O Baile

7 Um romance do passado e um beijo roubado


Notas iniciais
OI, trago para vocês mais um capitulo de "O Baile"

Hibari olhava para a janela de seu escritório, estava um dia lindo, um belo céu e nuvens branquinhas, não se lembrava mais de todas as vezes que olhar o céu pudesse ser tão prazeroso, afinal olhar para lá o fazia lembrar dele. Dele... Novamente aquela pessoa invadia sua mente, quando isso começou? Hibari não queria nem lembrar, estava feliz como estava, quem diria que ele, o chefe de comitê de disciplina, se apaixonaria por aquele menino fraco e indefeso, afinal ele era O Chefe e o menino era o Não-presta-para-nada-Tsuna. Mas agora as coisas estavam mudando, Tsuna estava fazendo amigos, justo ele que sempre andou sozinho, Hibari não podia simplesmente proibi-lo de andar em grupo, sempre soube que as pessoas gostavam de companhia e só porque ele não gostava de gente em sua volta tinha que aceitar o fato daquele menino gostava dos novos amigos.

– Com licença, Hibari-san. – disse uma voz conhecida.

– O que quer Tsunayoshi?- a presença do menor surpreendeu o moreno, principalmente por um motivo: ele estava sério, desde quando Tsuna ficava sério?

– Precisamos conversar... — disse Tsuna entrando mais na sala.

– Diga – Hibari odiava quando o outro enrolava.

– Sabe, Hibari-san, eu acho que não vai dar certo isso – o menino de cabelos castanhos estava com uma voz triste, mas ele parecia estar decidido.

– Como assim “não vai dar certo”? – aquilo despertou a curiosidade de Hibari – Você por acaso está se referindo a “nós”?

– Sim, eu estou – sua voz tinha um peso maior, um pouco mais dura — Olha, Hibari-san, na batalha contra a gang do Mukuro – Hibari não gostou nem um pouco de ouvir esse nome – Você deve ter notado que não era uma simples gang – fez uma pausa – Vou começar do início para você entender melhor.

Tsuna se sentou no sofá e Hibari fez o mesmo, oferecendo uma xícara de chá para o menor, no começo o moreno não entendeu, ele disse algo sobre uma família italiana, algo haver com a Máfia, disse também que Reborn, seu bebê professor particular era enviado do nono Vongola para treinar Tsuna para que ele seja o décimo Vongola. Disse que Mukuro era um bandido mafioso que tinha fugido da cadeia da máfia, disse também que Gokudera era na verdade seu subordinado — melhor braço direito – que Yamamoto – o capitão do time de beisebol – também trabalhava para ele. É, pelo visto ele era o único que podia salvar sua família, pelo que Hibari entendeu a família não tinha mais descendentes e Tsuna precisava ter filhos para manter a ordem e a paz no mundo sombrio, pois sua família era uma das mais poderosas. Não demorou muito para Hibari entender aonde aquilo ia parar. Se Tsuna precisava ter filhos isso significava que “eles” não podiam continuar. E que precisava escolher entre Kyoko e Haru, pois uma delas tinha que ser a mãe de seus filhos.

Quando Tsuna terminou tinha um pesado silêncio entre eles.

– Então o que ainda faz aqui? – disse Hibari que brando o silêncio – Você não devia estar com sua família?

Tsuna olhou espantado para Hibari, mas o que ele queria dizer com aquilo? Será que ele só foi uma brincadeira para o menino de cabelos pretos.

– Você me ouviu – Hibari falou mais grosso – Um líder tem que cuidar de sua família mesmo que isso significa sacrificar algo importante.

Tsuna ainda estava incrédulo com aquilo.

– Você acha que como chefe do Comitê de disciplina eu impediria você de cumprir seu dever? – Hibari olhou para Tsuna – Como você mesmo disse é seu dever proteger e cuidar de sua família e se for por esse motivo, eu terei o prazer de te ajudar – Hibari estava falando aquilo não para Tsuna e sim para si mesmo, era ele que precisava ouvir aquilo e se convencer.

Tsuna sorriu, se levantou, mas antes de sair disse:

– Eu não queria saber de você como chefe de disciplina – disse o menor – E sim como eu te conheço – havia um tom bem triste em sua voz – Mas se quiser mesmo lutar ao meu lado eu irei ficar feliz – fez mais uma pausa – Espero que você ache alguém que te faça feliz.

Hibari levantou rápido, olhou envolta parecia uma espécie de quarto de hospital, quem tinha o levado para lá? Seria o Tsuna ou seria Dino? Mas só uma coisa o fez ficar irritado, porque depois de tanto tempo ele tinha que se lembrar daquilo? Sua mente doía só de lembrar do clima que ficou naquela, sala o fazia sentir um idiota, sim, era verdade, dissera para Tsuna aceitar o cargo de chefe, mas isso o magoou, felizmente não demorou muito para um certo italiano aparecer em seu telhado de sua escola e mudar seu mundo todo, até deu um pouco de força para que o casamento do Dame-Tsuna correr bem.


