O Baile Que Mudou Nossas Vidas
8 Capítulo VIII
Notas iniciais

Capítulo VIII
No quarto de Terra
A loira continuou a ficar deitada e chorando em sua cama. Tudo parecia estar tão difícil para ela ultimamente, okay, ela tinha se livrado de Slade e estava perdoada pelos Titãs, em partes, já que eles ainda “esperavam” alguma traição vinda da garota. Mas... Aquilo foi demais para a Markov. Mutano sempre a tratou como alguém especial, sempre se sentia bem com Mutano, sentia algo que não sentia por mais ninguém e ouvir que Mutano tinha chamado Ravena para o baile e pensar na possibilidade de que ele a ama e que ela também esteja a gostar dele... Era demais para o coração da pequena!
— Como sou tonta! – culpava a si mesma, afundando mais ainda seu rosto no travesseiro. – Devia ter o feito meu quando tive oportunidade... Ai Mutano! – chorou mais. Seu choro chamou a atenção de alguém que passava pelo corredor naquele momento, e essa pessoa também já estava a procurando desde manhã.
Bateram na porta.
A loira olhou a mesma e voltou a chorar. Se fosse importante iria bater novamente.
Nem pensou direito e ouviu mais batidas. Ignorou-as o máximo possível. Quando viu que não havia alternativa, levantou relutantemente da cama, passou a mão no rosto para limpar as lágrimas e suspirou fundo para disfarçar a cara de choro e assim abriu a porta seus enormes olhos azuis turquesas se arregalaram quando viram Aquela pessoa na porta.
— O que você está fazendo aqui? – perguntou meio gaguejante e seu rosto tinha ficado vermelho, vermelho de vergonha por ter aparecido naquele estado, na frente de alguém não muito íntimo para ela.
***
— CARLA! VENHA AQUI! – gritou uma morena de pele clara, dentro de seu escritório, através de seu interfone.
— Chamou, senhora Roth? — uma mulher loira, alta, de cabelos longos e extremamente lisos, respondeu o chamado de sua superior abrindo a porta.
— Sim, há mais de duas horas, Carla, onde estava?
— Eu estava comendo alguma coisa, já que não tive horário de almoço hoje, né? – retrucou com uma cara não muito boa, a senhora Roth revirou os olhos.
— Tá, tá. Trouxe aquilo que eu te pedi?
— Sim. – disse e entregou uma caixinha embrulhada para a mulher.
— Obrigada, avise os segurança que eu estou saindo, okay?
— Okay. — a secretária assentiu com a cabeça.
A mulher se levantou de sua confortável cadeira e atravessou a porta.
— Está tudo em suas mãos. – avisou novamente à sua secretária e saiu do escritório.
***
Ravena estava retocando seu batom quando a porta tocou, olhou para o relógio, 19 horas em ponto. É ele!. Deduziu em sua cabeça, sorridente. Atendeu a porta e sorriu mais ainda.
— Boa noite, Milady.— saudou o esverdeado curvando-se para a feiticeira.
— Boa noite, Mutano. – surgiu um sorriso bobo em seus lábios.
— Está pronta para a noite mais legal de toda sua vida?
— Claro. Mas como você pode me garantir que essa será a minha melhor noite?
— Simples. — deu um pequeno sorriso. — Confia em mim?
— Acho que sim. – ela corou um pouco.
— Acha ou tem certeza? – agora sorriu sapeca. Tentando olhar seus lindos olhos violetas que estavam escondidos por detrás de algumas mechas roxas do curto cabelo da garota.
— Ai Mutano! – colocou a mão no rosto, tentando esconder sua expressão de timidez misturada com indecisão. O esverdeado riu mais ainda da timidez da Roth. – Acho que eu tenho certeza, mas... Esquece! Eu confio em você!
— Então, apenas me siga, Milady. – ergueu de leve o braço. Rachel olhou para a mão dele.
— Okay, Mutano.
— Garfield, por favor, prefiro Garfield.
— Tudo bem, Garfield.
Um singelo sorri apareceu em Rachel. Ela trancou o quarto e foi com Mutano, de mãos dadas, para o local da festa.
Realmente verde e roxo ornavam juntos.
***
— Anda, Aqualad. Você ainda não me disse o que está fazendo aqui. – a Markov cruzou os braços. Com o rosto ainda vermelho. Aqualad achou que o seu vermelhidão era apenas vergonha — já que ele nunca havia visto a garota de perto, usando somente short curto e top, somente a tinha visto assim durante lutas, mas era bem de longe. —, então nem tinha percebido que era por causa de sua cara de choro; na sua mente o que ele tinha ouvido tinha sido apenas impressão dele.
— Calma, princesa, não precisa se aborrecer, prometo que serei breve.
— Então, fale logo, eu não tenho a noite toda! – colocou a mão na testa.
— Eu quero convidar a garota mais linda dos Jovens Titãs para ir ao baile comigo, esta noite. – disse e se curvou. – Mademoiselle Terra. – beijou sua mão. – Me daria a honra de ir ao baile comigo?
Terra, que não esperava tal ato do garoto, corou mais ainda, sua pele de branca foi para o vermelho tomate, virou o rosto para o lado, coradíssima.
— Hmm... Sim. – respondeu baixinho. Aqualad a olhou. – Sim. – reafirmou. O moreno, dono de longos cabelos negros cor da noite, Sorriu.
— Então, vamos? – convidou, esticou seu braço para ela, como se estivesse puxando-a para uma dança. Como se não se importasse com a roupa que a garota usava, só queria tê-la logo em seus braços.
— Espere um pouco, vou tomar um banho rápido e colocar um vestido primeiro, estou suja demais agora para ir ao baile, espere um momentinho, por favor. – explicou-se rápido e adentrou seu quarto.
