O Assassino de Valesco
10 #9 - Perdidos

Escutava o som de pássaros a cima voando livres ao céu, aquela brisa de um vento sereno e limpo batendo em meu rosto me acalmava. Geovana passara um talco cicatrizante em minhas feridas e logo as enrolava com esparadrapos, fazia tudo isso comigo após cuidar das três, Barbara descansava sobre uma rocha cheia de muco no acampamento segurava firme seu ombro que costurado a pontos por Geovana estava muito melhor do que a alguns instantes atrás. Aquela situação era confortante, já estava me reanimando e meu corpo aceitava de livre e espontânea vontade os cuidados da garota. Porem sempre atentos, aquela mata era sóbria, aquela ar de solidão que as folhas expeliam ao chegar a nossos sentidos nos invadia em um pânico silencioso. Por instantes os três do acampamento nos olhavam imóveis, enquanto acabávamos com garrafas d’água e um pouco de comida fresca que nos deram, aquilo era sufocante, bebia a água como se aquilo fosse salvar minha vida, me sentia ótimo.
– Poderiam explicar como acabaram perdidos e neste estado? – O rapaz alto perguntara, enquanto os outros dois não desviam o olhar a nós, Dani no mesmo instante respondia agarrando um dos braços de Elisa tentando se alto confortar.
– Éramos cinco, estávamos na estrada da Serra a sentido de Valesco iríamos a uma fazenda comemorar nossa formatura da escola, mas... – Ela desviara o olhar e debruçava sua cabeça no ombro de Lisa, não conseguiu terminar, e dei a voz concluindo.
– Fomos capturados por dois caipiras, depois jogados em uma cabana onde nossos amigos foram mortos, conseguimos fugir só que um louco maníaco mascarado esta nos caçando feito animais. – Os três pareciam não acreditar em tamanha historia macabra, porem assustados levantaram no exato momento.
– Se isto for realmente verdade temos que avisar as autoridades locais. – Geovana falara – Elias recolha tudo do acampamento, vamos para a cabana do meu pai.
– Tudo bem meu amor, vamos ajudar estes garotos, estão extremamente feridos e há um hospital a uma hora de carro sentido o litoral, logo todos ficaram bem. – Elias sorria para nós, enquanto ele e Souza recolhiam os objetos do acampamento.
Olhei para Elisa que segurava firme minha mão entrelaçando seus dedos aos meus, Dani insegura ainda olhava para todos os lados juntamente a Barbara que ainda estava tremula e chorava, não estávamos seguros mesmo tendo a certeza da ajuda dos estudantes. Frederik era astuto, poderia estar perto ou até mesmo nos observando. Isto poderia se concretizar pela enorme sensação de que alguém estava nos espionando, era uma sensação dolorosa e horrível, sentia como se ele cravasse seu facão em minha pele era um medo notável que transmitia e se acomodava nas garotas também. Em instantes os três já estavam com tudo nas mochilas, as colocando nas costas se colocavam a frente.
– Irei mostrar o caminho da cabana para vocês, vamos não é tão longe. – Mas Souza interrompe Geovana e falara abrindo sua mochila e caçando algo.
– Que porcaria o termômetro não está aqui. – Não entendi muito bem o que ele quis dizer, mas Barbara sussurrava para todos.
– O que é isto de termômetro, temos que sair daqui agora, vocês não quererem morrer não é mesmo? – Elias se colocara a frente de todos
– Barbara não é? – Olhava para a japonesa, — este termômetro é a grande ferramenta de nossa pesquisa, ele mede a temperatura do solo onde estamos assim respondendo varias questões de ambientação e mineração deste lugar, se deixarmos isto para trás nossa vinda ate aqui estará perdida. – Ao ouvir as palavras secas de Elias coloquei-me em sua frente e agarrei seu colarinho.
– Seu idiota prefere morrer?
– Ele tem razão, vamos Elias – Geovana falara enquanto puxava os braços do namorado, entretanto Souza entrava nos arbustos e sumira, apenas escutamos sua voz.
– Volto em um minuto o termômetro esta logo à frente, esperem um segundo. – Que idiota, deveríamos sair deste lugar o quanto antes, não acredito que ele não ligara em tudo o que dissemos, Frederik poderia aparecer.
Por um minuto o silencio reinou, apenas o vento sobrava as folha e arbustos ao nosso redor, o sol não conseguia adentrar a mata totalmente, deixando o clima ainda mais intenso. Olhamos-nos por algum tempo, não conseguia mexer um músculo se quer aquela espera torturante estava nos matando, ele está demorando.
