O Barulho da alma

4 Falsos profetas


Um vazio
deixado por quem sempre esteve presente
e de repente desistiu de mim, de nós

talvez não tão de repente,
os sinais estavam lá
eu apenas não vi, pois cego estava
mergulhados em banalidades
não pude notar...
como poderia?

enquanto isso, uma parte nossa adoecia...
Das religiões mantenho distância
mas falsos profetas existem,
todos conhecemos algum,
todos conhecemos o mesmo
fomos, quase todos, facilmente ludibriados, enganados

Assim, de maneira artificial
aquela borboleta voltou pro seu casulo
escuro
solitário
mal-assombrado...
Tão racional e mesmo assim tão ingênua
pois o amor verdadeiro não pode ser controlado
nem quantificado,
ele só é.

Por quantas primaveras mais irá se esconder,
evitar,
se deixar atrofiar?
pois apesar de incondicional
o amor não pode trazer o tempo de volta
o tempo flui
independente de nós,
independente de tudo...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.