O Assassino de Düsseldorf

13 #13 Afinal de contas, sempre havia sido ele


Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado à duas pessoas especiais. À minha molier Carolina por estar sempre comigo surtando a cada coisa que eu revelava pra ela sobre a história, e à Mandy que me ajudou a construir o plot do capítulo de hoje! ♥ Queria também agradecer à Duda e à Matsuo pela recomendação da história. Geralmente eu dedicaria um capítulo pra cada, mas esse em si é tão especial que eu não queria ter que separar a glória de uma de vocês. Mas de qualquer jeito, obrigada meeeeeeeeeeeesmo! Vocês fazem essa vida de autora não-remunerada valer a pena, suas lindas! ♥♥♥ Ah, e tenho apenas uma pergunta: ARE YOU READY TO KNOW WHO THE KILLER IS? ;)

Blaine poderia jurar que seu carro nunca havia atingido aquela velocidade. As ruas estavam vazias e isso apenas facilitava a pequena corrida que o detetive fazia contra o tempo. Seu coração se apertava e o Anderson simplesmente não ligava mais para os faróis vermelhos que atravessava, ela apenas queria ver Kurt bem. Era por sua culpa que Dusseldorf ainda estava solto, e todas as vítimas seriam também.

Ignorou qualquer aviso de estacionamento ao lado da delegacia e parou seu SUV em frente à porta, sem se importar se seria guinchado ou não, atropelando as portas de vidro que separavam a recepção da rua. Seus olhos passaram atentos por todos os policiais procurando algum sinal do Hummel.

– Blaine. — Um policial passou vinha do final do corredor com um sorriso fraco no rosto, apenas por encontrar o amigo e não pela situação onde se encontravam. — Você está procurando Kurt, certo?

– Sim, Sebastian. — Engoliu seco.

– Ele está na sala de interrogatório. O Delegado Underwood o encheu de perguntas, mas ele disse que só responderia quando você estivesse aqui. Vamos, me acompanhe. — O homem alto fez um sinal e começou a andar para o final do corredor de onde havia vindo.

O detetive Anderson hesitou por alguns instantes ao lado de fora da porta, tentando achar algum pingo de coragem de encarar o ex namorado depois das semanas que passaram sem manter contato. Sua mão passou pela maçaneta e acabou entrando atrás do vidro. Kurt tinha machucados por todo o corpo, vestia uma camiseta do departamento de polícia e tinha alguns curativos sobre o rosto. Seu rosto devastado por lágrimas e ele ignorava qualquer coisa que o delegado falava.

– Há quanto tempo ele chegou? — Perguntou Blaine à Sebastian, que monitorava toda a interação por trás do vidro desde a chegada do castanho.

– Alguns minutos antes de Marilyn te ligar. — Respondeu.

– E o que temos? — Se segurava para não correr até a sala de interrogatório. Ele precisava colocar seus deveres de detetive sobre os seus deveres de namorado. — Digo, das pistas e provas.

– Ele disse que estava acampando com mais quatro amigos. — O oficial Smythe entregou ao detetive uma pasta parda grossa com a etiqueta com o nome do psicopata Dusseldorf. — Rachel Barbra Berry, Tessalia Gorh Tyler, Zoreth Brett e Gabriel Eda Montgomery. Os policiais foram até o local do acampamento ver se encontram mais alguma vítima. Kurt disse que não vê os amigos desde quando viu Zoreth ser atacada por um homem de capuz, foi quando correu pela floresta até chegar ao seu carro.

– Deve ter sido horrível... — Disse embargado.

– Eu sei. — Concordou. — Dusseldorf nunca fez tantas vítimas de uma vez só, o que nos faz pensar que ele estava lá por um dos estudantes e acabou atacando todos. Mas isso é uma coisa boa porque agora temos uma testemunha dele. Nunca tivemos isso antes. Tivemos Jesse, mas... — Se calou.

– Sim, eu sei. — Se lembrou da morte da testemunha. Se lembrou também da manhã que havia descoberto sobre a morte de Jesse St. James, de quando havia dormido na casa de Kurt e de como havia se sentido realizado ao acordar com o castanho em seu peito. Droga, o Anderson estava realmente apaixonado pelo castanho, e o ver naquele estado todo machucado apenas apertava ainda mais seu coração. — O que mais temos?

– Bom, Kurt chegou com diversos cortes e ensanguentado. Separamos sua camisa para o laboratório, mas ele alegou ser seu próprio sangue porque caiu na floresta quando estava correndo do assassino. — Disse o oficial.

