O Assassino De Reis - Parte Três

16 Capítulo 15 : Choque De Lendas - Parte 3


“ Então...chegou a esse ponto ? “ – Kristoff.

*

Local : Pátio congelado do castelo de Anor Londo

Status : Nublado com névoa

Dia : 5 de maio

Hora : 07 : 12

Personagem : Kristoff

*

Com a névoa e a nevasca já longe de Anor Londo , todos ali presentes enxergam Flynn , Kristoff e Dante caídos no chão com uma poça de sangue e uma adaga no chão.

– FLYNN !! – Gritou Rapunzel correndo na direção de Flynn.

Rapunzel antes de ir até Flynn , entrega Sophia para Elinor.

Merida com seu arco e flecha em mãos , acompanha Rapunzel.

Rapunzel e Merida se aproximam rapidamente dos três. Com o barulho dos passos de das duas , Flynn e Kristoff se levantam lentamente.

Rapunzel se ajoelha e rapidamente abraça Flynn que ainda estava se levantando.

Merida então vai à direção de Dante que não levantara e estava desacordado.

– Dante. – Disse Merida tentando despertar Dante.

Sem uma resposta , Merida apoia sua cabeça no peito de Dante para tentar ouvir os batimentos do coração do mesmo.

– Meu Deus... – Disse Merida já se levantando.

Todos menos Elsa e Roger se aproximam do grupo que se formara ao redor de Dante.

– Ele está... – Disse Rapunzel ainda abraçada à Flynn que já estava de pé.

– Sim , está sim. – Disse Merida.

Todos gelam na hora e ficam em um profundo silêncio. Dante estava morto.

Kristoff vai até Roger e Elsa que ainda abraçava o corpo de Anna.

– O que aconteceu ? – Perguntou Merida encarando Flynn.

– Eu também queria saber. – Disse Flynn. – Dante estava simplesmente tentando matar Kristoff com aquela adaga e acabo acontecendo isso. Kristoff se defendeu , senão ele morreria.

– Mas por que Dante tentaria matar o Kristoff ? – Perguntou Elinor.

– Não sei. Sabemos que Dante tinha um ódio por Kristoff , o motivo eu não sei.

A conversa é interrompida com o som do choro de Kristoff que agora estava com Anna em seus braços com Elsa chorando junto com Kristoff.

Eles então vão até Roger , Kristoff e Elsa e cercam novamente Anna que ainda não acordara apesar do poder de Sophia e da canção de Rapunzel.

– Por que não funciono... – Resmungo Roger.

– PORQUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO ERRADO !! – Gritou uma mulher se aproximando.

Todos olham para aquela , e é rapidamente reconhecida por alguns ali presentes.

– Você de novo. – Disse Merida , Elsa , Elinor e Fergus ao mesmo tempo. – A bruxa.

– Eu tenho nome... – Disse a bruxa. – É Boo.

– Boo ? – Disseram todos ali presentes , menos Anna.

– Algum problema com meu nome ?

– Esqueça. – Disse Kristoff. – Você disse que nós estamos fazendo errado , então existe uma maneira de trazer Anna de volta ? Existe uma maneira ??

– Pelo visto vocês não sabem nada sobre essa criança. – Disse Boo se aproximando a examinando o rosto pálido de Anna que Kristoff acariciava sem parar.

– Eu só sei que ela curou Roger naquele castelo e não está curando minha irmã. – Disse Elsa.

– Aquilo é fácil , mas agora no caso de sua irmã...é outra história bem diferente.

– Mas existe um jeito ? – Perguntou Roger.

– Sim...existe uma maneira. — Disse Boo.

– Ótimo ! Diga qual é ! – Disse Kristoff que parecia reacender a esperança em questão de segundos.

– Calma garoto... – Disse Boo.

– Calma nada , minha noiva está morta e se existe uma maneira de traze-la de volta eu farei sem hesitar ! Basta dizer o que eu devo fazer.

– Ok , dê sua vida e ela volta. – Disse Boo.

Todos se calam assustados com a informação de Boo. Anna poderia voltar , mas alguém teria que se sacrificar pra isso.

– Como assim ? – Disse Elsa depois de muito tempo em silêncio.

Boo então bufa e começa a falar.

– Essa criança ao contrário de Rapunzel , possuiu o dom de trazer de volta aqueles que já se foram.

– Como isso é possível ? – Perguntou Rapunzel.

– Você recebeu seus antigos poderes através de uma flor mágica , não é ? – Perguntou Boo.

– Sim...Minha mãe me contou que ela estava doente quando ia dar a luz , mas aquela flor a salvo.

– Pois então... – Disse Boo. – A rainha do reino de Herda também teve o mesmo problema quando teve essa criança que vocês chamam de Sophia , porém ao contrário de sua mãe , a doença da rainha de Herda foi duas vezes maior do que a de sua mãe durante o parto. Com a noticia que em Solitude foi encontrada uma flor mágica que foi capaz de salvar a vida da rainha de Solitude , o rei de Herda enviou três homens para procurarem por mais dessas flores nas proximidades de Solitude , e os homens acabaram encontrando não uma , mas duas flores.

