O Baile Que Mudou Nossas Vidas
1 Capítulo I
Notas iniciais
Capítulo I
Os raios quentes do sol de fim de tarde iluminavam a enorme torre em forma de T. Na sala-de-estar da enorme torre, um ser esverdeado andava de um lado para o outro, em forma de círculos, pensativo.
— O que eu falo?! O que eu falo?! — perguntava para si mesmo, tentando achar uma resposta para aquele seu maldito dilema.
— Tá tudo bem, brother? — perguntou uma voz atrás do rapaz, que se virou rapidamente para trás, assustado.
— Ah, Ciborgue, é você! — comentou e suspirou aliviado. — Não me mata mais de susto desse jeito cara, quase tive um infarto agora.
Ciborgue deu um risinho e fitou o amigo, um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
— Hm! Por que você quase teve um infarto agora? É por causa do baile de hoje à noite, é? — interpelou provocativo.
— Que isso cara — revirou os olhos — Até parece, que eu Mutano, o rei das gatinhas, iria ficar com medo de um simples baile! — falou tentando disfarça seu nervosismo.
— Sei... Tô sabendo Mutano. — o olhou desconfiado.
— É serio cara, não tem nada haver com uma garota...
— Então tem haver com uma garota?
— Não, não tem haver!
— Tem sim!
— Não tem!
— Tem sim!!!
— Não tem!!!
— Tem sim, e está estampado na sua cara que tem, Mutaninho! — terminou a provocação com um apelido que Garfield não só detestava como queria jogar a pessoa que o chamou daquela forma da primeira janela que visse, ainda mais naquele tom irônico.
— Tá bom, tem sim! — confessou Mutano se dando por vencido.
— Sabia! — comemorou Ciborgue. — Você não me engana, cara!
— Tá, tá, tá, mas você não sabe quem é a menina, bobão! — retrucou com entusiasmo, Mutano nunca gostou de se dar como vencido.
— Mas eu vou descobrir, mas acho que já tenho alguém em mente...
— Alguém? Tipo quem? — sobre-ergueu as sobrancelhas.
— RAVENA! — do nada, Cirborgue gritou chamando a moça. A espinha do Logan gelou.
— Oi — disse Ravena, ela tinha acabado de entrar na sala. O coração de Mutano começou a bater forte quando viu a princesa gótica se aproximar, apesar de morarem juntos, Mutano nunca teve uma conversa longa com a garota. Ciborgue ao sentir o nervosismo do rapaz, deu outro daqueles seus sorrisinhos e começou a atazanar novamente Mutano, afinal ele queria o ver assumindo na sua cara que ele era amarradão na Ravena.
— Então, Ravena, o Mutano queria te contar algo. — prosseguiu sugestivo.
— Pode falar, Mutano — ela se dirigiu a ele e foi por quase um triz que o Rapaz-Fera quase não teve um infarto de verdade.
— Rae... Err... Eu... Queria... — ele tentou falar alguma coisa, mas a vergonha era demais para ele conseguir argumentar algo.
Ciborgue já sem paciência para ver tudo aquilo, rolou os olhos brevemente para cima e resolveu contar tudo para a feiticeira:
— Ele quer te convidar para o baile de hoje à noite, mas não tem coragem para pedir — dedurou Ciborgue e Ravena e Mutano coraram um pouco. — Vocês vão ficar assim corados o tempo todo ou algum de vocês vai se pronunciar? — o moreno já estava nervoso com toda aquela cena, ele nunca gostou de tanta enrolação assim, se queriam se pegar, que se peguem rápido caramba!
— Mutano — a gótica o chamou com a voz rouca — Me pega no meu quarto as sete em ponto. — informou e se retirou. Ele a espero sair para começar a pular de alegria.
— Eu consegui! Eu consegui! Eu sou cara!
— Aham! — o mais alto começou a pigarrear a garganta de propósito para chamar a atenção do menor, assim que a teve, disse: — Bem, se eu não tivesse dado uma forcinha, melhor uma forçona, você não teria conseguido, não é mesmo?
— Verdade. Obrigado, amigão, serei eternamente grato!
— Eu não quero gratidão, eu quero um favor.
— Sabia que você nunca iria me ajudar só por causa da nossa amizade — o esverdeado revirou os olhos em desgosto.
— Pois é baixinho, sou um homem de negócios e negócios são negócios.
— Ah tá! Anda! Para de enrolação e fala o que você quer, maninho.
— ‘Okaaayyy. Eu quero que você me ajude a convidar a Jinx para o baile.
— O quê? Te ajudar a convidar aquela maluca? Cara eu ia te ajudar a destruir sua vida neste caso e... — o maior o interrompeu o pegando pela gola do seu clássico uniforme, quase o enforcando.
Quem aquele baixinho achava que era pra falar assim da sua garota?
— O que você falou verdinho? Repete. — disse em um tom ameaçador.
— Nada, cara, nada.
— Então está bem. — ele o soltou e o mesmo quando caiu no chão começou a hiperventilar que nem um louco.
— Melhor assim então, ‘bora lá, vamos colocar meu plano em prática.
“Meu Deus! Estou ferrado!”. — Sussurrou Gar para si mesmo, com a mão no rosto.
— MUTANO! VAMOS LOGO, CARA! — berrou Stone já se dirigindo para a garagem.
— JÁ TÔ INDO, CIBORGUE!
Continua...
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