O Assassino de Düsseldorf

6 #06 Nenhuma morte por hoje


Notas iniciais
Oieeee! Então, queria muito agradecer à minha molier Carol por ter recomendado essa fanfic. Não pediria por esposa melhor do que ela, hahaha ♥

06

– Então esse livro deverá ser lido até a próxima semana. Na sexta-feira que vem, todos deverão me entregar uma resenha detalhada sobre o livro com a opinião de vocês, além de um final alternativo. Quem deveria ser o assassino, e por qual motivo. — Disse o professor em um tom passivo.

Logo os alunos saíam em desordem. O castanho rapidamente colocou seus materiais dentro de sua bolsa e correu pros corredores do prédio, checando seu celular para ver se Blaine havia mandado algum tipo de mensagem, mas não.

Jesse havia sido morto nessa manhã e ele ainda estava sem notícias. Resolveu não contar à Rachel, embora considerasse o fato dela já saber, pois Rachel podia muito bem ser a assassina, certo? Bom, na verdade, Kurt não sabia.

Sentou-se em um banco do campus, tirou o livro que seu professor havia dado de tarefa e encarou a capa "O Assassinato de Jane Eich". Quanta ironia do destino seu professor exigir a leitura de todos de uma história da qual o Hummel estava vivendo. Assassinatos... Afinal, psicologia se resumia à entender o cérebro das pessoas, seus comportamentos... Kurt teria que, nas próximas semanas, entender o que se passava na cabeça do assassino.

Abriu o livro e começou a leitura. Apenas percebeu o tempo que passara quando viu que estava no penúltimo capítulo de um livro com 300 páginas.

Ele simplesmente não conseguia se ver fora daquele livro, o castanho não tinha palavras pra descrever o quão esplêndido era aquele livro. O modo que o autor descrevia os passos do assassino, de como ele era realmente cuidadoso em não deixar detalhes. Kurt ficou fascinado, para falar a verdade. O melhor foi saber que aquele era o primeiro volume de vários outros da autora Eva Polinsk.

O estudante de psicologia se assustou quando seus pensamentos foram desviados à seu celular tocando. Levou à mão até o aparelho com a esperança de ser Blaine, porém seu sorriso continuou no rosto ao ver que seu pai ligava.

– Pai, que saudades! — Disse com o telefone já na orelha.

"Oi, kiddo. Estou ligando pra saber se você queria passar o feriado aqui. Eu e Carole estamos morrendo de saudades, e Finn... Bem, você sabe que ele também sente."

– Sim, pai. As coisas aqui no centro andam meio pesadas desde do começo dos assassinatos no estado, a faculdade também tá me exigindo muito... Eu não sei se vou estar livre no feriado...

"Faça um esforço, Kurt. Você sabe que seu velho sente sua falta..."

– Eu sei, pai... — Kurt colocou sua bolsa nos ombros e caminhava até seu carro. — Eu vou ver se consigo ir, tudo bem? Te ligo mais perto do feriado.

"Ok."

– Tchau.

E antes que Burt pudesse responder, Kurt desligou a ligação. Seus pensamentos estavam fixos no mundo dos assassinatos e tudo mais para pensar em sua família naquele momento. O castanho pensava no livro, na vida real... Quando se deu conta, chegava em frente ao apartamento de Blaine.

Hesitou, mas logo estacionava o carro ali perto.

ALGUMAS HORAS ANTES

Blaine praticamente voava com o carro por uma de algumas avenidas de Lima. Queria apenas chegar rapidamente à delegacia. Tudo aquilo o animava, e isso era horrível. O moreno sempre se sentiu péssimo por adorar mortes. Sim, ele adorava mortes.

Aquilo era um tanto desconcertante, porém o pequeno adolescente apaixonado por homicídios havia crescido e resolvido investir essa sua "paixão estranha" em uma profissão que isso o ajudasse. Blaine adorava ser um detetive.

– Cheguei, cheguei! — Gritava enquanto corria pelos corredores daquele setor de investigação. Os funcionários encararam Blaine com um tanto de graça e se viraram para o moreno. — O que eu perdi?

– Isso. — O delegado entregou um envelope para o detetive. — Abra.

Blaine levantou uma das sobrancelhas e encarou o objeto. Sem hesitar, o detetive o abriu e dentro dele havia uma foto em polaroid e o homem mediano logo percebeu do que aquilo se tratava. Encarou a foto por alguns segundos, com um olhar curioso em seu rosto. Aquilo era um blefe? Ou algum tipo de pegadinha?

– Mas que... — Blaine sussurrou involuntariamente.

A foto seguia o mesmo padrão. Jesse apavorado, amordaçado e com lágrimas nos olhos. Sem saída para a morte... Porém dessa vez, além da comum numeração, havia uma frase na polaroid.



Aquilo estava intrigando os detetives.

[...]

ATUALMENTE, NO APARTAMENTO DE BLAINE

Kurt tocou o interfone duas vezes até ouvir a voz do moreno.

