O Assassino De Reis - O Desejo De Anna
4 Capítulo 3 : A Proposta
“ A persistência é o primeiro passo para a realização de um desejo , seja ele qual for.” – Flynn.
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Local : Floresta próxima de Arendelle
Status : Dia nublado
Dia : 25 de janeiro
Hora : 15 : 12
Personagem : Flynn
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– Neve... — Dizia Flynn enquanto fazia esforço para andar pela floresta tomada pela neve. — Bom , acredito que ele faria o mesmo por mim. Então...vamos logo.
Flynn tentava lembrar todo o caminho até o lar dos troll's que eram "a família de Kristoff". Pois ele havia seguido Kristoff no primeiro ataque de Logan que deu início a todo o sofrimento de todos os envolvidos.
– E aqui estou eu... — Dizia Flynn tentando espantar a sensação de solidão. — Andando nessa neve procurando um herói desaparecido há três malditos meses. Sendo que as chances de eu acabar sendo devorado por um bando de lobos é maior do que eu encontrar o Kristoff.
E de repente , Flynn já estava andando totalmente distraído , apenas falava sozinho sem parar. Estava irritando vários pássaros que o escutavam a distância sobre as árvores.
– O que você não faz por essa gente em José... — Continuou ele. — O que espera ganhar em troca ? Um "obrigado" da princesa Anna ? Ah cara...Anna...ainda sofre mais do que nunca por causa da perna quebrada. Será que não existe um único curandeiro nesse mundo que seja capaz de concertar isso ? Porque senão...como ela... Ah , o que eu estou falando ? Anna é a pessoa mais otimista que eu já conheci depois de Rapunzel , também é a pessoa mais teimosa , persistente , agitada , e é a única que consegue tirar o sorriso do rosto de Kristoff pra valer. As vezes me pergunto como eles dois se aguentam , mas ai já é a vida deles , não minha... Talv...
Ele então acaba batendo pé em uma pedra que parecia ter pequenos trassos de grama.
– PEDRA ESTUPIDA !!!! — Gritou Flynn enquanto segurava o pé machado.
Enquanto Flynn tentava fazer de tudo para minimizar a dor de seu pé , pedras começavam a rolar para bem perto de Flynn que não nota nada.
– Pedra maldita... — Resmungou Flynn
– Se você olhasse por onde anda , isso não teria acontecido. — Disse um troll logo atrás de Flynn.
Assustado , Flynn imediatamente olha para trás e se vê praticamente rodeado por trolls que pareciam conversar entre si.
– Quem é esse ai ? — Sussurrou um troll com o outro.
– Sei lá. Vamos apaga-lo ??
Enfim , Flynn se recompõe e fala firmemente :
– Eu vim em paz. — Disse ele tremendo de tanto medo. — Então por favor , não me matem...Só vim procurar o Kristoff , ele está aqui...?
– Não... — Disse Grand Pabbie andando lentamente na direção de Flynn que só pensava em sair correndo dali. — Ele já esteve , mas isso faz três meses.
– Maldito homem da montanha... Mas vocês devem saber onde ele pode estar , certo ???
– Calma José...
– COMO SABE MEU NOME ????
– Kristoff sempre compartilha suas histórias conosco , e você estava em algumas , já que ele só conta tudo sobre os incidentes recentes.
– Tá , tá... Sabe onde ele está ?
– Sei sim...
– Onde ??????
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Local : Porto central de Florença — Itália
Status : Dia ensolarado
Dia : 26 de janeiro
Hora : 12 : 56
Personagem : Kristoff
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– Sejam bem-vindos à Florença. — Disse um homem simpático que cumprimentava todos aqueles que desembarcavam de um navio de viagem.
No meio das pessoas estava Alexander sentado em um barril olhando fixamente para a borda que era usada como ponte de desembarcação. Parecia que ele estava esperando alguém.
– Vamos logo... — Disse Alexander impaciente. — Não viajei por mais de uma semana para ficar plantado nesse sol maldito...
Até que finalmente , a pessoa que Alexander tanto esperava desce do navio.
