O Babá Do Meu Filho.
13 Família?
Notas iniciais
Sah e eu agradecemos muitos pelos reviews recebidos... 310 ô/
Boa Leitura!!!
“Não acredite se alguém lhe disser que casamento e família são coisas ultrapassadas. Provavelmente, trata-se de pessoa que não entende do assunto.”
– Patrícia Assmann -
– Como? Hina! Como pode? Isso é uma piada né? E o Eiko? Kami! O Eiko não é seu filho?
– Nani? É claro que o Eiko é meu filho! Eu o pari.
– Então como pode? Não estou entendo nada...
A Hyuuga suspira. Não consegue encarar o loiro. Mas mesmo assim continua a narrativa.
– Bem... É que eu sempre fui muito tímida e nunca namorei de verdade. Tive apenas um namoradinho. Isso no primeiro ano da faculdade, mas não deu certo. Ele não teve muita paciência para esperar. Terminamos. Então eu conheci o Deidara, ele sempre foi um grande amigo e tentava diminuir um pouco a minha timidez. Logo depois eu conheci a Sakura. Tornamos grandes amigos. Então nessa época fui fazer meus exames de rotina com meu ginecologista e ele me disse que eu tenho um problema na produção de óvulos, ou seja, tenho poucos óvulos maduros. Traduzindo antes dos meus quarenta anos eu pararei de ovular e não poderei mais ser mãe.
– Hina! Isso é verdade?
– Me deixa terminar a história ou eu perderei a coragem! – a morena fala num ímpeto de segurança e força na voz.
– Gomen. Pode continuar.
– Tudo bem. Onde estava? Ah, sim! Então. Ele me disse que minhas chances de ser mãe seriam até os meus quarenta anos. Então decidi que mesmo sem namorado faria inseminação artificial e seria mãe. Deidara e Sakura me disseram para esperar mais um pouco, mas eu estava irredutível. Então eu fiz.
– Está explicado porque você disse que não sabe quem é o pai.
– Eu ainda não terminei Naruto!
– Gomen.
– Continuando. Bem. Quando eu fui à clínica de fertilização in vitro a única exigência que eu fiz foi que queria um homem que tivesse olhos azuis e fosse alto.
– Então você gosta de olhos azuis? – Naruto fala com um sorriso malicioso.
Hinata o fuzila com o olhar.
– Eu. Ainda. Não. Terminei. A. História. Naruto.
– Gomen. – o loiro a olha assustado se encolhe e fala. – Continue.
– Voltando. Quando eu já estava no oitavo mês de gestação e já tinha marcado a cesária... – Naruto abre a boca para falar alguma coisa, mas o olhar penetrante da morena o impede. – Então, meu ginecologista me liga e explica que o laboratório que fez os meus exames cometeu um erro que ocasionou na troca de exames. Eu estou saudável. Não tenho nenhum problema. Mas eu já estava grávida e faltando um mês para parir o Eiko.
O silêncio prevaleceu na casa depois da narrativa da Hyuuga. Eles se encaravam. Mas aquilo já estava ficando incômodo de mais. Decidida a acabar com aquilo, pois estava esperando algum comentário do Uzumaki, que não vinha de jeito nenhum, Hinata decidiu quebrar o clima pesado que estava no ambiente.
– Não vai falar nada? A história é tão surreal que não vai falar nada?
– Eu já posso falar?
– É claro! Por que não poderia?
– Porque das vezes que falei ou tentei falar algo você foi arisca.
– Está certo. Mas agora eu já acabei a história.
– Tudo bem. Só queria saber duas coisas. Por que você fez parto cesárea se você é uma pessoa saudável?
– Naruto! Que parte do “eu ainda sou virgem” você ainda não entendeu? De onde você acha que os bebês saem em caso de parto normal?
– Ah! É mesmo. Faz sentido... E por que a sua família não sabe dessa história?
– Eu iria contar, mas depois fiquei com vergonha. Afinal devido a minha timidez, eles nunca me viram com um namorado. Eles nem sabem que eu ainda sou virgem! Além do mais eu já trabalhava e morava sozinha. Minha família já não participava tanto da minha vida.
Já viu pessoas tímidas, mas igual à Hinata nunca! Nem para a família dela ela se abre... E olha que a irmã dela é tão desbocada quanto às pessoas da família Uzumaki.
