O Assassino de Düsseldorf

4 #04 Mais um suspeito, mais uma morte


Notas iniciais
"O QUE ACONTECEU NOS ULTIMOS CAPÍTULOS: Blaine e Kurt estão entrando em uma teia sem volta sobre os assassinatos. Blaine é um detetive particular que está contando com a ajuda de Kurt, um estudante de psicologia e amigo de uma das vítimas, para solucionar o caso do serial killer. Como todo assassino em série, há um padrão. Kurt e Blaine estão tentando investigar esse caso separado da polícia local. No último capítulo, acharam uma ligação entre as mortes. Ambos estavam ao mesmo tempo cursando ou lecionando no ensino médio do McKinley. Porém, em uma tentativa falha de alertar Rachel sobre o perigo, pois a morena também estudou lá, Blaine acaba revelando que Rachel é uma das suspeitas a ser o assassino de Düsseldorf." N/A: Explicações sobre o sumiço nas notas finais.

[...] – Minha amiga está em perigo, Blaine. — Kurt disse irritado. — Me dê um bom motivo pelo qual eu não devesse ligar para ela nesse exato momento.

– Temos grandes indícios que talvez Rachel seja o assassino de Dusseldorf."

04

Kurt encarou Blaine como quem olhasse uma equação de matemática. Blaine suspirou por ter falado demais à Kurt e fez sinal para o castanho largar o celular e sentar, que iria lhe contar tudo. O mais novo assentiu e assim o fez.

– Kurt, eu não deveria nem lhe contar isso. É um assunto totalmente confidencial, a polícia local nem sabe dessa hipótese, apenas o pessoal da minha agência.

– Estou esperando os motivos de você citar minha melhor amiga como uma assassina sem escrúpulos que está saindo por aí e matando pessoas! — Bufou incrédulo.

– Ok. — Blaine puxou outra cadeira e se sentou de frente para Kurt. Alcançou alguns papéis de cima da mesa e tentou explicar. — Como você mesmo disse, Rachel ainda mantinha contato com Jim. Soubemos disso porque ele, apesar de no passado ser um professor de geografia, agora trabalhava como contador, e Rachel era uma de suas clientes. Nos últimos meses a família Berry passou por uma grande crise financeira porque a empresa de babás de Leroy e Hiran Berry faliu. Você ficou sabendo disso?

– Não, Rachel não me contou. — Kurt disse, criando um pequeno sorriso no rosto de Blaine, como quem confirmasse sua teoria. — Mas isso é um assunto pessoal dela, Rach não precisava me contar coisas assim.

– Tudo bem. Continuando... — Blaine pegou uma folha específica. — Temos aqui uma cópia de um boletim de ocorrência feito por Jim na delegacia de Fort Shawnee sobre ligações anônimas na mesma época, o ameaçando de morte, como se o culpado por uma falência fosse culpa do contador. As vozes eram femininas. Algumas semanas depois ele apareceu morto.

– Mas isso não prova nada! — Disse Kurt estático.

– Eu não acabei. — Respirou. — Logo depois veio o assassinato de Dani. Na boate onde ela esteve antes de ser encontrada morta conseguimos testemunhas de que Dani estava acompanhada de Rachel, porém foi embora sozinha. Ninguém viu Rachel sair, apenas entrar. No depoimento que colhemos na escola, ela disse que estava na casa de Jesse, mas o intimamos para depor e ele não apareceu. A casa está fechada e no bairro ninguém ouviu falar dele nos últimos dias. Não há um motivo aparente para Rachel ter matado Dani, elas eram amigas, mas ainda assim é suspeito. — Kurt abriu a boca para retrucar, porém Blaine continuou. — E Tony, o último assassinato. Ex-namorado de Rachel no ensino médio. Terminaram porque ele a trocou pela líder de torcida na frente de todos no último jogo da liga de futebol. Matou por uma mágoa antiga, talvez?

– Blaine... — Kurt começaria a falar, mas Blaine interviu.

– Não estou dizendo que sua amiga Rachel matou essas três pessoas, apenas estou dizendo que ela tem mais motivos do que os outros suspeitos. — Blaine se levantou. — Kurt, você não entende esse mundo, é cheio de achismos e complicações. Atualmente, até você é um dos suspeitos, porque tem ligação com as três mortes. Precisamos ser cautelosos. Alguém irá morrer novamente e não se sabe quem. Precisamos capturar esse psicopata.

