O Assassino de Valesco

4 #3 - Sequestrados - parte 2


Notas iniciais
2° parte do terceiro capitulo - Comentem por favor.

As garotas confirmavam a hipótese de Marcus os celulares não funcionavam de maneira alguma. Observei bem o local, nas paredes velhas de madeira vários retratos que poderá ser tão antigos pelo estado das fotos amareladas e em mídia preta e branca. Em todos os retrados uma mulher de vestido branco e sedosos cabelos negros amarados fortemente para trás e em seus braços um bebe enrolado em uma manta branca, dava calafrios de olhar muito tempo a expressão cansada da mulher de branco.

Rique continuava sentado na poltrona, enquanto as garotas também fuçavam nas bugigangas do cômodo, era muito tenso o ar daquele local. Estava inseguro, será que foi o melhor aceitar ajuda de estranhos, olhei por uns segundos pela janela e lá estavam eles Torico e Tomas realmente estavam arrumando o carro, tentei por fim relaxar não queria assustar mais as garotas ou preocupar ainda mais o coitado do Marcus que já estava ficando inquieto andando de um lado a outro.

– Preciso de um banheiro – Marcus falara encaminhando-se ate as escadas de madeira cor de verniz, — esperem aqui.

– Garotas fiquem com Rique, irei procurar um telefone para avisar que chegaremos atrasados na festa.

– Isso Alan, e aproveite para avisar Barbara e Carla, não quero que elas achem que eu e você estamos dando um furo. – Elisa na mesma hora me encarara, eu apenas desviei meu olhar e não respondi. Subi as escadas junto com Marcus, não reparei muito naquele sombrio corredor, apenas vi uma porta aberta parecia um quarto. Marcus seguiu em frente e eu apenas entrei naquela primeira porta.

Assim que entrei já avistei um telefone antigo e grande, do tipo de fio enrolado cor esmeralda. No exato momento já estava com ele em meu ouvido, apertei diversas vezes o gancho mais aquela porcaria estava quebrada. Já estava perdendo as esperanças, será que essa maldita cidade parou no tempo? Coloquei novamente o telefone no gancho e comecei olhar aquele quarto, uma enorme cama de lençóis velhos era o que ocupava todo o cômodo. O papel de parede era florido de uma cor morta parecia uma cor salmão mais bem batida, será que o bom gosto nunca reinou nesta espelunca. Por vez o que mais me chamara à atenção não era a cor morta das paredes e sim uma caixa de cor amarela que estava sobre a cama, à caixa estava fechada.

Dei dois passos até me aproximar, olhei para o corredor para me certificar que ninguém me pegaria. Em um instante eu já estava sentado sobre a cama e com a caixa em minhas mãos, abri e dentro vários papeis sujos e amarrotados desdobrei um deles e neles varias linhas estavam escritas, comecei a ler.

Está frio, e a mais de dias eles não me deixam ver a luz do sol, já não consigo mais me levantar e a minha única companhia são estes pedaços de papeis e esta caneta. Eu não sinto mais o gosto da podre comida que eles jogam ao chão, minha língua já não sente a sensação do gosto por ela ter sido queimada diversas vezes. Tem dias que desejo apenas a morte, que ela chegue logo e que tudo termine. Tem dias que eu só quero fugir e gritar para o mundo o que estes monstros são capazes de fazer. Pelos meus cálculos já faz dois dias que não vejo Frederik e até então estes foram os melhores dias de minha vida. Ele é muito mal, matou meus amigos como se eles fossem uns animais. – Parei um minuto de ler, pois minhas mãos tremiam como vara verde, respirei e continuei.

Tomas e aquele monstro de seu irmão não me tocara há alguns dias, graças a Deus. Minha vagina já não suporta mais, aqueles nojentos não param de me abusar meus movimentos já não são como antes. Entre minhas pernas o sangue é o que mais eu vejo durante o dia, acho que deve ter rompido alguma de minhas veias sanguíneas no ultimo estupro, pois dês de o ultimo o sangue é mais evidente. Já tentei por vezes me matar, mas neste quarto a única coisa que eu vejo é uma porta fechada. As correntes estão mais apertadas do que de costume fazendo meus pulsos vermelhar-se com meu próprio sangue. Poderá este dia não ter chegado, o dia que me arrumei linda para acampar na serra com meus amigos, aquele dia que nunca irei esquecer o dia que eu morri para o mundo e nasci como um objeto sexual destes maníacos.

