O Arqueiro e sua Justiceira

1 O Arqueiro e sua Justiceira!


Notas iniciais
Eu amei escrever essa Fic...é a minha primeira.
Achei um destino bem peculiar para uma das personagens da série, espero que gostem....
Ah! Não deixem de comentar!!

Aqueles dois só podiam estar de brincadeira!!!

Diggle olhava incrédulo para Oliver e Felicity que brigavam pela enésima vez naquela semana sem motivo nenhum. Ele não se conformava, será que eles não percebiam o quanto um amava o outro? Quando será que Oliver iria perceber que bastava ele dar um sinal para que Felicity cedesse...ela não era a mais confiante das mulheres, ele sabia que ela era tímida e que nunca iria dar o primeiro passo...talvez ele devesse interferir...

O ultimo mês havia sido difícil. As coisas em Starling City estavam se ajeitando aos poucos, a cidade estava sendo reconstruída.

Oliver estava tentando encontrar uma maneira de reaver as empresas da família e encontrar Thea. Como ele estava sem ter onde morar, Diggle lhe ofereceu um quarto em sua casa.

A base dele na Verdant havia sido completamente destruída, mas Oliver tinha montado uma base secundária justamente pensando em uma situação parecida.

Eles estavam ali agora, era um prédio abandonado perto do Glades.

Felicity estava em sua mesa fingindo procurar algo muito importante e Oliver de costas para ela com o olhar perdido...para variar eles tinham terminado a briga com uma resposta atravessada de cada um.

Diggle não aguentava mais aqueles dois...se não fosse trágico seria cômico. Depois que eles voltaram a ilha ele achou que o clima iria ficar mais ameno e que com o tempo eles se acertariam...mas estava difícil.

Era meio da tarde e de repente o celular do Oliver toca...Felicity olha para o visor do celular que está em sua mesa e fecha a cara...era Laurel.

O que ela queria de novo? Será que ela não iria deixa-lo em paz? Ela pensou com desgosto.

Oliver atende e se afasta...quando volta diz que Laurel viria ali.

Perfeito! Pensa a loira...tudo que eu precisava para melhorar meu dia. Não que ela não gostasse de Laurel. O que ela não gostava era ela tentando a todo custo agarrar o Oliver. Já estava ficando difícil de disfarçar o ciúme que ela sentia quando ela aparecia ali. Não que ele desse a entender que os dois teriam volta, mas...

- Oi, Laurel – diz Oliver dando um beijo no rosto dela.

- Oi, Ollie. Vim ver como você está.

- Estamos bem, apesar de tudo.

Ele percebe que ela não cumprimentou Felicity, somente Diggle e acha estranho.

Felicity, nem dá bola e se vira pra tela do computador.

- Ollie, eu vim também te fazer uma proposta. Gostaria que você fosse comigo para o litoral, vou me afastar da cidade para botar a cabeça em ordem e queria que você fosse comigo.

- Laurel, desculpa, mas não dá. Tenho muitas coisas para resolver por aqui e...

- Mas, Ollie...seria perfeito, nós dois sozinhos por um tempo. Ela já estava alterando a voz e olhava com certa raiva para Felicity que ainda estava na sua mesa fingindo não ouvir a conversa – Por favor!! È tudo o que precisamos...

Oliver olha para Digg como se pedisse ajuda e ele deu de ombros...Olhou na direção da Felicity e ela estava parada, com as mãos no teclado, como se esperasse pela resposta dele....

- Laurel – abaixando o tom de voz – não iria com você mesmo que as coisas estivessem calmas. Acredito que não temos o tipo de relacionamento que você quer retomar e, além disso, muita coisa aconteceu e eu não posso me afastar mesmo. Nós dois não damos certos juntos e nunca daremos.

De repente a expressão dela de transforma e com um olhar de raiva, ela grita:

- Eu não acredito que você vai me trocar para ficar aqui nesse lugar abandonado por causa dessa ai – apontando para Felicity.

Felicity se vira e olha espantada para o dois, Digg só observa e ri por dentro. Até ela já percebeu o clima e esses dois não.

Tentando segurar a vontade de dar uns gritos, Felicity se retira e vai para a outra sala.

Oliver segura Laurel pelos braços e diz:

- Não permito que você fale dela desse jeito. Você sabe há muito que não daríamos certo, foi você mesma que me disse há um tempo atrás. Eu acho melhor você ir sozinha para poder colocar a cabeça em ordem e seguir sua vida. Nossa amizade sempre vai existir e sempre vai ser importante pra mim, mas é só...

Ela se respira fundo, pede desculpas, se despede e sai...não antes de esbarrar em Felicity que retornava para a sala para buscar sua bolsa.

As duas se olham e não dizem nada....Laurel vai embora e Felicity vai em direção a sua mesa.

Oliver olha para ela e pergunta:

- Você está bem?

- Sim, só estou com dor de cabeça...acho melhor eu ir descansar. Até amanhã...

- Eu vou te levar.

- Não...vou sozinha...agora minha casa não é longe. Na verdade Laurel era sua dor de cabeça...não ficou pra ver a resposta final dele....e agora só queria ir pra casa e tentar esquecer...

Depois que ela sai, Diggle que até o momento tinha permanecido quieto diz:

- Claro que você ir com a Laurel para o litoral espairecer a cabeça não seria uma boa. Mas até que a ideia dela não é ruim.

- Como assim?

- Olha Oliver, já estamos há um mês procurando a Thea e quanto à empresa os advogados já estão fazendo tudo o que podem. Thea provavelmente não quer ser encontrada, e depois de tudo o que aconteceu eu não a culpo por querer se afastar de tudo isso. Além disso, Roy está atrás dela e garanto que se ele tiver noticias vai nos informar...

- E?

- E, eu acho sinceramente que devemos dar um tempo, sair da cidade e relaxar. Você ainda não está 100%, tudo aquilo afetou muito todo mundo. A Felicity está quieta e pensativa demais e você sabe que ela não é assim. Eu estou precisando dar um tempo disso tudo e ficar um pouco mais com a Lyla. A solução seria irmos todos pra algum lugar afastado e deixar isso tudo pra trás por um tempo.

- Talvez você tenha razão...vou pensar no assunto.

- Bem, eu vou pra casa...

- Ok...vou ficar mais um pouco.

Oliver sentou-se à mesa da Felicity e ficou lembrando da cena na mansão...quando havia falado aquelas palavras para ela...era só uma encenação...era somente um plano...então porque ele queria que ela tivesse acreditado? Porque quando eles conversaram na ilha e ela comentou que quase acreditou no que ele tinha dito ele simplesmente não concordou que era verdade...

E se surgissem novos Slades, e se de uma próxima vez seus inimigos conseguissem fazer algo de concreto com quem ele mais amava? Nunca se perdoaria.

Amor? Era isso mesmo? Lembrou do tempo que estava com Laurel...não era o mesmo sentimento...com esses pensamentos pegou sua moto e foi andar pela cidade.

Quando se deu conta estava parado em frente ao prédio dela. Permaneceu nas sombras, olhando para a janela.

De repente, ela aparece na janela...como olhar perdido e uma xícara nas mãos. Ele sabia que ela andava chateada por alguma coisa. Depois que o Digg havia confirmado suas suspeitas ele se sentiu culpado por isso, não tinha descoberto o porque... isso o deixava infeliz. Eles brigavam e ele nem sabia o porque. Não lembrava do motivo de nenhuma das suas discussões e ele sabia que precisava fazer algo para vê – la sorrir de novo.

Ela merecia isso, nunca deixou de estar do seu lado, mesmo quando tudo parecia perdido. Na verdade principalmente quando tudo parecia perdido. Ela tinha sido sua força e seu porto seguro quando os últimos eventos o deixaram em duvida se sairia vencedor daquela guerra.

Pensou no que Diggle falou mais cedo...era isso! Leva-la da cidade, afasta-la das lembranças ruins talvez colocasse um sorriso no seu rosto.

Com a decisão tomada ele foi para casa.

Na manhã seguinte ele conversou com Digg sobre isso.

- Andei pensando e você tem razão, um afastamento vai ser bom para todos nós. Mas para onde iríamos, não tenho mais os imóveis dos Queen...