O loiro coça a cabeça. Era muita informação para ser absorvida. Porém ao fazer esse gesto ele abaixa o olhar e depara-se com os belos seios rosados da morena. Novamente ele fica hipnotizado com a visão.
– Naruto! – Hinata grita em desespero ao ver o loiro fitando descaradamente seus seios.
Tenta tampar com as mãos, mas isso causa o efeito contrário. Seus seios se juntam e acabam se elevando um pouco.
O grito acabou despertando Naruto da hipnose. Ele finalmente desvia o olhar e entrega a camisa à ela. Pega a primeira camisa que vê. E a camisa era dele.
– Naruto... Essa camisa é sua...
O Uzumaki volta o olhar e percebe que realmente entregou a camisa errada. Ia entregar a camisa certa.
– Deixa Naruto. Eu mesmo pego a minha roupa.
A Hyuuga se levanta e começa a recolher as suas roupas.
– Posso perguntar uma coisa novamente? – Hinata leva um susto, pois é despertada pela voz do Naruto.
– Claro.
– Como você sabia que eu estava aqui e não na faculdade?
– Eu liguei para a Sakura antes de sair de casa.
*****
Por aquilo Naruto não esperava. Hinata virgem? Era bizarro de mais para acreditar, mas também explicava muito das atitudes da morena.
A conversa do casal não foi possível de ser continuada. Logo o celular da Hyuuga tocou e ela precisou ir à editora. Tudo bem. Naruto teria mais tempo para absorver o assunto. O problema é que não teria tempo de absorver assunto nenhum. Quando chegou ao apartamento da morena, encontrou a sala destruída.
Não precisou pensar muito em no que causou isso. Só não imaginava que a briga tinha sido tão feia assim. Ah! Mas quem ele quer enganar? E os hematomas? O corte na cabeça e no canto da boca? Se a sua cara estava feia, então a sala deveria estar na mesma situação.
Começou a limpar a sala. Tirar os cacos de vidro, vaso quebrado, espelho quebrado, o arranjo de flores pisado... Ele com certeza terá muito serviço, e prejuízo, antes de pegar o Eiko na escola.
Quando estava no meio da limpeza à porta se abre. Não deu muita importância, pois pensava ser Hinata. Achou estranho ela aparecer no meio do dia, mas talvez ela tenha esquecido algo.
– O que faz aqui? – uma voz grave soou atrás de si. Olhou para trás e viu o casal do dia anterior parado na porta.
– Eu trabalho aqui. – respondeu seco.
– Sabemos disso. E sabemos que você só começa a trabalhar à tarde depois da sua faculdade, quando você pega o Eiko na escola.
– Bem, como podem perceber, eu não fui à faculdade. Então estou adiantando o meu serviço. E vocês? O que fazem aqui?
– Viemos arrumar a sala que está destruída por conta do seu surto psicótico. – Sasori está ácido nas respostas.
Os três homens olham em volta.
– Acho que chegamos atrasados. Foi você que fez tudo isso? – Deidara pergunta chocado.
– É. Precisa compensar pelo papelão de ontem. A propósito, me desculpe pelo soco. Eu interpretei tudo errado e agi feito um moleque. Gomen.
– Tudo bem. Imaginei que fosse isso. Desculpe também pelos socos.
Os dois loiros apertam as mãos e selam uma possível amizade. Sasori revira os olhos. Por mais que tenha entendido a situação, não gostou de ver seu namorado levar uma surra. Por isso ainda olhava com desconfiança o Uzumaki.
*****
Os três caminhavam pelo shopping como uma verdadeira família. Naruto já tinha tudo planejado. Iria levar Hinata e Eiko para jantarem fora. Como prova que ele continuava amando a morena e que acreditou na sua história e por isso não iria desistir dela. Pelo contrário. Iria lutar até o fim por ela e seu filho. Os três seriam uma família de verdade.
Quando já tinham comido e estavam passeando pelos corredores do shopping como distração, o Uzumaki avistou uma loja de chocolates. Chocolates preferidos de sua Kaa-Chan. Será que Hinata também gosta dessa marca? Decidiu arriscar e comprou alguns bombons trufados para a amada.