– Aonde está este maldito termômetro, ele não disse que estava perto? – Perguntei
– Realmente estava perto. – Geovana falara enquanto se aproximava dos arbustos, por um minuto nos calamos novamente e foi neste intervalo que escutamos passos, Elias logo se colocava a frente da namorada e respondia sorrindo.
– Caramba Souza, nos deu um susto, demorou mais do que o previsto. – Mas Souza não saiu totalmente dos arbustos, mas sim apenas sua cabeça atravessara e rolara aos pés do amigo.
A cabeça de Souza estava fora de seu corpo, sangue tingia sua face enquanto sua boca aberta por um grito sufocante antes de morrer estruturava a cabeça decepada, Elias saltara para trás e Geovana gritava parecendo não acreditar. Olhei para as meninas e logo começamos a correr, já sabíamos que Frederik estava ali.
– Vamos Geovana, Elias, se não correrem Frederik vai nos matar. – Dani gritava, enquanto Geovana e Elias largavam as mochilas ao chão.
– Não, Souza, por quê? – Gritava a garota de tranças, enquanto seu namorado a puxava e ambos começaram a correr, olhei fixamente para trás e Frederik surgira no acampamento, com sua mascara diabólica e sua postura fria e fixa, ele era um demônio que não descansará em ver todos mortos.
Naquele local a mata já não era fechada e sim aberta. Via-se a todos os lados era um local bem amplo e claro, facilitando a intensa fuga. Barbara ainda corria com dificuldade e com as mãos ao ombros, percebi que Geovana demonstrara grande desespero em ver aquela cena, Elias se mantivera com um olhar tremulo enquanto corria na frente de todos nunca soltando o braço de sua amada. Corremos por alguns instantes e por sorte já avistamos a cabana de Geovana e uma picape estava estacionada enfrente, será que seria nossa deixa? Iríamos sumir deste inferno?
– Esta aqui, vamos todos para o carro. – Gritou o rapaz, aproximamos do carro com rapidez, entretanto uma coisa parecia estranha os vidros do carro estavam quebrados, e o volante já não estava mais lá.
– Que porcaria, eles destruíram o carro para não sairmos daqui? – Gritava Geovana abraçando o namorado que colocava as mãos sobre a cabeça, Elisa que ate então permanecera em silencio corria ate a cabana abrindo a porta e exclamando.
– Vamos nos esconder, ates que ele chegue. – Todos partimos ao encontro da loirinha que adentrara a cabana.
Do lado de dentro era exatamente como imaginei, uma sala extremamente ampla com uma lareira ao centro, com duas cadeiras de balanço e muita poeira, com uma porta ao centro que levaria para um suposto quarto. Geovana logo pega uma enorme tranca de madeira junto a Elias e prendiam em um suporte na porta a trancando, fazendo o mesmo com as janelas. Estávamos totalmente presos ao lado de dentro.
– Que merda é está? – A menina sussurrava aos prantos, suas lagrimas se misturavam com o suor de seu corpo – porque este maldito está atrás de vocês o que fizeram?
– Já dissemos que não fizemos nada, ele é um maníaco que se move para matar. – Gritei enquanto Elisa e Dani exploravam o lugar.
– Vamos morrer, eu sei que vamos. – Barbara não se aguentava estava fora de si novamente. Elias andava de um lado a outro pensativo e preocupado, não parecia entender aquela situação de medo e pânico, estava fora de si.
– Que droga, Souza está morto, sabia que seria uma merda vir para o meio da floresta, e está cidade ninguém o denuncia pelos seus atos, que tipo de lugar é este?
– Todos temem a família de Frederik, tentei achar ajuda no vilarejo porem ninguém quis intervir na nossa situação. – Geovana interrompe nossa conversa e dirá em tom firme.
– Tentei pesquisar um pouco sobre a cidade das plantações de Banana, Valesco foi uma cidadezinha que nos anos cinquenta lucrou muito com bananais, seu solo fora premiado com o maior potencial para agricultura, porem não resistiu ate os anos setenta pelo desmatamento na serra fazendo muitos moradores deixarem suas casas, os únicos que sobraram foram cabanas espalhadas pela floresta e alguns pequenos vilarejos, e dês dos anos setenta Valesco não se ergueu de maneira alguma, vindo a quase sumir do mapa, é por este motivo que ninguém sabe mais nada sobre esta cidade.