- Conheço uma pessoa que pode ajudar nisso. Um antigo colega de exercito que tem uns chalés em Camp Valley* e ele sempre me convidou para ir lá.

- Ok...veja o que você consegue....

- E a Felicity?

- Ela vai conosco. Falou decidido.

- Já falasse com ela? Depois de ontem achei ela mais distante que normal...

- Não falei ainda, estou esperando ela chegar...mas não vou dar muita opção...

“Finalmente” – pensou Diggle.

Quando ela chegou Oliver a chamou para dar uma volta, ele sabia que a conversa não ia ser fácil...ele a conhecia...

- Aonde vamos?

- Pensei em irmos naquele café perto do centro...

- Para que?

- O Diggle teve uma ideia e eu achei interessante...queria ver se você concorda com a gente.

- Certo, vamos lá.

Ao chegarem ao café, sentaram numa mesa mais afastada e fizeram seu pedido.

- Então, pode falar.

- Certo. Ontem depois que a Laurel foi embora e você também o Diggle me falou que a ideia da Laurel não era tão ruim assim...

- Entendo...quando você vai? – depois de abaixar o olhar completou – ela vai ficar feliz por isso.

- Quem vai ficar feliz? A Laurel? Pelo contrário...vai ficar é muito brava quando descobrir que depois de eu ter dito que não iria com ela para o litoral eu decido ir para o campo com vocês...

- Com a gente?

- È...escuta....a gente tá vivendo na tensão, esperando que a próxima catástrofe aconteça, não dormimos direito e ainda por cima nós dois só estamos brigando. Não gosto dessa situação...ainda mais porque você é importante pra mim e sei que você não está bem. E dizendo isso olhou para ela e tentou demonstrar nesse olhar tudo o que sentia, sem coragem ainda para falar qualquer coisa.

- Annn...

- Felicity – segurando em sua mão — olha...eu sei que não está sendo fácil...estamos os dois sem emprego...minhas reservas não vão durar pra sempre e a situação só parece piorar, mas pense bem...o que podemos fazer no momento? As nossas buscas pela minha irmã não deram em nada...quanto as empresas só posso esperar os advogados provarem que houve má fé na compra da empresa para que eu possa reassumir minha vida lá...por hora não tem nada pra a gente aqui – ele manteve os olhos nos dela e continuou – e não fui o único a perceber que você anda quieta, triste e não sorri mais..

Ela só olhava...será que ele não percebia que ir com ele para sabe-se lá onde longe desse caos que estava a cidade e longe daquela noite seria um sonho? Mas ao mesmo tempo uma tortura? Pois ela sabia que tudo havia sido encenação, mas seu coração idiota não e cada vez que ela a olhava a dor daquela verdade a machucava demais.

Levantando olhar, ela o encarou...respirou fundo...

- Oliver eu não posso ir com vocês...

Ele se agitou...

- Por quê?

- Porque...só não posso...

- Isso não é resposta – ele sorriu – além disso tenho um motivo especial para querer que você vá junto...

- Ann...

- Quero ter a chance de poder colocar um sorriso nesse seu rosto...faz tempo que não te vejo sorrir e sinto falta disso...te afastar disso tudo talvez seja o remédio pra tirar essa tristeza do teu olhar...

- Oliver...

Ele não daria muita chance para ela argumentar...

- Por favor – e daí fez aquela cara de cachorrinho caído da mudança – nós dois precisamos tirar toda essa crueldade da nossa vida, sei que vamos encontrar muito disso por ai....mas por hora sinto que precisamos desse momento longe...e Felicity, olha pra mim...

Ela o olhou e ele falou a única coisa em toda a conversa que fez ela aceitar a proposta:

-...eu preciso de você, afinal você é minha garota!

E os olhares se encontraram...e por um breve momento tudo ao redor pareceu sumir...só existia os dois...

E então a garçonete apareceu pedindo que eles queriam mais alguma coisa.

Tudo combinado com o amigo do Diggle, Alex Snape.

Eles iriam no dia seguinte para Camp Valey e se hospedariam nos chalés nos arredores da cidade.

Diggle iria com a Lyla no seu carro e Oliver e Felicity iriam no dela.

Saíram todos juntos e chegaram ao local no final da tarde. Foram recebidos por Snape e por seu filho Henry.

Haviam 6 chalés no local...cada um tinha sua própria cozinha, sala, banheiro e dois quartos cada...

Digg e Lyla ficariam com um mais perto da sede e Oliver e Felicity no do lado.

Felicity não viu problema nisso, cada um teria seu quarto e além do mais ele não tinha interesse nela, não é??

Eles permaneceriam no local por uma semana, a principio.

Na primeira noite todos foram convidados para jantar no chalé de Snape, sua esposa Helen fez um delicioso jantar e todos conversaram até tarde.

Depois do jantar eles foram para a sala conversar e aproveitar a lareira. Num determinado momento, Oliver olha para Felicity que tentava a todo custo permanecer acordada. Eles havia bebido vinho e ela achava que sua assistência havia passado um pouco da sua cota usual.

Oliver se aproximou da poltrona onde ela estava sentada e se agachou em sua frente:

- Ei, Felicity. Está na hora de irmos dormir...

- Ann...certo...eu vou indo então. Ela levantou rápido demais e ele a segurou.

- Ups!! Ela riu e ele percebeu que tinha razão.

- Me espere, também já estou indo.

Despediram-se de todos e seguiram para o chalé.

Ele a segurava pelo braço com delicadeza somente para evitar que ela tropeçasse, mas...bom era a Felicity e em algum momento ela fez justamente isso.

Mas ele estava ali e a segurou contra seu peito evitando que ela caísse.

Ele passou o braço ao redor de sua cintura e a apertou contra si...ela suspirou e encostou seu rosto em seu peito permaneceu ali por uns minutos...Oliver paralisou e a abraçou mantendo ela o mais próximo possível...

Quando ela levantou o rosto ele viu, ou achou que viu, o que ele queria...viu amor ali, estampado em seus bonitos olhos azuis...

O encanto se quebrou quando ouviram passos, provavelmente eram Digg e Lyla voltando ao seu chalé.

Se separaram e ele a ajudou até o chalé. Ao entrar ele a deixou na frente de seu quarto.

- Boa noite...

- Boa noite Oliver...

- Bons sonhos.

Ela o olhou séria e pensou que fazia tempo que não tinha bons sonhos...pelo contrário, os pesadelos eram recorrentes...

Entrou e fechou a porta. Ele ficou ali, olhando para o vazio e pensando que se fosse em outra situação ele teria entrado no quarto junto com ela...a vontade de joga-la contra a porta do quarto e provar seus lábios o estava matando...

Na manhã seguinte ele estava na cozinha quando ela desceu.

- Bom dia!

- Oi...seria se a minha cabeça não doesse tanto...

- Serio? Mas você nem bebeu tanto assim.

- Sei lá...

- Talvez um café ajude...vamos até a sede ver se achamos um café por lá...depois vamos para a cidade dar um volta ver se há algum mercado e uma farmácia por lá.

- Certo...

Saíram em direção à sede e no caminho encontraram Lyla e Digg. A cara dela não era muito boa e ele informou que eram os enjoos da gravidez.

Combinaram de irem juntos a cidade.

Na sede, tomaram café e conversaram com Snape e Henry. Este último não tirava os olhos de Felicity.

È claro que Oliver percebeu e tentou fazer o rapaz ver que ela não estava sozinha, apesar de ser mentira.

Mas ele não teve resultado nisso.

A cidade era um lugar encantador, pequena e com ares de aconchego e paz.

Felicity pensou que afinal tinha sido uma boa ideia vir para esse lugar.

Ainda se sentia mal por ter se deixado levar pelo vinho e se agarrado ao Oliver daquele jeito. Mas afinal foi maravilhoso sentir ele tão perto, escutar seu coração batendo e sentir suas mãos ao seu redor. Depois de muito tempo era a primeira vez que sentia seu coração acalmar.

Ela seguia na frente um pouco distraída, os demais iam mais atrás conversando. Passaram numa lanchonete e tomaram um chocolate quente, comentando entre si que pareciam turistas aproveitando as férias.

Riram da situação...e Diggle falou:

- Acredito que somos mesmo, afinal saímos de Starling para relaxar e tentar esquecer o passado.

