O Baile Em Silverydew
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Ela deu um longo e pesado suspiro.
—Oi Pisco...
Ficamos parados por alguns constrangedores minutos, sem saber o que fazer a seguir. Mas se por fora eu estava congelado, minha mente estava um caos. Eu avia beijado Maria! A mesma Maria que faz meu coração bater mais forte, e a mesma Maria que me da vontade de ser uma boa pessoa.
—E se fossemos cada um para um lado e fingíssemos que isso nunca aconteceu?- Falou cansada.
—È...- Foi minha única resposta.
P. O. V. Maria.
OMG OMG OMG OMG OMG! Eu quase não conseguia processar tudo o que estava acontecendo, entretanto o orgulho não me permitiu demonstrar emoção que não o desconserto.
Soltei sua mão e sem olhar para traz fui para um lugar mais movimentado e me sentei em um banco. Durante os quinze minutos seguintes eu organizei meus pensamentos e controlei parte de minha auforia, sem parar de sorrir um só segundo.
Depois de me acalmar a parte horrenda do ocorrido me atingiu em cheio, eu avia beijado um de Noir. UM DE NOIR!
Meu sorriso se desfez.
Decidi dançar com alguns rapazes para ver se esquecia de Pisco, não consegui. Parecia que a cada dança eu ficava cada vez mais bipolar: feliz/triste ; Pisco/de Noir; sonho realizado/ orgulho ferido...
Cansada, me sentei a sombra de uma árvore, em um lugar afastado e com pouco movimento. Avia um vulto sentado la também, e sem nem me importar em tentar descobrir quem era, perguntei mais para mim mesma do que para o vulto.
—Por que o amor é tão difícil?
P.O.V. Pisco
Maria soltou minha mão e seguiu em frente. Ela obviamente não gosta nem um pouco de mim, e o pior é que eu fiz por merecer isso.
Pensei em voltar para casa já que estava óbvio que eu não conseguiria mais parar de pensar nela hoje, mas para que? Meu pai deve estar me esperando para uma nova sessão de rejeições e xingamentos.
Absolutamente ninguém em Silverydew me interessava, pelo menos entre as muitas pessoas com quem conversei, então fiquei a sombra de uma grande árvore tentando tirar a Merryweater da cabeça. Algumas horas depois uma mulher, pelo que pude perceber pela cinueta que era a única coisa visível naquele lugar, sentou se ao seu lado. Ela estava obviamente muito cansada e chateada pelo que pude perceber por sua linguagem corporal.
—Por que o amor é tão difícil?- Ela auto-questionou se.
Mesmo assim, respondi a ela:
—Eu não sei, mas tirou as palavras da minha boca. O que aconteceu?
Eu não sabia o por que de me importar. Talvez fosse porque me identificava com suas palavras.
—Eu gosto de um garoto e talvez, só talvez, ele goste de mim.- Ela suspirou.
—E o que ah de errado nisso?- Quis saber.
—Tirando este fato, parece que todo o resto esta contra ficarmos juntos.
—Bom... estamos no mesmo barco.-Falei, ainda mais melancólico do que antes.
—O que aconteceu? -Perguntou ela.
—Acho que a garota que eu gosto me detesta, tem nojo de mim, ou algo assim. Não que ela não tenha motivos...
—Ah... O que você fez?
—Tudo e nada. Tudo de ruim, e nenhuma demonstração de afeto.
—Por que?
—Por causa do meu pai. Acho que ele não iria gostar se eu namorasse com ela. Percebi tarde de mais que deveria mudar minhas prioridades.
—Por que? O que essa garota tem de tão especial que supera sua família?
—Meu pai não merece meu afeto, nunca mereceu. Mas... ela sim, ela é uma boa pessoa.
Ficamos alguns minutos em silencio, e durante este tempo, percebi pela segunda vez na noite com quem estava falando.
—Você ama este garoto?
Ela suspirou:
—Você não pode imaginar quanto.
Um sorriso se formou em meus lábios.
—Pode acreditar que ele te ama o dobro, só, não sabia como dizer isso, ainda não estava pronto para colocar vergonha na cara e engolir o orgulho. Mas agora ele esta.
—Como pode ter tanta certeza disso?- Perguntou-me
—Assim...
Me inclinei sobre ela e a beijei levemente. Para minha felicidade, ela correspondeu.
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