O Assassino De Reis - Parte Três
10 Capítulo 9 : Revolução
“ É nossa vez...” – Alcatraz.
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Local : Praça Deliver Hope
Status : Noite
Dia : 5 de maio
Hora : 01 : 00
Personagem : Alcatraz
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Alcatraz , um jovem rapaz que passou a vida inteira ao lado de sua mãe trabalhando para o ditador Antônio estava finalmente livre , assim como todos em Anor Londo.
Em sua casa próxima a Praça Deliver Hope , a mesma que Antônio fora enforcado , Alcatraz estava sentado no telhado de sua casa observando todo o caos que acontecia em Anor Londo. Com o auxilio da iluminação de outras casas , ele vê milhares de pessoas ao redor da Praça Deliver Hope , e com elas , ele assiste diversas situações.
Bêbados vagando pela Praça esbarrando em outras pessoas , pessoas que lutavam entre si por dinheiro , mulheres desvalorizando sua imagem , lojas e casas sendo saqueadas e todos pareciam se divertir com tudo aquilo.
– Isso está errado... – Resmungou ele.
Alcatraz então sai de seu telhado e vai até o sótão de sua casa e de lá , para o quarto de sua mãe que tentava dormir mesmo com toda a algazarra que estava acontecendo nas ruas.
– Mãe... – Disse ele com um tom baixo.
– Diga. – Disse ela ainda despertando.
– Isso tudo está errado. Olhe as ruas , isso não é a liberdade que meu pai falava antes de morrer.
A mãe de Alcatraz então se sente em sua cama , ouvindo atentamente o que seu filho falava.
– Pessoas estão morrendo , a cidade está sendo destruída.
– Meu filho...
– Eles não querem uma liderança , mas eles precisam para que isso que Anor Londo está vivenciando jamais acontecesse.
– O que podemos fazer a respeito disso ?
– Devemos lutar ! Aquele Octávio não quer nos guiar para um mundo melhor. Ele quer as riquezas de Anor Londo e quer que nós apenas fiquemos olhando. Nosso reino está sendo destruído e não estamos fazendo nada.
A mãe de Alcatraz começa a respirar fundo e encara o filho com um olhar de orgulhosa.
– Igualzinho ao seu pai... – Disse ela.
Alcatraz se ajoelha , segura a mão de sua mãe e a encara.
– Eu preciso tentar dar um fim nisso... – Disse ele. – Por você , por meu pai...Por nós.
A mãe não responde , apenas fecha os olhos com pequenas lágrimas em seus olhos que começavam a escorrer por seu rosto.
Alcatraz abraça sua mãe.
– Eu volto. – Sussurrou Alcatraz.
– Prometa !
– Eu prometo que eu volto.
Alcatraz então solta sua mãe que se deita e cobre seu corpo com um cobertor. Alcatraz tendo em mente que sua mãe aceitara a sua escolha , deixa o quarto e se prepara para sair de sua casa.
*
Em seu bolso , ele leva apenas uma pequena adaga não muito afiada que pertencia a seu pai que dizia dar boa sorte.
Alcatraz então respira fundo e abre a porta de sua casa , dando de cara com o caos em Anor Londo.
Cobre seu rosto com um capuz branco e começa a ir em direção a Praça Deliver Hope.
Passa por diversos bêbados e ciganas. Alcatraz faz muito esforço para passar entre a multidão , mas com os pensamentos de que se ele desistisse , Anor Londo cairia.
Depois de quase uma hora passando e desviando de pessoas , ele chega até a Praça Deliver Hope e sobe o palco de madeira que Antônio fora enforcado.
– PESSOAL !! – Gritou Alcatraz.
Ninguém parecia dar a mínima para o que Alcatraz falava , era como se ele estivesse invisível.
– EI !!! ESCUTEM !!! POR FAVOR !! PRECISAM ME ESCUTAR !! – Gritou Alcatraz desesperadamente.
Mais uma vez , ele é completamente ignorado.
– POVO DE ANOR LONDO !!!!!!!!!!! ESCUTEM !!!!
– Cale a boca estupido ! – Disse um homem em meio à multidão.
Alcatraz então encara o homem que parecia ser um velho senhor.
– NÃO POSSO ! SENÃO ACABAREI COMO VOCÊS !! – Gritou Alcatraz.
O velho ouvindo as palavras de Alcatraz , se aproxima do jovem rapaz encima do palco de madeira.
– Como assim ? – Perguntou o velho.
– OLHE PARA ISSO ! OLHE PARA O QUE ESTÁ ACONTECENDO , CHAMA ISSO DE LIBERDADE ??? – Gritou Alcatraz já roco.
Com o grito de Alcatraz , mais três pessoas começam a ouvi-lo.
– Isso é a liberdade que nós esperamos há quase quinze anos. – Disse uma mulher que se aproximava do palco.
– Não , a liberdade que esperamos há quase quinze anos não é essa. – Disse Alcatraz já sem forças para continuar gritando.
– O que quer dizer com isso garoto ? – Perguntou um homem que se juntava ao grupo que ouvia Alcatraz.
– Isso não é liberdade , é insanidade.
Com essas palavras , Alcatraz consegue a atenção de um grande número de pessoas que pararam suas ações para ouvir o jovem rapaz que gritava que nem louco encima de um palco de madeira.
– Nós não somos animais ! Então não ajam como tal ! – Disse Alcatraz. – Vocês dizem que não precisam de um líder , mas nós precisamos de um !!
– Não precisamos não ! – Disse um homem.
– A não ?? Olhe o que está acontecendo sem um líder. Olhem para A MALDITA OBRA QUE ESTAMOS FAZENDO ! ESTAMOS BOTANDO ESSE REINO EM CHAMAS !!
Quando Alcatraz nota , praticamente todos ali presentes estavam ouvindo o que ele falava. Mesmo assim , ele não recua em nenhum momento.
– Por favor... – Disse Alcatraz já caindo de cansaço. – Não sejam enganados por esse homem que se diz aquele que nos libertou. O que ele quer é ver nós aqui , se matando aos poucos enquanto ele nada no ouro de Antônio e Katherine. Ele não liga para nós...Mas eu ligo...O meu pai ligava...Por que com vocês deve ser diferente ?
Com sua voz completamente destruída e gasta , Alcatraz desaba completamente exausto.
Depois de um tempo , o silêncio absoluto toma conta de toda Anor Londo. Até que o velho senhor que foi o primeiro a dar ouvidos a Alcatraz começa a subir as escadas do palco de madeira indo em direção ao jovem rapaz caído no chão.
Quando próximo de Alcatraz , ele estende a mão para o jovem.
– Eu estou com você garoto. – Disse o velho.
Alcatraz então segura a mão do velho e se levanta e encara a multidão que também o encarava.
– Eu também ! – Disse a mulher.
– É ! O garoto está certo !! – Disse outro homem.
E em questão de minutos , todo o povo de Anor Londo apoiava Alcatraz que percebe seu sucesso.
Gritavam para Alcatraz que acabara de se tornar aquele que não deixou que Anor Londo caísse em desgraça.
– E então...E agora garoto ? – Perguntou o velho.
– Castelo de Anor Londo...Vamos tirar aquele Octávio de nossa casa... – Disse Alcatraz.
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