O Aprendiz
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O Aprendiz
— Oi, Susan. Como você está esta manhã? — perguntou Joan.
— Olá, Joan... Está o mesmo de sempre. Ainda continua uma droga... — disse Susan.
— O que foi dessa vez?
— Tipo você sabe o Syrius? Então ele é um lindo gatinho, mas não sei o porquê de ele não me dar bola... — disse ela, cabisbaixa.
— De novo o Syrius? Susan você tem que parar de ir atrás desse idiota.
— Não fala assim. Você sabe que eu gosto dele, poxa.
— Deixa quieto. Hã... Uma pergunta: você fez os deveres?
— Fiz sim. Aqui, toma, mas vê se da próxima vez, faz tudo a tempo.
— Obrigado, Su. Você sabe que eu te amo... — Joan beijou a bochecha da Susan. — Até mais tarde.
Susan havia tirado o Joan de uma fria. Ele não queria ficar depois da aula de castigo por causa do dever. Ele tinha que correr, pois estava atrasado para a aula do Professor Ygiss. E como correu para poder chegar a tempo.
— Joan, você está atrasado de novo — disse o professor Ygiss.
— Eu estava vindo e encontrei uma amiga. Por isso me atrasei só um pouco — disse Joan, tentando justificar-se.
— Esse só um pouco ao qual você se refere tem mais de 15 minutos. E, além disso, hoje tem a entrega das atividades para casa. Onde estão as suas?
— Aqui, professor. — Joan as ofereceu.
— Hm... Que bom que finalmente você fez as atividades, Joan!
— Não foi nada de mais, professor.
— Certo. Sente-se.
Ufa!, pensou Joan. Me livrei de uma boa dessa vez. Ainda bem que Susan é uma grande amiga. Já perdi as contas de quantas vezes ela me tirou de enrascadas. Joan aproximou-se do pessoal sentado no fundo da sala, como sempre.
— E, ai galera? — perguntou Joan, sentando-se.
— Fala, cara — disse Alex.
— E aí? — disse Kevin.
— E aí, cara? — disse Philipe.
— Galera, eu escapei hoje de uma enrascada — disse Joan.
— Como assim, cara? — perguntou Kevin.
— É, como assim? — perguntou Alex.
— É que, tipo, sabe as atividades de casa? Bem, eu me esqueci de fazer e pedi para Susan as fazer para mim.
— Como é? — perguntou o professor Ygiss.
Isso não pode estar acontecendo, pensou Joan, virando-se e deparando-se com o professor Ygiss. Os olhos do homem estavam cheios de raiva.
— É que, tipo... Hã... Bem... — Joan enrolou-se.
— Não tem é, nem tipo. Mais tarde, você vai ficar para poder realmente fazer as atividades na biblioteca — disse Ygiss, autoritário.
— Mas, professor...
— Sem mas, Joan!
A aula foi o que Joan consideraria um saco. Ele queria poder sair no horário para ir jogar bola com o pessoal. Droga de professor, pensou. Deixou-me aqui para mofar, fazendo esse dever maldito. Bem, eu vou fazer logo essa porcaria. Pera mais qual era o livro mesmo? Joan havia esquecido qual era o livro. Bem vamos ver. Não deve ter tantos livros velhos como aquele por aqui certo?
Joan procurou pelas estantes da biblioteca, mas ele não conseguia achar o livro. Tentou mais uma vez e dissera a si mesmo que, se não encontrasse, ia atrás do professor Ygiss. Então, um livro chamou sua atenção. Joan achou estranho, já que tinha umas inscrições desconhecidas. O livro estava numa prateleira, quase escondido, empoeirado e parecia estar lá há muito tempo. Joan decidiu dar uma olhada. Parecia ser um livro de bruxaria, pois ele realmente tinha estranhado as escrituras. Escrituras de como extrair acônito. Ou como exterminar globis. Como se isso existisse. Decidiu examinar mais tarde e então o sinal tocou.
Joan não havia percebido que o tempo passara, que já era tarde e o pior: nem dera tempo de ele fazer as atividades. O lado bom era que ele poderia ir para casa. Ele enfiou o livro na mochila, realmente querendo analisa-lo. Inesperadamente, o professor Ygiss apareceu.
— Joan, fez as atividades? — perguntou o professor.
— Não vou mentir para o senhor — disse Joan. — Não consegui terminar ainda, mas amanhã, se o senhor permitir, trago-as prontas.
— Veja se não esquece. — O professor decidiu dar uma oportunidade.
— Certo.
Joan estava aliviado por ter se livrado do mala do professor, mas sabia que no dia seguinte, teria que entregar a atividade, como havia dito. Foi em direção ao ponto de ônibus e enquanto esperava, decidiu olhar o livro. Não se tratava apenas de um livro estranho; tinha descrições de rituais bizarros e de como fazer invocações. Joan, frustrado por pensar que seria um livro de outro gênero, jogou-o na mochila e pegou o ônibus. Que desperdício de tempo, pensou. Achei que fosse um livro bom.
Ao chegar em casa, Joan encontrou sua mãe no sofá, vendo televisão.
— Oi, mãe — disse ele. — Como a senhora está?
— Oi, filho. Eu estou bem. Apenas vendo um pouco de TV.
— Certo. Vou subir e jogar um pouco, está bem?
— Claro, mas veja se não demora. O jantar está quase pronto.
— Pode deixar.
Joan foi ao quarto, tomou banho e enquanto jogava, sua mãe o chamou para jantar. Ele saiu do quarto e foi até a sala de jantar. A comida que sua mãe preparara estava ótima, pois sua mãe cozinhava bem. Assim que terminou de comer, ele voltou ao quarto e como estava com muito sono, deitou-se e dormiu.
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