Notas iniciais
OIE MEUS MOMORES! UM DOS MEUS BEBÊS FINALMENTE CHEGOU AO FIM! OBRIGADA POR OUVIR MINHAS SÚPLICAS, SENHOR! E... (Acabei de derrubar álcool em gel sem querer aqui no meu teclado, mas deixaremos isso para uma outra história. Kkkkkkkkkkkkkk. Torçam para não afetar de alguma maneira meu teclado). VOU SENTIR SAUDADES, MAS FOI O MELHOR PARA TODOS O FIM DE OBQMNV. (Sigla que euzinha aqui criei para minha fic ♥). Última atualização em Abril. É sou muito desnaturada, e tudo que posso os dar agora são as minhas sinceras desculpas! Enfim, não prometo nada. Rhuehurheurheurheu. Mas vem fanfic de FNaF (Five Nights at Freddy´s) vindo por aí, porém, NÃO É NADA MUITO CONFIRMADO ATÉ AGORA, que pode vir no lugar dessa. Também, tenho uma Byler (ou Byeler) na geladeira, sim, pode vir uma de Stranger Things também aqui na parada. Mas enfim, fiz um esforçinho para postar hoje para fazer uma espécie de homenagem a uma fanfic, também de Jovens Titãs, que acabou nessa mesma data (02/10) só que há três anos atrás (2015). Se tiverem suspeitas de qual seja, digam nos comentários. ;). Antes de acabar minhas notas aqui em cima, obrigada a minha amiga Evelly (Valy Redfield Grayson/ScayWester) com a ajuda a escrever esse capítulo ♥. Ela e a Thamy-sensei (Princesakory/MusicLove) também. ♥. Também vou agradecer a Klívia (SnowFlake Frost/snowflake_frost ) por ter betado essa fanfic! Obrigadão, amiga! ♥. Coraçãozinho pra cada uma. Enfim, sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo XI

02h28min

Ciborgue estacionou seu carro de frente a torre dos Hive, se despediu de Jinx com um beijo na bochecha e a viu entrar dentro da torre para só assim dar partida no veículo e ir embora.

Jinx entrou na sala dos Hive cheia de astral, a mesma estava escura e vazia, Lucky perguntou a si mesma se Chip estava em casa, porém, o cansaço era maior que sua preocupação, não que ela não se preocupasse com o anão, longe disso, mas ela não era capaz de retribuir os sentimentos dele, ela amava outra pessoa e aquela noite a fez ter a confirmação disso.

— Eu deveria ter beijado ele… — disse para ela mesma enquanto caminhava no breu, em direção de seu quarto, lembrando-se da divertida noite que passara ao lado de Ciborgue. Abriu a porta devagar, evitando fazer o mínimo de barulho possível, adentrou, fechou a porta atrás de si e desmaiou na cama. — Essa com certeza foi a melhor noite de toda a minha vida! — murmurou baixinho antes de pegar num sono profundo.

***

O dia seguinte chegou e junto com ele as lembranças e as ressacas da noite anterior.

Os cidadãos de Jump City acordaram cedo para pegar a revista e/ou jornal que divulgavam todos os detalhes do baile que aconteceu na base dos Titãs. E como Mutano previa, a notícia dele e de Ravena eram a capa.

Jinx foi uma das últimas a acordar na torre Hive, fez sua higienes e se trocou rapidamente, usando seu uniforme de sempre. Desceu as escadas a passos lentos, no último degrau parou bruscamente assim que sentiu o olhar de ódio de Chip em sua direção, a rosada engoliu em seco, respirou fundo, caminhou até ele e sentou-se ao seu lado, meio receosa e trêmula, já imaginava o que iria por vir.

— Ah, você dormiu em casa pelo menos. Que bom! — ironizou o pequeno assim que a garota sentou-se do seu lado, sem olhar em seus olhos.

— É, decidi vir pra casa…

— Que horas você voltou ontem pra casa? — perguntou direto depois de uns longos minutos de silêncio.

— Às 02h28min. — respondeu rápida. — Ciborgue me trouxe assim que o baile acabou... — completou previamente, deduzindo a próxima pergunta do rapaz.

Novamente o silêncio reinou o local.

— Você gostou de ficar sozinha com ele?

— Sim.

— Muito ou pouco?

— Eu… — Jinx tentou responder, porém foi interrompida por Chip.

— Você gosta de mim? — demandou repentinamente, com pouca paciência, indo direto ao ponto em que queria chegar. Jinx engoliu em seco e ficou alguns minutos pensativa, em busca das palavras certas.

Bufou fundo: — Chip, olha, não sei como te contar isso, mas… — mordeu o lábio inferior e bateu as pontas dos seus dedos indicadores levemente. — Eu não sinto o mesmo que você sente por mim, eu gosto de você, mas é como amigo, não passa disso… Essa noite eu descobri o que eu realmente sinto pelo Ciborgue, e esse sentimento é amor! Eu sinto muito por dizer isso a você, não quero te magoar, você é um dos meus melhores amigos, nunca irá rolar nada entre a gente, sinto muito!