– Tudo bem. Vocês tem os suspeitos de vocês, mas eu conheço Rachel. Ela não consegue nem matar uma barata, quem dirá três pessoas. — Kurt colocou sua bolsa no ombro. — Não vou contar à ela as coisas confidenciais que você me contou, mas exijo pelo menos que você não faça todas as investigações com a ideia que ela é o assassino, porque ela não é!

– Ok, Kurt. E eu quero que você se cuide. Não sabemos se ela é o assassino, mas também não temos certeza que ela não é. Tem alguém solto por aí prestes a matar qualquer um.

– Eu sei me cuidar. — Sorriu fraco.

Kurt jogou sua bolsa em cima da cama com um tanto de força. Isso estava fora de seu controle. Nunca pensaria que um dia estaria dentro de uma série policial. Ouvia os casos na televisão de assassinatos, perseguições, mas nunca imaginaria que seria ele a pessoa quem faria as investigações. Droga, ele era apenas um estudante de psicologia.

Respirou fundo, abriu seu laptop e procurou algo para espairecer. Tentou ver alguma série online, mas todos seus pensamentos iam em séries policiais. Eram quatro horas da tarde, Kurt estava livre o resto do dia. Deitou em sua cama e pensou em Rachel.

Por qual motivo a judia não havia lhe contado sobre a falência da empresa dos pais? Talvez seria por isso que a morena pulava programas como ir ao shopping, ou ao cinema. Aquilo era fato, Rachel havia escondido uma coisa importante de Kurt. Mas isso não a fazia uma mentirosa, fazia?

Relaxou seus músculos e desandou a pensar em tudo que havia acontecido nos últimos dias, quando de repente uma luz se acendeu dentro da mente de Kurt que fez o castanho gelar dos pés à cabeça. Por alguns instantes, esqueceu como respirava. Então Kurt se levantou rapidamente, pegou as chaves de seu SUV e dirigiu cidade adentro enquanto usava seu celular desesperadamente.

"de Kurt: Blaine, precisamos nos encontrar, agora! No mesmo café de antes, te encontro lá em quinze minutos. Apareça."

Kurt brincava com os dedos e batia o pé impaciente. Fazia quase meia hora que enviara a mensagem e Blaine ainda não havia aparecido. Estava com uma certa raiva do detetive. Seu olhar foi de encontro à uma BMW entrando no estacionamento do comércio e estacionando um pouco longe.

Blaine entrou no estabelecimento e procurou por Kurt rapidamente, logo foi até sua mesa e sentou a sua frente. — Me desculpe pela demora, estava saindo de uma reunião quando recebi sua mensagem acabei me enrolando.

– Que reunião? — Perguntou.

– Na agência.

– Que agência?

– A que eu trabalho. — Blaine tirou seu sobretudo e o repousou sobre o banco. Fez sinal para a garçonete lhe trazer o de sempre, já que sempre tomava café naquele lugar e já era conhecido pelas funcionárias.

– Onde fica essa agência? — Kurt perguntou novamente.

– Por que tantas perguntas?

– Estou fazendo o que você me pediu pra fazer, investigando os assassinatos que estão ocorrendo. — Blaine não se deu por satisfeito com aquela resposta, então Kurt continuou. — Sabe, Blaine. É bem comum nos filmes de terror o bandido se passar por mocinho a trama inteira, pra no fim descobrirem que era ele quem era o cara mal. Lima é uma cidade pequena, com pouco despreparo.

– Não entendi onde você quer chegar.

– Não deve ser difícil chegar em uma cidade decadente e se oferecer para ajudar em um caso que a polícia não faz ideia de como solucionar, não é? — Blaine balançou a cabeça como se dissesse um "talvez". — E você imagina a minha surpresa agora a pouco quando eu tentei ligar para os Harpers e ouvi um recado na secretária eletrônica deles dizendo que eles estavam de luto, e não queriam tocar no assunto de Dani.

– Você não está sendo claro. — Blaine deu um gole do café que a garçonete havia trazido enquanto Kurt estava falando coisas sem sentido pro detetive.