– EI ! KRISTOFF ! — Gritou Alexander erguendo a mão.
Kristoff no mesmo instante avista Alexander e imediatamente vai até ele.
– Por que demorou tanto ? — Perguntou Alexander encarando Kristoff cruzando os braços.
– Por que você se importa ? — Perguntou Kristoff desviando o olhar para o mar que refletia o reflexo do sol de maneira impecável.
– Olhe como fala... — Disse Alexander agora de pé. — Eu que trouxe você aqui para encontrar alguém para ajudar a sua noiva. Nem sabe retribuir uma boa ação.
– Eu nem sei se posso confiar em você. — Disse Kristoff agora encarando Alexander. — Nem sei se posso dar as costas para você sem esperar que você tente me matar.
– Primeira coisa , não me confunda com meus irmãos e nem ouse compara-los comigo. Segunda coisa , se é isso que pensa sobre mim , então porque você aceitou meu convite para vir até aqui ??
– Primeira coisa , eu não tinha opções. Segunda coisa , você só me convidou para tentar agradar seus pais , nem sequer esperava que eu aceitaria.
– É...pode ser...
– Agora...só precisamos encontrar alguém que consiga ajudar a Anna...
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E andando pelas belíssimas ruas de pedra de Florença , Kristoff e Alexander tentavam a acreditar na riqueza de detalhes em cada canto de Florença. Casas luxuosas , tavernas limpas , praças preservadas e pessoas felizes andando pelas ruas.
– Legal... — Disse Alexander ao ver uma taverna cheia de bebidas exóticas.
– Não se distraia. — Disse Kristoff voltando a andar. — Viemos aqui por uma única causa que é achar alguém que...
– Chega disso. — Disse Alexander interrompendo Kristoff no mesmo instante. — Esqueça essa princesa por apenas um minuto. Aproveite ao máximo , estamos em Florença , a cidade mais bem desenvolvida do " Novo Mundo ".
– Anna precisa de mim. E não vai ser esse reino que vai me desviar do meu objetivo.
– Ah , qual é... Essa mulher ainda vai te matar...
– Duvido , ela me ama.
– Bom...você que sabe. — Disse Alexander se afastando de Kristoff.
– Aonde você vai ?? — Perguntou Kristoff quando Alexander já estava bem longe.
– Dar um tempo disso tudo...
Alexander então entra na taverna , deixando Kristoff seguindo o caminho sozinho.
– Ótimo... — Resmungou Kristoff. — Aqui estou eu sozinho meio de uma cidade do " Novo Mundo " , perdido e com problemas de sobra !!
No meio do seu momento difícil , Kristoff acaba esbarando em um homem que caminhava na direção do porto de Florença.
– Ei ! – Disse o homem se virando para encarar Kristoff. – Olhe para onde...anda...Espera...Kristoff ??
– Como sabe meu nome ? – Perguntou Kristoff completamente confuso e surpreso.
– Eu estava indo te buscar em Arendelle , meu nome é Marc Ramos. – Disse Marc estendendo a mão para Kristoff.
Antes de apertar a mão de Marc , Kristoff inicialmente recua , mas logo aperta a mão do mesmo.
– Kristoff , só Kristoff. – Disse ele já largando a mão de Marc. – Como sabe quem eu sou ? E por que estava indo me buscar em Arendelle ?
– Ouvi dizer que a sua noiva , princesa Anna está com a perna quebrada. E como consequência , ela não pode andar.
– Obrigado por jogar sal na ferida...
– Mas , direto ao ponto. Eu posso ajuda-la , e assim , estarei ajudando você.
– VOCÊ PODE ??? – Perguntou Kristoff segurando os ombros de Marc.
– Posso... – Disse Marc. – É só me seguir. A solução está aqui , em Florença.
– Sério ??
– Sério , digamos que o céu sorriu para nós dois hoje.
*
E agora , Kristoff estava seguindo Marc pelas ruas de Florença. A cada belo lugar que Kristoff passava , mais ele queria que Anna estivesse ali ao lado dele.
– O que foi ? – Perguntou Marc notando o olhar triste de Kristoff.
