O Baile Em Silverydew
7 Capítulo 7
Notas iniciais
—O garoto de Noir?- Perguntou Loveday arregalando os olhos.
—Este mesmo. — Falei abaixando a cabeça, com medo de sua reação.
Ao ouvir o grito agudo, achei que ela estava surtando; Mas foi só dar uma olhada em seu sorriso de orelha a orelha e seus olhos brilhantes que soube que ela aprovava.
—VOCÊ TA NAMORANDO! Mas como pode se apaixonar por ele? É proibido! Espera... isso deixa tudo tããão mais romântico! Pensando bem... A HISTORIA! Ele é o garoto pelo qual você estava predestinada a se apaixonar! Que emocionante, vocês vão trazer a paz para o vale! Me conta desde o começo como isso aconteceu.
Loveday falava tão rápido que eu mal conseguia acompanhar, mas compartilhei de sua sua euforia.
—Bom, tudo começou naquele baile em Silverydew...
Contei a ela toda a historia e ela começou a dar pulinhos e bater palminhas.
—Preciso começar a arrumar o casamento de vocês e... — Ela começou.
—NÃO! NINGUEM PODE SABER!- Gritei, mas logo depois me recompus.
—Mas... por que? Eu tenho até o vestido... — Falou Loveday com olhinhos pidões.
—O pai dele e Sir. Benjamin não aceitariam. Vamos esperar até que os homens do bosque sombrio e o resto de Moonacre façam as pazes, para então admitir o namoro. — Falei.
O olhar de Mãe Minette ficou repentinamente decidido.
—Eu vou ajudar! — Falou como uma criança pequena que quer ajudar a mãe a fazer bolo.
—Mas Mãe Minette, somente eu e Pisco podemos... — Comecei mas fui interrompida por ela:
—Vou ajudar a amaciar seu primo Benjamin.
—Ouh... — Não avia me ocorrido pedir a ajuda de Loveday, mas ela com certeza poderia convencer Sir. Benjamin a parar de ter raiva dos de Noir.
A cada segundo que passava a ideia me parecia cada vez melhor. Então abri um grande sorriso, e falei:
—Obrigado Mãe Minette.
Minha resposta fes-lhe dar um suspiro de alivio.
—Não vou te decepcionar!
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Eu andava calmamente pela floresta, procurando por Pisco, quando ouço o barulho de um galho se partindo. Wrolf, que sempre estava comigo, rosnou e começou a cheirar o ar a nossa volta.
Olho freneticamente para os lados, a procura do causador deste som, quando um vulto, obscuro pela sombra da noite, pula de um galho em uma árvore próxima e para a centímetros de mim.
—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!
—WROULF, WROULF, WROULF ! — Wrolf latiu violentamente.
—Calma, calma, sou eu. — Falou o ,agora reconhecível, Pisco.
—VOCÊ QUASE ME MATOU DE SUSTO! — Falei enquanto ria e dava-lhe uns socos de leve.
—Para comemorar os velhos tempos. — Falou rindo. — E... comemorar minha mudança.
—Que mudança? — Falei arqueando as sobrancelhas.
—Eu sai de casa e estou vivendo na caverna de Guilherme, o sombrio.
Fiquei sem fala por algum tempo.
—M-mas, por que? — Falei chocada.
—Cansei daquele velho bêbado mandando em mim. Agora estou por conta própria.
Por mais que não aprovasse sua atitude, dei apoio a ele.
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Depois de horas de conversa, soltei a bomba:
—Loveday sabe.
—O que? — Falou sem saber do que eu estava falando.
—Loveday queria me arranjar um casamento então tive de contar a ela sobre nós.
Ele agora estava tenso e ansioso, com a respiração presa.
—E como ela reagiu?
—Ela vai nos ajudar!
Pisco soltou a respiração, aliviado.
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P.O.V. Loveday
NEM ACREDITO QUE VOU CONHESER O NAMORADO DE MARIA!
Estávamos naquela escura floresta- somente eu, Maria, e Wrolf-, a caminho de uma tal caverna onde o garoto de Noir mora.
Caminhamos por alguns minutos, que pareciam horas devido a minha empolgação e ansiedade, por meio das árvores, até chegarmos a frente de uma particularmente grande com um buraco na frente.
—Chegamos! — Falou Maria.
Sorri, animada.
Ela foi a minha frente e entrou no buraco. A segui.
A caverna era bem simples, com alguns moveis feitos de rocha, muitas raises em cima das paredes e uma rede entre duas das poucas paredes vazias , que deveria servir como cama. Deitado na rede, avia um menino de cabelos encaracolados que deveria ser mais ou menos da idade de Maria.
—Loveday. — Chamou-me ela.
—Sim?
—Este é o Pisco. — Falou apontando para o garoto.
ELES FORMAM UM CASAL TÃO FOFO!
—Pisco, esta é Loveday. — Apresentou-me Maria.
—Ola. -Falou ele.
—Ola. — Respondi.
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P.O.V. Coqc de Noir
"Eu andava pela baía onde pescávamos, as sons das ondas me eram calmantes. Era noite e eu não enxergava muita coisa.
De repente, vejo Pisco na borda de um dos penhascos.
Por algum motivo, o vazio em minha alma diminui ao vê-lo.
Somente quando chego perto dele, percebo que esta encharcado de sangue. O sangue dela.
—Você a matou! Grito.
—E agora você esta me matando.- Responde ele, indiferente.
O dia clareia e vejo que o sangue vem de feridas no próprio Pisco, todas na região do coração. Também percebo uma faca ensanguentada em minhas mãos.
Pisco se vira de costas e pula do penhasco. Corro ao seu socorro, mas é tarde de mais.
A ultima vez que vejo meu filho antes que ele se afogue é que sua pele se transformou em ouro.
Meu menino de ouro"
Ao acordar, sei que sonhei com alguma coisa; só não sei com o que.
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