- Esquecer é difícil, mas tentar pelo menos amenizar o efeito dele sobre nossas vidas – falou Lyla – temos que aprender com ele e encarar o presente e o futuro com um pouco mais de esperança.

- Concordo com você, Lyla – Felicity olhou para Oliver, sem perceber – às vezes temos que encontrar a força para superarmos as coisas ruins na esperança de que tudo vai melhorar, de que o que queremos possa um dia se realizar.

- Sim – disse Oliver – é por isso que estamos aqui, para podermos colocar um pouco de paz na nossa vida para podermos enxergar a esperança no fim do túnel.

Continuaram o passeio e chegaram numa praça florida, com bancos à sombra.

Sentaram ali para aproveitar o silencio, quando uma senhora com um carrinho vendendo bichos de pelúcia se aproxima deles.

- Meus jovens, não querem presentear suas adoráveis namoradas com um dos meus bichinhos?

Felicity abriu a boca para negar o namoro, mas Oliver foi mais rápido e se levantou dizendo que se achasse um ideal compraria.

No carrinho havia diversos tipos de bichinhos, cachorros, gatos, ursos, sapos...um deles chamou a atenção dele: uma gatinha laranja com óculos. Era aquele pensou...

Colocou-se na frente do carinho para que ela não visse sua escolha e comprou a gatinha, para surpresa de todos.

Diggle também comprou um ursinho para Lyla.

A senhora agradeceu e seguiu seu caminho. Oliver voltou para o lado de Felicity e lhe entregou a gatinha.

- È a sua cara! E lhe deu um sorriso.

- Oliver! Não precisava comprar nada. Eu não sou sua namorada....porque você deixou parecer que eu era...o que a mulher vai achar, não que eu não gostaria de ser, mas – e ia dizendo isso naquele jeito dela afobado, ele por sua vez só olhava e sorria – porque gastar comigo, nem somos namorados – repetiu, olhando a gatinha em suas mãos.

Oliver a interrompeu e sorriu mais uma vez:

- Felicity!

- O que?!

- Você gostou?

Ela olhou pra ele e sorriu também:

- Sim...

- Então, pronto...e valeu cada centavo...você sorrio.

Sem graça ela olhou mais uma vez pro bichinho em suas mãos e deu mais um sorriso.

Ficaram mais um pouco ali e depois passaram no mercado para comprar algumas coisas para comerem sem dependerem da sede.

Os dias se passaram tranquilos, eles fizeram passeios, exploraram a região e conversaram muito. A amizade entre Lyla e Felicity se estreitou e uma tarde enquanto os homens saíram para mais uma exploração do lugar as duas se sentaram ao sol para conversarem. Depois de algum tempo Lyla perguntou:

- Desculpe se estou me intrometendo demais, mas porque você não fala para ele o que sente?

Com cara de assustada ela olha para a amiga:

- Contar o que? Para quem?

- Felicity, não precisa esconder nada de mim...até porque é claro como água. Só ele parece não perceber. Eu vejo como você olha pra ele...e eu sei que esse olhar triste que aparece em seu rosto é por causa dele...

- Olha, não é tão simples...tá eu gosto dele...faz tempo...as vezes parece que vou sufocar por sentir isso. Mas não sou correspondida...e se eu falar algo corre o risco dele de afastar de mim e isso seria pior.

- Como assim, não é correspondida? Pelo amor de Deus, menina? Você não vê como ele te olha e como está sempre por perto?

- È só amizade...sou como uma irmã...

- Acredite em mim...o jeito como ele olha pra você não tem nada a ver como olhar de irmão...

Lyla olhou para ela e pensou que pelo menos ela teria no que pensar até os dois voltarem.

- Vou entrar...hoje o pequeno aqui resolveu dar sinal de vida transformando meu estomago num campo de bombardeio!!

As duas riram e Felicity ficou pensando em tudo o que ouviu.

Será que Lyla tinha razão?

A noite todos foram, juntamente com a família de Snape, para um festival na cidade. Haveria muita comida, musica, dança e diversão...o ideal para alegrar todo mundo.

Oliver vestia uma calça jeans, uma camiseta e um casaco, e estava esperando ela descer. E como toda mulher ela estava atrasada.

Ele sorriu, as coisas estavam em paz. Os dois não haviam mais brigado, estava conseguindo se aproximar dela e ficar ao seu lado sem pressão alguma.

Ele percebeu alguns olhares mais demorados por parte dela, sorrisos disfarçados quando ele a tocava por algum motivo....pequenas coisas que faziam ele ter esperança...

Mas é claro, havia sempre o perigo de se envolver com ele. Ela nunca estaria totalmente segura...

Mas estaria do meu lado, pensou.

Nesse momento ela desceu as escadas. Vestia um vestido com uma estampa alegre, pequenas florzinhas coloridas e um cardigã por cima.

Estava linda, ele parou e ficou olhando enquanto ela se aproximava...foi até a escada e lhe a mão...permanecendo com a dela entre as suas ele expressou seu pensamento:

- Você está linda!

Ela corou levemente e ele percebeu que nunca havia dito isso pra ela.

Segurou sua mão e a colocou no seu braço:

- Vamos? Com a sua demora provavelmente o pessoal vai pensar que encontramos algo mais prazeroso para fazer... – e deixou no ar de propósito para ver a reação dela.

- O que? Oliver!!! E lhe deu um tapinha no braço. Os dois riram e o clima carregou. Olharam um pro outro e ele resolveu que não faria mal provar daqueles lábios que o deixavam louco.

Aproximou sua boca da dela e deu uma mordidinha para testar sua reação. Ela paralisou, mas não recuou...ele roçou novamente seus lábios no dela e aprofundou o beijo. Entre suspiros Felicity correspondeu ao beijo, sua mente estava em branco e ela só podia pensar e sentir ele. Quando precisaram de ar Oliver a afastou, mas a manteve em seus braços...

- O que? Porque? Ela balbuciou

- Porque fazia muito tempo que eu queria sentir o gosto dos teus lábios nos meus...e ainda quero – se aproximou mais uma vez e a beijou de novo.

Seu único pensamento era que Oliver a estava beijando e isso era tudo que ela queria.

Foram interrompidos por batidas na porta.

Oliver foi atender e deu de cara com Diggle.

- Achei que vocês tinham se perdido no caminho!

- Não, só a Felicity que se atrasou um pouco...mas ela está perdoada...

Ainda atordoada pelo beijo ela deu uma risada...

- Engraçadinho. Vamos! E saiu pela porta passando pelos dois com o rosto corado e sem encarar nenhum deles.

Chegando ao local da festa eles foram olhar o lugar e escolher uma mesa para ficar.

Escolheram uma próxima a pista de dança e depois os homens foram buscar bebidas e comida.

Era uma festa familiar e pequena, nada comparada com as festas da família Queen.

Felicity não conseguia esquecer-se do beijo. Estava absorta em seus pensamentos quando Lyla se aproxima e pergunta se está tudo bem.

- Sim...tudo bem. Nesse momento os homens voltam com um banquete!

Depois de comerem, permaneceram olhando as pessoas na pista de dança. Oliver se sentou do lado dela e também perguntou se estava tudo bem.

- Sim, tudo bem.

Ele estava sentado com uma das pernas em cada lado do banco e por isso pode puxá-la para que se apoiasse em seu peito. Ela pareceu que ia resistir, mas logo cedeu.

Ficaram assim por um tempo. Oliver fazendo carinho em seus braços e de vez em quando beijando seus cabelos.

- Você tem um cheiro bom.

Ela riu.

- Vamos dançar?

- Eu não sei dançar...

- Eu te ensino, vem... – e levantando estendeu a mão para ela.

Ela hesitou, olhou para ele com a mão estendida e resolveu arriscar um pouco.

A música mudou para uma mais lenta e ele puxou para seus braços.

Dançaram em silencio, cada um aproveitando a situação.

Ele acariciou suas costas e a puxou para mais perto, ela por sua vez o olhou e novamente tudo parou. Só havia os dois, mas ali não havia nenhuma garçonete para atrapalhar.