– Sim Geovana, e a únicas famílias que vivem aqui ainda vivem dos bananais, porem são poucas. – Agora entendia por que não vi ninguém andando nas florestas.
– A família de Frederik deve viver aqui dês de sempre e todos temem seus atos, Frederik não ira parar de matar nunca. – Concluía, estava um silencio devastador, Elisa e Dani estavam totalmente assustadas, todos nos estávamos assustados, em pé esperávamos por alguma ideia surgir em mente, parados como estatuas não conseguimos reagir a nada, o que fazer? As cortinas fechadas impediam a luz do sol adentrar a sala, aquela escuridão opaca estava cada vez mais sombria, aquela maldita sensação de que avia alguém nos observando nas sombras voltara, Frederik poderia estar do lado de fora apenas esperando o momento certo de agir.
– Não da mais, não consigo ficar esperando a morte. –Gritou Barbara, parecia mais descontrolado do que o normal, tentei acalma-la.
– Barbara, não grite, fique quieta ele pode estar do lado de fora não jogue tudo a perder.
– Alan, você sempre com este tom de herói, não percebe que se ficarmos aqui apenas esperando por este psicopata iremos todos acabar sem a cabeça? – Babara se por a frente da porta – quem ira junto comigo? Tentarei achar ajuda.
– Não garota não abra – gritou o rapaz, Elisa segurou o braço da japonesa, que deu de ombros puxando o braço vindo a soltar de Lisa.
– Já disse que não vou morrer aqui. – Barbara retira a madeira que fechava a porta, e a abre. A sua frente a malignidade estava a espera, dois metros de puro ódio segurando em mãos um gigantesco facão, Frederik estava a centímetros da garota. Congelei no exato momento, não consegui correr ao encontro dela, tentar tira-la de perto dele, todos pareciam sentir o mesmo que eu, pois o silencio fora devastador. Frederik com fúria levantou seu facão, vindo a atingir com apenas um golpe a cabeça de Barbara que pela força partiu em duas, dilacerou seu couro cabeludo, destruindo seu crânio, a lamina apenas parou quando atingira seu maxilar, fora morte instantânea.
– Barbara! – gritei, porem não adiantara, Frederik com um chute jogava o corpo da menina longe, fazendo seu sangue tingir Elisa que estava mais próximo. Aquilo tudo parecia uma cena de filme de terror, ele não poderia ter matado ela desta forma bruta, depois de tudo que ela passou para sobreviver, tudo fora em vão, tudo. Precisávamos de tempo para correr e tentar fugir dali, mas o que fazer, Frederik balançou o facão fazendo o sangue de Barbara escorrer. Dani e Elisa pareciam não conter tamanho pânico, gritavam como loucas, Geovana, entretanto corria ate a porta dos fundos, Elias pegava uma cadeira e jogava em Frederik, chocando a madeira seca no corpo do assassino que apenas deu de ombros e cambaleou para o lado.
– Vamos fugir por aqui, rápido. – Aquilo pareceu atrasar o assassino, pois deu o devido tempo de todos sairmos da sala. A cabana era pequena, ao sairmos da sala já havia uma porta dos fundos, Geovana histérica abriu-a dando a luz do dia uma saia a nós.
– Ele está vindo, meu Deus iremos todos morrer – Elisa gritava enquanto não paramos nenhum minuto de correr, no acostamento da minúscula estrada de terra que ligava a cabana de Geovana escorregamos barranco abaixo adentrando novamente a floresta, guiei-os ate a mata, pois seria mais fácil de esconder. Olhei ao lado e via as garotas, Elisa sofria um eterno sofrimento, Dani com seu temperamento mais forte demonstrava neste exato momento fraqueza, Barbara havia sido morta feito um animal, Frederik ao menos pensou em fazer. Ela era uma guerreira que lutou ate o fim para viver e não consegui ajuda-la, não quero ver Elisa e Dani mortas, não quero.
– Você nos meteu nesta situação, moleque – gritava o rapaz desolado e nervoso, a menina de tranças ao contrario repreendia o namorado em berros.
– Não diga isto, aquele monstro iria nos achar cedo ou tarde, estamos na cidade dele Elias.
– Já sofremos de mais rapaz, nada do que disser vai nos abater. – deduzi enquanto nos escondíamos obre as arvores.
– Tudo bem, desculpe estou transtornado com tudo o que esta acontecendo, e lamento muito pela sua amiga.
– E agora aonde iremos estamos mais uma vez perdidos na floresta, não adianta correr ou se afastar, Frederik conhece de cor toda esta floresta. – Dani tinha razão, logo Geovana entra no assunto tendo uma ideia.
