O Aprendiz do Eremita
1 Capitulo 1 - Noite escarlate
Existia no Norte uma pequena aldeia no território de um lorde da capital, ele era conhecido por ser um grande guerreiro, de coração forte, destemido e bondoso. Apesar de toda sua fortuna, o lorde sempre viveu em uma das aldeias do seu território. Mais em uma noite uma catástrofe aconteceu.
Aldeia Olgak – 10h da Manhã — Ao Norte da Capital.
Era uma ótima Manhã de segunda – feira, as crianças corriam e brincavam sobre o lindo céu azul, o clima agradável era de animar e acalmar os corações das pessoas, os aldeões plantavam os alimentos no campo e alguns garotos treinavam com suas espadas. Sobre um dia tão lindo e confortante quem poderia imaginar que um desastre estava para acontecer.
Nesta manhã o lorde se encontrava em sua sala com seu filho Arthur, o garoto de olhos claros, pele branca e cabelos castanhos escuros, ele era o aniversariante do dia, pairava sobre o ar a alegria e a felicidade. O lorde estava conversando com os cidadãos da aldeia, ele planejava fazer um banquete, afinal quando um garoto completava 12 anos era o momento de ser considerado como um aprendiz de guerreiro.
Depois de Horas de conversas já estava tudo preparado. Era tarde e o por do sol era cativante, Arthur entrou na casa e começou a se preparar, ele não conseguia esconder a empolgação que sentia, depois de pronto, o seu pai, o lorde, o chamou para dar uma pequena caminhada ao redor dos campos de plantação.
Arthur o olhava constantemente se perguntando o que o seu pai tinha para falar, logo um silencio profundo estava sobre eles. Então o lorde falou:
– Arthur, logo você será um guerreiro e você ira me superar, você vai continuar o legado da nossa família, lembre – se, ser forte não é se sentir superior, ser forte significa você se proteger e proteger quem você ama, Não fique nervoso, você vai ser um bom guerreiro. Vamos voltar logo, a festa já vai começar.
Então ouve a festa para o aniversariante. Todos estavam animados, a aldeia inteira estava lá, havia muitos presentes e diversão. O pai de Arthur se levantou e anunciou que a cerimonia para se tornar guerreiro ia acontecer à meia noite e ao termino da festa todos se retiraram.
Arthur estava muito cansado e empolgado, estava ansioso para a cerimonia, ele sentou-se sobre a cadeira próxima a janela e observou a linda e tranquila noite, sua mãe entrou no seu quarto e falou por um breve momento com ele, o abraçou forte e lhe disse:
– Arthur esse é seu presente espero que tenha gostado, eu demorei a escolher, mas foi o que achei melhor, descanse um pouco logo será a cerimonia. E então saiu.
Ele olhou atentamente para o presente que ganhou da sua mãe, um colar de prata com bordas de ouro e o símbolo de um lobo, a insígnia de sua casa. Ele estando cansado depois desse longo dia logo adormeceu.
Algumas Horas depois
– Arthur! Arthur!
Ele rapidamente acordou assustado e olhou para o rosto de sua mãe que estava desesperada, ela o puxou e começou a correr. Arthur não sabia o que estava acontecendo e uma inquietação pulsava em seu peito. Ao sair da casa eles correram para o local onde seria a cerimonia. Chegando — se próximo ao portão Arthur sentia um odor forte, mas não sabia o que era, quando entrou pelo portão ele viu varias pessoas da aldeia, todas estavam sobre o chão, cortadas e sangrando, era uma carnificina, mais em nenhum momento sua mãe parou de correr. Arthur agora estava desesperado e gritava:
– Mãe! Mãe! O que estar acontecendo.
Mas ela não falava nada. Depois de alguns minutos correndo eles foram para o local onde se realizavam os duelos oficiais ou de treinamento. A arena era bonita com algumas armas nas paredes e com as insígnias da casa do lorde, o chão era de mármores e ao redor da área aberta existiam pilares fortes e antigos, sobre as paredes existiam panos escarlate com o Brasão da Família em cor preta. Ao se aproximar de uma espada muito antiga e bonita que estava na parede à mãe de Arthur a tirou do local e apertou um brasão esculpido na parede, ele rapidamente brilhou com uma coloração esverdeada e abriu uma porta secreta. Ela com um olhar desesperado e nervoso encarou Arthur e disse:
– Não saia dai em hipótese alguma! Arthur eu te amo, por favor, fique a salvo.