Ela ficou corada, mas com os olhos brilhando. Sinal que gostou. Ponto para o Naruto.
Eiko que observava a cena ficou curioso. Mas é apenas um bombom! O que tem de mais nisso? Sua Kaa-Chan sempre lhe comprava bombom e não ficava com essa cara de baka que sua Kaa-Chan e seu Otou-San estão fazendo...
– Naruto-Kun! Arigato. Eu gosto muito desses bombons.
– Que bom que gostou. Faço tudo para te agradar. Aprenda Eiko-Chan. Garotas adoram bombons.
Então é isso! Para agradar uma garota ele deve dar bombons!
– Kaa-Chan? – o pequeno chama a mãe, cortando assim a troca de olhares do mais novo casal.
– Sim meu filho?
– A senhora poderia comprar uma caixa para mim?
– Mas Eiko-Kun. Aqui tem bastante. A Kaa-Chan vai dividir com você! – mas que menino guloso!
– É... É que não são para mim. – ele fica muito corado e abaixa a cabeça envergonhado. – Eu queria dar à uma pessoa...
– Ah... – Hinata murmura. Ela troca olhares cúmplices com Naruto, que tinha um sorriso de canto. Estava orgulhoso do filho.
*****
– Me... Megume? Eu... Eu... Eu trouxe pra vo... Você. – Eiko, que estava extremamente corado, aparece na frente de uma criança loirinha.
Seu nome é Megume, uma coleguinha de classe de Eiko. Seus cabelos loiros claros e lisos vão até um pouco abaixo do ombro e uma franja até as sobrancelhas, os olhos castanhos escuros, um pouco menor que o Hyuuga.
– Ah... – a pequena cora ao olhar para Eiko e repara que ele tentava lhe entregar uma pequena caixa de bombons de chocolate.
– Não! Esse baka está mentindo Megume! – fala Masao, outro colega de Eiko.
Masao é do mesmo tamanho de Eiko. Tem os cabelos castanhos repicados, porém não são espetados como o de Eiko, os olhos também castanhos. Masao não gosta de Eiko e vive implicando com o pequeno, como está fazendo nesse momento.
– Megume! Ele pegou o chocolate de mim. Era para eu te dar esse chocolate! – Masao vira-se para o pequeno Hyuuga e fala baixo para que a loirinha não escute. – Cai fora baka! A Megume é minha!
Então ele toma o chocolate de Eiko e dá um soco em sua cara. O pequeno Hyuuga cai no chão e fica com vontade de chorar. Mas não ia fazer isso na frente de Masao, e principalmente de Megume. Ela poderia achar que ele era um fraco. Por isso não ia chorar!
*****
– Então já sabe Eiko-Chan. A próxima vez que esse valentão vier pra cima de você, não hesite. Dê um soco na cara desse baka!
Foi ouvindo essa frase que Hinata chegou ao seu apartamento. Como assim o Naruto está ensinando o seu filho a ser violento? Não! Isso não. Ela não tolera violência. E seu filho está aprendendo judô. Imagina se ele inventa de dar um ossotogari* na outra criança. Judô não é para ser usado para esse fim. Precisava dar um fim nessa conversa agora! Não é assim que ela quer educar o seu filho.
– Naruto! O que você... – a Hyuuga não termina de falar, pois se assusta ao ver o rosto de Eiko com um pequeno arranhado e com um hematoma próximo ao olho. – O que...
– Um baka de um menino bateu no nosso filho! Ah, mas isso não fica assim! Bate nesse baka, Eiko. Pode bater!
– Naruto! Não é assim que a resolvemos as coisas!
– Mas Hina...
– Não Naruto! Não podemos ensinar essas coisas para o Eiko...
– Podemos sim. Se o Eiko não revidar da próxima vez esse menino vai transformar o nosso filho em um saco de pancada!
– Naruto! Não! Amanhã eu vou conversar com a professora e com a diretora da escola.
– Não Hina! Você acha que isso vai resolver? É claro que não! O nosso filho vai revidar sim! Assim os pais desse moleque aprenderão a educar melhor o filho deles. Porque o meu filho não será feito de baka por esse moleque. Tô certo!
– Naruto...
– Assunto encerrado. Agora vamos jantar.