— Tudo bem… Pelo menos você foi sincera comigo, e é isso que conta... — afirmou um pouco cabisbaixo, aquela revelação tinha machucado muito seu coração, já desconfiava, porém nem isso o não fez sentir a dor da rejeição.

— Você está decepcionado comigo?

— Por que estaria…? — bufou. Jinx o olhou com um olhar de “eu não acredito”. — Só fiquei triste pelo fato de você ter me dado esperanças e depois às tirado de mim de maneira bruta, se não gostava de mim, me desenganasse antes, Poxa!

— Chip, desculpa, mas, por favor, tente entender meu lado, eu estava confusa com meus sentimentos…

— Mesmo assim, tentasse ser honesta comigo antes, não agora que meu coração se encontra em pedaços! — socou as mãos e se levantou indo em direção ao seu quarto, deduziu Jinx.

— Chip, espera! — gritou, o menor parou bruscamente de andar.

— Fale.

— Ainda somos amigos? — perguntou um pouco esperançoso. O garoto deu de ombros, fingindo desinteresse e continuou seu rumo, deixando a rosada no vácuo. Jinx virou de costas tristonha, havia realmente pisado muito na bola. Porém foi pega de surpresa e olhou instintivamente para trás quando o menor, parado no batente da porta que separava os corredores da sala, lhe respondeu um simples.

— Quem sabe… — que apenas serviu para deixá-la mais na curiosidade.

Jinx Bufou pesadamente e colocou as mãos sobre suas coxas.

— Eu pisei muito na bola dessa vez…

***

Ravena acordou fazendo careta no dia seguinte, afinal os raios incômodos de sol estavam batendo bem na sua cara, graças à cortina aberta que havia se esquecido de fechar na noite anterior, pois estava totalmente exausta quando capotou na cama na madrugada.

Levantou-se a contragosto, fechou a cortina com raiva, a puxando para o lado de uma vez, virou-se para cama, suspirou e arrumou-a, não iria voltar a pegar no sono mesmo. Após isso, foi no banheiro, fez sua higiene matinal, tomou um longo banho de água fria, colocou seu uniforme costumeiro e foi até a cozinha da torre dos titãs.

— Bom dia! — saudou Estelar cheia de alegria para ela enquanto preparava o café para si e seus amigos Titãs. Ela estava tão disposta, parecia que já estava acordada há algum tempo. Havia somente ela na cozinha.

— Bom dia. — respondeu com menos animação. Pegou a caneca de chá, que Estelar tinha feito, pegou uma xícara e despejou o conteúdo dentro da mesma, bebendo-o em seguida.

— E aí, amiga Ravena? — iniciou Estelar na intenção de quebrar o silêncio, Ravena apenas ergueu um pouco o olhar, esperando-a prosseguir. — como foi sua noite com o amigo Mutano?

A empata corou um pouco suas maçãs do rosto.

— Foi… normal? — sua afirmação pareceu mais uma pergunta do que uma afirmação, e isso não passou despercebido pela alienígena, claro, que arqueou uma sobrancelha.

— Normal? Porque você respondeu como uma pergunta?

— Eu não sei…

— Não foi bom o encontro?

— Foi. — respondeu mais do que rápido.

— Então qual é o problema?!

Ravena calou-se.

— Tá tudo bem amiga?

— A gente se beijou... — revelou e a ruiva esboçou um sorriso largo e verdadeiro, que ia de orelha a orelha, para depois seu semblante mudar repentinamente do feliz para o sem entender.

— Ué? Mas isso não é algo bom amiga?

— É, mas eu só namorei uma vez, o que foi um relacionamento abusivo por sinal, não sei como agir em relação a isso! Eu sou realmente desprovida de amor, não sei o que fazer e como agir em relação a esse sentimento…

Estelar revirou os olhos.

— Boba! Claro que sabe! Você sabe muito bem o que fazer, só tem medo de sentir, é diferente. Você guardou tanto seus sentimentos durantes os últimos anos que acabou se esquecendo de como senti-los. E quando teve a oportunidade de senti-los de novo foi enganada pelo Damian. Você não é desprovida, só não teve oportunidade de senti-los devidamente. — respondeu-a simplista com um sorriso reconfortante nos lábios. A azulada sorriu tímida, iria a dizer uma coisa quando os rapazes, entre eles Mutano, entraram na sala/cozinha que a calou e a fizeram corar totalmente, dando inveja a qualquer tomate por aí.

— Bom dia, garotas! — o metamorfo cumprimentou as duas se sentando no banco ao lado da empata.