– Vamos correr ate as plantações de bananas, provavelmente existem famílias morando nestas terras, vamos até eles e pediremos ajuda.
Não questionamos, todos corremos mata adentro junto a Geovana, sentia que estávamos em serra alta, pois minha respiração estava afobada, aquela floresta era gigantesca poderíamos esperar tudo daquele lugar, Frederik não corre, nos caça sabe exatamente onde estamos. Queria acreditar que conseguiríamos ajuda naquele lugar, mas minhas esperanças sumiram feita a lua depois de uma madrugada escura, sentia que não importava onde estaríamos que jamais sairíamos daquela maldita serra.
Meus pensamentos voltavam e iam ate minha família, eles não imaginam tudo o que estamos passando, e a família de Marcus, Rique, Carla e Barbara, todos foram brutalmente assassinados. Se por uma sorte conseguir sair com vida deste lugar como irei olhar para os olhos de Dona Carmem a mãe de Rique, o que eu irei dizer a ela? Que seu filho fora morto tentando salvar minha vida? Isto esta cada vez me torturando mais. Por que será que este maluco de mascara nos mata, o que se passa por trás de sua maldita mascara de couro, quais serão seus sentimentos, será que alguém o manipula estas perguntas estão destruindo meu subconsciente, deveria haver alguma explicação.
Voltei a realidade absurda, por azar senti um pingo de chuva em minha cabeça, maldição as nuvens cinzas tomavam o céu, e o sol já sumira formando um dia nublado e cinzento. Chuva era o que não poderia cair neste momento, mas foi como um azar que pingos grossos começaram a cair e logo se torneou uma chuva forte e intensa.
– Não pode ser chuva, vai nos atrasar mais. – Gritei todos me olharam com uma feição de medo e continuamos a andar. A lama que formava nas solas de nossos pés dificultava a locomoção, as finas folhas secas grudavam em nossas pernas fazendo sentir um incomodo gigantesco, a água da chuva era gelada e caia com violência em nossos corpos. Estávamos andando em uma fileira, pois não conseguíamos mais correr, aquela chuva estava pesada, a frente Elisa, Dani e Geovana abriam caminho enquanto eu e Elias andávamos na retaguarda, olhávamos para todos os lados em uma sensação de morte exuberante, a qualquer momento ele poderia aparecer, Elias quebrava o silencio apoiando uma das mãos sobre um tronco de arvore fazendo sinal de cansaço.
– Aonde será que Frederik está, temos que descansar... – Sem nenhuma explicação Elias parava de falar sua face mudara e por instantes percebera uma feição de dor intensa, ele abrira os braços e sem prévio aviso cuspiu sangue.
– O que foi meu amor, o que está acontecendo com você? – Geovana corre ao encontro de Elias, fiquei imóvel assim como as garotas, o que foi, não percebi nada. Mas em meio ao barulho intenso de água se chocando ao chão, mas por um instante escuto algo como se rasgasse o ar e cortasse a água da chuva e no mesmo instante se chocando nas costas de Elias, sua camisa agora formava um circulo de sangue que logo se tornou uma mancha enorme, o que era aquilo. Coloquei-me atrás dele e quase cai de costas ao ver o que o atingirá, era duas flechas negras de madeira que o perfuravam, que merda ele esta armado com um arco? Assim que olho para as garotas uma flecha atinge o tronco que estávamos
– Droga ele esta atirando flechas. – Gritei, — corram vocês rápido Geovana o tire daí coloque-o atrás de uma arvore ara se proteger.
– Elias meu amor não morra. – Geovana ao menos escutou, estava paralisada vendo Elias agonizando de dor, ele não conseguira falar nada, apenas cuspia mais sangue, a garota levava suas mãos sujas do sangue de seu namorado ao rosto dele, ela estava desesperada, corri ao encontro dela para tira-los da mira de Frederik e uma flecha passa de raspão no rosto da garota a fazendo cair para trás, Elias suspirou e cuspiu palavras.
– Fuja meu amor. – Mas ao termino de sua fala uma flecha atravessa sua cabeça vindo a mata-lo no mesmo instante. Elisa e Dani pegaram os braços da universitária levantando a mesma do chão, corremos o mais rápido que pudéssemos, mas com uma dor intensa em deixar o corpo do rapaz para trás, mas uma vitima onde isso iria parar. Parecia que suas flechas haviam acabado, pois não via nenhuma há instantes, olhava para trás e via o assassino retirando do corpo de Elias as flechas, aquele monstro não ira desistir.
