O Assassino do Relógio
3 Capitulo 2 - Assassino em série
O despertador toca, eram 7:30, a cabeça de Botan está sobre meu braço, seus cabelos azuis bagunçados sobre meu braço, enquanto seu corpo se estica tomando conta da maior parte da cama sempre me diverte, tiro, meu braço debaixo de seu cabeça com o máximo de cuidado que consigo para não acordá-la.
Me sento na cama e começo a me alongar, hoje ia ser um dia corrido.
Estalo as mãos, e o pescoço, me levanto e vou andando até o banheiro, me olho no espelho, meu cabelo ruivo extremamente bagunçado, me faz pensar se eu não devia cortar ele.
— Nah!
Falo pra mim mesmo enquanto prendo meu cabelo num rabo de cavalo, lavo o rosto na pia e respiro fundo, volto ao quarto e pego meu uniforme de trabalho.
Volto para o banheiro e me troco em silêncio, desço para a cozinha e coloco o café na cafeteira para coar, em seguida pego algumas torradas e passo manteiga, enquanto penso sobre Kaito.
Ele era inteligente, muito inteligente, é difícil de acreditar que alguém ia conseguir pegá-lo de guarda baixa.
Pego duas xícaras e encho de café, mordo uma das torradas e tomo um pouco de café. Pego o jornal do dia, nada de interessante a primeira vista, algum politico foi preso envolvido em algum escândalo de corrupção, a velha biblioteca da cidade está pra ser demolida, um torneio de artes marciais está pra acontecer na cidade.
Então eis que meus olhos pousam sobre a manchete "Policial encontrado morto com marca de sangue ao redor do corpo".
Droga… Alguém vazou a história pra imprensa.
— Que saco!
Respiro fundo, e termino de comer minha torrada.
Subo novamente as escadas segurando uma xícara de café e paro encostado na porta do quarto, paro alguns segundos para admirar a figura de Botan em minha cama deitada esparramada, ocupando agora quase toda ela, o cabelo todo bagunçado, a boca aberta respirando desengonçada.
Quanto mais pouso meus olhos sobre ela, mas percebo o quão perfeita ela é, independente de em que posição esteja. Pra mim é claro.
Imagino que outras pessoas vendo essa cena achariam ela mais comida do que romântica.
— Bom dia.
Digo em bom tom, fazendo ela abrir os olhos, ela olha pra mim com uma expressão de emburrada, e replica.
— Bom dia por quê?
— Todo dia é um bom dia quando estou com você!
Ela afunda a cabeça nos travesseiros, eu sorrio e ando até o lado da cama.
— Vai… Levanta — Digo lhe oferecendo a xícara de café.
— Hummm! — Ela murmura e levanta a cabeça um pouco — Não quero.
— Na vida a gente faz um monte de coisas que não quer.
Ela suspira e se levanta com uma cara de irritada, que me deixa totalmente derretido.
— Da aqui — Diz pegando a xícara emburrada e tomando um gole de café, ela faz uma expressão de nojo — Ta amargo.
— Quer mais açúcar? — Pergunto erguendo a mão para pegar a xícara.
— Não! — Diz afastando a xícara de mim, ela toma mais um gole e pousa a cabeça no meu ombro.
— Queria ficar aqui pra sempre.
Coloco minha cabeça sobre a dela, também gostaria de ficar assim pra sempre, porém não falo nada, apenas viro-me e beijo a testa dela.
— Vamos, o dia é longo e já são 8:00
— TAAAA! — Diz ela emburrada novamente.
…
Paro em frente da escola onde Botan esta trabalhando agora.
— Obrigado — Diz ela se inclinando e me dando um selinho, fico um pouco encabulado, não sou muito bom com demonstrações publicas de afeto, e ela sempre acha isso divertido.
— Tenha um bom dia — Digo pra ela.
— Você também… Te amo — Diz saindo do carro e me dando tchau.