Ele não fez nada, só a olhou. Queria ver se ela tomaria a atitude de beija-lo, porque sabia que ela tinha gostado dos beijos anteriores e esperava que ela quisesse mais.

Ela pensou que ele estava mais bonito do que nunca e que seu perfume o deixava mais desejável. Não resistiu e quando ele veio um pouco mais em sua direção o beijou.

E ali, no meio da pista, os dois se perderam um no outro. E cada um pode sentir seus corações batendo num mesmo compasso.

Preciso parar senão vou arrasta-la para longe daqui a “ataca-la”, com esse pensamento ele se afastou, a abraçou e continuaram ali por mais uma música.

Voltaram para a mesa de mãos dadas e foram recebidos pelo sorriso de Diggle.

Permaneceram na festa por mais uma hora. Agora sem medo de demonstrar carinho um pelo outro.

Voltaram para casa no banco de trás do carro do Diggle (eles haviam ido num carro só) e durante o trajeto ela adormeceu nos seus braços.

Diggle estacionou na frente do chalé deles e Oliver a pegou no colo para leva-la para dentro. Imediatamente lembrou-se da primeira e única vez que a tinha nos braços...e foi naquela noite infernal, quando ele pensou por um momento que a tinha perdido.

Inconscientemente ele a apertou junto de si e se despediu de Diggle.

A colocou na cama tirou seus sapatos e o casaco. A acomodou e lhe cobriu com a manta que estava em cima da cama.

Não queria ir embora, queria deitar ali com ela e deixar-se levar pela emoção de tê-la em seus braços e de poder ama-la como sempre quis.

Mas apesar disso ele não o fez, queria que quando acontecesse fosse especial, fosse perfeito.

Porque depois dos beijos trocados hoje e do que ele sentiu, tinha certeza absoluta que a amava com todas as forças e apesar de todo o risco que ela corria ele não era forte o bastante mantê-la afastada.

Ele acordou com seus gritos. Eram terríveis. Correu para o quarto e a encontrou ainda dormindo, com lágrimas no rosto e muito agitada. Ela dizia palavras desconexas e estava muito alterada.

Ele a abraçou com cuidado, e foi tentando acorda-la do pesadelo. Foi dizendo palavras de consolo até que ela acordou ainda assustada, parecendo não saber onde estava.

Quando percebeu que era ele que estava ali o abraçou forte e chorou muito. Ele só pode mante-la ali, fazendo carinho e sussurrando...

- Calma, amor...já está tudo bem. Foi só um sonho ruim...eu estou aqui...

Ela se mantinha agarrada a ele...e ficou ali até conseguir parar de chorar e ficar um pouco mais calma.

Ele estava realmente impressionado, o pesadelo devia ter sido terrível, pois ela ainda tremia e dava pequenos soluços.

- Vou buscar um pouco de água para você.

- Não! Fique aqui! Só preciso que você fique aqui...

- Ok, estou aqui. E a manteve junto dele.

Depois de um tempo, quando percebeu que a crise maior já havia passado e pediu:

- Queres me contar sobre o pesadelo?

Ela hesitou...e suspirou...

- Tenho tido esse pesadelo desde aquela noite, é sempre a mesma coisa. Eu já perdi várias noites de sono por causa disso.

- Por que você nunca me falou?

- De que iria adiantar? Fazia um tempo que não tinha mais sonhado com isso...

- Sou seu arqueiro afinal, tenho que poder te proteger de um sonho ruim pelo menos – ele brincou, tentando amenizar a tensão. Ve-la daquele jeito o deixou arrasado.

Rindo, ela falou:

- Você me salvou hoje.

- Sei que é ruim relembrar, mas não queres me falar do pesadelo, talvez se você falar em voz alta ele para de acontecer...

Ela olhou para ele, sem coragem para começar...na verdade se ela revelasse para ele o que havia sonhando ele perceberia o que ela sempre tentou esconder....que o amava há muito tempo.

- Ei...vamos...estou aqui, nada vai te acontecer...

- Ok. Estamos naquela sala com o Slade. Eu estou ainda presa por ele e a Laurel por seu capanga. Na hora que eu tenho que injetar a cura ele me bloqueia e quebra a seringa – as lágrimas ameaçam voltar, ela respira fundo e continua – nisso ele me joga para o lado e eu apago, a Laurel também á agredida e você tenta impedir o Slade...e eu acordo no momento que ele te atinge com a espada – nesse momento ela começa a chorar de novo, Oliver a abraça forte...

- È só um sonho ruim, estou aqui.

- Você não entende como é ruim ver que eu falhei e que por minha causa você morre. Você está nos meus braços e eu tento dizer o quanto eu sinto e o quanto eu te amo e você está ali me olhando, sentindo dor e eu não posso fazer nada – ela levanta da cama e anda de um lado para o outro – eu gritava por ajuda, mas não havia ninguém...tinha muito sangue e era seu...e eu não podia fazer nada...você estava indo embora para sempre e eu nuca mais ia te ver...

Ele levantou e foi até ela, a abraçou e olhou para ela:

- Se depender de mim eu nunca vou te deixar, você é minha luz...te ver assim me quebra por dentro.

Ela chorou novamente nos seus braços e quando ela conseguiu se acalmar ele a levou para a cama.

- Volte a dormir, você precisa descansar agora...

- Oliver...

- Sim?

- Fica comigo?

- Não vou a lugar nenhum.

Ele deitou do lado dela e a puxou para se aconchegar em seu peito. Ela acabou adormecendo, ele não. Ficou pensando no que tinha ouvido dela...ela disse que o amava? Ele sabia que ela tinha carinho por ele, mas achava que era só amizade mesmo.

Se ela realmente o amava haveria uma esperança afinal. Sua garota o amava...será que havia se dado conta que falou isso no meio do turbilhão de sentimentos e de palavras?

Precisavam conversar sobre isso. Mais tarde, quando ela estivesse melhor. Agora só queria ficar ali com ela dormindo em seus braços.

Felicity acordou e sentiu o vazio ao seu lado...Oliver não estava mais ali. Quando ela olha para a porta e ele está ali, parado, olhando pra ela.

- Bom dia! — Oliver se aproxima e senta ao seu lado na cama e pega sua mão – Como você está?

- Bom dia! Estou melhor...

- Fico feliz em saber. Olha porque você não se troca e desce, fiz café pra gente.

- Huumm...você fez café? Essa eu quero ver!

- Estais duvidando de minhas capacidades culinárias??? Fez uma cara de ofendido e depois sorriu.

- Em nenhum momento, só estou curiosa para ver o cardápio!

- Aham...te espero lá em baixo então.

- Ok! Ah, Oliver?

- Fala...

- Obrigada por ficar comigo ontem...foi muito mais fácil encarar o pesadelo com você do meu lado.

- Ei – ele se coloca na frente dela e segura seu rosto – não tem o que agradecer, se eu puder não vou sair mais do seu lado – e dizendo isso a beija.

Felicity sente um arrepio na barriga e se entrega ao beijo. Era o que ela precisava naquele momento para acalmar seu coração.

Antes que ele se entregasse ao desejo e a deitasse na cama novamente, Oliver se afastou.

- Te espero lá em baixo, minha pequena. E saiu.

Felicity não pode deixar de sorrir, enquanto se arrumava.

Na cozinha, Oliver tinha arrumado a mesa da melhor maneira possível. Fez café e torradas.

Quando ela entrou ele estava terminando de servir o café.

- Que moço prendado!

- Você ainda não viu meus outros dotes – ele riu de um jeito meio safado.

Ela deu um tapa no braço dele e disse:

- Para, Oliver...deixa de ser sem vergonha!!!

Rindo muito os dois foram chegando perto um do outro e se beijaram até perderem o fôlego.

Tomaram café juntos e a noite anterior parecia que tinha acontecido séculos atrás.

Ela estava se sentindo feliz. Os dois estavam juntos afinal e parecia que ele realmente gostava dela. Estar ali com ele a fez desejar poder ficar naquele lugar pra sempre, longe de Starlig, longe dos problemas e de pessoas como Slade.

Era o ultimo dia deles ali, na manhã seguinte iriam embora. Oliver precisava voltar para conversar com os advogados da família e tentar achar Thea.

Ela estava no quarto arrumando as coisas e Oliver apareceu.

