O Babá ( Hiatus)
5 Daddy.
Notas iniciais

— Senhor? — Remexi na cadeira e abri os olhos encontrando a jovem enfermeira me olhando. — Bom dia.
— Bom dia. — Murmurei me arrumando. — Como Ally está? — Perguntei.
— Bem, ela não teve nenhuma dor e nem sangramente durante a noite. Fique tranqulo, sua esposa poderá voltar para casa ainda hoje.
— Ela não é minha esposa. — Murmurei afundando na cadeira, a enfermeira que ajustava a quantidade de soro me olhou com as bochechas coradas.
— Sinto muito senhor, é que..
— Não tem problema. — Balancei a cabeça, ela sorriu. Allyson se remexeu na cama e logo acordou tateando o abdome. — Está tudo bem — Lhe acalmei, ela sorriu coçando os olhos.
— Como se sente? — Perguntou após olhar na prancheta.
— Bem. — Respondeu — Posso ir para casa?
— Vou chamar o doutor e veremos, tudo bem? — Ela assentiu, a jovem sorriu e saiu.
— Dormiu ai? — Perguntou se arrumando na cama
— Uhum. — Respondi me levantando e estralando as costas
— Sinto muito por isso. — Sorriu.
— Não tem problema, ela é bem confortavel. — Soltei um grunhido ao sentir um leve dor nas costas
— Ah claro. — Revirou os olhos. — E Evelyn os meninos?
— Vou ligar para Allice e perguntar. — Assentiu. Disquei o numero da minha antiga cunhada e esperei ela atender. — Lic...
— Oi Austin, como está a Ally, e o bebê, ela já vai voltar para casa, quer que eu busque vocês... ? — Desatou a falar.
— Allice! — Repreendi — Se acalme.
— Eu estou calma — Murmurou — E ai?
— Está tudo bem com Ally e com o bebê, e não sei quando ela será liberada e não, não precisa vir buscar. Eu liguei para saber das crianças.
— Tudo bem...David já falei para não colocar Evie na lava louças, Danniel largue já esse gato.
— Gato, que gato? Allice tem certeza que está tudo bem?
— Sim. Eu vou contar até cinto, e se não tiverem me obedecido irão ficar de castigo! — Ralhou. — Isso mesmo. — Pude imagina-la sorrindo. — Está tudo bem, Evie é brincando e os meninos vendo televisão agora.
— Ah sim, mande um beijo para eles e diga que não demoraremos.
— Ta, se cuidem.
— Você também, até mais.
— Até. — Desliguei o telefone e me virei para Ally que me observava curiosa.
— Eles estão bem. — Ela sorriu aliviada. O médico entrouolhando a prancheta
— Senhor Moon e senhorita Dawson, o bebê de vocês está muito bem. — Sorriu. Eu até poderia dizer que o bebê não era meu, mais resolvi deixar para lá.
— Depois do susto que ele nos deu. — Ally comentou.
— Pois é, para isso não ocorrer novemente teremos de tomar algumas providencia. Licença maternidade — Allyson fez uma careta — A senhorita precisa de férias e muito repouso.
— Com os anjinhos que tenho em casa, acha que conseguirei repousar? — Perguntou sorrindo.
— É por isso que tem a mim. — Respondi.
— Pois é, não é só fazer é criar também. — Ally afundou-se na cama e o rubor tomou conta de seu rosto, por que todo mundo insiste em dizer que somos um casal?
— Nós não... — Me interrompi — Continue por favor.
— Tudo bem. Nada de esforços fisicos, carregar peso, praticar esportes. Seu bebê é bem forte, mas é melhor não abusar.
— Ok. — Murmurou.
— Ah, tenho uma boa noticia. Conseguimos ver o sexo do bebê, querem saber? — Perguntou
— Queremos. — Ally respondeu.
— Parabéns papai, mamãe, vocês terão uma menina. — Sorri, ignorando o fato do doutor ter me chamado de pai, eu havia ficado realmente animado com a bebê, não que eu fosse ser algo dela além de babá, mas seria legal poder acompanhar minha — melhor amiga/ex-namorada/patroa — em uma gravidez.
— Obrigada doutor — A morena agradeceu
— A senhorita já está liberada, mas nada de esforços e nervosismo, ouviu senhorita Dawson ?
— Sim senhor. — Ela sorriu já tirando o lençol e descendo da cama — Roupa. — Bateu na própria testa
— Oh merda. — Fechei um dos olhos e bufei.
— Ligue para Lice, por favor. — Pediu voltando a se sentar na cama
— Uhum.
— Com licença. — O doutor pediu e se retirou, liguei para Dawson mais velha e pedi que trouxesse uma muda de roupa para Ally, ela me avisou que não demoraria.
— Está com fome? — Perguntei
— Morrendo.
— Vou comprar algo para você, o que irá querer?
— Crossaint de chocolate com catchup. — Seus olhos brilharam ao pensar naquilo, fiz uma careta soltando um ruido de nojo — O que é? — Apoiou as mãos na cintura fazendo camisola subir, expondo uma perte de suas coxas.
— Sério, crossaint com catchup?
— O é o desejo dela, agora ande logo. — Aproximou-se empurrando-me até a porta de madeira
— Ta legal, só para avisar dela eu não vou trocar a frauda. — Ela bateu em meu braço e riu voltando a me empurrar
— É claro que vai. — Antes que pudesse retrucar, ela fechou a porta. Resmungando, segui para lanchonete do hospital, apoiei meus cotovelos no balcão e me observei as comidas.