– Mas diziam que só existia apenas uma flor. – Disse Rapunzel.

– Uma pena. – Disse Roger. – Pois eu , Arthur e Thomas que encontramos aquelas flores. O rei de Herda nos deu aquela missão para tentar salvar a esposa.

– Exato. – Disse Boo. – E foram duas flores que curaram a mãe de Sophia , o que acabo dando esse maravilhoso e perigoso dom.

– Tá , tá ,tá. – Disse Olaf. – Mas é realmente preciso que alguém morra para ela voltar ?

– Todo poder tem um ponto fraco ou algum tipo de limitação. – Disse Boo. – O dom de Sophia tem duas limitações. A primeira é que somente através de um sacrifício que a pessoa volta à vida e a segunda é possível somente fazer essa “troca” duas vezes. Depois de duas vezes feita , a magia de Sophia será perdida por completo , assim como Rapunzel perdeu.

– Isso significa que... – Disse Elinor.

– Sim. – Disse Boo. – Sophia perderá todo o seu poder.

– Como sabe de tudo isso ? – Perguntou Alcatraz.

– Eu fui chamada pelos reis de Herda que me ofereceram uma grande recompensa por minha “ajuda”.

Com as informações surpreendentes de Boo , Kristoff e Elsa se encaram por um longo tempo.

*

– Bom... – Disse Kristoff num tom triste depois de muito tempo em silêncio profundo. – Pelos meus cálculos , Flynn e Rapunzel não pretendem se envolver com isso pois eles agora possuem um filho.

Flynn respira fundo , sabendo que Kristoff estava certo e se lamentava por não poder ajudar o amigo.

– Você acabo de resumir tudo que eu falaria agora... – Disse Flynn num tom triste.

– E a família real da Escócia também não , pois eles possuem quatro filhos , sendo que três valem por duzentos. – Disse Kristoff encarando Elinor , Fergus e Merida.

– Acerto na mosca... – Disse Merida e Elinor ao mesmo tempo com o mesmo tom triste.

Kristoff então encara Roger e Alcatraz que estavam lado a lado em silêncio.

– E eu não posso pedir isso a vocês dois , na verdade não posso pedir isso a nenhum de vocês aqui presentes. – Disse Kristoff. – Anna é minha responsabilidade. Não posso pedir à nenhum de vocês para se sacrificarem por ela. Isso é algo que eu devo fazer...como marido...e como protetor que eu prometi pra ela e Elsa que eu seria...

Sven inicialmente expressa certa discordância , mas ele sabe que Kristoff estaria disposto aquilo para Anna volta ,r e por causa disso , Sven não interfere.

– Bom garoto... – Disse Kristoff encarando Sven que faz uma expressão de felicidade.

Kristoff então encara Elsa que também o encarava.

– Um de nós não vai voltar pra casa... – Disse Elsa.

– Eu prometi sempre iria cuidar de você...me perdoe... – Disse Kristoff.

– Você prometeu ?

– Na verdade , eu prometi pra ela...Anna me pediu.

– Kristoff... – Disse Elsa. – Eu admiro o que você está fazendo pela minha irmã , realmente eu devo admitir que poucas pessoas tomariam essa decisão , mas minha irmã vai sofrer muito quando ela voltar. Sem você , Anna ficou...você lembra do ocorrido há um ano atrás...ela se condeno todos os dias em todas as horas. Nada que eu fazia ajudava Anna , ela parecia querer ficar com você até na morte.

– Onde quer chegar com isso ?

– É que...Deixe que eu faça.

– Nem pensar Elsa , não vou deixar você nem pensar nisso. Com sua morte Anna vai sofrer ainda mais , e sem contar , Arendelle também.

– É , mas...

– Eu vou , pode deixar. – Disse Kristoff sorrindo. – Só...diga a ela que eu...eu...

– Eu digo , tenho certeza que ela sente o mesmo.

– Estão decididos ? Tenho mais o que fazer. – Disse Boo interrompendo a conversa dos dois.

– Só...é...estou pronto. – Disse Kristoff.

– Certo. – Disse Boo. – Primeiro , a criança.

Elinor então entrega a Sophia para Boo que a posiciona encima de Anna.

– Agora...de sua mão à Sophia.

Kristoff obedece e segura à mão de Sophia que parecia estar dormindo como um anjo.

Boo então começa a cantar a música que “ativa” o dom de Sophia.

Enquanto Boo cantava , Kristoff olhava para todos ali presentes.

– Adios...mi amigo... – Disse Flynn com algumas lágrimas nos olhos.

– Adeus , a todos vocês...Cuidem dela na minha ausência por favor.

Kristoff fecha os olhos e espera o termino da canção.

*

“ Brilha , brilha estrelinha ,

Como eu queria saber oque você é!

Acima de um mundo tão alto ,

Como um diamante no céu ,

*

Quando o sol escaldante vai embora ,

Quando não há nada mais que brilha ,

Então você me mostra um pouco da sua luz ,

E brilha , brilha , toda a noite.

*

Eu viajo no escuro ,

Não sei oque você é ,

Brilha , brilha , toda a noi...

– ESPERA !!!