- Vamos dar uma volta?

- Vamos sim.

- Põe um casaco, está esfriando lá fora.

Andaram de mãos dadas e sentaram na grama perto do chalé. Algum tempo depois Digg e Lyla se juntaram a eles.

- Essa viagem foi melhor do que eu esperava – Digg falou sorrindo para os dois.

- Foi sim, com toda certeza – disse Oliver.

- E o que vamos fazer quando voltarmos? Pediu Felicity.

- Vamos nos concentrar em reaver a empresa. Depois vamos trabalhar para poder manter tudo como era e, claro, procurar Thea.

- E o Arqueiro? – Era Lyla que falava.

- Não posso deixar essa parte da minha vida de lado, faz parte do que eu sou. Preciso me manter ocupado e ser útil para a cidade.

- Eu estou contigo – Digg exclamou.

- Eu também. Afinal o que seria do Arqueiro sem sua TI?

Todos riram e foram jantar. Como era o ultimo dia foram convidados para jantar na casa de Snape.

O jantar foi tranquilo. Ficaram até tarde na sede e já era madrugada quando voltaram para o seu chalé.

Os dois voltaram abraçados. Era engraçado parecia que não podiam deixar de ser tocar.

Eles não haviam falado em amor...mas por enquanto não era preciso. Eles o sentiam em cada gesto, em cada olhar, em cada toque...

Na manhã seguinte eles voltariam para a realidade.

- O que foi? Você ficou quieta de repente...

- O que vai acontecer agora que vamos voltar?

- Como assim? Com a gente?

- È. Aqui está tudo maravilhoso, mas em Starling voltaremos à realidade e a tudo que deixamos pra trás vindo para cá.

- Ei, nada vai mudar. Aliás, tudo! Pelo simples fato de te ter ao meu lado, e não só como TI. Felicity, você é muito importante pra mim, sempre foi desde o inicio. Quando me lembro dos momentos difíceis que passei depois de voltar para Starling, nos piores deles era você que estava lá, mesmo sem dizer nada eu sentia que eu tinha teu apoio. Então eu posso dizer que se houverem mudanças, elas com certeza, vão ser para melhor.

Ela sorriu, fazia muito isso agora, e disse:

- Eu tenho medo. Por você, por nossos amigos. Tudo vai estar mudado na cidade.

- Sim, concordo. Mas daremos um jeito, tudo vai ficar bem. Confia em mim?

- Confio.

Tinham chegado à porta do chalé, entraram e ela disse que iria tomar um banho.

Ele ficou na sala mais um pouco e quando ela saiu do banho ele foi tomar um também.

Saiu do banheiro com a toalha enrolada na cintura e ao passar pelo quarto dela a viu procurando algo e resmungando sozinha. Ele parou para ver a cena. Ela vestia uma calça legging e uma camiseta de time de futebol. Estava linda! E mais linda ainda, resmungando daquele jeito e gesticulando.

De repente ela o vê na porta e quando percebe que ela só está com a toalha ela fica vermelha que nem um pimentão e começa a gaguejar...

- Ah...Oliver...n-nem vi que tinhas sai-do do banho.

- O que você está procurando?

- Carro...an..quer dizer, as chaves do carro.

- Eu as vi ontem lá em baixo, na cozinha. Coloquei em cima da geladeira.

- Ah! Achei que tinha perdido...

Os dois estavam parados um de cada lado do quarto, olhando um para o outro.

- È melhor eu me vestir, já volto.

Ela volta a respirar normalmente e senta na cama com as pernas bambas de desejo. E se ele chegasse mais perto? E se eu pudesse tocar naquele peito musculoso que tantas vezes eu vi enquanto ele treinava? Um arrepio percorreu seu corpo e ela se esticou na cama.

Quando ele volta a vê ali deitada na cama e vai até ela, se deita do seu lado e a puxa para si. Ela corresponde o beijo e o clima esquenta. As mãos dele não se afastavam de seu corpo, ele parecia querer sentir cada pedacinho dela, que por sua vez matou seu desejo de sentir os músculos dele em suas mãos.

Ela se esforça para tirar a camisa dele e ele para de beija-la para ajudar na tarefa. Os dois se olham e se “atacam” de novo. Ele arranca a camiseta dela e fica paralisado com a beleza de sua pele branquinha em contraste com a lingerie escura. Enche ela de beijos na região da barriga e dos seios. Ela suspira e segura a cabeça dele para evitar que ele pare.

Ele a olha:

- Há muito tempo eu queria fazer isso...

- Parece que você tem muitas coisas que quer fazer, Oliver...

Ele ri.

- Sim...isso por exemplo – e começa a explorar todo o corpo dela com beijos e pequena mordidinhas e lambidas em seu pescoço...ele tira a calça dela e se levanta para tirar a sua. Ele para e fica olhando para ela os cabelos espalhados no colchão, os lábios vermelhos por causa de seus beijos, e aquela pele....

- Perfeita!

Ela sorriu e esticou os braços em sua direção o chamando para si.

Eles se amaram com todo desejo e com todo amor reprimido por tanto tempo.

Dormiram abraços um ao outro. Oliver demorou para dormir, ficou olhando como ela parecia mais linda do que nunca nos seus braços.

Felicity abriu os olhos e sentiu o corpo dele abraçado ao seu. Não tinha sido um sonho, então! Ela se virou para ficar de frente para ele e deu um beijnho no seu rosto.

Lentamente ele abriu os olhos e a viu, sorrindo ele a beijou também.

- Bom dia, amor...

- Bom dia! Ela tinha ouvido direito??!! Ela a chamou de amor? Ai Jesus!!

- Hoje eu faço o café, ok? Você pode ficar mais um pouco na cama...

- Certo, mas vou levantar contigo...

Foram para a cozinha e fizeram o café juntos, o que demorou bastante por que a cada pouco eles paravam para se beijar ou brincar um com o outro.

E foi assim que Digg os encontrou, gargalhando e brincando um com o outro.

Pigarreou e sorriu.

- Bom dia!

- Bom dia! Os dois falaram ao mesmo tempo!

- Oliver, vocês estão pensando em sair a que horas?

- Olha, tinha pensado em ir logo após o café...tipo umas nove e meia. O que você acha?

- Huumm...Teria problema se a gente atrasasse um pouco esse horário? A Lyla está um pouco enjoada hoje, queria dar um tempo para ela acalmar o estomago antes de partirmos.

- Claro que não! Fazemos assim, a hora ela estiver melhor avisem a gente e daí saímos.

- Vou terminar de tomar café e vou lá ver como ela está, Digg. Pode ser que ela precise de uma companhia feminina...

- Obrigada, ela vai gostar sim...

Ele saiu e os dois terminaram o café e de arrumar as coisas e já deixaram tudo dentro do carro.

Felicity foi ao chalé para ajudar Lyla e Oliver foi com o Diggle se despedir da família Snape.

Já era noite quando chegaram em Starling.

Felicity deixou Oliver na casa do Digg para que ele pudesse deixar sua bagagem e depois ele voltaria para a casa dela.

Ela entrou em casa e correu tomar um banho. Resolver colocar uma camisola bem bonita, uma preta com renda no bojo que tinha comprado por impulso há uns 5 meses atrás e nunca usou.

Resolveu pedir uma pizza para jantarem, fez o pedido e solicitou que entregasse em uns 45 minutos, que era o tempo aproximado que ele levaria para chegar ao apartamento dela. Assim a pizza estaria quentinha quando ele aparecesse.

Oliver olhou para todos os lados...franziu a testa e entrou. Tinha quase certeza que estava sendo observado. Podia ser impressão, voltar à cidade o deixou um pouco tenso. Diggle tinha ido para casa com Lyla. Ele entrou em casa, tomou um banho, juntou umas peças de roupa que iria precisar e logo saiu. Estava trancando a casa quando percebeu alguém se aproximando, virou-se para ver quem era e sentiu um golpe forte na nuca. Seu último pensamento foi para Felicity.

Ele estava demorando, pensou. Vinte minutos de atraso. Será que estava virando uma mulher neurótica? Daquelas que já imagina milhões de coisas porque o cara se atrasa 20 minutos?? Deu risada dela mesma. Podia ser que se atrasou conversando com o Digg.