– Sr.Hibari? – disse uma mulher que acabou de entrar no quarto.


– Sim? – quando Hibari olhou para ela teve certeza de duas coisas. Uma: ela era uma empregada e duas: ela trabalhava para Dino.


– O senhor quer algo? – provavelmente ela estava nervosa – Se o senhor quiser e só pedir – disse ela – Tem um sino ao seu lado direito – apontou – quando quiser algo e só tocá-lo.


Hibari olhou para o sino, não acreditava no que Dino foi capaz de fazer, ele tinha posto um sino e uma empregada somente para cuidar dele, o que Dino achava que Hibari era? Seu menino? Pensando bem, isso era bem provável.


– Tudo bem, eu posso me cuidar sozinho – Hibari não estava mentido, passou a vida inteira assim – Eu só preciso levantar — na hora que se pois a levantar seu corpo sentiu uma incrível dor, teria caído se a empregada não tivesse o socorrido.


– Por favor, Sr.Hibari, não tente levantar – disse ela o pondo na cama – Eu irei trazer algo para você comer.


Quando ficou sozinho Hibari se lembrou um pouco do que lhe aconteceu antes de desmaiar. Se lembrou de ir ao encontro de Dino e quando chegou lá não o encontrou, e ainda teve que lutar contar um grupo, mas sem suas chamas e habilidades porque como aquelas pessoas disseram ele tinha bebido um pouco de veneno, e que essa bebida não o deixaria agir em batalha. Quando algo em sua mente pareceu brilhar, se ele estava ali, onde estava Dino?

Sem pensar duas vezes tocou o sino, em menos de alguns minutos a empregada apareceu na porta.


– Em que posso ser útil Sr.Hibari? – Hibari tinha que admitir, ela era rápida.


– Onde está o Dino? – a pergunta foi direta.


– O chefe Cavallone voltou para a festa do senhor Vongola.


– Obrigado – Hibari ficou nervoso com a resposta – Mas ele saiu há quanto tempo?


– Já faz uns trinta minutos – disse ela – Por quê? Ocorreu algo?


– Sim, ocorreu algo – Hibari não sabia se podia confiar nela, mas tinha que fazer isso – Dino está correndo um grande perigo naquela festa.


– Que tipo de perigo Sr.Hibari? – a empregada não podia deixar seu chefe sozinho numa casa perigosa.


– Do tipo “ele pode ser morto” – Hibari não estava brincando. Dino corria um sério risco de vida lá.


Xxx


Skull estava parado na porta, mas por quanto tempo mais elas iriam ficar lá?


– Vamos – disse à garota que saiu de roupa preta.



– Você é a Mammon? Ou é a M.M.? – perguntou o garoto.


– Sou eu seu inútil – a resposta veio zangada – Agora vamos, pois tempo e dinheiro e dinheiro é importante.


– Eu preferia quando você era a outra – disse ele para provocá-la – era mais legal.


– O que disse? – Mammon estava cada vez pior – Se você quiser, eu posso te bater.


Skull não disse mais nada, era impossível dialogar com os outros arcobalenos, tudo para eles tinha que ser resolvido pela força, e como ele era o mais fraco aprendeu que nem tudo se pode conseguir pela força.

Não demoraram muito para chegar ao salão principal, Mammon se sentou na frente de Reborn o que casou um extremo desconforto por causa da outra Mammon. Skull não queria se sentar com os outros, mas teve que fazer para não tirar o lindo sorriso de Uni.


– Por que essa cara, Reborn? Parece até que você perdeu algo – disse Mammon.


Todos ficaram quietos, e Skull quase se engasgou, era verdade aquela Mammon que disse aquelas coisas estranhas para ele era na verdade M.M. uma empregada chata do Mukuro.


– E por que não paramos de brigar e comenos um pedaço de torta – disse Fon – Vamos, aposto que tem um monte de sabores para experimentarmos – sugeriu.


– “Nós” não estamos brigando – disse Mammon que não sabia do ocorrido – Eu só estou fazendo uma observação.


– É, mas nos não queremos que suas “observações” acabem em briga – disse Coronello – Pois ninguém quer morrer hoje.


Skull sorriu com esse comentário, se eles soubessem o que realmente estava a acontecendo e o que estava para ocorrer ali, eles não pediriam calma, partiriam para uma boa briga.


– Porque está rindo inútil? – Reborn perguntou, “droga” foi a palavra que passou na cabeça de Skull.


– Por nada Reborn-sempai – o disse com uma voz fraca, não podia ter deixando o riso escapar, ele tinha que manter segredo de todos até segunda ordem.


– Shesheshesheshe – disse Rasiel que se aproximava da mesa – Olha o que temos aqui.


– Rasiel?! – perguntou Mammon, tudo bem agora ela estava assustada – O que faz aqui?


Skull se preparou para um ataque, Mammon ficou na defensiva, afinal ela tinha sido pega por ele.


– Nada demais – disse com um grande sorriso – Só vim ver minha garota.