– Não entendo como os pais de uma adolescente morta contratam um detetive particular para vasculhar um assunto que eles não querem tocar. — Kurt estava na defensiva. — Logo, devo fazer o que você me ensinou a fazer, questionar. É um tanto estranho isso tudo acontecer, você aparecer, saber todos os detalhes de todos os assassinatos... Isso me faz pensar se o assassino não deve ser você.

Blaine encarou Kurt com seus olhos amêndoas por alguns segundos, e logo deu um sorriso em seguida. — Gostei disso, muito bem pensado. Sabe, Kurt, você tem uma vocação pra detetive. Não sei porque perde tempo cursando psicologia.

– É só isso que você tem a dizer pra se defender? — Kurt atacou.

– Você está ressentido por eu ter falado que Rachel é suspeita, por isso está colocando a culpa dos assassinatos em mim? — Blaine se divertida, nisso Kurt lançou um olhar de reprovação para o mais velho. — Não, Kurt. Eu não sou o assassino. Eu não matei quatro pessoas e também não pretendo matar mais dezesseis.

– Quatro assassinatos? — Kurt perguntou incrédulo, Blaine engoliu seco. — Houve mais um? Porque se me lembro bem, até algumas horas atrás eram três.

– Houve outra vítima em Enderville, cidade vizinha daqui. Encontraram um homem morto em casa no mesmo padrão que os outros. — Kurt olhava fixo em Blaine. Como seria capaz de Blaine saber desses assassinatos em tão pouco tempo? Fazia quatro horas que estava com o moreno em sua casa. — Era essa reunião que estava quando você me mandou a mensagem, estávamos tentando achar uma ligação.

– E acharam? — Kurt desconfiava.

– Não. A vítima é Ianto Jones, 43 anos, taxista. Morou a vida inteira em Enderville, nunca cruzou a fronteira para Lima, nunca teve passageiros daqui. Não conhecia Dani, não conhecia Jim e não conhecia Tony. — Blaine suspirou. — Estamos tendo trabalho. Restam dezesseis assassinatos e não sabemos se o assassino irá parar quando a contagem regressiva se esgotar.

– Foto assinada por Düsseldorf?

– Sim. — Blaine pressionou as têmporas. — Isso está ficando complicado. Torça, Kurt, para não termos um assassino a solta que não gosta de padrões. Que mata por diversão, quem lhe convir. Porque aí, teremos um psicopata eternamente à solta.

Kurt respirou fundo e deu uma última olhada em Blaine. Jogou algumas notas sobre a mesa e se levantou para sair do estabelecimento.

– Onde você vai? — Perguntou o detetive.

– Pra casa.

– Você está de carro? Quer uma carona, por acaso?

– Não. — Kurt engoliu seco. — Como você disse: tem um assassino à solta pronto para matar qualquer um, e eu não tenho plena certeza que você não é ele.

Kurt debandou até a porta do estabelecimento e deu uma última olhada em Blaine, que parecia intrigado. Não acreditava que havia se tornado um suspeito, e pior, de alguém que nem ter estudado perícia. O moreno acenou brevemente para Kurt, que saía do estabelecimento resolvido de que iria resolver esse caso.

Kurt Hummel iria solucionar esse caso, tendo ele a ajuda de um detetive particular ou não.

Notas finais
"Atualizada: 08/12/2014 às 06:14", que vergonhaaaaa! Me desculpem, de verdade! Eu simplesmente sumi. Sem desculpas, sem explicações. Eu só parei de escrever e não mais voltei... E nossa, agora que voltei, como eu senti falta daqui, de vocês, de tudo! Mas estou de volta, agradeçam à Lilian, e às meninas do Fandom Challenge! Não vou sumir mais, prometo! E caso eu fique mais de uma semana sem aparecer por aqui, me procurem e me ameacem. De verdade! Eu amo isso aqui e não quero nunca mais tirar esse sorriso do meu rosto. Eu escrevo por prazer, e quero continuar fazendo isso. Aliás, morreu mais um! kkkkkk MATO TUDO! O que estão achando da história? O que acham dos suspeitos, e quem vai ser a próxima vítima? hahaha. Citarei Lilian: "Lyandra, você é muito esperta escrevendo essa fanfic. Não seria você uma psicopata?" ............ talvez.......... Espero reviews sobre o que vocês estão achando, hehe. Beijos, até!