Sentou na poltrona, ligou a TV e decidiu que se ela não chegasse em meia hora ela ligaria pra ele.

Felicity acordou sentindo os músculos reclamarem pela posição desconfortável. A pizza estava fria em cima da mesa, chamou por ele e não obteve resposta.

Olhou no relógio e já passava das três da manhã. Será que ela adormeceu e não ouviu quando ele bateu na porta? Não, mesmo que isso tivesse acontecido ele daria um jeito de entrar, afinal ele era o Arqueiro....

Tentou ligar no celular dele e só caía na caixa. Ligou na casa do Digg e nada.

Será que ele tinha desistido de vir e desligou o celular para ela não importuná-lo? Não, ele pelo menos avisaria, mandaria uma mensagem...

Começou a se preocupar. Ligou para o Digg...ele atendeu com voz de sono...

- Alo?

- Digg? È a Felicity...

- O que houve? – agora com a voz mais atenta.

- È o Oliver. Combinamos dele vir para o meu apartamento depois que saísse da tua casa, ele deveria ter chegado há muito tempo. Acordei agora no sofá, a pizza esfriou, eu já liguei no celular dele e só dá caixa....pode ser que ele tenha desistido de vir par cá...ou pode ser que caiu de moto....ou sei lá alguém atacou ele pelo caminho...

- FELICITY!!!

- Sim?

- Calma...me conta com calma tudo de novo.

Ela contou. Ele pediu para se encontrarem na cave.

Ao chegar lá ele encontrou uma Felicity angustiada e com lágrimas no rosto.

- Voce demorou...

- Passei na minha casa antes. Encontrei isso na frente da porta. E colocou em cima do balcão uma bolsa com as coisas do Oliver.

Ela engoliu em seco e desabou na cadeira.

- Meu Deus! O que será que houve? Onde ele está?

- Calma! Provavelmente alguém o sequestrou...mas o celular não está aqui, deve estar no bolso dele. Você ainda tem instalado nos nossos celulares aquele rastreador?

Ela se animou.

- Tenho sim! Já vou tentar rastreá-lo.

Oliver acordou desnorteado. Procurou identificar onde estava sem êxito. Olhou ao redor.

Estava em uma sala grande. As únicas janelas possuíam grades. Não tinha nenhum móvel, apenas a cama onde estava deitado.

Onde estava? Quem o tinha sequestrado? Felicity? Ela deveria estar pensando que ele desistiu de se encontrar com ela...não ela deveria saber que depois da semana que passaram juntos ele não faria uma coisas dessas...

Ouviu passos e a porta se abriu.

- Você??

- Ollie, meu amor...como você é dorminhoco, achei que ias dormir até o almoço.

- Laurel, o que estou fazendo aqui? O que você está fazendo aqui?

Ela se aproximou, e pegando no rosto dele tentou beija-lo. Ele se afastou.

- O que você está fazendo? Achei que tinha ido para o litoral.

- Não pude, não depois de saber que aquelazinha tinha te arrastado contra sua vontade para longe de mim, sabe-se lá para onde. Eu sei que queria ir viajar comigo.

- Laurel.... – ele olhava para ela incrédulo. Não acreditava que ela tinha sido capaz daquilo.

- Ollie, fomos feitos um pro outro. Você não percebe?

- Laurel, me ouve: não há nada entre a gente além de amizade.

- Ollie, meu amor! Vou te deixar mais um pouco aqui, acredito que se você pensar um pouco mais vai perceber que somos perfeitos juntos!

E saiu trancando a porta.

Ele estava atordoado. A Laurel fazer uma coisas dessas? O que passava pela sua cabeça?

Meu Deus! E Felicity, será que Laurel tinha feito algo com ela? Tinha que dar um jeito de sair dali.

Enquanto isso Felicity estava a todo vapor tentando rastrear o celular dele. A ideia de colocar os rastreadores nos celulares havia sido ideia do Oliver. Um celular desligado não dava possibilidade de rastreio, mas aquele dispositivo não precisava do celular ligado.

Depois de um tempo, ela encontrou:

- Digg! Achei!

- Onde?

- Num galpão abandonado, perto das docas – ela parou de falar por um instante – não pode ser...

- O que?

- Digg...é o mesmo galpão para onde Slade levou eu e a Laurel. Ela tinha pânico no olhar!

- Felicity! Não tem como ele ter escapado. Tem que ser coincidência. Vou confirmar isso...

Felicity olhava para a tela do computador e lembrou-se do sonho. A cada minuto ela ficava mais tensa. De repente pensou: ele precisa de mim, vou busca-lo!

Quando Digg voltou para a sala chamou por ela.

- Aqui!

- Onde que você pensa que vai vestida assim?

- Vou contigo tirar ele daquele lugar.

Ela tinha colocado uma calça justa, uma blusa e uma jaqueta preta. Ele viu o coldre embaixo da jaqueta...

- Você tá armada? Pelo amor de Deus, Felicity! Pode ser perigoso...

- Eu sei. E por isso mesmo eu vou contigo. Se for perigoso vais precisar de ajuda. E eu vou, está decidido.

Ele suspirou...Oliver ia surtar quando a visse lá.

- Ok! Tenho um plano...

Após combinarem tudo seguiram para o galpão.

Digg observava a movimentação e tentava analisar a melhor forma de entrar. Decidiu entrar pela lateral do prédio que parecia deserta. Havia visto dois capangas dentro do prédio e um fazendo vigia na porta central.

- Escuta, eu vou entrar pela lateral. Quando eu der o ok você entra pelo mesmo lugar. Deixa a arma destravada e fica atenta. Vou te guiando lá dentro e depois achamos o Oliver.

- Ok. Aguardo seu sinal.

Depois de alguns minutos, Digg falou que estava tudo limpo. Ela entrou com cuidado e verificou que o centro do galpão estava vazio. Na ultima vez que esteve ali o lugar estava cheio de caixas e entulhos.

Aproximou-se do Diggle e juntos perceberam que os dois capangas vigiavam uma sala com a porta fechada.

- Aposto que ele está lá. Mas tem algo errado.

- Por que, Digg?

- Você não acha que se fosse um inimigo do Arqueiro ou um sequestro para conseguir dinheiro esse lugar estaria mais vigiado?

- O que você acha que está acontecendo aqui?

- Xiuuu....Escuta, chegou um carro...acho que logo vamos descobrir...

A pessoa que entrou no galpão, era uma mulher magra e estava com os cabelos presos. Vestia uma roupa preta e saltos altos. Arrastava uma mala e a deixou do lado da sala.

Fez sinal para abrirem a porta e se virou...deixando seu rosto a vista dos dois.

- O QUE? O QUE AQUELA MAGRELA TA FAZENDO AQUI??? Ela gritou “sussurando”.

- Calma!!! Acho que faço uma ideia....Oliver se negou a viajar com ela, dois dias depois sai numa viagem com você. Eu achei que ela tinha aceitado muito bem a recusa dele naquele dia.

- Estou chocada! Será que ela não entendeu a parte que ele disse: só amizade?

- Pelo jeito não...vamos lá...chegar mais perto para tentar ouvir algo.

Aproximaram-se o máximo que puderam.

Felicity estava em choque, àquela garota tinha enlouquecido de vez. Tudo bem ela querer “pirar na batatinha”, mas não com o Oliver, não quando os dois estavam finalmente juntos.

Ela ia ver, a piriguete!

Viram-na entrar no quarto e puderam avistar um Oliver muito inquieto que andava de um lado para o outro.

- Laurel, você não pode estar raciocinando direito. O que você quer com tudo isso?

- Quero você! Quero que a gente fique juntos como deve ser...

- Laurel, me escuta isso é loucura...me solta, vamos conversar.

- NÃO! Se eu te soltar aquela loirinha vai te roubar de mim. Eu sei.

Nisso Fecility entra na sala e diz:

- A loirinha aqui já se antecipou, queridinha!

- Felicity – Oliver exclama – o que você está fazendo aqui?

Digg e Felcity tinham chamado a atenção dos dois brutamontes....que eram só isso mesmo: grandes...a inteligência não era o forte deles que estavam agora amarrados numa viga.

- Eu vim te salvar dessa louca! E passando por uma Laurel raivosa, ela foi em direção a ele.