— Bom dia, amigo Garfield! — respondeu Kory voltando a fazer o café da manhã. — Bom dia, namorado Robin. — cumprimentou o moreno, que apenas a respondeu com um balançar de cabeça. Agachou-se para pegar uma vasilha debaixo da bancada.

— Rae…? — o Logan chamou pela Roth em voz baixa, girando sua cabeça para ela.

— Oi?

— Então… Dormiu bem? — perguntou na intenção de puxar algum assunto entre eles.

— Sim, dormi. — disse-lhe brevemente e bebericou seu chá.

— Sonhou comigo? — questionou o esverdeado cheio de segundas intenções, graças a sua pergunta Ravena se engasgou com o próprio chá que tomava.

— O quê? Que raio de pergunta tão repentina é esse, garoto?! Endoidou de vez? Por que raios eu sonharia com você? Justo com você?! — jogou as palavras enquanto a expressão de completa confusão era perfeitamente visível em sua face, no momento, avermelhada.

— Talvez eu só queira saber, ué. — deu de ombros. — Por quê? Não posso?

A feiticeira ficou o encarando, muda.

— Vai me dizer que meu beijo não te tocou só um pouquinho, gatinha? — ele falou todo convencido. A vontade de Ravena naquela hora era de jogá-lo pela janela.

— Você é um sem noção isso sim! — bradou e suspirou fundo, para não perder o controle e acabar quebrando sem querer algum objeto dentro daquele recinto.

— Sem noção? Nossa, me senti ofendido agora! Maaasss como o xingamento vem de você eu aceito de boa gatinha.

— Idiota. — ela revirou os olhos, o que fez Mutano soltar um riso nasal com a reação da garota.

Ciborgue entrou na sala com um alto astral lá em cima.

— BOM DIA, MEUS LINDOS COLEGAS TITÃS QUE EU TANTO AMO! — exclamou ele cantarolando em um ritmo de uma música desconhecida pelos demais.

Todos o encararam estupefatos, afinal isso era nem de longe algo que seria feito ou imaginado por Ciborgue, talvez por Estelar ou em alguns raros casos, por Ravena quando estivesse realmente de bem com a vida e sem vontade de matar cem pessoas logo numa Segunda de manhã. — o que quase nunca acontecia com a mesma. — Mas por Ciborgue? Era uma chance de 0,1% dentre 1000%.

— Cib… Tá tudo bem cara? — indagou Garfield com uma sobrancelha arqueada. Ciborgue riu da cara do amigo.

— SIIIM! — respondeu-o super-simplista.

— Tá, né… — falou depois de um tempo em choque — que foi parado bruscamente por uma cotovelada de Ravena em seu abdômen. — ainda com um ar surpreso.

O Stone foi até a geladeira, pegou dois ovos e um pacote de bacon, colocou tudo na frigideira e começou a preparar o seu costumeiro café da manhã cheio de proteína.

— Cara, quanta proteína! — alertou Robin. — Sorte a sua que você não tem problema de rim, hein! Se não você estaria ferrado já nessas alturas do campeonato.

— Obrigado… Eu acho.

O lugar ficou em silêncio durante um longo período, até Cib quebrá-lo.

— Gente... — Ciborgue começou quebrando o gelo. Todos os olhares se dirigiram a ele. — Eu ´tava pensando aqui com os meus botões e resolvi tomar uma decisão importante...

— E qual seria? Fala aí Ciborgue. — disse Robin o incentivando, o mesmo havia acabado de se levantar para pegar um copo d´água.

— Vou convidar a Jinx para almoçar aqui.

Robin quase se engasgou com a água que tomava.

— O QUE??!

— Foi isso mesmo que você ouviu Robin, eu pensei assim, como eu quero me aproximar mais da minha doce Jinxzinha e também me lembrei de que sobrou comida o suficiente do baile de ontem, achei que seria uma boa chamá-la para almoçar aqui. Por que, Robin? Não gostou da ideia?

— Bem, o que você acha? — iniciou de maneira irônica. — Jinx é uma anti-heroína.

— Mas ontem...

— Ontem eu dei uma bandeira branca, mas ontem foi ontem, e não está valendo mais!

— E porque ontem foi ontem?

— Porque ontem era festa, hoje não! — exclamou e justificou-se curtamente.

— Ah! Entendi agora, só porque ontem era festa não corria perigo dela nos atacar, né?! Agora que não é mais festa, tem! Fala sério Robin!

— Ciborgue, isso não é pessoal...

— Não! Imagina... Que ideia essa minha! — resmungou o garoto-robótico revirando os olhos, em desagrado e desapontado com seu líder.

— Sério! Juro que não é! É apenas para a segurança da minha torre, entenda!

— Que se dane também sua torre. — saiu da cozinha em passos fortes e voltou para o seu quarto.

