.

— Katie Evans... – a voz dele era um sussurro rouco e eu me senti invadindo a privacidade.

— Sou incrível, Jeremy Larson.

— Estou começando a ficar preocupada se vai ter espaço nesse apartamento pra tanto ego. – comentei.

— Você me conhece, Emily, sabe que é verdade.

— Pois então me prove. – Jeremy já estava de pé, porém Katie nem se mexeu.

— Estou comendo.

— Mas agora me deixou curioso, não pode se vangloriar e não me deixar saber se é verdade.

— Vou terminar de comer e depois irei te humilhar no vídeo game, não precisa dessa pressa toda.

— Não está falando sério...

— Melhor terminar de comer a pizza. – eu assistia a tudo com um sorriso nos lábios. Como eu queria que Katie sempre estivesse esse ar relaxado e olhar divertido.

— Vou comer porque estou com fome, mas depois vou querer provar das suas afirmações.

— Não se preocupe, só relaxe.

Durante alguns minutos me afastei das conversas e fiquei ouvindo as risadas e as insinuações, pela primeira vez na semana eu podia relaxar. Naquele momento ali, eu não conseguia me lembrar dos meus medos e dos meus problemas. E eu não podia estar mais grata.

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— Agora que não tem mais nada pra comer, por que não jogamos aquela partida, hein? – Jeremy parecia uma criança inquieta.

— Ai, ai. Tanta felicidade para sofrer depois. – Katie estava deixando o irritado de propósito e ele estava caindo direitinho.

— Você nem me conhece. O que quer jogar?

— Qualquer jogo que seja a sua especialidade. – agora ele estava sério.

— Certo, então se prepare. – eles foram em direção ao sofá decididos e eu não conseguia deixar de sorrir.

— Ei, Emily, me ajuda com a louça. – olhei para a mesa e praticamente não tinha louça, mas se Logan queria uma desculpa pra ficarmos juntos, não ia desperdiçá-la.

— Com certeza.

Carregamos as coisas para a cozinha em silêncio, o som da televisão, os murmúrios e palavrões da sala eram os únicos sons do apartamento, mas mesmo assim eu estava confortável. Encostei-me à bancada enquanto Logan estava de costas pra mim lavando os pratos.

— Como foram as provas? – perguntou.

— Foram boas. Achei que me saí bem e as suas?

— Sinceramente não sei se fui tão bem.

— Vocês estudaram?

— Incrivelmente, Jeremy foi o incentivador dessa vez. Ele me fez revisar cada tópico mais de uma vez.

— Impressionante. Eu sabia que tinha mais do que ego nele.

— Eu tinha certeza disso, é que ele não deixa isso transparecer demais.

— Quando vai para Los Angeles? – Logan enxugou as mãos e parou ao meu lado.

— Na terça pela manhã.

— Jeremy vai com você?

— Sim, os pais dele... hum... precisam dele em casa. – sua hesitação me deixou curiosa, mas resolvi que ainda não era hora de perguntar. – E você?

— Também na terça, mas meu voo é à tarde.

— Katie vai com você?

— Sim. Vão sair do La Guardia também?

— Vamos, infelizmente nossos voos são em horários diferentes, senão poderíamos dividir o táxi.

— De fato.

Naquele momento eu tive consciência do seu braço tão encostado no meu, seu perfume discreto e seu peito subindo e descendo com a respiração. Por algum motivo, isso me deixou nervosa e fiquei em silêncio. Logan se virou pra me olhar, o que não me ajudou relaxar.

— O que foi, Emily? – perguntou em um sussurro. Da sala, pude ouvir os gritos de frustração de Jeremy e as risadas de Katie.

— Eu... hum... – o que eu poderia dizer?

— Um minuto de loucura inocente podem fazer maravilhosas, lembra? – como eu poderia esquecer? Respirei fundo.

— Eu tenho medo, Logan Blake. – minha voz também era um sussurro.

— Do que exatamente?

— De acabar me apaixonando por você. – pronto, falei. Ele parecia surpreso, o que era ridículo.

— Por quê? Por que tem medo?

— Porque aí eu teria que me abrir pra você e bom, você seria como uma bomba, com um enorme potencial para me destruir. – saiu antes que eu pudesse evitar e eu fiquei me arrependendo pelo tempo que durou seu silêncio.

— Quem disse que eu iria te destruir?