Hinata suspira pesadamente. Meu Kami! No que esse loiro vai transformar o seu filho? Dessa vez ia deixar passar. Mas se houver uma próxima vez ela mesma ia tomar as rédeas da situação.
*****
– Mas quem é o senhor?
– Naruto Uzumaki, muito prazer. – o loiro estende a mão para a diretora da escola de Eiko, mas a mesma o olha desconfiada.
– O que o senhor faz aqui? Eu convoquei uma reunião de pais agora.
– Por isso eu vim. Sou o Otou-San de Eiko Hyuuga.
– Eiko Hyuuga? Mas Eiko Hyuuga tem apenas mãe, a senhora Hinata Hyuuga. Retire-se da minha sala agora senhor Uzumaki!
– Não me retiro não! O que foi? A senhora Hinata Hyuuga está trabalhando nesse exato momento. Por isso eu, na qualidade de Otou-San de Eiko vim. Qual foi o problema?
– Olha aqui senhor Uzumaki, eu conheço muito bem a senhora Hinata Hyuuga e seu filho. Sei muito bem que o pequeno não tem pai.
– Olha aqui senhora diretora-não-sei-ainda-o-nome, porque a senhora é muito mal educada e não se apresentou pra mim. Saiba que para se fazer uma criança, é necessário um homem e uma mulher? Ainda não conseguiram fazer bebês usando apenas dedos...
– Senhor Uzumaki! Contenha-se!
– Qual é o problema? Um dia essas crianças vão perguntar de onde os bebês vêm. E que responderão? Que vem da cegonha? Me poupe!
– Senhor Uzumaki! Retire-se imediatamente de minha sala.
– Só quando a senhora me disser o que foi que aconteceu. O que fizeram com o meu filho e porque eu fui chamado nessa escola.
A diretora respira profundamente. Mas que moleque insolente! Já estava ficando com dor de cabeça por causa dele. Quando pensou em pedir mais uma vez para ele sair, a sala é aberta por sua secretária. A mãe do outro menino chegou. Com isso a professora entra com as duas crianças que arrumaram confusão na sala de aula: Eiko e Masao.
O pequeno Hyuuga ao ver Naruto corre em sua direção.
– Otou-San! Otou-San! Eu fiz direitinho como o senhor mandou!
– Sério? Ah! Esse é o meu garoto! Parabéns Eiko-Chan. Tenho muito orgulho de você.
Eiko tinha um sorriso enorme no rosto. Seu Otou-San tinha orgulho dele. Nunca tinha ficado tão feliz em sua vida.
– Espera um momento! O senhor é mesmo o Otou-San de Eiko Hyuuga?
Meu Kami! Aquela senhora estava ficando muito repetitiva. Isso estava irritando-o. É melhor Kami dar paciência a ele, porque se der força é capaz dele quebrar a sala toda...
– Sim, eu sou o Otou-San de Eiko. Mas eu já lhe disse isso, não senhora? – o Uzumaki tenta falar o mais calmo que conseguia.
– Mas o senhor é muito novo para ser pai. Me desculpe mas quantos anos o senhor tem? – A outra mulher pergunta. Provavelmente a mãe de Masao.
– Não que isso seja da sua conta, mas respondo mesmo assim. Tenho dezenove. – Naruto vendo a cara de assustada das mulheres presentes naquela sala alfineta ainda mais: — Isso mesmo que estão pensando. Eu tinha treze quando eu fiz o Eiko. Algum problema com isso?
– O senhor é muito novo... – ela insistia no assunto.
– E qual o problema nisso? – ele fuzila a mulher, fazendo-a estremecer. Era melhor ficar calada... Vendo que a mesma não iria falar mais nada a respeito, vira-se para a diretora e pergunta: — Então, será que agora a senhora poderia nos dar o privilégio de saber o motivo dessa reunião?
– Bem... Bem... – a diretora também estava chocada e no primeiro instante não se lembrava para que tinha convocado essa reunião e muito menos qual era o motivo. – Gomen. Então eu os chamei aqui para recriminar sobre a atitude de dois alunos. Eles brigaram na hora no lanche e isso é intolerável nessa instituição. Masao receberá uma advertência pelo seu comportamento e Eiko levará uma suspensão e três dias.