Os outros Titãs olhavam Robin com um olhar de reprovação, principalmente Estelar.

— O que foi? — perguntou ele sentindo o olhar pesado e condenador da ruiva sobre si.

— Você não aprende mesmo, hein! Pare de ser tão encucado, isso já está ficando insuportável já! — respondeu-o curta e grossa e saiu também da sala-cozinha, com Rae e Mutano logo atrás, deixando um Dick sozinho perto da bancada da cozinha.

— Ai! Oh vida! — reclamou e socou a parte laranja da bancada à sua frente, desferindo sua raiva nela.

***

I can do it

I can do it

I can do it

But I'm only human

And I bleed when I fall down

I'm only human

And I crash and I break down

Your words in my head

Knives in my heart

You build me up and then I fall apart

'Cause I'm only human.

(Eu consigo fazer isso

Eu consigo fazer isso

Eu consigo fazer isso

Mas eu sou só humana

E eu sangro quando caio

Eu sou só humana

E eu me despedaço e eu me quebro

Suas palavras na minha cabeça

Facas no meu coração

Você me ilude e então eu desmorono

Porque eu sou só humana).

{***}

I'm only human

I'm only human

Just a little human

I can take so much

Until I've had enough

'Cause I'm only human

And I bleed when I fall down

I'm only human

And I crash and I break down

Your words in my head

Knives in my heart

You build me up and then I fall apart

'Cause I'm only human.

(Eu sou só humana

Eu sou só humana

Só um pouco humana

Eu posso aguentar muito

Até ter tido o suficiente

Porque eu sou só humana

E eu sangro quando caio

Eu sou só humana

E eu me despedaço e eu me quebro

Suas palavras na minha cabeça

Facas no meu coração

Você me constrói e então eu desmorono

Porque eu sou só humana).

***

Genius do LSD (Labrinth , Sia e Diplo), tocava alto nos ouvidos da pequena rosada.

Após a conversa com Chip, correu até seu quarto e fechou a porta atrás de si com um empurrãozinho de leve na mesma, foi atrás de seu celular e seu inseparável fone de ouvido, seus salvadores da pátria, colocou a primeira música da playlist e ficou a ouvindo, com She Loves Control, OMG e In the dark, da Camila Cabello, com direito a Dangerous Woman da Ariana Grande para tocarem em seguida, entre diversas outras.

(Genius — refrão):

What, what you say?

Oh my god, baby, baby, don't you see-e-e

I got everythin you ne-e-ed

O-only a genius will love a woman like she

Oh my god, baby, baby, don't you see-e-e

I got everythin you ne-e-ed

O-o-only a genius will love a woman like she

I'mma ge-ge-ge-ge-ge-ge-genius

A ge-ge-ge-ge-ge-ge-genius

A ge-ge-ge-ge-ge-ge-genius

He's a genius

Cause I love a woman like you

I'm a ge-ge-ge-ge-ge-ge-genius

A ge-ge-ge-ge-ge-ge-genius

A ge-ge-ge-ge-ge-ge-genius

He's a genius

Cause I love a woman like you

O quê? O que você disse?

Ah, meu Deus, amor, amor, você não vê-ê-ê

Eu tenho tudo que você pre-e-ecisa

Só-ó um gênio vai amar uma mulher como ela

Ah, meu Deus, amor, amor, você não vê-ê-ê

Eu tenho tudo que você pre-e-ecisa

Só-ó um gênio vai amar uma mulher como ela

Eu sou um gê-gê-gê-gê-gê-gê-gênio

Um gê-gê-gê-gê-gê-gê-gênio

Um gê-gê-gê-gê-gê-gê-gênio

Ele é um gênio

Porque amo uma mulher como você

Eu sou um gê-gê-gê-gê-gê-gê-gênio

Um gê-gê-gê-gê-gê-gê-gênio

Um gê-gê-gê-gê-gê-gê-gênio

Ele é um gênio

Porque amo uma mulher como você

O refrão da música de alguma forma acalmava seu interior aflito, estava se sentido confusa, arrependida, traidora e um pouco perdida, mas quem nunca se sentiu assim?

Bufou fundo e ficou a olhar fixo no teto.

A porta do quarto da rosada estava entreaberta e por isso Kid Wykkyd que passava no corredor olhou para dentro e percebeu como a companheira de time estava quieta… Quieta demais. E também percebeu outra coisa.

Ele se aproximou da porta e deu algumas batidas na mesma. Sem resultado bufou e bateu mais forte chamando a atenção de Lucky para si. Quando ela finalmente o olhou, o moreno fez alguns gestos de como “estou escutando isso daqui”. A garota bufou tirando os fones de ouvido e perguntando:

— O que foi Kid?

Ele suspirou adentrando o quarto sem ser convidado e sentou-se na cama ao lado da colega.

— Você está bem? — perguntou com a voz serena e um pouco rouca — Não desceu para almoçar.