– Só...queria que a Anna estivesse aqui... – Respondeu Kristoff.
– Escuta , quando ela ficar boa , por que não traz ela aqui ?
– Vou tentar. Se o que você diz é verdade...
– É verdade. E enfim chegamos.
Marc então abre a porta de uma casa preta feita de madeira , completamente diferente das casas decoradas e ricas de Florança. Mas sem questionar , Kristoff imediatamente entra na casa. Logo em seguida , Marc fecha a porta com uma força desnecessária que acaba assustando Kristoff.
– Marc... – Disse um homem de idade sentado em uma poltrona do lado da lareira que iluminava a sala. – Minha porta...
– Desculpe William. – Respondeu Marc. – Trouxe o Kristoff.
– Já ? Você disse que iria busca-lo em Arendelle , e isso deveria levar vários dias.
– Bom , ele estava aqui em Florença.
William então se levanta da poltrona com o auxilio de uma bengala de madeira e caminha com dificuldade até Kristoff.
– Então... – Disse William com dificuldade. – Você é o Kristoff ?
– Sou sim. – Disse Kristoff encarando o velho senhor. – E Marc disse que você pode ajudar a princesa Anna. O senhor pode ajuda-la ? Pode faze-la andar de novo ??
– Calma , meu jovem. – Disse William. – Você precisa relaxar em pouco , estamos em Florença , a cidade mais bela do Novo Mundo.
– Olha , com todo respeito , eu não tenho tempo para apreciar nada que essa cidade pode me oferecer. Anna está sofrendo todos os dias em Arendelle , ela não pode mais fazer o que ela fazia e sonhava em fazer depois que aquela pré-guerra acabasse. E a pré-guerra finalmente acabou , mas ela ainda está sofrendo.
– E você está perdendo o controle...
– É lógico !! Você é o único que eu vejo que tem potencial para ajuda-la de verdade nesse assunto.
– Bom , podemos negociar...
– Claro que podemos ! Eu faço qualquer coisa se você vir comigo para Arendelle.
– Cuidado com o que diz. Está confiando o bem estar de sua amada à um desconhecido...
– VOCÊ PODE AJUDA-LA OU NÃO ???
– Posso , mas você deve me ajudar primeiro...
– DIGA O QUE PRECISA !!
– Digamos que eu preciso de um novo auxiliar para novas formas de...”cura” para fraturas.
– Como é que é ?
– Estou nesse ramo há muito tempo... – Disse Wiliam encarando as chamas da lareira. – Desde o início da colonização e busca por novas terras , homens e mulheres trabalhadores acabam quebrando os ossos por causa das complicadas situações que eles são passados a enfrentar no busca por expansão. E eu sou o único que atende essa pobres pessoas azaradas que me pagam fortunas para que eu possa juntar os ossos quebrados... Minha reputação é predominante nessa era de milagres , e você não é o primeiro que vem aqui implorar diante dos meus pés. E pelo o que eu sei , você não tem muito ouro...
– Eu...
– Mas não se preocupe , não é ouro que eu quero de você.
– Então o que é ?
– Primeiro me diga se está disposto a fazer de tudo e mais um pouco para salvar a vida normal de sua amada.
– Eu estou , faço tudo pela Anna.
– Que bom que disse isso.
William não parava de mexer na lareira com sua bengala. Até que o silêncio veio à tona.
– O que precisa de mim...? – Perguntou Kristoff impaciente.
– Preciso de alguém que possa servir de cobaia para novas formas de realinhamento de ossos. – Disse William sem hesitar. – Preciso que você me acompanhe durante cinco anos , que me permite que eu quebre seus ossos para que possa tentar concerta-los. Você servirá como um teste antes que eu possa fazer isso com um paciente de alto valor. Viajaremos pelo mundo ajudando milhares de pessoas e arrecadando bilhões em troca disso. Ninguém quer ter que quebrar os ossos durante cinco longos anos , mas você está desesperado por ajuda e diz que faria de tudo para ajudar a sua amada. E então...você aceita essa...”troca de favores” ?
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