— Tudo bem. – ele disse para a porta recém-fechada.
— YES! – Terra levantou uma mão para o alto, comemorando, assim que entrou no banheiro.
***
— ROBIN? – esbravejou uma Estelar que acabará de sair do seu quarto. – VOCÊ ESTÁ AQUI?! – demandou para o nada, olhando em volta em seguida tentando achar alguma sombra do Garoto Prodígio.
— Eu estou aqui, Estelar. – um moreno, desta vez desmascarado, surgiu das sombras. Estelar foi de encontro com ele, o abraçando fortemente. Depois de um abraço demorado, ela ficou frente a frente de seu líder, e colocou uma mão em sua face, admirando seus lindos olhos azuis.
— Você tirou sua mascara, como você me prometeu! – ela falava muito sorridente. – Fez isso por mim?
— Claro, eu faria qualquer sacrifício por você. – ele afirmou um pouco corado. Bem, isso era um fato, para Richard Grayson tirar sua máscara, era mesma coisa que estar desapercebido.
— Seus olhos são lindos! – ela falou e voltou a abraçá-lo. Richard adorava ficar abraçado com a Alienígena, Sua Alienígena.
— Não mais que os seus. – repondeu apertando mais o abraço.
— Tá, os meus são mais mesmo. – concordou risonha.
— Não era pra concordar, viu? – repreendeu Dick brincalhão.
— É brincadeira, amigo Robin.
— Eu também estava brincando, Star.
— Vamos descer? O som já está bem alto lá em baixo.
— Vamos, antes que o Mutano e o Ciborgue comam todos os doces da festa.
— Verdade. Vamos rápido então, não quero perder os doces! – ela o puxou com força para o elevador. Robin não queria perder um momento se quer da ruiva e Estelar não queria perder nenhunzinho sequer dos doces!
***
Ciborgue acabou de estacionar o T-Car em frente à torre Hive, saiu do automóvel e logo foi recebido por um abraço de Lucky e uns múrmuros de Chip.
— Você demorou, hein! – Ela desfez o abraço e o encarou. – Achei que tivesse desistido.
— Sabe como é baixinha, o transito não me ajudou muito hoje. Mas, eu nunca desistiria de você, nem por um bilhão de dólares. – ele pegou as duas mãos dela e as beijou, Jinx corou e Chip, que os observava de longe estava se corroendo de ciúmes, e nunca admitiria isso.
— Sei... – Chip se intrometou na conversa dos dois. – Bem, o papo está muito bom, mas já podemos ir? Antes que fiquemos atrasados demais. – interpelou com muita arrogância no tom de voz.
— Ai! Esqueci que esse baixinho iria com a gente. – uma veia de Ciborgue pulou de sua testa.
— É um método para testar vocês dois. – relembra-os Jinx.
— É, Brutamonte, vai ter que me aturar pelo o resto da noite.
— Infelizmente... – Ciborgue nem tentou esconder sua cara de decepção. – Vamos entrar logo no carro.
Ele abriu a porta do T-Car e Chip tentou entrar, mas foi barrado por Ciborgue.
— As damas primeiro, baixinho! – avisou em um tom autoritário. Como uma exacerbação.
— Tá, tá. – o anão cruzou os braços.
— Assim que eu gosto. – olhou admirado, ele adorava ver Chip sem graça. – Mademoiselle Jinx. – se virou para a rosada. Foi até ela e pegou sua mão. – Entre, por favor. – se curvou. Ela entrou, com cuidado para que seu vestido rosa e preto não rasgasse. Quando ela já estava confortável lá dentro ele fechou a porta e se virou para um Chip super-raivoso. – É assim que se trata uma dama, ‘colô? – perguntou e agora foi uma veia da cabeça de Chip que saltou para fora e Stone enrugou a testa. O menor mostrou a língua. – Que maduro! – Ciborgue revirou os olhos e foi para o lado do motorista, entrou no veículo e ligou o motor. – Não vai entrar? Ou quer que eu te deixe para trás? Eu não me importo em te deixar aqui. – comentou um Ciborgue impaciente.
— Já tô entrando lata-velha. – ele abriu a porta do carro na ponta dos pés. Infelizmente o tamanho não ajudava a vida de Chip, mas ele já estava mais do que acostumado com essas coisas. – E nem se atreva a me deixar para trás. – Retrucou assim que fechou a porta do carro.
— “Ainda não acredito que vou ter que aguentar esse baixinho a noite inteirinha!” – pensou e colocou o T-Car para andar. Olhou para seu lado e havia um Chip emburrado, depois olha para o banco de trás e viu uma bela Jinx o olhando, ambos coraram e viraram os rostos, ela para a janela e ele vira rápido para frente, super-corado. – “Só estou o aguentando por causa dela, faço tudo por ela.” — terminou seu pensamento com o rosto da cor do cabelo de Estelar e assim dirigiu até a torre.
***
— Eu já estou pronta!
Exclamou Terra se olhando no espelho, virando-se, se exibindo para o espelho, com seu vestido, curto, amarelo, rodado e com um laço amarrado na cintura.
— E muito maravilhosa!
Elogiou-se a si mesma, pegou o batom rosa claro em sua mesa e passou nos lábios, após o ato, colocou-o de volta no lugar, se olhou pela última vez no espelho e abriu a porta de seu quarto.
Deparou-se com um Aqualad que estava encostado na parede á frente de seu quarto, quase dormindo. Agora vestindo um terno.
Bobo.
Riu, foi até ele e o acordou.
— Uau! – ele disse admirado olhando para a garota, assim que acordou de seu curto cochilo, ela corou. – Podemos descer, princesa?
— Claro. – assentiu com a cabeça e foram de mãos dadas para onde aconteceria a festa.
Continua...
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