Lucky arregalou os olhos surpreendendo-se com o moreno e em um movimento bruto se sentou na cama direito.

— Uau, você fala!! — disse com um sorriso divertido.

— Desde os dois anos de idade, eu acho — revirou os olhos.

— Foi mal, é que é raro ver você falando que até já me esqueci que você realmente fala. — ele deu um pequeno sorriso.

— Ainda não me respondeu.

Lucky suspirou não se sentindo confortável de falar em determinado assunto, mas quanto mais o tempo se passava, mais os sentimentos dela iam ficando cada vez mais confusos.

— Nem percebi as horas se passarem .— colocou os fones ao lado do corpo — É que eu me sinto estranha, sabe?

— Estranha em relação ao quê?

— Ao... — mordeu o lábio inferior ao falar. — Ao Ciborgue dos Titãs, e também me sinto mal pelo chip, ele que não tinha nenhuma culpa e acabou saindo machucado de tudo isso.

A rosada abaixou a cabeça e Kid olhou para ela com uma sobrancelha arqueada.

— Está apaixonada por aquele Titã? — ela arregalou os olhos e suas bochechas passaram a adquirir um tom rosado.

— N-Não, claro que não... Quer dizer, eu não sei! — afundou o rosto entre as mãos.

— Hm, eu nunca me apaixonei então não sei como que é. — o moreno passou a fitar o nada.

— Obrigada ajudou muito viu! — seu sussurro irônico saiu abafado, pois ainda estava com a cabeça afundada nas próprias mãos.

— Olha, desculpe, como você percebeu não sou a pessoa mais indicada do mundo para dar conselhos amorosos, mas acho que se você está gostando mesmo deste titãs você deveria esquecer o que o mundo diz por um momento e pensar por si mesma.

— Então você tá dizendo que…? — levantou o olhar para ele.

— Que você deveria ir atrás do Ciborgue, esclarecer as coisas e vê no que vai dar.

— Mas... E se eu estiver me iludindo e ele não estiver gostando de mim?

— Bem, ele seria um idiota se fizesse isso, o que eu acho é que é bem provável que não. Ciborgue não tem cara de quem ilude as pessoas.

— Quem vê cara, não vê coração...

— E quem não morre, Deus não vê. Lucky, por que é sempre tão pessimista?! — cruzou os braços.

— Ora essa, é de minha natureza ser assim, não duvido nada que eu tenha um carma no requisito amor.

— Hmm não vejo isso.

Lucky revirou os olhos.

— Bem, é só isso que queria comigo? — indagou um pouco estressada, queria logo o fim daquela conversa. Kid assentiu. — Ótimo, agora, por favor, saia. — Kid Wykkyd balançou a cabeça em reprovação, porém, se retirou.

— Você não aprende mesmo, Lucky! — disse antes de fechar a porta.

Lucky ficou alguns minutos em transe, encarando a porta recém-fechada, mas logo suspirou pesadamente e se jogou para trás na cama.

Colocou o travesseiro em cima da cabeça e soltou um grito agudo e abafado.

— Ai! Quer saber! CHEGA! — trovejou consigo mesmo e atirou o travesseiro para longe de si. — Jinx acorda pra vida, se você quer ficar com o Ciborgue, vá para a Luta. — continuou se auto encorajando. — Tenha coragem! Tenha coragem! Que raio de mulherzinha de merda você é?! Persista, e se não der certo, taque o “foda-se” básico da life e siga em frente, vai acabar tudo bem, te garanto! — suspirou fundo. — Quem eu estou querendo enganar? É obvio que vai dar tudo errado. — voltou ao seu jeito pessimista de ser e pegou outro travesseiro e o pôs sobre a sua face e gritou novamente, duas vezes seguidas, o som saiu tão alto quanto ao último grito.

Ficou deitada nessa posição, após os gritos, durantes uns segundos até senti o celular vibrar sobre o criado mundo, olhou de soslaio, viu que não vibrou mais e voltou do jeito que estava, porém, seu sossego não durou muito e logo o celular estava recebendo uma nova chamada.

— Que saco! Será que as pessoas tem um sexto sentido de sempre me ligarem nas minhas piores horas possíveis. — levantou desgostosa e pegou o celular, o número era desconhecido, pensou na possibilidade de recusar a chamada, entretanto, atender e mandar a pessoa do outro lado se fuder e tomar no cu era uma opção mais divertida. — Alô?

Err... Jinx? — a rosada sobre-ergueu uma sobrancelhas, aquela voz lhe era parecida.

— Ela mesma.

Não sei se você está me reconhecendo, mas eu sou o Robin dos... — fora interrompido pela garota.