Meu corpo parecia congelar, após eu terminar de ler aquela carta. Será real, não conseguia ver minha face, mas jurava que estava em pânico, joguei aquela caixa amarela sobre a cama e espalhei os papeis que restavam. E me surpreendia ainda mais, aquilo tudo era sádico e maligno como um ser pode fazer tamanha maldade. Varias fotos estavam sobre a cama, fotos de pessoas mortas e mulheres em estado de tortura. Não pude ficar mais um minuto mais naquele quarto, corri para a porta o mais depressa que pude. E foi pela pressa que esbarro violentamente em Marcus que quase cairia sentado.

– O que é isto Alan qual a pressa aconteceu alguma coisa, você parece nervoso. – Ele tinha razão, meus olhos chamuscavam a ponto de lagrimejar, apostarei qualquer coisa como eles estavam vermelhos como sangue, a única coias que vinha em minha cabeça era o que aqueles dois homens e este tal de Frederik poderá fazer com meus amigos, não iria me perdoar de maneira alguma se eles fizera algum á Elisa ou Dani. Não consegui dizer nada a Marcus, apenas puxei um de seus braços e o coloquei sobre os fatos. Marcus pegara a carta e ficou parado ali por alguns segundos, sua expressão era de puro pânico e medo, olhou para mim como se quisesse gritar.

– Vamos Alan, tenho que tirar a Dani daqui agora.

– Não, espere – exclamei baixo para não chamar a atenção de ninguém.

– Esperar o que?

– A garota desta carta ainda pode estar viva dentro desta cabana, dentro de algum desses quartos, temos que procurar.

– Você está bêbado, não viu o que eles são capazes eles matam de verdade, quer morrer Alan?

– Mas se fosse um de nós, você deixaria aqui para morrer? – Marcus me encarou, balançava a cabeça de um lado a outro assim como suas pernas que iam andando sem rumo.

– Tudo bem Alan, mas vamos o mais rápido possível, vamos entrar nos quartos se ela não estiver aqui vamos embora.

– Obrigado meu amigo.

Saímos daquele quarto e nos encaminhamos até o corredor frio e escuro, contávamos nossos passos que saiam lentos, a cada pisada sentia meu corpo tremer mais, era evidente o medo estampado no rosto de meu amigo, ele estava com mais pânico do que pudera, os lábios de Marcus tremiam igualmente as minhas mãos. A primeira porta abri lentamente, e nada apenas um cômodo vazio com tranqueiras, avistei um pedaço de madeira em um formato favorável, peguei do chão e me coloquei com ele em minha frente caso tenha que me defender.

Meu ato de coragem vinha e ia embora diversas vezes, nem eu mesmo sei onde surgiu tamanha compulsão em salvar aquela garota da carta, apenas queria que seu sofrimento acabasse. Marcus segurou firme meu ombro quando chegamos em mais uma porta, fez um sinal desesperador para irmos embora, mas não poderia. Fui de encontro a maçaneta mais ela estava trancada.

– Está trancada Alan, vamos embora.

– Não Marcus, ela pode estar aqui. – Bati diversas vezes na porta, mais nenhum sinal de que algum poderia estar ali, então sem pensar me impulsionei com tamanha força sobre a porta de madeira que ela veio a se escancarar.

Mas eu não deveria ter feito aquilo, a cena foi tremenda. Do lado de dentro um colchão velho cheio de sangue e sobre ele uma garota nua envolvida e tingida por seu próprio sangue, seus olhos estavam fechados devido a pancadas que a mesma recebia, suas feridas estavam decrépitas e cheias de moscas verdes, sua cabeça estava raspada e com diversas fraturas a garota gemia de dor e medo ao escutar o arrombamento da porta.

– Não, não, não, saia de perto de mim. – Gritava a vitima que chorava e implorava pela vida, Marcus ficou paralisado atrás de mim e minha única reação foi correr e pegar a garota em meus braços tentei conforta-la de alguma maneira.

– Acalme-se, nós viemos te salvar. – Ela colocou sua cabeça sobre meu peito estava fraca e delirava de tanta febre, reparei que entre suas pernas sangue seco e escuro tingia suas colchas, aquilo era bizarro, meu coração disparava em um ritmo frenético, eu tinha que sair dali com ela de qualquer maneira. Coloquei-a em meu colo e logo saia daquele quarto do demônio por assim dizer.

A garota apertava meu pescoço, parecia não querer sair dali e encontrar com qualquer um daqueles homens, de todas as maneiras possíveis tentava conforta-la, enquanto contava os passos para não chamar a atenção dos dois que estava arrumando o carro. Marcus partia em minha frente e logo estávamos descendo as escadas. Escutei Rique me chamar e falar algo antes mesmo de eu aparecer perante a eles.