– Quem é? — Disse um pouco afobado e Kurt deduziu que o detetive correra para atender a campainha do interfone.

– Kurt Hummel, conhece um? — Brincou.

– O que você está fazen... — Blaine desistiu de continuar a frase. — Suba!

Logo a porta do condomínio era destrancada e Kurt sorria, caminhando até o elevador e apertando o botão de número dezesseis, que indicava o andar que Blaine morava. Lentamente, os andares iam passando e demorou um pouco até o castanho finalmente chegar no andar desejado.

Caminhou até o fim do corredor e encontrou um Blaine já na porta esperando o castanho. Antes que o detetive falasse alguma coisa como um "bem vindo" ou "boa tarde", Kurt capturava os lábios do homem em sua frente.

Por mais que Blaine tivesse sido pego de surpresa, correspondeu o beijo assim que sentiu a língua do Hummel pedindo passagem. Fechou a porta de sua casa com o pé e caminhou lentamente com Kurt até o centro do cômodo. O beijo era molhado e expressava a vontade que o mais novo estava do outro naquele momento.

– Boa tarde... — Blaine disse com um sorriso assim que se viu longe da boca do Hummel. Estava hipnotizado com aquele garoto que o fazia delirar. Hipnotizado... Essa não era bem a palavra certa pro sentimento do moreno.

– Boa tarde. — Kurt respondeu com um sorriso.

Os homens continuaram ali agarrados se encarando. Blaine com as mãos no quadril de Kurt, e o castanho com as mãos circulando a nuca do detetive. Não demorou muito pro espaço entre os dois ser selado com um beijo lento.

A sintonia era perfeita. As línguas se encaixavam e os suspiros eram longos e apaixonantes. Logo Blaine encerrava o beijo com alguns selinhos, o que fez Kurt gemer baixinho.

– À que devo a honra de sua visita? — Blaine nem deixou Kurt responder a pergunta. — Ah, claro, o assassinato de Jesse... — Disse com uma pitada de desgosto ao lembrar que Kurt aparecera ali por causa de uma morte, e não por causa do próprio investigador dela.

– Na verdade, sim. Mas agora que estou aqui, só quero saber de provar você... — Kurt fechou os olhos e também a distância entre as duas bocas.

Os dois rapazes se entregaram ao beijo, deixando tudo ao seu redor ser ignorado. As bocas se encaixavam e os corpos pareciam querer se fundir em um só.

O estudante sentia seu quadril e sua bunda ser explorada pelas mãos curiosas do detetive, que explorava cada pedaço daquele corpo.

– Você é muito gostoso... — Blaine gemeu durante os beijos. Não entendia como Kurt conseguia entrar em calças tão apertadas, mas só Deus sabia como agradecia por isso.

– Devíamos levar isso para o quarto. — Kurt disse confiante, fazendo Blaine quebrar o beijo e o encarar curioso.

– Mesmo?!

– Mesmo. — Respondeu com um sorriso sacana.

Blaine arqueou uma sobrancelha ao ver aquele lado sacana do garoto de olhos azuis e logo sorriu, atacando aqueles lábios que já estavam roxos em um beijo mais agressivo e penetrante. Aquilo estava ótimo, porém o castanho perdeu a concentração quando Blaine passou os beijos ao pescoço do estudante.

– Você que sabe, Kurtie. — Sussurrou perto do ouvido do castanho, que sentiu todos os pêlos de seu corpo se arrepiarem.

– Quarto. Agora. — Disse como se fosse uma ordem, o que fez Blaine sorrir.

Entre os beijos, Blaine foi guiando Kurt até uma porta perto da sacada. O quarto de Blaine cheirava como Blaine, com aquele seu perfume amadeirado que o moreno usava. Os homens estavam nas nuvens.

Notas finais
Queria pedir desculpas pelo capítulo pequeno, mas é porque eu não tava com muita inspiração mesmo. Minha vida estava parada, mas foi só eu voltar a escrever fanfic que tudo virou ed cabeças pro ar, que conveniente, não?! Eu estava me sentindo muito triste em morar em uma casa sozinha, então decidi adotar um gato. Weeee, adotei um gato. O nome dele é Eli Carlos (canon, ok? ahhaha) e ele ainda está se acostumando com tudo por aqui, então tô tentando não ficar muito tempo no computador e dar mais atenção pra ele! E também tenho procurado emprego, porque enquanto dinheiro não chover do céu, fica difícil colocar comida em casa! Vixi. Mas parando de falar da minha vida e voltando à fanfic. Teria lemon, sim, mas eu tava cansada e sem inspiração e resolvi adiar um pouco por motivos de: melhor esperar do que ter um lemon mal escrito, certo? Certo! Aliás, tem uma dica MUITO escondida nesse capítulo, quem achar deve ter procurado tão fundo que além da dica, achou petróleo... hahaha! Boa sorte ♥ Obrigada por lerem, vocês são demais. Imitem a Carol, gente... É legal, hahaha. Boatos de que quem recomenda a fic ganha um cookie e um sorvete... Boatos....