– Dusseldorf chegou a machucá-lo? — Cerrou os dentes com ira.

– Não, ele conseguiu fugir antes.

Blaine agradeceu ao oficial amigo e suspirou, fechando a pasta em suas mãos e indo até a porta que levava à sala atrás do vidro onde Kurt e Underwood discutiam aos berros.

– Senhor Hummel, eu já lhe avisei que esse caso está sob restrição do Estado, você não pode se recusar a dar informações sobre um sociopata homicida. — Dizia o velho homem enquanto socava a mesa com força.

– E eu já lhe disse que não falarei nada até meu advogado ou o detetive Anderson chegar. — Respondeu no mesmo tom, parando apenas por ouvir a voz que havia evitado ouvir nos últimos dias.

– Está tudo bem, estou aqui.

Blaine disse ao entrar na sala, fazendo Kurt se calar imediatamente. Os olhos hazel e azuis se encontraram e foi como se todo o resto não se importasse. O Anderson pôde jurar ver o desespero e o medo do Hummel através daquele oceano que era o seu olhar e tentou passar algum tipo de conforto do mesmo jeito.

– Finalmente, detetive. — Underwood jogou os braços ao alto. — Agora, senhor Hummel, você poderia nos contar exatamente o que aconteceu? Com riqueza de detalhes, por favor.

Blaine puxou a cadeira que tinha em frente ao ex namorado e se sentou, puxando o arquivo Dusseldorf para si e abrindo uma folha em branco, pronto para anotar qualquer informação importante que Kurt pudesse dizer. Aquele era uma situação esquisita, sua mão tremia com a caneta e o delegado percebeu como havia sido errado chamar Blaine para ajudar, sabendo que os dois homens haviam sido namorados por um curto período de tempo.

– Eu já contei essa história quatro vezes, quantas mais eu vou ter que contar? — Perguntou cansado, encarando Blaine dessa vez. — Eu e meus amigos vínhamos combinando um acampamento desde o começo do semestre, algo para que pudéssemos falar mal de alguns colegas e professores. Os planos acabaram se atrasando e não pudemos fazer antes. Tess achou que seria uma boa ideia acamparmos antes das provas finais, disse que seria como uma terapia para esquecer os problemas da faculdade e de todo o resto.

– O senhor achou que seria uma boa ideia acampar com um assassino à solta na cidade, senhor Hummel? — Perguntou o delegado. — Essa é a ideia mais estúpida que eu vi em anos de profissão, e acredite, eu já vi muitas.

– De qualquer jeito. — Kurt rolou os olhos e continuou. — Acabamos convidando Rachel porque sabíamos que ela estava abalada ainda com a morte de Finn, qual ainda vocês não acharam o corpo. — Disse gritante na última parte, porém logo em seguida continuou. — Então fomos nós quatro em meu carro. Armamos as barracas e começamos a nos divertir, beber e coisas de acampamento e... — O delegado interrompeu o castanho.

– Você bebeu?

– Sim, mas... — Foi interrompido novamente.

– Quantidade o suficiente para se confundir de alguns detalhes que está nos contando? Você sabe que o álcool pode mudar o discernimento das pessoas, senhor Hummel. Precisamos ser exatos com as pistas.

– Eu tenho uma resistência muito boa ao àlcool, delegado. — Kurt disse irritado e continuou a contar a estória, encarando Blaine em todo o momento que falava. O detetive olhava atentamente ao castanho. — Lembro de um vento forte e todas as tochas se apagarem, foi quando ouvimos um barulho e vimos que Zoreth estava caída no chão e um homem estava perto dela. Lembro-me apenas de sair correndo pela floresta e indo até meu carro. Ouvi alguns gritos femininos, podem ter sido de Rach ou Tess, eu não sei. — Dizia um tanto desolado.

– Você simplesmente fugiu da cena? Ignorou todos os seus amigos e os deixou para trás? — Perguntava o delegado em um tom de deboche.

– Você esperava que eu ficasse esperando Dusseldorf me matar?! — Respondeu num grito enquanto se levantava e se virava para o delegado.

– Kurt, por favor. — Blaine disse em um tom passivo que fez o castanho suspirar fundo e se sentar em concordância. — Tente entender nosso lado, estamos há meses atrás desse homicida e você é a única pessoa a escapar. Precisamos ser exatos nas evidências. — Dizia tentando soar tranquilo.

– Tudo bem. — Assentiu o estudante de psicologia. — Eu não sei mais no que posso ajudar, eu estou preocupado com meus amigos, eu não sei se eles estão bem. E-eu... — Hesitou. — Eu quero apenas estar seguro.

