O Assassino De Reis - Finais
3 F1 - Capítulo 2 : Idade Das Trevas
Notas iniciais
“ Das sombras eles vieram , cobertos de cinzas e poeira. Das sombras eles surgiram , desacreditados e sem rumo. Das sombras eles se ergueram perante um líder. A Idade das Trevas foi o fim de tudo...porém , também...foi um começo. Nossa origem. E quando a geração cai , nós levantamos por eles...
*
Local : Castelo de Solitude
Status : Dia nublado com chuva fraca
Dia : 11 de fevereiro
Hora : 06 : 10
Personagem : Rapunzel
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– Era para demorar desse jeito ? — Perguntou Elinor a sós com Rapunzel. Ambas encarando o oceano a procura de um navio.
– Ele vai chegar... — Respondeu Rapunzel um pouco abatida. — Ele me prometeu.
– É melhor começar a pensar em um plano alternativo. Não temos mais tempo para esperar pelo Flynn.
– Ele vai chegar !
– Será que o seu povo está disposto a esperar ? O prazo proposto por eles acaba daqui a pouco.
– Escute , eu sou muito grata pelo que você fez por nós , sua ajuda foi muito nobre. Mas , caso esteja com medo , pode ir embora.
– Eu iria , mas acho que você e seu castelo não vão durar muito sem os meus guardas. Sem ofensas.
De repente , Rapunzel votou o olhar para o oceano. Depois de alguns segundos ignorando Elinor , Rapunzel avistou o que parecia ser um navio bem distante. Ele não estava sozinho , outros dois navios surgiram entre a névoa logo depois.
– Ele chegou... — Disse ela aliviada.
– Ele o que ? — Perguntou Elinor desviando o olhar para os navios. — Oh... Ele conseguiu...
Animada , Rapunzel correu para o porto , deixando Elinor para trás.
– Espere um pouco... — Resmungou Elinor analisando melhor os navios. — Não...
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Personagem : Sarah
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– Você estava certa , rainha Sarah. Esse lugar está contaminado e é um risco para todos nós !
– Vocês da Itália são tão lentos assim ? — Perguntou Sarah encarando o homem que guardava o binóculo. — Garanto à você , rei Luís , o reino Ilhas Do Sul aprova seus novos tratados. Isso é apenas uma prova disso.
– De fato , sua informação é muito valiosa. Imagine se essa praga se espalhasse... — Ele fez uma pausa para pensar nas inúmeras possibilidades. — Seria o fim de todos nós !!
A conversa foi interrompida por um marinheiro desajeitado que se aproximou dos dois com um corvo em seu ombro.
– Meu senhor ! — Disse ele se ajoelhando perante Luís. — Uma carta , de seu fiel curandeiro. — Ele estendeu uma pequena carta.
Luís pegou a carta e começou a ler em silêncio. Sua expressão e seu olhar eram de preocupação depois de terminar a leitura.
– Algo errado ? — Perguntou Sarah um pouco tensa com uma suposta reação de Luís.
– É verdade. — Afirmou Luís amassando a carta. — O reino está infectado e a única cura foi perdida. — Ele desviou o olhar para o mensageiro e o resto da tripulação que esperava pela ordem. — Preparem os canhões !
– Mas senhor...
– São eles ou nossas famílias , marinheiro ! Faça !!
*
Ansiosa , Rapunzel , ao lado de várias pessoas infectadas pela praga , esperava por Flynn no porto acreditando que ele estaria com a cura para a doença.
– Princesa Rapunzel !! — Gritou um homem no meio da multidão.
Rapunzel imediatamente foi até ele , descobrindo que o homem era ninguém menos que Alexander , um dos filhos de Sarah , rainha de Ilhas Do Sul.
– Princesa ! — Disse ele depois de reconhecer Rapunzel. — Você precisa sair daqui !! — Ele desviou o olhar para a multidão. — TODOS VOCÊS PRECISAM !!
– Qual o seu problema ? — Ela perguntou. — E o que está fazendo aqui ? Deve saber que...
– Eu não sou bem-vindo aqui. É , eu sei. Mas você precisa fugir ! Aqueles navios vão destruir tudo !!
De repente , a multidão ficou em silêncio para ouvir as palavras de Alexander.
– Do que você está falando ?! — Perguntou Rapunzel.
Mas Alexander estava com o olhar focado em um dos navios que parecia pronto para disparar.
– Droga... — Ele resmungou. — ABAIXEM !!
E então , o barulho estrondoso dos canhões ecoaram pelo reino , assim como os sons de destruição que provocou o desespero entre todos.
Devido ao forte impacto de uma bola de canhão que arrasou com o porto , Rapunzel caiu no chão atordoada. Alexander a ajudou a se levantar e começou a puxá-la pelo reino em busca de uma saída em meio a gritos e mortes.
Casas eram destruídas , ruas eram bombardeadas por uma chuva de flechas que também eram disparadas dos navios por arqueiros extremamente habilidosos , acertando todos que não conseguiram um abrigo.
– ISSO É LOUCURA , MÃE !!! — Gritou Alexander revoltado , mesmo sabendo que sua mãe não poderia ouvi-lo. — EXPLODIR UM REINO INTEIRO NÃO VAI MELHORAR AS COISAS !!
Sem condições de se mover sozinha , Rapunzel , apoiada em Alexander , testemunhava a queda de seu reino sem poder fazer nada. Os poucos guardas que ainda tinham forças para ficar de pé estavam sem saber o que estava acontecendo , assim , eram facilmente atingidos pelas flechas ou pelos canhões.
Depois de muita correria , Alexander conseguiu alcançar o portão de entrada para o reino. Porém , quando ele pensava estar perto de escapar , foi surpreendido por vários homens armados com bestas fazendo um cerco , impedindo que qualquer pessoa , infectada ou não , passasse dos portões.
– Disparem !!! — Ordenou um deles realizando o primeiro disparo.
A flecha acertou o ombro de Alexander que caiu no chão junto de Rapunzel. Assim como eles , várias pessoas que tentaram escapar foram dizimadas pelo cerco.
– Não deixem que cheguem perto !!! — Gritou um dos homens que parecia liderar o cerco. — Não sejam infectados !!!
No chão , Rapunzel encarou os olhos fechados de Alexander esperando por uma reação que nunca aconteceu. E então , ela rastejou para longe portão numa tentativa de voltar para o castelo e resgatar seu filho. Porém , quando ela acreditava ter despistado o cerco , ela sentiu a ponta de uma flecha perfurando suas costas. Logo em seguida , o castelo , sua casa , desmoronou , assim como tudo ao redor. Seu reino começou a ser coberto por cinzas e mais cinzas.
– Desculpe. — Disse um jovem se aproximando de Rapunzel e disparando uma flecha em seu coração.
E assim , o silêncio prevaleceu.
*
...esse é o significado da Páscoa...recomeço..."
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