— Titãs, bem, tá explicado porque eu já conhecia essa voz de algum lugar, enfim. — deu de ombros. — O que quer? A crise está tão braba assim pro lado dos ‘cês, super-heróis, que vocês que tem que chamar os bandidos para roubarem um banco, invés de nos impedirem? — perguntou cheia de ironia na voz, ouviu Robin respirar fundo do outro lado.

Não, nada disso, só estou te ligando, porque, porque, é... Isso é mais constrangedor do que eu imaginava... — assumiu ele suando frio do outro lado.

— Desembucha logo Robin, você está me fazendo perder meu precioso tempo com você! — socou o criado mudo.

Eu quero que você venha almoçar conosco hoje. — propôs.

— Oi? Está falando sério? — questionou meio perplexa.

Infelizmente sim, Ciborgue quer muito ter um tempo com você, se você bem me entende de qual tempo estou me referindo. — Jinx corou, mas aquilo estava muito bom para ser real, pensou ela.

— Bom. Como saberei se isso não é uma armadilha ou não? — perguntou desconfiada.

— Venha para cá e descobrirá. — falou Robin e desligou a chamada.

A menina ficou um tempo, parada, com o celular ainda próximo da orelha, tentando digerir as palavras que acabara de ouvir.

Ciborgue queria um tempo com ela? Seria isso um sonho ou parte de uma doce ilusão, eis a questão!

***

Robin fingiu tossir, tentando limpar a garganta, se olhava no espelho enquanto terminava de ajeitar o colarinho de seu uniforme. Os quatro titãs entraram na sala, ainda um pouco impacientes por causa da briga de horas mais cedo.

— Que bom que vocês vieram.

— Não estamos ainda de bom com você, Robin. — Ciborgue respondeu rápido, ríspido.

Richard começou a ficar tenso

“Estou ferrado!” — pensou.

Todos se sentaram e estavam prontos para atacar a comida quando Dick gritou, desesperado.

— ESPEREM!

Todos ficaram confusos.

— Por quê? — perguntou Estelar.

No andar de baixo, Um carro preto acabou de estacionar de frente a Torre. See-more olhou para Jinx uma última vez enquanto a rosada saia do carro.

— Tem certeza que quer ir? — indagou. See-more sempre foi contra a aproximação de Lucky com Victor, talvez porque o mesmo sentia uma quedinha pela velha amiga rosada, todavia, nunca teria coragem para assumir, mesmo agora sendo tarde demais para arrependimentos e pensar duas vezes, era agora ou nunca e See-more preferiu se calar e consentir.

— Sim. — respondeu decidida.

— Já sabe, qualquer coisa é só ligar. — avisou-lhe novamente. A menina bateu a porta do carro e o veículo logo voltou à estrada, retornando a sua garagem.

Lucky passou a língua na boca seca, e bateu, ainda com certo receio, a porta da Torre Titã. A mesma foi destrancada por um click que veio de cima.

— Temos uma visita especial. — Robin falou, com um largo sorriso. Perto do painel de controle.

— Quem? — Ravena perguntou desta vez, com uma sobrancelha arqueada.

Lucky suspirou fundo e entrou no elevador.

— Calma, você já vai saber, Ela está chegando. — informou o Garoto Prodígio.

Jinx retirou-se do elevador, aproximou-se da porta da sala-de-estar/cozinha/sala-de-jantar e a mesma se abriu, aos poucos, revelando-a para os quatro que estavam boiando nas palavras de Richard.

— Robin, eu estou começando a ficar assustada, o que você planejou agora, seu doido? — Estelar voltou a se pronunciar.

— Calma, Star, eu tenho tudo sobre controle.

— É mais isso que me preocupa. — murmurou a extraterrestre.

E naquele momento, Jinx entrou.

—--------------------------------- ♥ ----------------------------------

Ô, Sol

Vê se não esquece e me ilumina

Preciso de você aqui

Ô, Sol

Vê se enriquece a minha melanina

Só você me faz sorrir

E quando você vem

Tudo fica bem mais tranquilo

Ô, tranquilo

Que assim seja, amém

O seu brilho é o meu abrigo

Meu abrigo

—--------------------------------- ♥ ----------------------------------

Algo gritou enlouquecidamente de alegria dentro de Ciborgue.

— O que você está fazendo aqui?

— O Robin me convidou.

Victor olhou para o Grayson.

— Você queria chamá-la, mas te proibi, depois, me arrependi, e convidei-a para você. Considere isso como o meu pedido de desculpas. — explicou e sorriu cativantemente.

— Tá desculpado, cara! — bateu forte sua mão na do líder.

Robin riu sem graça e chacoalhou a mão acertada, havia doído muito, a mão de Ciborgue era deveras forte e pesada.

Estelar, por espontânea vontade, serviu o almoço para todos. Jinx e Ciborgue estavam pertinho um do outro colocando o “assunto em dia”, se assim eu posso dizer. Mutano sentiu uma pontinha de inveja do amigo, afinal, o Stone estava conversando com sua crush enquanto ele estava lá, na pior, em matéria de Ravena.

