O Baile
2 O Baile/parte 2
Notas iniciais
Eric e eu começamos a namorar. Eu estava meio preocupada na primeira semana depois do baile, pois, na pressa, não tínhamos usado camisinha, mas conforme o tempo passou fui me esquecendo disso, e depois de uma semana já não me preocupava com uma gravidez não desejada. Se passou um mês e meio e então...
— Emily, você quer café? — Minha mãe gritou. Café! Bastou apenas sentir o cheiro, que vinha do andar de baixo, que botei para fora tudo o que havia comido no dia.
A partir dessa hora comecei a ficar desesperada. Pedi para uma amiga comprar um exame de farmácia e... Deu positivo! Não conformada, ou satisfeita, fui até um médico. Ele teve que fazer um exame com meu sangue. Eu nunca antes tive nojo ou medo de sangue, mas vomitei de novo quando vi o vidrinho com o líquido vermelho escuro. Algum tempo depois o médico chegou sorrindo e disse:
— Parabéns, deu positivo! — Eu sempre fui uma pessoa muto paciente, mas pela primeira vez na minha vida quis matar alguém. Como ele poderia estar tão feliz com essa notícia? Queria ver só se fosse a filha dele!
Eu não sabia o que fazer, fiquei completamente perdida! Cheguei em casa e optei por descansar. Meu estômago estava vazio, mas eu não teria coragem de colocar nada para dentro. Não para vomitar outra vez!
Faltei da escola no dia seguinte, e à tarde Eric veio à minha casa para me visitar. Quando ele entrou, eu estava agarrada ao meu urso de pelúcia, a luz do quarto apagada e as janelas fechadas. Meus olhos estavam vermelhos de chorar.
— O que foi, Emily?
— E-Eric? — eu soluçava mais que falava, e senti sua preocupação quando falou novamnete.
— Eu estou aqui, Emily! Por favor, me conte o que aconteceu!
— Eric! — respirei fundo. Não poderia ser tão ruim. — hã... Eric, eu...
— Pode falar!
— Eu estou grávida! — para a minha surpresa, Eric me abarçou, se mostrou feliz com a minha notícia. Qual é, até ele?
— Sua mãe sabe?
— Só você sabe! — Ele suspirou. Nos sete meses seguintes ele foi ótimo, nós quase nunca brigávamos. Tudo correu tão bem... Até aquele dia.
Eu estava no carro com Eric quando um outro motorista atravessou no sinal vermelho e bateu o carro no nosso, bem na minha frente. Acordei no hospital, Eric chorava desesperado ao meu lado. Eu estava em uma salinha de cor triste, um buquê de flores vermelhas em um vaso era a única coisa que trazia felicidade ao quarto.
— Eric, nossa filha! Está tudo bem com ela? — eu sentia meu corpo fraco, e tinha certeza de que estava morrendo.
— Ela... Está bem! — ele disse, entre soluços desesperados. Me esforcei para sorrir, mas eu já não tinha forças o suficiente.
— Eric, eu... Estou indo! — senti o peso de seu corpo sobre o meu, suas lágrmas quentes molhando meu corpo já frio. — Te amo! E amo a nossa filha! Por favor, cuide dela! — deixei uma lágrima cair de pensar no futuro da pequena garota, crescendo sem mãe e automaticamente me lembrei da separação dos meus pais e do quanto sofri no começo.
Eu apenas fechei os olhos lentamente, ouvindo os gritos de Eric à minha frente e ouvi a máquina que registrava meus batimentos começar a fazer um barulho irritante. Mas eu tinha deixado na Terra um pedacinho de mim, minha filha, e poderia partir tranquila.
Notas finais
obrigada, comentem, por favor! Xinguem as escolas alheias oo/
E mais uma vez, desculpem os eros de português
Fale com o autor