Num segundo de distração, quando ela o olha e tenta dizer que está tudo bem, Laurel a agarra pelos cabelos fazendo-a cair de joelhos no chão.

- Você acha sua piranha que eu vou te deixar chegar perto dele? Você passou dos limites, eu ia te deixar viver....mas você foi longe demais!!!!!

Digg se aproximava por trás e Oliver avançou na direção das duas. Felicity reagiu e tentou derrubar Laurel para imobiliza-la. As duas estavam lutando e Felicity estava conseguindo dominá-la. Nesse instante se ouve um tiro. Foram segundos....não houve tempo para reação.

As duas caem no chão....a arma cai das mãos da Laurel. Digg corre para as duas...verifica que as duas estão bem...

- OLIVER!

Felicity corre na direção dele e consegue alcançá-lo no mesmo instante que ele se curva e cai de joelhos.

Ele foi atingido!!! Ela o segura e percebe que o tiro o atingiu na lateral da barriga...o sangue já saia da ferida....

Digg havia segurado uma Laurel descontrolada e que agora tinha que enfrentar a raiva de Felicity:

- Sua louca!!! Olha que tua obsessão fez com ele....vou fazer com que você pague...

- Felicity...

- Estou aqui amor...

- Preciso que... – a voz dele falha. Ele sentia muita dor. Não estava preparado para o tiro. Estava olhando para Felicity e nem percebeu Laurel com a arma ainda em punho, o tiro foi acidental...

- Digg...leva essa louca daqui, a coloque amarrada no banco da frente do carro. Vou ajudar o Oliver, temos que levá-lo para o hospital.

- Não! Me leve para a cave....vocês conseguem fazer um curativo....

Felicity o olhou apavorada:

- Oliver, a bala não saiu...e eu não sei se consigo tirar essa bala daí...

Ele a olhou sério e disse:

- Apesar de tudo eu não quero que ela vá para a prisão...

- Mas é o que ela merece...o tiro poderia ter sido em outro lugar...

- Foi um acidente...por favor...

- Ok! Ok! Vou ver o que eu consigo...

Já na cave, Oliver estava na maca...ele tinha ficado desacordado em algum momento do caminho até ali.

Digg e Felicity estavam tentando tirar a bala...

- Fecilicty, sua mão é mais delicada que a minha...

- Digg, mas ela não está firme – e mostra as mãos tremendo.

Ele segura suas mãos e diz:

- Você consegue! Você é mais forte do que pensa, provasse isso hoje indo atrás dele...E eu preciso mante-lo quieto...

Ela olha para Oliver deitado na maca, encara seria o Digg:

- Está bem, vamos fazer isso logo.

Depois de quase uma hora ela termina de suturar a ferida e faz um curativo. Por sorte a bala se alojou no músculo e foi mais superficial. Mesmo assim ele sangrou o suficiente para assusta-la bastante.

Oliver permanecia desacordado. Ela estava exausta!

Digg a obrigou a se deitar na cama na sala ao lado e ela o fez prometer que a qualquer sinal de que Oliver estava acordando ele a chamasse.

Já era tarde da noite quando ela acordou. Permaneceu na cama e pensou...não foi mais um pesadelo...foi real. Mas dessa vez eu consegui fazer algo. E ficou realmente orgulhosa de si mesma. Com esse pensamento foi ver como Oliver estava.

Ele ainda estava deitado na maca...Digg se rendeu ao cansaço e adormeceu na cadeira ao lado.

Ela se aproximou da maca e achou que ele estava muito pálido.

Ela não resistiu e fez carinho no seu cabelo. Ele abriu os olhos e sorriu, tentou se levantar e soltou um gemido.

- Calma ai...devagar! Deixa que te ajudo.

Ela o ajudou a sentar.

- Como vocês está?

- Bem...e a senhorita pode começar a me explicar o que diabos estava fazendo lá naquele galpão e ARMADA!

- Annn...

Nesse momento Digg acorda.

- E como você a deixou ir pra lá??? Era muito perigoso!

- Posso te dizer com certeza que seria muito mais perigoso eu tentar impedi-la de ir..vai por mim!

- Oliver, deixa disso...eu consigo me virar muito bem sozinha. Além do mais eu não ia me botar em perigo se não estivesse tão preocupada contigo.

- Eu ia acabar dando um jeito...

- Até pode ser. Mas o que querias que eu pensasse quando rastreei teu celular e vi que você estava no mesmo galpão para onde o Slade nos levou naquela noite? — Ela já tinha levantando um pouco a voz – Pensei milhões de coisas horríveis e lembrei do meu pesadelo...

Como ela já tinha se afastado ele estendeu sua mão pra ele e ela a aceitou.

- Tudo bem, mas nunca mais faça isso...eu não posso nem cogitar a possibilidade de ter perder. A puxou para mais perto e a beijou.

Digg saiu discretamente da sala e foi ligar para Lyla para dizer que o Oliver tinha acordado e estava bem.

(...)

- E a Laurel?

- Por enquanto ela está presa na sala do lado. Tive que ceda-la, ela estava fora de controle.

- O que o Oliver vai fazer?

- Não sei, acredito que vá chamar o Det. Lance para resolverem o assunto.

- Será o mais correto.

- Sim. Vou só ajudar os dois aqui e depois já estou indo pra casa.

- Ok! Não demore...estamos sentindo sua falta...

(...)

Oliver a beijava com desejo e ela correspondia.

Ele se afastou e disse que precisava sentar..ela o ajudou a sentar na cadeira mais próxima.

- E agora? O que vamos fazer com a Laurel?

- Onde ela está, por falar nisso.

- O Digg teve que ceda-la, ela estava descontrolada. Gritando e esmurrando. A colocamos na sala de descanso.

- Vou ligar para o Det. Lance. Contar o que houve, ele já deve ter percebido que ela não está bem. Você faz a ligação?

- Ok.

(...)

Horas mais tarde Oliver está na sala da casa do Det. Lance. Laurel já estava no seu quarto e por ter acordado e visto Oliver teve outra crise de histerismo...o pai a trancou no quarto.

- Eu deveria saber que ela estava aprontando algo. Estava estranha, cheia de segredos e toda vez que o telefone tocava ela saia. No dia que você se negou a viajar com ela...ela teve uma recaída, bebeu muito e falou muita besteira...em como a lorinha estava te roubando dela. Não dei bola, achei que era por causa da bebida. Depois ela não bebeu mais, não teve mais crises de raiva...mesmo quando descobriu que vocês tinham viajado. Ali eu deveria ter me dado conta que as coisas não estavam bem.

- Não é culpa sua...

- Eu deveria ter feito algo, mas agora só posso te agradecer por não ter chamado a polícia...

- Eu não faria isso, eu tenho grande carinho por ela...

- Também não é culpa sua.

- Eu sei...só queria ter podido evitar. O que o senhor vai fazer agora?

- Liguei para um conhecido meu no Saint´s Paul, ela vai aceitá-la para fazer um tratamento.

- Entendo, talvez seja o que ela esteja precisando para voltar a ser o que era.

- Eu espero que sim.

Ele acompanhou Oliver até a porta. Digg o estava esperando no carro.

- O que acontecer com ela?

- O pai vai mandá-la para o Saint´s Paul.

- O sanatório?

- Sim, tem um amigo lá e ele vai iniciar o tratamento.

- Bom, melhor que a prisão por sequestro...

- È...

- Para onde agora?

- Felicity...preciso ver ela.

- Como estão as coisas entre vocês?

- A ultima noticia que tive dela foi que ela tinha se transformado numa justiceira! Por Deus Digg, quando a vi lá com aquela roupa...com aquela pose...ali para me salvar...eu juro que quase enfartei!

- E aposto que não foi de medo – dando uma risadinha maliciosa.

- Não foi mesmo! Ela estava maravilhosa, não estava?

- Sim...ela ficou realmente fula da vida quando viu a Laurel lá...achei que iria ter que segurá-la...

Rindo Oliver disse:

- Então, me deixa na casa dela...quero ver minha justiceira...

Felicity estava na cozinha...até agora não tinha ideia de que estava com tanta fome.

Quando bateram na porta ela foi correndo atender. Deu de cara com Oliver e Digg, este último tinha ajudado Oliver a chegar até ali.

