O Assassino De Reis - Parte Três
13 Capítulo 12 : Destino
“ Dizem que quando você está em perigo , uma luz aparece para te ajudar como um anjo...Espero que sejam essas que estou vendo agora.” – Kristoff.
*
Local : Castelo de Anor Londo
Status : Noite
Dia : 5 de maio
Hora : 04 : 00
Personagem : Kristoff
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“ – Kristoff...Por favor...
– NÃO ! POR FAVOR ! ANNA NÃO ! “
– NÃO ! – Gritou Kristoff acordando depois um terrível pesadelo envolvendo Anna.
Kristoff já estava menos machucado graças a Roger. Então ele se senta na cama ainda se recuperando do pesadelo.
– Não posso ficar aqui...Não posso... – Resmungou ele.
E de repente , uma pequena luz azul escura aparece na frente dele. Eram as mesmas luzes que guiaram Merida para seu “destino” em Terras Altas Da Escócia.
– Mas o que... – Resmungou Kristoff tentando entender o que era aquela pequena luz.
A luz começa a se mover lentamente em direção a porta , e a atravessa.
Kristoff curioso para saber o que aquilo se tratava , abre a porta e vê diversas luzes na parede do corredor , pareciam formar uma frase.
“ Anna está esperando. “
Incialmente , Kristoff recua assustado com aquelas luzes e a frase que elas mostraram , mas tendo em mente que Anna poderia estar em perigo ele rapidamente começa a seguir uma das luzes que acabara de deixar o grupo.
Junto com a luz , Kristoff passa por diversos corredores vazios e escuros. Andava sem rumo , apenas rezando e torcendo para que aquela pequena luzinha o levasse até Anna. Pois ele acreditava seriamente que algo de maior importância estava ocorrendo naquele exato momento.
– O que é você ? – Perguntou Kristoff.
A luz obviamente , não responde.
A luz então atravessa mais uma porta que parecia ter anos de existência. Kristoff rapidamente abre a porta e dá de cara com uma impecável vista do imenso mar que ficava atrás do castelo de Anor Londo que era iluminado pela lua cheia que raiava sobre o reino durante toda noite.
Kristoff começa a ter uma forte dor de cabeça e parece escutar vozes , mesmo sem ninguém por perto.
“ Siga a luz.” – Disse a voz.
– O que é isso ? – Perguntou Kristoff , sem receber uma resposta.
A luz começa a iluminar uma pequena escada de madeira que estava aos pés de Kristoff. A escada descia do lado de uma cachoeira que a escondia do resto do reino.
“ Desça.” – Disse a voz em sua cabeça.
Kristoff sem alternativas , começa a descer.
Os respingos da cachoeira molham Kristoff , deixando o frio que castigava Anor Londo duas vezes mais fatal. Mas felizmente Kristoff já estava acostumado com o frio intenso graças a sua profissão de alpinista.
Enquanto ele descia escada abaixo , ele escuta um forte barulho vindo do castelo. Parecia ser um disparo de uma besta com dez vezes mais o barulho.
– Espero que seja coisa boa... – Resmungou ele.
Ele volta a descer a escada e finalmente chega ao chão.
Kristoff começa a enxergar várias luzes que iluminavam o caminho para ele.
Kristoff parecia estar em uma montanha , pois onde ele estava parecia um labirinto de rochas.
As luzes o guiavam pela escuridão e abriam o caminho até que Kristoff chega a uma das ruas de Anor Londo , que estava totalmente destruída e deserta.
– Onde está todo mundo...? – Resmungou ele.
As dezenas de luzes continuavam a guia-lo pela rua deserta , até que depois de quase uma hora andando , Kristoff para enfrente a porta de uma casa.
As luzes se reagrupam inteiramente na maçaneta da porta.
“ Ela está aqui.” – Disse a voz em sua cabeça.
– Anna ?
“ Salve-a , torne-se um Dawnguard...”
Kristoff fica completamente confuso. Não sabia o que era um “ Dawnguard “ na verdade ninguém sabia.
Kristoff ignora a voz e toca na maçaneta , fazendo com que as milhares de luzes começassem a voar para o céu. Pareciam estrelas brilhantes que se moviam lentamente e iluminavam o céu de Anor Londo como se fossem pequenos anjos.
Depois de apreciar a maravilhosa vista , Kristoff respira fundo e abre a porta.
*
Quando na casa que não possuía uma sala muito grande com uma lareira que iluminava a sala , Kristoff vê Hans sentado na escada que levava ao segundo andar da casa.
Hans parecia estar cochilando com uma besta em mãos.
– Então...Você conseguiu. – Disse Hans revelando estar acordado.
– Onde ela está seu...Seu...
– Cuidado com o que fala , isso pode ser a ultima coisa que Anna ouvirá e também as suas ultimas palavras.
Kristoff então se cala por completo.