Droga novamente, eles tinham se esquecido que Rasiel e Mammon estavam juntos, como um casal para os outros convidados, agora eles tinham que atuar para manter as aparências.


– Tudo bem, senta aqui – disse ela puxando uma cadeira para ele.


Ele se sentou e ficou dizendo coisas no ouvido dela, e ela fez o mesmo. Skull não querendo ver aonde aquilo iria parar se levantou.


– Aonde vai? – quem fez a pergunta foi Verde.


– Pegar mais um pouco de torta – mentiu, na verdade ele queria era sair dali.


– Traga-me uma de uva – disse Reborn.


– Mas o que? – Skull não iria pegar torta nem para ele e muito menos para os outros.


– Você me ouviu – disse Reborn – Eu vou querer torta de uva.


– Ta alguém mais vai querer? – disse ele com um tom sarcástico, ninguém respondeu.


Como não tinha mais jeito, ele foi para mesa para vê se conseguia uma torta de uva. Ma não achou será que ele gostaria de comer uma de framboesa, isso passou por sua mente até que percebeu um pequeno pedaço de torta separado, e para sua felicidade era de uva. Mas quando foi pegar a bendita da torta uma mão segurou a sua, era um homem alto de cabelos castanhos e olhos verdes, Skull sentiu seu corpo tremer, se Mammon estiver certa, aquele era o homem que foi designado para bater no Yamamoto e envenenar Hibari, não sabia o nome – não se lembrava – só sabia que ele estava junto da família Machin. Aquilo definitivamente era um grande problema para ele e para os outros, por sorte ou azar Reborn passa naquela direção, e quando viu a cena não pensou duas vezes antes de ir se entremeter entre eles.


– Você demora de mais seu inútil – Reborn puxou Skull para perto de si – Vamos, eu te mando buscar um simples pedaço de torta e você fica enrolando fazendo não sei o que.


– Eu vim pegar só que esse cara segurou minha mão – Skull tentou se defender.


– Fraco – disse Reborn com o dobro de raiva – Não consegue nem se defender de um simples convidado.


Skull não queria ficar ali discutido, iria chamar muita atenção, e isso era tudo o que ele menos queria. Pegou o pedaço de torta e deu a Reborn e segui para o outro lado, deixando o Reborn um pouco confuso e um assassino feliz, pois já sabia quem poderia atacar.


Xxx


Como Fran era um aprendiz bem obediente – tá nem tanto – teria um grande prazer em obedecer Mukuro, ele adorou aquela ordem “Você vai voltar para aquele príncipe”, não teria problemas em obedecer aquela ordem, não demorou a encontrar Bel, o louro estava sentado em um dos quartos da mansão.


– Bel-sempai? – disse ele ao entrar no quarto – Por que esta aqui?


– Te esperando – disse ele se aproximando de Fran.


Quando o menino percebeu Bel já tinha fechado a porta e o beijava intensamente. Fran não estava nem ai para o mundo ou para o idiota do Tsuna só queria está ali com ele, e pelo visto Bel também tinha o mesmo desejo.


– Bel-kun – disse ele com uma voz manhosa, que só o outro conhecia – Nós não estamos em casa para fazer isso.


– Quando vezes eu tenho que te dizer – Bel parou de beijar o pescoço do sapo – Sou um príncipe e tenho tudo o que quero.


– Então você me quer? – Fran apenas disse para provocá-lo.


– E ainda pergunta? – disse o outro incrédulo para o que estava em baixo.


Fran sorriu, sabia que não podiam fazer ali, mas por quê não? Se o plano desse errado pelo menos morreria feliz.


Xxx


Skull estava em um banheiro daquela grande mansão, afinal porque um tão grade? Não podia ficar com uma que desse todos e pronto, mas não tinha que ser uma enorme apenas para que se um dia acontecesse uma merda dessas deixar a todos confusos.


– Então ai esta você seu inútil – era Reborn – Você não devia sumir assim.


–...- “eu não vou responder” pensou.


– Não te ensinaram a ter modos? – Reborn parecia querer irritá-lo.


–... – “não vou responder” dizia a si mesmo.


– Vamos estou falando com você – Reborn disse mais uma vez – Seu inútil.


–... – “Não responda Skull... Não responda


– Diga algo – Reborn não estava ajudando — É uma ordem escravo!


– Reborn-sempai o que você quer? – foram as palavras que saíram da boca de Skull –
Me diga.


Reborn não pensou duas vezes encostou Skull na parede, o mais fraco só teve tempo de pensar “é hoje que morro”, mas não levou um soco como esperava, ou tapa, chute ou uma bala na cabeça, o que levou foi um beijo. Sim, um beijo de Reborn, coisa que nunca esperou, ele ficou apavorado, não sabia o que devia fazer, se retribuísse o beijo ser tornaria mais um de seus amantes e se tentasse escapar talvez não saísse vivo de lá. Mas Skull começou a se deixar levar pelo beijo e Reborn aprofundou mais usando força quando apertou ele na parede. Eles estavam bem assim até que a porta do banheiro foi aberta.


Notas finais
Gostaram?