- Oi!

Um pouco ofegante, ainda estava bem dolorido o local do ferimento, ele disse:

- Oi!

Entrando no apartamento ele foi direto para o sofá.

- Achei que não doeria tanto – segurando a lateral do corpo.

- Vou pegar um analgésico – olhou Digg ainda na porta – Entra Digg!

- Não eu vou indo. Preciso ver a Lyla.

Ela foi até a porta e lhe deu um beijo na bochecha.

- Obrigada por tudo.

- Que é isso...cuidem-se! Vou indo. Se precisarem de algo, me liguem.

- Obrigado, Digg – Oliver falou acenando.

Ela trancou a porta, foi para a cozinha e voltou com um copo d´água e um comprimido.

- Tome isso.

- Certo...

- E como foi tudo com o pai dela?

- Foi difícil. Ele se culpa por tudo. Vai mandá-la para o Saint´s Paul...

- Uou...não vai ser fácil ela aceitar isso. Ele vai ter que ser pulso firme.

- Vai mesmo. Mas agora não é mais minha responsabilidade...

Ela o puxou para seu colo.

- Você me assustou...

- Não foi minha intenção. E devo dizer que quem ficou assustado fui eu quando te vi lá...Felicity?

- Sim?

- Que cheiro é esse?

- MEU DEUS!! Esqueci a lasanha no forno!!! E saiu correndo para a cozinha.

Ele levantou com um pouco de dificuldade e foi atrás dela.

Por sorte ela conseguiu salvar boa parte da lasanha. Comeram sentados no chão da sala.

Depois os dois foram para o quarto.

Ela o ajudou a trocar de roupa e a deitar de uma maneira confortável. Depois ela se juntou a ele...sem perceber ela tinha colocado a camisola que estava vestindo na noite do sequestro.

Os olhos dele quase saltaram.

- Felicity, como você quer que eu durma se você me provoca desse jeito.

Ela que já estava se deitando olhou sem entender nada.

- O que eu fiz?

Ele apontou o dedo e fez sinal apontando para a camisola dela.

- Ah! Isso...bom talvez antes de você dormir precisamos fazer alguns testes para ver se está tudo certo com você. Ela foi falando e avermelhando...

- Ok – engolindo em seco, Oliver estendeu seu braço e lhe traçou um caminho pela perna que estava apoiada na cama, subindo em direção a barriga – acredito que para isso você deva chegar mais perto...

- Sim...mas vamos primeiro testar seus reflexos. Ela iniciou um trajeto de beijos por seu peito...ele só suspirava – huuum por enquanto tudo certo...

- Muito, acredito que você possa continuar...

- Agora vamos ver aqui – e dando pequenas mordidas no pescoço dele foi avançando até chegar na sua boca.

O beijo foi com paixão e necessidade. O amor deles tinha passado por mais um teste...

Como ele estava com os movimentos um pouco restritos por causa do ferimento, ela sentou em cima dele e conduziu o desejo ao auge...

Num determinado momento ele segurou seu rosto em suas mãos e disse:

- Eu te amo! Mais que tudo...

Com lágrimas nos olhos ela responde:

- Eu também te amo, muito!

Fizeram amor durante a madrugada e mais tarde com o desejo saciado e um sorriso em cada rosto eles adormeceram abraçados, como se para garantir que os dois estariam ali pela manhã.

Ao acordarem, perto do meio dia, permaneceram na cama um de frente para o outro...

Oliver acariciava o rosto dela e a ouvia contar como o tinha encontrado e como havia sido o resgate...

- Eu só sei dizer uma coisa: você fica maravilhosa com aquela roupa!

- Ah! Oliver! – dando um tapinha no braço dele ela completa – não brinca comigo.

- Mas não estou brincando! Você toda de preto, armada e com aquela cara de mau me deixou louco! Quase esqueci onde estávamos. Promete que vai vestir a roupa só pra mim? E dizendo isso manteve um sorrisinho safado no rosto...

- Ei!

- Você parecia uma justiceira! A minha justiceira!

Entre risos e suspiros os dois passaram o resto da manhã na cama.

Levantaram para almoçar e logo depois do almoço Oliver recebe uma ligação.

- È do Dr. Bishop

Ela se sentou no braço da poltrona onde ele estava sentado e prestou atenção.

- Alo...

- Sr. Queen?

- Sim, Dr. Bishop. Pode falar.

- Tenho boas novidades. Consegui alguns documentos bem contraditórios em relação à aquisição das empresas pela Srta. Isabel. Além disso, em depoimento alguns acionistas confessaram terem sido ameaçados para que votassem a favor da aquisição.

- Ótimo! E agora qual o próximo passo?

- Vou agendar uma reunião com os acionistas para a decisão final. Mas tenho bons pressentimentos.

- Fico muito feliz por isso. Aguardo sua ligação para o agendamento da reunião. Ah! E Dr. Bishop...

- Sim?

- Obrigado pelo esforço.

- Faz parte do meu trabalho! Assim que a reunião estiver agendada eu retorno.

- Ok, Tchau.

Ele contou as novidades para Felicity e mais tarde para Digg.

E ele pensou que a vida parecia estar voltando para o lugar...só faltava encontrar sua irmã...onde será que ela está?

Foi pensando nisso que Felicity o encontrou sentado no sofá com uma xícara de café nas mãos.

- Oi, amor...

- Oi, justiceira!

- Em que você está pensando?

- Na Thea....e em onde ela pode ter se metido.

- Ela deve estar bem, se houvesse acontecido algo já saberíamos...

- Espero que sim. Senta aqui do meu lado, quero te mostrar algo.

- Hum..o que é?

Ela percebeu que ele mexia no aparelho de som ao lado do sofá.

- Escute essa música, ela expressa um pouco do que eu sinto por você...

Feche os olhos(Close Your Eyes – Michel Bublé)

Feche os olhos

Deixe-me te dizer todas as razões

Eu acho que você é única

Um brinde a você

A única que nos salva

Que sempre faz o que tem de fazer

Você é única

Graças a Deus, você é minha

Você é um anjo vestido de armadura

Você é justa em cada luta

Você é minha vida e meu porto seguro

Quando o sol se põe toda noite

E se meu amor é cego eu não quero ver a luz

É a tua beleza que te denuncia

Teu sorriso te trai

Porque você é feita de força e misericórdia

E minha alma é tua para salvar

Eu sei o quanto isto é verdade

Quando o meu mundo era obscuro e triste

Eu sei que a única pessoa que vai me salvar é você

Feche os olhos

Deixe-me te dizer todas as razões

Você nunca vai ter que chorar

Porque você é única

Sim, isto é para você

A única que nos salva

Você sempre faz o que tem de fazer baby

Porque você é única

Quando seu amor se derrama em mim

Eu sei que estou finalmente livre

Então eu te digo com gratidão

Cada batida do meu coração

É sua para guardar

Feche os olhos

Deixe-me te dizer todas as razões

Você nunca vai ter que chorar

Porque você é única

Sim, isto é para você

A única que nos salva

Você sempre faz o que tem de fazer baby

Porque você é única

Você é a razão pela qual eu estou respirando

Com um pequeno olhar do meu jeito

Você é a razão que eu estou me sentindo

Finalmente seguro para ficar


Link:http://www.vagalume.com.br/michael-buble/close-your-eyes-traducao.html#ixzz35mBUCwMT

Quando a música parou de tocar, ela tinha lágrimas nos olhos, mas um sorriso nos lábios.

- È linda, amor...

E lhe deu um beijo demorado e o abraçou com força, sussurrando no seu ouvido:

- Te amo, Sr. Queen...

- Também amo você, Srta. Smoak

E o beijo se transformou em desejo e eles se amaram ali mesmo, não antes de colocarem a musica para tocar mais uma vez.

E pensaram juntos que a esperança estava ali, no amor que compartilhavam a na força que um representava para o outro.

E mesmo que surjam ameaças, e eles sabiam que elas apareceriam, o que importava era que estavam juntos....e que o amor deles era mais forte que tudo. O Arqueiro e sua pequena Justiceira.

Notas finais
E Ai??
Gostaram? Por favor comentem!!
Bjuss
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!