— Aí é que está, não tem como saber. Você não pode evitar me magoar e eu não posso evitar ser egoísta. – era mais sinceridade do que eu esperava a essa altura.

— Eu entendo, Emily, mas você não conseguirá proteger seu coração pra sempre de todas as pessoas.

— Posso tentar... – Logan soltou um suspiro cansado.

— Tem certeza que é isso que você quer? – seus olhares eram suplicantes, seus olhos... argh! Por que ele tinha que ter olhos tão lindos?

— Não sei, Logan. Sinceramente eu não sei de mais nada desde o momento em que você entrou naquela cafeteria. – o sorriso que ele abriu foi genuíno, parecia que tinha ganho na loteria.

— Sabe, Em, estamos no mesmo barco.

Logan me beijou e eu não consegui (nem queria) resistir a isso. Suas mãos seguravam meu rosto e me puxavam pra perto, minhas mãos foram para sua cintura e o apertei com força. Como eu o queria. Seu corpo pressionava o meu na bancada e eu entrelaçava meus dedos nos fios do seu cabelo. Nossos corações acelerados batiam como um só e eu continuei o puxando cada vez mais, nunca estava perto o suficiente. O beijo era urgente e acendia todos os cantos do meu corpo, fazia minha pele se arrepiar e minha mente rodopiar.

— Vocês estão de brincadeira! – a voz de Jeremy me tirou do meu devaneio e me afastei apenas para conseguir olhar o rosto de Logan.

Ele estava vermelho e suas pupilas estavam dilatadas, seu cabelo estava bagunçado e sua respiração totalmente descompassada. Eu deveria estar igual. Logan colocou seus braços ao meu lado me prendendo no lugar, embora minhas pernas estivessem como gelatina e eu claramente ainda não podia me mexer.

— O que é? – a voz irritada de Logan fez meu corpo começar a reagir.

— Eu também moro aqui, você tem um quarto, não precisa transar na cozinha. – cadê um buraco quando eu precisava de um?

— A gente não... – começou ele, mas Jeremy soltou uma risada.

— Ainda não, mas ia. – me desvencilhei do braço de Logan e saí, aparentemente deixando ele ainda mais irritado.

— Você está certo, não deveríamos... hum... não íamos... Droga! – Katie soltou uma gargalhada.

— Minha bela amiga puritana.

— Acho melhor a gente ir embora, deve estar tão tarde. – O quê? Você não pode ir embora. Aparentemente minha consciência estava em debate dentro de mim.

— Não vá embora ainda... – começou Logan.

— Eu preciso. – falei um tanto desconcertada. Que droga, Emily Taylor. Nós estávamos nos divertindo aqui.

— Você precisa? – perguntou Katie com pura incredulidade. – Porque eu não preciso, amanhã é sábado.

— Katie, a gente tem que ir embora alguma hora. A gente não vai dormir aqui.

— Não vamos? – ela virou para Jeremy com a expressão mais inocente do mundo. – Tem alguma vaga na sua cama?

— Sem dúvida. – a dele não era tão inocente.

— Perfeito. Logan tem uma vaga na sua cama? – ele parecia um tanto desconfortável.

— Claro, mas...

— Tudo acertado, então. Estou pronto para ir para o quarto. – comentou Katie e andou na minha direção com um sorriso. – Boa noite, Emily Taylor, divirta-se e não se cobre. E Logan Blake, dê algo além de Jane Austen para minha amiga pensar.

— Boa noite pra vocês. – falou Jeremy tomando à dianteira e abraçou Katie com um dos braços. – Topa um banho?

— Claro, por que não? – isso não podia estar acontecendo.

Eles sumiram para dentro do quarto e eu estava tentando não olhar para meu Adônis. Droga, Katie! Respirei fundo e levantei a cabeça, Logan parecia preocupado e um tanto nervoso.

— Emily?

— Hum?

— Eu posso dormir no sofá.

— Não posso fazer isso com você na sua casa, eu só...

— Tente não se estressar demais. Se quiser a gente pode dividir a cama, é uma king size, nem vai perceber que eu estou lá. – Duvido muito.

— Não sei...

— Vai, Emily, não vou encostar em você, nem nada. – não era esse o meu problema.

— Certo... – o que eu estava fazendo? Caindo em si, meu bem. Nós o queremos por inteiro, a noite toda.

Caramba!