– Você vai ficar. — Blaine pegou a mão do castanho por cima da mesa, mas após o delegado pigarrear com a garganta a soltou e continuou. — Você conseguiu ver o rosto desse homem, ao menos? Ou se pelo menos era um?

– Eu não sei, parecia um homem. — Kurt tentou. — Ele era baixo e um pouco gordo, eu não consigo me lembrar muito além disso, as luzes estavam apagadas... — Disse em desistência.

– Tudo bem, já é muita coisa, Kurt. — Blaine tentou sorrir e trazer um pouco de conforto ao ex namorado, que tomou um olhar sincero no rosto e sorriu em retribuição. O detetive livrou-se do olhar do castanho e encarou o delegado. — Senhor delegado, acho que Kurt já passou por momentos traumáticos demais nesses últimos dias com o corpo desaparecido do irmão, com os ataques dos amigos e com o próprio Dusseldorf. Acho que podemos liberá-lo, certo? Não há necessidade de fazê-lo repetir a história novamente.

– Claro, como quiser. — O velho homem rolou os olhos e saiu da sala.

– Muito obrigado. — Sussurrou o Hummel enquanto se levantava.

– Você está bem? — Blaine perguntou se aproximando.

– Física ou emocionalmente? Porque estou um caco nas duas. — Gargalhou baixo e permitiu ser abraçado pelo detetive que não demorou além de alguns segundos, sabendo que do outro lado do vidro poderia ter algum oficial os encarando.

– Eu deveria ter te protegido. — Disse quebrado.

– Blaine, não foi sua culpa. — Tentou o confortar. — Mas se você quiser me confortar, bem... Eu estou morrendo de medo de ficar sozinho. Seria muito estranho eu pedir para ir à sua casa?

.:.

Os homens estavam na cama se beijando como se não tivessem feito aquilo há anos. Kurt estava deitado e Blaine sentado em cima de si, explorando aqueles lábios deliciosos. Não havia dúvida nenhuma de que estava se apaixonando cada vez mais pelo castanho, e o medo de perdê-lo fazia a paixão aumentar ainda mais.

– Deus, Blaine... — Kurt sussurrou durante o beijo.

O detetive sorriu e continuou a mexer seu quadril, rebolando em cima do membro do Hummel que começava a pulsar dentro de sua calça. As mãos do estudante de psicologia agora exploravam todo o perímetro do peito de Blaine, indo até os braços e apertando os bíceps fortes do outro homem. Blaine era deliciosamente lindo e Kurt amava aquele corpo.

Os dedos escorregaram até a aba da camisa de botões que Blaine usava e logo o tecido era jogado no chão sem nenhum asseamento. O Anderson deu um sorriso cheio de luxúria e continuou a rebolar, passando seus beijos ao pescoço do homem de olhos azuis debaixo de si. Kurt arfava desesperadamente por mais contato com Blaine. Seu coração não batia forte assim há muito tempo.

– Eu te amo tanto... — Sussurrou Blaine perto do lóbulo da orelha de Kurt, beijando cada centímetro do pescoço pálido do rapaz, que sorria sacana.

As mãos do Hummel saíram dos braços musculosos de Blaine e correram até os botões do jeans que o mais baixo usava, tentando tirá-los de sua casa. A cueca do detetive estava tão apertada quanto a do Hummel e os beijos eram cada vez mais deliciosos e saborosos. As bocas se encaixavam como nenhuma outra jamais havia.

– Você está me deixando alucinado. — Sussurrou novamente no lóbulo da orelha do castanho. Os lábios correram até a boca de Kurt, onde Blaine não hesitou em pegar para si novamente.

De repente um barulho estranho foi ouvido e os homens pararam para se encarar. Se olharam com as sobrancelhas arqueadas por alguns segundos e então ouviram outro estrondo vindo da parte de fora do quarto.

– Tem alguém na sua casa, Bee. — Kurt sussurrou em alarde.

Os olhos do detetive ficaram longes e Blaine saiu rapidamente de cima do castanho. Correu até a porta que separava a porta do corredor e ouviu passos vindos da sala. Aquilo definitivamente não era uma visita surpresa de algum amigo. Seus dedos se passaram rapidamente pela chave da porta, a trancando.

– Precisamos chamar a polícia. — Disse em um sussurro e Kurt assentiu, se jogando pra fora da cama e buscando seu celular em algum lugar do criado-mudo e o jogou para Blaine, que discou os números rapidamente. — Alô, aqui é o detetive Anderson. Tenho uma invasão na minha casa, artigo 150. — Disse num tom baixo, tentando não alarmar os bandidos. — Sim, é o mesmo endereço do banco de dados. Tudo bem, se apressem. — E desligou o aparelho. — Eles estão a caminho.