– Posso saber por que o meu filho recebe uma punição severa dessa, e o outro apenas uma advertência?
– Clara senhor Uzumaki. O Eiko iniciou essa briga. Ele inclusive o derrubou com um golpe de caratê...
– Judô.
– Como?
– Golpe de judô. Meu filho tem aulas de judô e não caratê.
– Que seja judô então. Ele machucou seu coleguinha com um golpe de judô. Por isso a suspensão.
– Ótimo. Então agora as senhoras vão me escutar. O meu filho ontem apareceu em casa com o olho roxo e com um arranhado na bochecha causado por esse trombadinha...
– Olha como fala com o meu filho! Masao não é nenhum trombadinha.
– Mas é aprendiz de um. Ele agrediu meu filho e você quer que o chame como de anjinho? Faça-me o favor!
– Isso é verdade Masao, meu filho?
– Claro que não Kaa-Chan! – Masao responde com a maior naturalidade. Deixando o Uzumaki ainda mais irado.
– Então vamos ver. Masao! – Naruto chama a criança com a voz mais grossa e potente que conseguiu fazer no momento, fazendo a criança tremer de medo. – Ótimo! Está com medo? Então agora fala olhando para a minha cara que eu menti sobre você bater no meu filho. Fale! Eu menti? Menti? Responda!
– Nã... Nã... Não! – Masao começa a chorar.
– Então quem bateu no Eiko?
– Fu... Fui e... eu.
– Ótimo! Continuando... Eiko chegou machucado ontem em casa por culpa desse trombadinha. – Naruto lança um olhar maligno para a mãe de Masao.
O que a fez se encolher e fechar a boca, já que a mesma ia protestar quando o loiro chamou novamente seu filho de trombadinha.
– Por isso eu falei para Eiko que poderia revidar o soco se ele viesse bater nele novamente.
– Mas isso... – a diretora começa a falar, mas Naruto a impede.
– Isso é inaceitável? O que queria que fizesse? Vir aqui e contar para a professora e para a senhora?
– É o certo a se fazer.
– Então esse moleque seria chamado à atenção, ele não daria ouvidos e novamente bateria no meu filho. Acredite. Eu tenho irmãos menores e sei muito bem como funciona a mente de uma criança. Não surtiria efeito nenhum. Eiko seria o saco de pancada desse trombadinha sempre. Agora eu pergunto. O seu filho terá coragem de enfrentar o meu filho novamente? Sabendo que meu filho é judoca e é capaz de derrotá-lo?
– Senhor... Gomen... – Masao ainda tremia com o olhar frio do loiro.
– Não é à mim seu moleque que você deve pedir desculpa. É ao meu filho.
– Vamos Masao! Não foi essa educação que lhe dei. Peça desculpas.
– Deixa senhora. Ele não precisa. – Eiko se pronuncia.
– Arigato. – Masao agradece e abaixa a cabeça.
– Mesmo porque eu nunca o desculparei.
As pessoas ali presentes se assustam, inclusive Naruto. E Eiko continua.
– Ele não se arrepende. Dá para se ver nos olhos dele. Quando ele se arrepender de verdade eu desculparei.
Era impressionante a inteligência desse menino. Nem a mãe de Masao percebeu que seu filho estava com mais raiva ainda de Eiko e nem um pouco arrependido. Foi preciso uma criança abrir os seus olhos.
Já estavam na hora da saída das crianças quando a reunião acabou. Cada qual com o seu filho. Foi em direção à porta para irem embora.
Eiko percebeu uma certa agitação em um canto específico da escola. Quando deu-se conta do que era ficou corado e encolheu-se na perna de Naruto. O loiro por sua vez estranhou a atitude do filho. Olhou para baixo e ele estava vermelho?
– Arigato Eiko-Kun por me defender. – Megume corria em sua direção. Fala e beija sua bochecha, deixando Eiko mais vermelho ainda. A loirinha também estava envergonhada.
Então por isso está corado... Igual à mãe...
*****
Naruto não entendia como o mês tinha passado tão rápido! Já era março, mas precisamente o feriado de Shunbun-no-hi, onde viajaria para Konoha e passaria a semana com os pais. Mas fez um bico de frustração, ao mesmo tempo em que matava a saudades de sua família em Konoha, deixava sua família em Tókio. Uma semana sem Hinata e Eiko, ele agüentaria? Não!