Chegamos ate a plantação de bananas, e logo abaixo consegui visualizar um galpão enorme talvez pudesse ser algum lugar de colheita, adentramos os bananais. Era uma plantação extensa e gigantesca, parecia um labirinto de pés de bananas, essa era a famosa plantação das cidades da serra de Juquiá e Valesco, mas o que queríamos era chegar ao outro lado o quanto antes. Os pequenos bananais eram grudentos e pegajosos, passávamos sobre eles com dificuldade, Geovana sangrava muito pela flechada de raspão que atingira seu rosto, chorando misturava suas lagrimas a sangue essa cena durante estes quase dois dias já estava acostumado a presenciar, não conseguia dizer palavras confortadoras, pois já não tinha esperanças solidas que iríamos sobreviver. Penso neste exato momento que a culpa de que Geovana estaria passando por tudo isso era minha, talvez se não tivesse atravessado o caminho deles os dois que estavam com ela não iriam ter morrido, mas era tarde para isto. A lama era muito molhada afundava com nosso peso ate as canelas, era muito difícil andar em meio aquela plantação.
– Meu Deus Alan, se não conseguimos chegar ate aquele galpão Frederik vai chegar ate aqui. – Elisa parecia desolada, Dani determinada puxava os braços da amiga para ajuda-la andar.
– Não podemos parar para pensar, se não conseguimos chegar ate o galpão iremos morrer. – Dani tinha razão, peguei nas mãos de Geovana e a ajudava a correr, a chuva parava, mas a situação ainda era a mesma, sem o barulho da chuva o lugar ficara mais tenebroso, um barulho era o motivo de ficarmos em estado de pânico, parecia que aquela maldita plantação não tinha fim.
– Parece que estamos perdi... – Antes que terminasse de falar sinto um empurrão enorme em minhas costas, e os gritos de tormento das meninas, olhei do chão pra cima e mais uma vez o assassino estava em nossa frente.
– Corra, Elisa, corra agora – Levantei em uma rajada de velocidade para tentar sair da mira de Frederik, Elisa e Dani corriam o mais rápido que poderiam sumindo nos bananais, senti um alivio mutuo, também corri. Mas no mesmo instante volto, Geovana ficara para trás, assustada a garota estava sobre o chão com as mãos ao rosto, não deixaria ela ali para morrer, ela nos ajudou se não fosse por ela já estaria morto.
– Geovana, fuja. – Segurei a mão de Frederik o agarrando para não acertar o seu facão em algum de nós, mas como se eu fosse um papel ele me joga para longe. – Fuja Geovana, rápido.
O desgraçado parecia não me dar atenção queria a garota, o que ele estava pensando por que não tentou me matar? O que esta acontecendo, por que não golpeou Geovana, parecia quer leva-la viva. Ela se arrastava sobre a lama, o seu medo fora maior que qualquer coisa, mas em meio a lama retiro um pedaço de tronco com arames farpados derivado de alguma cerca que existia ali, com muita força acertei o maldito pelas costas Frederik cairá ao chão, sem pensar pulo por cima dele e pego Geovana elo braço, e juntos corremos o mais rápido que poderíamos, o maldito poderia ter me matado ou matado Geovana, mas por que não fez? O que realmente ele quer?
Saímos do bananal, onde esta Elisa e Dani elas não estão aqui, será que entraram no galpão, não parei um minuto, juntos corremos ate o maldito galpão. Eram grandes suas portas metálicas e enferrujadas, estavam trancadas.
– Geovana me ajude, peque aquela outra maçaneta e puxe junto comigo, vamos entrar. – Ela balançava a cabeça positivamente, e com muita força abrimos as portas.
Do lado de dentro uma enorme estrutura, um salão grande e amplo com vários carrinhos com encaixes de trilhos, pareciam mini vagões de trens, poderá ser de algum transporte de bananas, corremos em meio aos vagões e no final do salão uma escada que dava a uma porta, subimos. A escada de ferro velha e enferrujada rangia a cada passo, o ar daquele lugar era imenso, será que as garotas estavam escondidas ali? Gritei com um tom baixo.
– Lisa, Dani onde estão? – Geovana se escorava sobre meus ombros em um medo estrondoso, mas não fora Dani nem muito menos Elisa que respondera e sim uma voz fraca de um homem.
– Quem está ai? – A porta era escancarada e não acreditava que era aquele homem.
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