Kurt sentiu seu peito ficar mais pesado e um medo estranho percorrer seu corpo. Não era possível que sua vida não teria mais sossego desde que todo aquele inferno havia começado. Sentiu seus pés travarem no chão ao ouvir a maçaneta do quarto tentar ser aberta. Blaine compartilhou do mesmo olhar de pânico.

Abre a merda da porta, detetive Blaine.– Gritaram.

– Eles te conhecem. — Kurt sussurrou.

– Trabalhar com a polícia tem essas desvantagens. — Sussurrou novamente. — Finja que não tem ninguém. — Respondeu.

Eu sei que você está aí!– Gritou novamente. — Você vai pagar pela merda que fez com o meu irmão.

Blaine sentiu seu coração se apertar, sabendo exatamente quem estava do lado de fora da porta. É claro que seria muito inviável ser azarado o suficiente para ser assaltado em um prédio com diversos apartamentos. Aquilo definitivamente não era um assalto, era um acerto de contas. Um acerto de contas da família Stifler, onde há alguns meses Blaine havia ajudado a prender Garet, o irmão mais novo e problemático.

Eu vou arrombar essa merda.– Gritou.

– Blaine, eu acho melhor você abrir.

Kurt sussurrou e Blaine assentiu com medo, indo até a porta e virando a chave. O homem no outro cômodo, Ernest, abriu a porta imediatamente e partiu para cima de Blaine, o arrastando até a cama e aproveitando o impacto com o colchão pra dar um soco no rosto do detetive.

– Parece que eu atrapalhei a sua foda. — Dizia com um sorriso idiota no rosto. O homem se vestia mal e Kurt poderia duvidar que ele tivesse todos os dentes. — E agora você vai morrer. — Disse outra vez dando outro soco rosto do moreno.

– Ernest, para! — Blaine gritou tentando se defender. — Se você fizer isso, vai ter o mesmo fim que Garet. Vai acabar na prisão! — Advertiu.

– E você vai acabar no cemitério. — Gritou o homem.

O homem puxou o punho cerrado para longe para socar novamente o detetive, foi quando caiu no chão com o baque que havia recebido no rosto. Kurt tinha os olhos cerrados da raiva e havia quebrado um vaso na cabeça do homem, que estava acordado no chão ainda mais raivoso do que antes.

Rapidamente Kurt foi pra cima do homem e logo se engalfinhavam no chão. Blaine iria fazer alguma coisa, porém logo seus olhos se arregalaram com a situação.

Kurt tinha ira nos olhos e batia com a cabeça do homem fortemente contra o chão, perto dos cacos de porcelana que sobraram de um vaso qualquer. O ódio do Hummel eram enormes e Ernest já não estava mais consciente, mas isso não impediu o castanho de continuar. Uma pequena poça de sangue começava a se formar embaixo do invasor, mas aquilo não parecia ser suficiente para Kurt, que alcançou um caco do vaso e perfurou a garganta do homem. Blaine assistiu tudo com os olhos arregalados.

– Kurt... — Disse cuidadoso.

O castanho piscou algumas vezes e então se deu conta do que havia feito, e bem na frente de Blaine. Sua primeira reação foi largar o caco de vidro que estava na jugular do homem, fazendo o sangue jorrar por todo o quarto. Kurt se jogou pra trás, saindo de cima do corpo e se afastando com medo.

– Blaine, e-eu... — Tentou se desculpar, mas não conseguiu.

– Kurt, calma. — Blaine correu até o amado, que apontava para o homem morto estirado no chão do quarto e tremia. — Não foi sua culpa. — Repetia a mesma frase que o Hummel o dizia quando contava sobre o assassinato de seu pai. — Você só quis se defender, não importa como fez isso.

– Eu matei ele. — Disse atônito.

– Kurt, olha pra mim. — Blaine segurou o rosto de Kurt e encarou aqueles olhos azuis que estavam vagos e longe. — Meu amor! — Chamou outra vez.

– Eu matei ele, eu matei uma pessoa, Blaine. — Encarou o detetive finalmente. — Eu sou um assassino tão terrível como Dusseldorf, e-eu... Meu deus! — Dizia em um tom quase inaudível.

– Não, você não é. Olha pra mim. — Blaine dizia. — Você fez isso por impulso, você fez a mesma coisa que eu fiz anos atrás. Vamos, não fique assim abalado.