– Alan e Marcus se perderam foi? – Mas foi quando apareci diante a eles que Elisa, Dani e Rique paralisaram em um silencio profundo, Elisa colocou a mão sobre a boca abafando um grito, enquanto Dani corria ao meu encontro, Rique levanta da poltrona e expressa o medo em seus olhos.

– O que é isto, por que esta garota está assim? – Dani tentava entender enquanto colocava a garota sobre o sofá.

– Ela estava presa em um dos quartos, acho que foi violentada. – Falou Marcus, eu não consegui dizer absolutamente nada, me afastei da garota e pulei sobre a cortina tirando-a de minha visão e tentando ver discretamente se os dois nojentos caipiras ainda estavam mexendo no carro.

– Não pode ser, eu estava com um pressentimento ruim sobre estes caras, olha o estado da garota, vamos sair daqui. – Elisa estava descontrolada e eu não a culpava, Rique se colocava em frente á menina machucada e tentou conversar com ela.

– Nos diga, foram eles que fizeram isto com você?

– Não, eles são maus, saiam daqui. – Ela falava balançando a cabeça e olhando para o teto.

– Foi Tomas que fez isso com você? – Dani perguntava, e a garota tentou abrir um de seus olhos e falou seca.

– Vocês já estão mortos e não sabem, ele é um homem muito ruim vai estuprar vocês duas e mutilar os três.

– Ela está delirando, vamos tentar tirar ela daqui, — Dani falara e olhando para mim concluía com seus olhos saltados de pânico. – Alan eles estão distraídos vamos tentar sair daqui antes que entrem.

– Sim, levante ela. – Marcus e Rique pegam a garota pelos ombros, enquanto Dani enrolava uma toalha sobre o corpo nu da mesma. As janelas estavam todas trancadas a única porta que pudera ser aberta era a da frente, e se sairmos por ela eles iriam ver a garota e estava tudo perdido.

– O que faremos? – Assim que Elisa termina de falar escutamos passos, os mesmos se direcionavam até a porta, corri para olhar na janela e o pior era confirmado os dois caipiras não estavam mais no carro de Marcus.

– São eles, — exclamei – escondam a moça embaixo deste móvel rápido. – Rique coloca a menina embaixo de uma mesa e faz um sinal para ela ficar em silencio, e no mesmo instante eles entram porta adentro.

Nossos rostos denunciavam tamanha tensão ao olhar a face de ironia dos caipiras, eles sorriam como se nada estivesse acontecendo. Tomas limpava as mãos em sua flanela enquanto Torico ficava atrás do mesmo. Tomas sentou na poltrona e olhou cada um de nós, e falara com um ar de desconfiança.

– Por que estão tensos? – Olhou para Elisa que desviara o olhar denunciando o pânico que estava reprimido dentro dela, então falei para distrair os dois.

– Não é nada, só estamos com presa, nosso carro está pronto?

– Torico diga a eles.

– Precisamos de mais algumas peças, meu primo Frederik ira trazer em alguns instantes.

– Como falou com ele se não tem telefone ou celular – gritou Rique sem conter tamanha raiva – vamos nos explique. — Tomas olhou para as escadas e se levantou com um impulso extremo.

– O que é isto nos degraus? – Droga, eu não tinha percebido, mas a garota havia derramado sangue, olhei para ela que estava debaixo da mesa, ela chorava e gemia denunciando seu esconderijo. Dani correu para trás de Marcus e Elisa foi-se ate mim, estava tudo perdido.

– Tomas, aqui, aqui. – Gritava Torico eufórico, Rique se colocara alguns passos atrás e Torico agachava-se e pegava a garota pelo braço. Tomas torceu seu lábio e jogou um breve sorriso, Torico enfim estava com a menina em seus nojentos braços ela estava tão em choque que não falara nenhuma palavra.

– Então encontraram a Anna, — Tomas caminhava-se e pegava uma das mãos da menina, — ela é nosso brinquedo.

– Que tipo de ser humano faz uma coisas dessas – gritava Elisa, e continuou, — deixe nós em paz.

– Garota, mamãe nunca disse para vocês não aceitarem a ajuda de estranhos. – Tomas retira de suas calças uma arma cromada e coloca sobre a cabeça da Anne a garota violentada.

– Não – Gritei, mas ele sorriu enquanto a menina se retorcia de dor, ele apenas deu uma piscadela e apertou o gatilho, lavando as paredes e o chãos com o sangue e os miolos da menina.

– Bem vindos ao inferno.

Notas finais
Não estou recebendo nenhum comentarios, mas nao irei desistir hehe! Se leu comenta, por favor :)