Ao Fechar a porta, ela se virou e quando deu seu primeiro passo uma flecha perdida perfurou o seu peito, o sangue escorria lentamente sobre seu tórax, ela no seu ultimo momento olhou para Arthur e tentou dizer suas ultimas palavras, mas caiu no mesmo instante, o sangue se alastrava pelo chão formando uma pequena poça de sangue. Arthur viu tudo sobre a brecha da porta, no mesmo instante uma enorme dor atingiu seu peito, angustia e solidão tomou conta do seu corpo e as lagrimais começaram sair, e ele subitamente Chorava e chorava, se debatendo e tentava abrir a porta, mas não conseguia nem ao menos mexe — lá, o que ele sentia no momento não podia ser comparado, todos seus amigos, as pessoas da aldeia e sua mãe estavam mortos, ele não sabia mais o que fazer, ele nem ao menos conseguia raciocinar e então viu pela brecha da porta seu pai lutando com alguém. A luta era tão intensa que arrepiava Arthur, ele gritava o nome de seu pai, mas nenhum som saia pela porta. Uma chuva começou a cair, mais a luta só se tornava mais intensa. Ele não conseguia ver a luta direito, sua visão embaçava por causa das lagrimas. O homem era astuto e o lorde não conseguia mas resistir, ele estava à beira da morte, ele olhou no fundo dos olhos do homem e falou algo, com muita pressão usou seu ultimo ataque, o ataque que continha toda a força que lhe restava, mas foi tudo em vão, o outro homem desviou do ataque e rapidamente contra-atacou enfiando a espada no abdome do lorde, que logo caiu. Arthur viu tudo, mais não conseguia ajudar seu pai, já não bastava perder sua mãe, mas também seu pai? Ele estava inconformado, uma mistura de raiva e solidão habitava em seu corpo, ele olhou bem para o homem que havia derrotado seu pai, ele usava uma túnica toda preta que cobria o rosto, não usava nada que pudesse identificar quem ele era, mas Arthur conseguiu ver uma insígnia na espada do homem, uma cobra preta com traços avermelhados, mas logo o homem desapareceu. Um fogo começou a se alastrar sobre a aldeia e a arena, nada podia ser feito, Arthur usou toda a sua força para abrir a porta, e não conseguiu, mas uma esfera veio em alta velocidade e atingiu a porta, era magia, a magia de seu pai. Rapidamente ele correu e foi ate seu pai, que estava deitado sobre o chão molhado, ele olhou nos olhos do pai e não conseguia conter as lagrimas, seu pai estava repleto de ferimentos, ele sabia que seu pai iria morrer. O pai dele com suas ultima forças olhou para ele e disse:
– Filho eu sinto muito, eu não fui forte o suficiente, segure essa espada, ela é a espada da nossa família, esse é seu presente de aniversario, eu lhe nomeio um guerreiro, por favor, viva... Não se esqueça, ser forte não significa ser superior a alguém, ser forte é proteger a si mesmo e proteger a quem ama... E olhando nos olhos de Arthur, ele morreu, nos braços do seu filho sua vida chegou ao fim.
Com lagrimas no rosto Arthur falou:
– Eu prometo, vou sobreviver e descobrir tudo o que aconteceu, eu juro, eu jugarei o culpado.
O sol nasceu, a casa e também todo o vilarejo estava em chamas, Arthur não podia mais ficar ali, ele prometeu sobreviver. Ele correu com as forças que ainda tinha, tudo estava em chamas não tinha para onde fugir, a floreta que ficava perto da aldeia também estava em chamas, ele pensou que iria morrer ali, o ar estava pesado e repleto de fumaça, o calor era enorme e sua respiração falhava, seu corpo estava pesado e ele não tinha mais forças para prosseguir, mas não desistiu, correu em direção à floresta e chegou perto de um penhasco, era o único caminho que ele poderia ir, o fogo estava se alastrando e havia o cercado. Então ele pulou. Ele não imaginou o que haveria lá em baixo, mesmo assim ele pulou, enquanto caia ele pensou, eu não vou morrer aqui eu vou sobreviver. O colar que ele havia recebido da sua mãe começou a brilha e uma forte energia formou — se ao redor do seu corpo, ele não sabia o que era, e queria descobrir, porem a pressão do ar enquanto ele caia era muito grande, então ele apagou.
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