– Venha comigo , e nem pense em reagir. – Disse Hans subindo a escada lentamente.
Kristoff começa a seguir Hans lentamente , sobe a escada pequena de madeira e vê Hans apoiado em uma parede do lado de uma porta.
– Entra. – Disse Hans.
– O que você quer de nós ?
– Entra !
Kristoff então abre a porta e vê um corpo coberto por um cobertor verde escuro encima de um sofá.
– Abrace sua noiva. – Disse Hans também entrando na sala.
Kristoff começa a andar lentamente na direção do sofá e cuidadosamente , ele retira o cobertor , revelando o rosto lindo de Anna que se enche de lágrimas quando enxerga Kristoff.
– Kristoff...Você veio até aqui...
– É claro que eu vim ! – Disse ele com o rosto coberto por lágrimas.
Anna mesmo deitada , abraça Kristoff com uma força extrema.
Os dois começam a chora juntos , finalmente estavam juntos novamente. Apesar das fortes dores , das feridas profundas , de Hans estar ali com uma besta em mãos , os dois continuam a se abraçar a acariciar os rostos um do outro.
– Eu sempre soube...Que eu seria feliz ao seu lado... – Disse Anna chorando e soluçando.
Hans não interfere , apenas fica ali em pé observando o reencontro dos dois.
– Eu estou aqui. – Disse Kristoff com a testa colada à de Anna. – Vamos ficar bem , eu prometo.
Kristoff beijava todo o rosto de Anna que sorria ao ver que Kristoff estava ali com ela no momento mais assustador de sua vida.
– Não prometa a uma mulher o que você não pode cumprir. – Disse Hans.
Kristoff ouvindo as palavras de Hans , solta Anna. Mas Anna não o solta , continuava o abraçando com a mesma força.
– Sente-se ao lado dela. – Disse Hans sentando no sofá de frente para o de Kristoff e Anna.
– Por favor... – Disse Kristoff.
– SENTE-SE !
Anna então libera um pequeno espaço no sofá. Kristoff senta e Anna volta a abraça-lo com o rosto colado ao peito de Kristoff.
E assim ficam eles ficam por meia hora , sem ninguém pronunciar uma palavra sequer.
*
– Você...Lembra de Logan ? – Perguntou Hans.
– Lembro... – Disse Kristoff abraçando Anna com mais força.
– Você sabe quem ele era...?
Kristoff sabendo que era irmão de Hans , fecha os olhos e cola seu rosto ao cabelo de Anna.
– Sim , você sabe. – Disse Hans num tom muito calmo , parecia que nada daquilo o incomodava.
– Ele tentou causar uma guerra Hans. – Disse Kristoff.
Hans ignora as palavras de Kristoff.
– Você...Tem ideia do que eu sofri ?
– Não...Eu não perdi um irmão.
– Mas eu PERDI ! Agora eu vou tirar de você aquilo que você mais ama !
Com as palavras de Hans , o silêncio vem à tona e prevalece por mais alguns minutos.
Anna não solta Kristoff em nenhum momento , apenas ficara com a cabeça colada ao peito de seu marido rezando para que aquilo acabasse. Já Kristoff não parava de acariciar o cabelo de sua amada para tentar acalma-la de alguma forma.
– Eu...Fui libertado de Solitude. – Disse Hans. – Eu voltei para minha casa sem meu irmão. Meus pais...Meus irmãos...Meus amigos...Todos...Me condenaram por sua ação.
– Hans...Eu fui abrigado a fazer aquilo. Eu não queria que terminasse daquele jeito , mas seu irmão não me deu escolha.
– Eu não sou o vilão Kristoff , sou apenas um cara que quer a justiça.
– Então faça essa sua justiça a mim , não meta Anna nisso !
– Ela também é culpada.
– Não , ela não é.
– SIM ! ELA É !
Hans já estava apontando a besta para o casal , mas ele se acalma e abaixa a besta.
*
– Kristoff...Faça tudo que eu disser agora... – Disse Hans. – Abrace sua mulher.
Kristoff obedece Hans e abraça Anna que tremia de medo e frio.
– Vamos sair dessa , eu prometo. – Sussurrou ele.
– Agora , diga a ela que tudo ficará bem. – Disse Hans.
Anna então solta Kristoff e o encara com um olhar de tristeza.
– Vai ficar tudo bem. – Disse Kristoff acariciando o rosto de Anna.
– Agora , beije-a.
Kristoff começa a estranhar as ordens de Hans , mas Anna já o beijava.
Kristoff com o beijo de Anna , ele fecha os olhos.
De repente , Kristoff começa a sentir uma espécie de líquido em sua mão esquerda , e depois Anna começa a deslizar por seu corpo.
Kristoff assustado , olha para sua mão e nota que aquele líquido era sangue.
– An...Anna... – Disse Kristoff.
Ele então vê Hans ainda sentado no mesmo sofá , mas a besta estava sem a flecha.
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