— O que irá querer, senhor? — A enfermeira de pele negra,cabelos crespos e sorriso gentil perguntou.
— Uma esfiha e um crossaint de chocolate.
— Ok, não demoro.
— Ah, poderia colocar um pouco de catchup? — Ela franziu o cenho, obviamente me achando um louco. — Mulher gravida.
— Oh sim. — Sorriu. Virou-se apanhando os pedidos — Minha irmã mais velha vive tendo esses desejos estranhos. — Sorri
— Quanto tempo isso dura? — Perguntei
— Não sei, mas acho que até o fim da gestação.
— Ah otimo. — Murmurei.
— Aqui. — Me entregou
— Obrigado.
— Por nada. — Sorriu. Me despedi da atendente e caminhei até o quarto de Ally
— Ally? — Chamei abrindo a porta.
— Pode entrar. — Ela estava deitada na cama com o controlo da televisão em mãos
— Trouxe seu estranho pedido
— Oba! — Sentou-se e esticou os braços para receber, lhe entreguei — E, não é estranho.
— Se você diz. — Sentei-me na poltrona e comecei a degustar a minha esfiha, assistindo ao filme de romance que a Dawson assistia. Senti seu olhar queimando sobre mim, olhei-a pelo canto dos olhos diversas vezes, mas a morena não dizia nada. — O que foi? — Lhe olhei erguendo as sobrancelhas.
— Nada. — Virou-se rapidamente para televisão
— Ok. — Murmurei. Todas as mulheres gravidas são estranhas, ou é apenas a minha ex namorada?
— Chegamos! — Allice abriu a porta segurava Evelyn, tinha uma bolsa maternidade e uma sacola de papel pendurada nos braços.
— Oi.
— Mamãe! -David, Danny e Charlie subiram na cama e abraçaram a morena.
— Tenham cuidado com a mamãe. — Mandou Allice. — Pegue-a Austin. — Estiquei os braços e Evie se jogou para mim.
— Hey princesa, tia Lice cuidou bem de você? — Ela resmungou coisas sem sentido inclinando-se com a mãozinha babada para tocar meu rosto. — E os seus irmãos se comportaram? Soube que estavam querendo lhe colocar na lava-louça. — Voltou a resmungar. — Prometo não lhe deixar sozinha de novo. — Estendi o dedo mindinho e enlacei com o minusculo dedo dela. — Já podemos ir... — Olhei para a familia Dawson que me observa de um jeito estranho. — O que foi? — Levantei colocando Evelyn em minha cintura.
— Você parecia o papai da Evie. — Charlie respondeu
— Ahn...nada a ver. — Murmurei.
— Vem se trocar Ally. — Allice puxou a irmã e elas entraram no banheiro, nós podiamos ouvir elas conversando entre sussurros porém não conseguiamos entender nada
— Austin, por que a mamãe está aqui? — Danny se aproximou apoiando os braços na poltrona. David e Charlie me olharam esperando uma resposta.
— É complicado.
— Por que, nós podemos entender Austin. — David cruzou os braços irritado
— Ta legal. A irmãzinha de vocês não estava confortavel na barriga da mamãe, ela não queria mais ficar lá.
— Ah, mas ela já 'tá bem? — Charlie indagou
— Já sim. — Respondi.
— Vamos? — As Dawson's perguntaram juntas, ambas emburradas. Concordamos e finalmente saimos do hospital, pegamos o carro e seguimos para a casa de Allyson. Allice foi embora assim que se certificou de que estava tudo bem, alegou que iria ao shopping planejar tudo para a bebê da Ally, as crianças ficaram grudadas na mãe até a hora do banho.
— Certo meninos, está na hora de tomar banho. — Mandou Ally
— Ah mamãe. — Resmungou David, enquanto seus dois irmãos seguiam para o banheiro.
— Ah nada David, já está tarde.
— Mas... — Ela o encarou, se eu a conheço bem sua paciencia já estava indo embora, o cenho estava franzido, os olhos estreitos e seus rosto estava ficando vermelho. Deitei Evelyn em seus braços e joguei o garotinho sobre os ombros.
— Vamos lá porquinho. — Ele riu e vi Allyson suavizar, subi os degraus e o deixei em seu quarto, o menino se jogou na cama. — David, vai tomar banho ou quer que eu lhe de.
— Eu não sou um bebê, Austin. — Resmungou
— Sério? — Debochei. Uma das coisas que David Dawson odiava, era ser tratado como bebê. Ele levantou batendo os pés e seguiu para o banheiro. — Da proxima será mais facil. — Comentei. Separei uma roupa qualquer para Evelyn e desci atras das morenas. — Ally? — Chamei. Passei pela sala de estar, cozinha e sai para o jardim, as duas estavam deitadas no gramado olhando para o céu, fiz silencio as observando.
— Sempre gostei de observar as estrelas, é algo que sempre me manteve calma em meio ao caos. — Sussurrou, beijou a testa de Evelyn que estava aconchegada em seu colo. — Todas as noites, Austin e eu sentavamos no telhado e observavamos as estrelas. — Confidenciou. — Não conte a ninguém.
— Papa. — Arregalei os olhos. Evelyn havia engatinhado minha direção, suas pequenas mãozinhas agarravam a minha perna enquanto me olhava sorrindo sapeca.
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