– A polícia está chegando... — Disse amedrontado. — E-eles vão descobrir, eles v-vão me prender. — Dizia gaguejando, realmente com medo.

– Não, olha... — Blaine hesitou por alguns instantes, mas logo continuou, sem saber ao certo se aquilo daria certo. — Você vai levantar e vai até o seu carro, vai pra sua casa tomar um banho e descansar. Quando eles chegarem eu... Eu invento alguma coisa. Eles nunca vão saber que foi você. — Dizia.

– Blaine, você não pode fazer isso... — Kurt o encarava com os olhos marejados, não deixando o choro desesperado o pegar, mas algumas lágrimas caíam sobre seu rosto.

– Eu sei que você não foi o culpado. Por favor, vá antes que chegue alguém. — Disse abraçando novamente Kurt, sem se importar de se sujar com o sangue de Ernest. — Kurt, não temos muito tempo.

– T-tudo bem. — Gaguejou, se levantando, pegando seus pertences e correndo até o elevador de serviço.

Seu carro estava estacionado na garagem, o que foi fácil para evitar esbarrar com qualquer pessoa e ter que explicar porque sua blusa estava cheia de sangue. Entrou na BMW e tirou a camiseta que vestia.

Kurt encarou os lados e observou todos os espelhos e ao se certificar que estava sozinho limpou as lágrimas e abriu um sorriso sacana no rosto. Se inclinou até o tapete do passageiro e o levantou, revelando um compartimento escondido do carro. Ao abri-lo, uma camisa também com sangue estava escondida. Rolou os olhos e jogou sua camiseta da polícia dentro do compartimento que também tinha outros objetos, como um pote com o líquido clorofórmio e uma pequena câmera.

O castanho suspirou e levou a mão até o banco traseiro onde a mala do acampamento estava, tirando uma camiseta branca simples de lá e a vestindo rapidamente, tirando qualquer vestígio de que ele havia acabado de assassinar alguém. Suspirou firme e sorriu mais forte ao se lembrar de que Blaine nesse momento estava acobertando sua morte... Bem, ele poderia se acostumar com isso, afinal, quanto mais pessoas matava, mais difícil estava ficando para se fingir de inocente e Blaine poderia ser a chave que Kurt Hummel tanto procurava.

Ou devo dizer Kurt Dusseldorf Hummel?

Notas finais
Sim, está oficialmente declarado quem é Dusseldorf, e vocês não tem noção de quanto eu odiei a Amanda e a Tamires todo esse tempo por terem descoberto todas as dicasssss! hahaha. E todas as vezes que eu tentava despistar, elas acabavam achando novas pistas e se certificando de que era ele que tava matando todo mundo, droga! Mas espero ter enganado o resto das leitoras... Deu certo? hihih. Outra coisa, que invasor mais cockblock, meu deus. Não podia esperar pra invadir a casa do Blaine quando eles já tivessem transado? Que chato, hein! E queria dizer que Sebastian é muito bem vindo na história e eu já estou tendo fantasias com ele vestido de farda. Sim, eu sou meio louca. Agora vamos a um assunto sério. Essa semana tem sido bem complicada na minha vida porque estou me mudando de cidade e indo morar sozinha de uma vez por todas, e a busca de uma casa finalmente se encerrou e está tudo certo pra eu me mudar. Isso significa que talvez eu fique sem internet por algum tempo, então eu peço desculpas pela demora pra atualizar as histórias e pedir mais desculpas ainda por demorar ainda mais para atualizar daqui pra frente, mas eu prometo que vou compensar vocês! Outro assunto sério agora. Já que o assassino foi revelado, eu quero muito deixar claro que não há meios 100% eficazes de eu fazer um detetive e um assassino terem um final feliz pra sempre, por motivos meio óbvios. Já avisei a Tami e a Mandy que talvez o final que eu tenho pra essa história pode não ser como o esperado por elas, e quero avisar vocês também. Não, nenhum dos dois morre e eles ficam juntos no fim, mas não quero reclamações sobre as coisas que acontecerem até lá, tudo bem? Então prefiro que alguns leitores deixem de ler do que virem reclamar comigo mais tarde, mas creio que não será problema. Quem em sã consciência lê uma história de assassino e espera um final cheio de arco-íris, de qualquer jeito? Bem, era só isso. Vejo vocês (espero que) em breve. Ah, e me deixem saber o que vocês estão achando da história e qual foi a reação de vocês a descobrir quem é o Dusseldorf, hihihihi. Me contem, ok? Fuis ♥