O Belo e a Fera
1 o roubo da rosa
O Belo e A Fera
Era uma vez uma família muito numerosa e pobre, porem de boa índole, honestos, e bons. Eles eram os Weasleys. Moravam numa pequena região de lavoura essa família de 9 pessoas, o pai, Arthur, e a mãe, Molly, eram dois senhores já cansados de trabalhar. Dos 5 filhos + velhos, 3 haviam se casado e mudado para choupanas próximas a casa dos pais, e só com muito esforço conseguiam sustentar a família. Os outros 2 + velhos trabalhavam para sustentar os pais e o casal de irmãos mais novos, Ronald e Gina. Os mais novos bem queriam ajudar, mas não lhes era permitido, pois era sonho dos irmãos e dos pais que tivessem um futuro melhor que o deles, e quem sabe ate ajudar o resto da família.
Um dia, Gina, a filha caçula resolveu alterar o seu caminho na volta das aulas que tinha com o professor Dumbledore , o sábio da região, passando por uma região totalmente nova, diferente das arvores caídas, secas e sem vida do caminho costumeiro. Já havia passado perto farias vezes, vendo pessoas velhas indo e vindo pelo caminho, mas nunca passou por lá, pois diziam ser um local amaldiçoado. Gina nunca acreditou na velha historia, mas quis se arriscar ate aquele momento. Gina entrou pelo caminho, que pouco a pouco foi se modificando, de arvores secas, para arvores mais vivas. Que iam aumentando de porte, cada vez mais frondosas.
Ate que viu a pontinha de uma torre, altíssima, e diante de seus olhos à medida que ia andando, apareceu um castelo, imenso, majestoso, lindo. Era a coisa mais bela que já viu.
Em volta um jardim. Bem cuidado, o mais belo que já vira, os pássaros, os bichos, tudo era lindo naquele lugar.
– Talvez – pensou Gina – pudesse conversar com o dono, se ele permitisse que meus pais vissem aquele pequeno paraíso com certeza melhorariam de seu estado de saúde. Ou em pior caso ate partiriam dessa vida. Mas partiriam tendo visto um pedaço do paraíso na terra.
Gina procurou por alguém com quem pudesse falar, mas nada encontrou, nem a porta foi atendida. Resolveu que voltaria em outra hora, mas levaria consigo uma prova, algo para a mãe doente, com certeza já seria uma alegria para a pobre velha.
Assim com todo cuidado para não danificar nada do lindo jardim ela tirou um único botão de rosa de cor alaranjada, e se encaminhou para a saída da propriedade.
Foi então que de repente, apareceu na sua frente um vulto de braços abertos, a menina só conseguia ver nada alem da capa preta, mas a voz era forte como uma fera.
– O QUE FAZ NA MINHA PROPRIEDADE? – Gritou o vulto-fera. Gina tremeu da cabeça aos pés e logo tentou se explicar, na medida que o corpo lhe permitia.
– Me.. me... me desculpe, eu só, só estava, pa... pass.. passando e vi o jardim, não era minha intenção invadir...
– PARE DE GAGUEJAR E FALE LOGO SUA ENXERIDA.
– me desculpe novamente – Gina se esforçava para falar normalmente, e engolia em seco e despejando tudo de uma só vez – eu vi o lindo jardim que tens, e pensei que é como o paraíso, queria pedir ao dono que me permitisse trazer meus pais doentes para ver, talvez assim eles tivessem uma melhora em seu estado.
– MEU CASTELO NÃO É CASA DE CARIDADE. – gritou novamente o vulto.
– me desculpe. – Gina abaixou os olhos e já ia saindo desolada no para casa quando mais uma vez o vulto gritou.
– O QUE É ISSO NA SUA MÃO? NÃO PERTENCE A MIM, PERTENCE?
Gina tremeu tanto que a flor quase caiu da sua mão, o vulto pegou o braço dela com forma, apertando, mas ela não largou a rosa.
– COMO OUSA DEPREDAR O MEU JARDIM??!! Ficará aqui para pagar seu dano.
Gina tentou puxar o braço, queria gritar, chorar, mas o susto era grande de mais.
– Não adianta correr, mesmo se conseguisse se soltar eu a perseguiria ate reparar o dano em minha propriedade.
Gina abaixou os olhos, e as lagrimas rolaram silenciosas.
– Posso ao menos levar a flor a minha mãe, e vê-la uma ultima vez? _ o olhar de Gina daria pena ate no mais duro dos vilões, e o vulto viu sinceridade em seus olhos, soltou seus braços, libertando-a.
– Vá, mas volte antes que a semana se acabe – respondeu o vulto, dando as costas para a menina e sumindo atrás da murada do castelo.
Gina correu para casa, e assim que chegou viu o irmão um pouco mais velho que ela, Ronald, jogando xadrez sozinho, passou por ele como um raio, e foi direto para o local onde chamava de quarto, ele foi atrás, conhecia a irmã como nenhuma outra pessoa daquela casa. Quando Ronald chegou perto dela percebeu que sua irmã tremia. Abraçou a menina e ela desabou num choro cheio de soluços.
Com o tempo a garota foi se acalmando, e contou ao irmão tudo o que havia acontecido. Logo o ele ficou transtornado, falou que iria conversar com os outros irmão, mas que não a deixaria ir, os pais precisavam dela, era a única moça, cuidava deles como nenhum dos outros poderia. Mas Gina o lembrou da ameaça do vulto.
– Então eu irei com você no fim da semana, e ficarei no seu lugar, por nada deixarei que fique lá. – resolveu o irmão. Gina ainda tentou fazê-lo mudar de idéia, mas por nada conseguiu. Então foi cuidar dos pais e esperar o dia em que teria de enfrentar o vulto e se separar do irmão que mais amava.
Os dias se passaram, o pequeno pedaço do paraíso realmente tinha feito bem para os pais de Gina, que sorriam mais freqüentemente ao ver a rosa. Mais logo chegou o dia de enfrentar a vulto-fera. Ronald e Gina foram ate a entrada do castelo, como sempre, não havia movimento de pessoas, mas pararam na porta, bateram, e esperaram.
Logo uma senhora abriu e os encaminhou para uma imensa biblioteca. De costas para eles o vulto-fera estava sentado, a capa cobria somente seus ombros para baixo deixando uma vasta cabeleira castanha e muito densa espalhada pra todos os lados, quando se virou para os visitantes, eles deram um pulo, quase saindo do lugar, Ronald e Gina nunca imaginaram que aquela criatura tão assustadora, assombrosa, fosse...
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............................... continua no próximo cap
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