— Que saco! — praguejou e se debruçou na mesa. Ravena o olhou de soslaio.

— O que houve? — interpelou.

— Nada! — decretou com uma cara de tédio.

— Você é louco, Logan.

— Só se for por você. — retrucou.

— Me esqueci, é sem noção alguma também. — acrescentou.

— Admita que me ama, Ravena.

— Nem morta! — testemunhou. — E eu não te amo! — emendou.

— Verdade?

— Sim.

— Mmm, baby, I don't understand this You're changing, I can't stand it My heart can't take this damage And the way I feel, can't stand it Mmm, baby, I don't understand this You're changing, I can't stand it My heart can't take this damage And the way I feel, can't stand it Mmm, baby, I don't understand this You're changing, I can't stand it My heart can't take this damage And the way I feel, can't stand it Mmm, baby, I don't understand it . (Mmm, baby, eu não entendo isso Você está mudando, eu não aguento Meu coração não aguenta esse dano E o jeito que eu sinto, não aguento Mmm, baby, eu não entendo isso Você está mudando, eu não aguento Meu coração não aguenta esse dano E o jeito que eu sinto, não aguento Mmm, baby, eu não entendo isso Você está mudando, eu não aguento Meu coração não aguenta esse dano E o jeito que eu sinto, não aguento Mmm, baby, eu não entendo). — cantou Changes do XXXTentation e fez cara de cachorrinho sem dono.

— Que música que é essa?

— Changes do XXXTentation. Nunca ouviu não?

— Não.

— É música de meme.

— O que é um meme? — agora, Ravena se fez de desentendida, para irritar o Logan e conseguiu.

— AHHHHHHHHHHHHHH! Esquece, Gatinha! — Gar Jogou As Cartas Na Mesa, Dando-Se Por Vencido.

Rachel deu de ombros. Apoiou o cotovelo direito na mesa e com a mão do mesmo braço coçou a nuca, e com a outra, batia as grandes unhas pintadas de vermelho na mesa de mármore. Olhou para os que estavam presentes na mesa e soergueu uma sobrancelha.

— Cadê a Markov?

Todos observaram o local e ficaram com uma interrogação na cabeça. Estelar soltou um breve riso.

— Ela saiu com o Garth, óbvio. — respondeu todos.

— Quando? — especulou Richard.

— Há umas horas atrás, mas fiquem tranquilos, ela me certificou que está com eles mesmo, a Abelha até fez uma chamada de vídeo para mim via WhatsApp mostrando a presença dela lá. — esclareceu.

— Se ela está lá mesmo, tudo bem, então. — Robin disse por fim e continuaram a comer.

Após o almoço acabar, os Titãs se separaram em grupinhos. Robin e Estelar. Ravena e Mutano. Ciborgue e Jinx.

Ciborgue e Jinx sentaram no sofá, a fim de colocar o assunto em dia e resolver uma questão entre eles.

— Você gosta de mim, Victor? — foi à primeira pergunta que conseguiu sair da boca da menina.

— Sim.

— De zero a cem?

— Mil!

Lucky sorriu.

— Me arrependo muito de não ter te beijado ontem.

— Faço de suas palavras as minhas. Mas nada te impede de me beijar agora. — sugeriu.

— É, nada me impede! — a garota colocou sua mão na bochecha do rapaz e colou seus lábios em um terno beijo.

Quando acabou, se separaram envergonhados e Jinx perguntou:

— E agora? O que acontece?

— Bem, que tal afirmarmos isso?

— Quer namorar comigo? — ela correu perguntando na sua frente.

— Ei! Essa frase era pra ser minha.

— Falou bem, era! — bateu de leve a ponta do indicador no nariz do homem cibernético. — Mas e aí? O que me responde?

— Sim, né, minha maguinha do azar.

— Eu te amo, Ciborgue.

— E eu te amo, Jinx.

— Eu te amo mais!

— Não, eu amo!

— É eu!

— Eu!

— Eu!

— Eu!

— Nós nos amamos muito.

Yes, é isso aí, baby.

E Juntam novamente seus lábios.

Rachel e Garfield estavam sentados na beirada do terraço, Gar contando piadas ruins e Rae revirando os olhos a cada dez segundos.

— Rápido, Rae, o que tem quatro patas e um braço?

— Não faço à mínima. — disse totalmente sem interesse.

— Um pit-bull feliz. É claro. — respondeu e deu risada da própria piada.

— Chego a ter medo de você! — revirou os olhos pela quinquagésima vez, acabando com seu humor.

— Hehe. — coçou a nuca, meio envergonhado.

— E essa piada não faz sentindo, um pit-bull feliz?! Fala sério!