Dou partida no carro e volto a dirigir fico ainda vendo Botan pelo retrovisor do carro até ela entrar na escola, só então acelero o carro para perder a rua de vista.
Chego até a delegacia por volta das 8:45, 15 minutos antes do começo do meu turno.
— Bom dia! — Digo para Yusuke assim que chego na delegacia.
— Bom dia meu querido! — Me cumprimenta Yusuke, animado como sempre — Tem um presente na sua mesa.
— Imagino.
Ele sai dando risada, e quando chego a minha mesa, vejo cerca de vinte fichas de casos nos quais Kaito trabalhou ou estava trabalhando nos últimos meses.
— Éééé Kurama, parece que você tinha um concorrente hein? — Brinca Kuwabara na mesa a minha frente segurando uma das fichas na mão e folheando — Na real, mês passado ele tava até ganhando de você?
— Não é uma competição Kuwabara.
— Claro que não — Diz voltando a olhar a ficha — Mas se você a gente sabe quem estaria vencendo né? — Disse olhando pra mim com uma expressão divertida no rosto.
— Bom… Considerando que eu ainda estou vivo.
— MINAMINO! — Ouço o grito da sala de Genkai.
— Por que sempre eu?
— Você é o preferido — Brinca Kuwabara voltando a ler a ficha.
— Ando até a sala de Genkai. E ao entrar me deparo com Gonzo Tarukane, o prefeito.
— Senhor! — Me curvo para ele, que não faz nenhuma menção de fazer o mesmo.
— Senhor Minamino, ouvi falar muito do senhor.
— Fico muito grato senhor — Respondi pra ele.
— Não disse que ouvi falar bem — Disse o homem se virando pra mim — Você investigou o caso do deputado Koenma não foi?
— Sim senhor — Esse cara é claramente um babaca.
— Bom, conto que o senhor vá se dedicar para resolver o caso do detetive Kaito o mais rápido possível e chamando a menor atenção possível entendeu?
— Posso perguntar o por que senhor?
— Não — Responde o prefeito babaca, fico em silêncio olhando na direção dele com uma sobrancelha erguida, ele tosse parecendo desconfortável — Bem, temos um grande evento para acontecer na cidade nos próximos dias e não podemos deixar que um caso como esse atrapalhe as comemorações, entende?
— Entendo senhor.
— Daremos todo o apoio possível pra você garoto — Disse o prefeito se virando para Genkai — Esperamos que isso seja resolvido da forma mais discreta possível.
— Entendido senhor — Disse a delegada se curvando pra ele, ele se vira e sai da sala sem falar mais nada.
Eu fecho a porta, cruzo os braços e encosto na porta olhando fixamente pra Genkai.
— Ela é um…
— Babaca! Sim! Eu sei, mas ele é o prefeito.
— E por que ele veio até aqui?
— Ano de eleição, ele não quer que um Serial Killer detone a campanha dele.
— Um Serial Killer de um só caso?
Ela me olhou séria por alguns segundos, respirou fundo e disse.
— Encontraram um segundo corpo — Disse puxando uma folha e me entregando — Já está com Shizuka.
— Droga — Digo pegando a folha e olhando uma foto da vitima.
— Minamino, conto com você pra resolver isso, o mais rápido possível.
— Pode contar comigo chefe — Digo me virando e indo até a porta.
— E Minamino! — Ela me chama, e eu me viro.
— Sim?
— Tenta não se apaixonar pela viuva de ninguém dessa vez.
Só balanço a cabeça positivamente, tentando não exibir meu desconforto com a aparente bronca em forma de brincadeira e saio da sala.
— E ai? — Pergunta Kuwabara sentado na mesa ainda.
— Temos mais uma vitima.
— Eita nóis — Diz se levantando.
— Vamos falar com a sua irmã.
— Ah não!
— Ah sim! — Olho o relógio, são 9:05, o dia já começou bem.
Continua…
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