O loiro passou a mão nos cabelos ainda unidos, e pegou sua mochila. Ao sair do quarto encontrou Sakura tomando café na sala.
– Aonde vai? Ainda são 7 horas da manhã!
– Fiquei de passar na Hina, antes de ir. – Sentou-se ao seu lado da rosada. – Ela vai para a casa dos pais, mas só às 9 horas... Vou ter um tempinho para ficar com meu filho.
– Kami! Que lindo. – Aberta a bochecha do loiro.
– Pára com isso Sakura-Chan! – Diz constrangido.
– Como você ficou chato depois de ter crescido! – Bagunçou os cabelos loiros.
– Vão sair que horas? – Indagou bebendo o suco da rosada.
– Às 9 horas! – Pegou o copo da mão dele. – Vai fazer o seu.
– Irritante! – revira os olhos. – Cadê o Teme?
Nesse instante o moreno sai do banheiro apenas de toalha, ainda molhado do banho.
– Kami! Que coisa feia. – Naruto tampa os olhos. – Meus olhos! Estou cego.
– Baka! – Sasuke resmunga. – Aonde vai?
– Ver minha mulher e meu filho. – Diz pegando a mochila, e se caminhando para a porta.
– Nos vemos em Konoha, então? – Sasuke indaga.
– Hai! Ja ne.
*****
Naruto entrou no apartamento e o mesmo estava silencioso. Conhecendo Hinata, a mesma estaria correndo de um lado para o outro, arrumando as malas. Ela já teria saindo? Não! Sua bolsa ainda estava na mesa de centro na sala.
– Naruto-Kun?
O loiro fitou a morena parada na porta da cozinha, ainda de camisola. Ela não iria?
– Ohayo! – Falou sensual, caminhando até ela.
– Ohayo! – Cora ao se sentir na mira das safiras.
– Está linda!
Naruto enlaça a cintura fina, e sela seus lábios com um selinho singelo, porém não se contenta e aprofunda o beijo, fazendo a morena ficar nas pontas dos pés, e ofegante.
– Naruto-Kun! – Sua voz saiu manhosa, resultado que tinha acabado de acordar.
– Não vai para casa de seus pais? – Abraçou a morena, que se aconchegou no peitoral masculino.
– Lie! Ligue para Hanabi ontem avisando que iria, mas ela me disse que eles estão no litoral. – Suspirou. – Vou ficar por aqui mesmo, com o Eiko.
– Hina não tem ninguém na cidade! – Fitou as pérolas. – Por que não vai comigo para casa de meus pais?
– Seus pais? Mas e o Eiko?
– Eu tenho irmãos, e um tem oito anos ainda... Vai ter muitos lugares para ele brincar. Vamos? Onegai? – pediu sorrindo.
– Isso é golpe baixo! – riu. – Mas e seus pais?
– Kami! Hinata vai se arrumar, que vou arrumar o Eiko.
*****
Ela nunca tinha imaginado que Konoha era tão linda! Tinha acabado de desembarcar do trem e já estava maravilhada.
– Otou-San você nasceu aqui? – Eiko indagou curioso no colo da Hyuuga.
– Hai! – Sorriu.
Gostava de morar em Tókio, mas nada como sua cidade Natal.
– Seus pais sabem sobre mim? – Hinata perguntou duvidosa.
– Hinata! Calma... Meus pais já sabem de você e de nosso filho! – Beijou sua testa. – Não precisa ficar nervosa.
– Hai! Hai!
– Naruto! – Hinata ouviu uma pessoa gritar, ao se virar deparou-se com uma loira sorridente que corria na direção do loiro. – Kami! Como você esta lindo... – Falou antes de pular em cima do Uzumaki, que ria com a recepção.
– Shion Calma!
Shion? Quem era aquela? Uma ex? Ela não sabia, apenas sentiu seu rosto esquentar e não era de vergonha e sim de raiva.
Notas finais
o.O
Naruto é bem louco como pai! Hushsuhsushush
Nuss! Mas e agora? Quem é essa loira! Lógico a Shion, mas como o Naruto vai explicar ela ali... o.O
Beijos
Nosso review =D
Ja ne
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