— É, essa não é nem de longe uma das minhas melhores, é melhor você nem saber o significado. — sorriu com malicia. — Mas eu tenho outra aqui que eu tenho certeza que você vai adorar!

— Ahhh! Lá vem!

— Por que o Manoel ficou duas horas olhando fixamente pra lata de suco de laranja?

— Por que ele gosta de perder tempo que nem você?

— Negativo. É porque estava escrito “concentrado”. — e começou a gargalhar que nem um retardado.

— Você é o pior piadista que eu já vi. — e novamente Ravena acabou com sua graça.

Afffs, gatinha, você não tem senso de humor, por isso. — agora foi à vez de Mutano revirar os olhos.

— Não estou perdendo nada.

— Errada. Está sim!

— O que eu estou perdendo então?

— Ah melhor parte de mim!

Pufff! — fez barulho com a boca. — Até parece.

— Tá sim, e eu posso te provar isso.

— Então prove.

O Logan se aproximou da Roth e roubou-lhe um beijo.

—--------------------------------- ♥ ----------------------------------

E toda vez que você sai

O mundo se distrai

Quem ficar, ficou

Quem foi, vai, vai

Toda vez que você sai

O mundo se distrai

Quem ficar, ficou

Quem foi, vai, vai, vai

Quem foi, vai, vai, vai

Quem foi

—--------------------------------- ♥ ----------------------------------

— Eu te amo, Rachel Roth. — falou abafado entre o(s) beijo(s).

— É reciproco. — disse também entre o(s) beijo(s).

***

Robin levou Estelar para o seu quarto, mas sem maldade.

— O que você quer me mostrar?

— Uma surpresa que estou planejando desde aquela festa na Cristal.

— Ainda estou boiando.

Richard sorriu de lado.

— Lembra que você dançou Break?

— Claro, como vou me esquecer da primeira vez que esfreguei meu talento na cara da Cristal. — suas palavras soaram como uma anedota.

— Idiota. — risos. — Enfim, olha o que eu comprei pra você, só não sei se você vai gostar. — disse a dando uma caixa média com um embrulho vermelho.

— O que é?

— Não posso falar, mas sugiro que abra, Kory.

Kory alargou um sorriso e rasgou o embrulho, seus olhos quase saltaram para fora de tanto que os arregalou e gotículas de lágrimas surgiram também. Era uma blusa de frio de moletom, estilo canguru, de cor preta.

— Dick, isso é...

— Lindo?

— Sim! Muito! — deixou a caixa ir de encontro ao chão, correu até o espelho, esticou a peça e a colocou de frente ao seu tórax, para ver se batia com suas medidas e para ver como ficava. — Fica perfeita em mim! — admitiu.

— Tudo em você fica perfeito, minha princesa.

— Não sei nem como te agradecer. — a Tamaraniana possuía um enorme sorriso esboçado no rosto.

— Mas eu sei. — a Anders o encarou, minuciosamente preocupada, nunca sabia o que deveria esperar vindo do Grayson. — Um beijo já serve como agradecimento.

Starfire arfou aliviada.

— Bobo! — afirmou e se aproximou do rapaz, dando o que Ele havia pedido.

— Eu te amo, Kory Anders.

— Eu te amo, Dick Grayson.

***

No final, tudo se resolveu, os casais se assumiram e estavam felizes, até mesmo Tara e Garth, que estavam namorando.

Rachel engoliu seu orgulho e aceitou Garfield como amor de sua vida.

Robin conseguiu, após muitos séculos, assumir seu amor por Kory Anders e agora vivem bem.

Ciborgue aprendeu a não ligar para a opinião alheia e se jogar fundo em seu relacionamento com Jinx.

Terra substituiu as lágrimas, que escorriam por causa de um amor não correspondido, pelas risadas ao lado de Garth Lennes. Aqualad substituiu a ganancia pelo altruísmo, ou quase isso.

Gizmo encontrou seu novo amor em Anna Diop durante uma festa a fantasia no centro da cidade e perdoou Jink, voltando a serem amigos.

A mãe de Ravena, Arella, arrumou um namorado e ficou mais próxima da filha. Velhos erros do passado foram consertados.

E assim mais um final feliz foi construído e um pensamento era certeza que se passava na cabeça de todos:

“Quem diria que um baile mudaria nossas vidas”.

Fim!!

Notas finais
Link do site onde tirei as piadas ruins do Mutano: https://muitobacana.com/piadas-ruins-e-merdas/ Músicas que tocaram no capítulo: Genius — LDS (Labrinth, Sia & Diplo). Human — Christina Perri. O Sol — Vitor Kley. Changes — XXXTentacion. Se esqueci de alguma, me avisem. Beijão da tia Bia ♥ e OBRIGADA, MUITO OBRIGADA MESMO, POR TEREM ACOMPANHADO MINHA FANFIC ♥.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!